O Estado do País

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Basta olhar para o Império Romano... Uma das causas da sua queda foi a entrada de bárbaros nos cargos de chefia, bárbaros esses que eram culturalmente o oposto do povo romano...

[IMG]http://www.livrariaultramarina.com/images/a-civilizacao-romana.jpg

Há muito tempo que digo que estamos iguais a Roma no fim do Império, corrupção, intrigas, desrespeito pela História, desrespeito por quem somos e de onde viemos, negação, falsidade, guerras entre nós, um antro de escumalha e escória e um país demasiado aberto culturalmente, não sou a favor do 'orgulhosamente Sós' do Salazar mas também tudo o que é demais enjoa e não faz bem a ninguém.

Aconselho a verem a série Roma e vão ver que já na altura do Fim da República se passava o mesmo em Portugal e na Europa contemporânea.
 
Fonte: Público

O Governo alemão está a ponderar reduzir em 2,5 por cento os ordenados na função pública e reter-lhes o subsídio de Natal de 2011, no âmbito de um ambicioso plano de austeridade em preparação, que prevê também o corte de prestações sociais e uma redução orçamento da Defesa do país.

O Governo pondera também tirar o subsídio de Natal dos funcionários públicos em 2011
(Johannes Eisele/ Reuters)

Desde finais do mês passado que se sabe que a Alemanha pretende adoptar um plano de austeridade que implica poupanças de cerca de dez mil milhões euros anuais até 2016, para pôr o défice anual das contas do Estado dentro do limite de três por cento do PIB em 2013 – que este ano deverá ficar em cinco por cento (contra 3,3 em 2009), devido às medidas de combate à crise económica.

Mas no fim-de-semana e hoje de manhã o Governo alemão esteve reunido para preparar os detalhes e a informação das medidas em preparação começou a ser dada nos meios internacionais.

Segundo um projecto de plano de medidas citado pelo diário britânico Financial Times, os cortes nas ajudas sociais, em que prevê poupar dois mil milhões de euros no primeiro ano de vigência, prevêem a diminuição do subsídio por cada filho, do subsídio de nascimento, do subsídio de desemprego, mas os funcionários públicos serão particularmente afectados.

O El País titula que este será o maior plano de ajustamento económico no país desde a II Guerra Mundial, que deverá também eliminar os subsídios ao aluguer de habitação e reduzir em dez mil o número de postos de trabalho na função pública até 2014.

O plano só deverá estar em velocidade cruzeiro em 2011, permitindo uma poupança de 11 mil milhões de euros nesse ano. O único orçamento que aumenta é o da Educação, e o da Defesa será um dos mais afectados, segundo o diário espanhol El Mundo.


Se isto não tem implicações nas nossas exportações e no nosso turismo, vou ali e já volto...
 
Trepkos,

uma leitura assim breve da História do povo romano revela alguns dados curiosos. O Império nasce debaixo da austeridade, inclusive a nível dos costumes. No auge, surge a libertinagem das cidadãs de Roma ou de Nero, a corrupção e a perda dos valores e dos costumes tradicionais. No final do Império, chegam os bárbaros... Bárbaros esses que andaram décadas a tomar posse de propriedades e cargos dentro do Império, sem mudar os seus costumes e valores.

A Europa Ocidental, de matriz judaico-cristã, que passou pelo Iluminismo e pelo Liberalismo do século XIX, está em decadência desde a Segunda Guerra Mundial. A corrupção dos Estados, a alteração dos costumes, a importação do americanismo, a forca do socialismo, são tudo factores que encontram paralelos com a História de Atenas ou de Roma...

O espaço vazio deixado pelo multiculturalismo e pela relativização de tudo será ocupado por algo ou alguém. E os candidatos estão à porta e a posicionar-se muito bem. Pensai nisso.
 
O Socialismo até sei o que é. É a social-democracia alemã que foi parar a uma gaveta da historia, infelizmente. O Americanismo não sei. Parece-me uma coisa exportada sei lá... dos Ingleses, dos Franceses, dos Espanhois, dos Holandeses e dos Portugueses... no fundo, pelos que cozinharam o melting pot.

E essa frase.. "a libertinagem das cidadãs de roma" dá muito que pensar sobre quem a escreve. Parece-me que o Jesus da Nazaré também gostava de mulheres libertinas...
 
O Socialismo até sei o que é. É a social-democracia alemã que foi parar a uma gaveta da historia, infelizmente. O Americanismo não sei. Parece-me uma coisa exportada sei lá... dos Ingleses, dos Franceses, dos Espanhois, dos Holandeses e dos Portugueses... no fundo, pelos que cozinharam o melting pot.

E essa frase.. "a libertinagem das cidadãs de roma" dá muito que pensar sobre quem a escreve. Parece-me que o Jesus da Nazaré também gostava de mulheres libertinas...

Agreste,

quando me refiro a socialismo, distingo-o da social-democracia cristã. O americanismo é a destruição da cultura europeia e a sua substituição pela cultura de massas importada da América, a substituição da Arte pelo entretenimento, é a Lady Gaga, o American Pie, a literatura light... Quanto a libertinagem... no auge do império romano, as mulheres de Roma casavam várias vezes ao longo da vida... quando se aborreciam do novo jovem que tinham «adquirido» à pouco tempo, encomendavam outro... e assim espatifavam as fortunas colectadas pelos antepassados...
 
Não entendo onde é que este artigo linkado encaixa no outro sobre a bíblia neo-liberal do Hayek... Ou há liberdade individual ou há alguém a dirigir a sociedade. Não se pode pedir coisas como ninguém se deve meter na minha vida, só eu sei para onde vou e depois não aceitar o resultado de todo esse individualismo... Repara que aparecem lá escritas 2 palavras: Bem Comum. :D

A propósito do artigo, isto é muito contraditório:

"foram abatidas, uma a uma, as fronteiras que faziam a riqueza e a diversidade dos povos do Ocidente"

"Planificadores, recusaram aos povos a liberdade económica, riscaram tratados que estilhaçaram a segurança do pão e do trabalho, abriram as portas do Ocidente à China para agora a quererem ver abatida e substituída pela Índia"

Liberdade económica versus segurança do pão e do trabalho... isto sim dá que pensar, mas quem escreveu não deve ter pensado no assunto... não se podem ter as 2 coisas ao mesmo tempo, eu não posso fechar a minha casa aos outros e esperar que os outros me deixem entrar na casa deles...
 
Ontem a noite enquanto via um episódio de South Park lembrei-me aqui deste tópico, no episódio queriam fazer umas rábulas sobre o profeta maomé mas essas rábulas foram censuradas porque os árabes assim o quiseram, sobre o pretexto de terrorismo.

Ora isto é muito grave porque aqui a uns anos, quando foram feitas na Dinamarca as caricaturas do maomé, foram literalmente censuradas devido à pressão dos árabes.... ora, se estamos na Europa, se somos soberanos, porque raio nos havemos de sujeitar aos outros? E cada vez os árabes tem mais poder sobre a Europa, são uma das suas maiores ameaças.
 
FP.png
 
E o estado acaba de lançar mais benefícios fiscais! Uma medida corajosa que vem em tempos de dificuldades, fazendo com que os cidadãos mais pobres mesmo aqueles que viram a sua retenção na fonte do IRS, possam agora aproveitar para fazer obras colocando vidros duplos nas suas casas, anexos,barracas, palheiros ou currais, podendo assim beneficiar de um reembolso no IRS! :D
Bem, agora só falta mesmo avançar com o TGV, com a 3a travessia do Tejo (parece que há um consorcio que quer ajudar), o aeroporto e pagar os submarinos que estão aí a chegar no fim do ano! Dentro em breve seremos os PIIGS mais IN, mais à frente da Europa! Não entendo os alemães, em vez de darem sinais de confiança na retoma, agora lembraram-se de poupar 80mil milhões de euros, ridículo, querem ver que estão a passar necessidades e ainda nos vão pedir ajuda? São os alemães e são agora os ambientalistas que se lembraram agora de uma escombreira ilegalegalmente legalizada por alguém sem avisar o dono, e que contém resíduos tóxicos com 260mil toneladas a mais que o permitido numa localidade pertencente a Maia. Preocupem-se antes com as monarquias e as repúblicas!! Já agora sabiam que existe uma única república dinastica no mundo inteiro? É algo assim como a monarquia, só que o país chama-se Coréia do Norte.. :)
 
Outro recurso por explorar... o lítio...



LITHIUM
(Data in metric tons of lithium content unless otherwise noted)
Domestic Production and Use: Chile was the leading lithium chemical producer in the world; Argentina, China, and the United States also were major producers. Australia, Canada, Portugal, and Zimbabwe were major producers of lithium ore concentrates. The United States remained the leading importer of lithium minerals and compounds and the leading producer of value-added lithium materials. Because only one company produced lithium compounds from domestic resources, reported production and value of production were withheld from publication to avoid disclosing company proprietary data.

Estimation of value for the lithium mineral compounds produced in the United States is extremely difficult because of the large number of compounds used in a wide variety of end uses and the great variability of the prices for the different compounds. Two companies produced a large array of downstream lithium compounds in the United States from domestic or South American lithium carbonate. A U.S. recycling company produced a small quantity of lithium carbonate from solutions recovered during the recycling of lithium batteries.

Although lithium markets vary by location, global end-use markets are estimated as follows: ceramics and glass, 31%; batteries, 23%; lubricating greases, 10%; air treatment, 5%; continuous casting, 4%; primary aluminum production, 3%; and other uses, 24%. Lithium use in batteries expanded significantly in recent years because rechargeable lithium batteries were being used increasingly in portable electronic devices and electrical tools.


World Mine Production and Reserves: Reserves estimates for Argentina, Australia, and Chile have been revised based on new information from Government and industry sources.
Mine production Reserves2
2008 2009e
United States W W 38,000
Argentina 3,170 2,200 800,000
Australia 6,280 4,400 580,000
Brazil 160 110 190,000
Canada 690 480 180,000
Chile 10,600 7,400 7,500,000
China 3,290 2,300 540,000
Portugal 700 490 NA
Zimbabwe 500 350 23,000
World total (rounded) 325,400 318,000 9,900,000
World Resources: The identified lithium resources total 2.5 million tons in the United States and approximately 23 million tons in other countries. Among the other countries, identified lithium resources for Bolivia and Chile total 9 million tons and in excess of 7.5 million tons, respectively. Argentina and China each contain approximately 2.5 million tons of identified lithium resources.
Substitutes: Substitutes for lithium compounds are possible in batteries, ceramics, greases, and manufactured glass. Examples are calcium and aluminum soaps as substitutes for stearates in greases; calcium, magnesium, mercury, and zinc as anode material in primary batteries; and sodic and potassic fluxes in ceramics and glass manufacture. Lithium carbonate is not considered to be an essential ingredient in aluminum potlines. Substitutes for aluminum-lithium alloys in structural materials are composite materials consisting of boron, glass, or polymer fibers in engineering resins.
eEstimated.


http://minerals.usgs.gov/minerals/pubs/commodity/lithium/mcs-2010-lithi.pdf
 
Ten Year Government Bond Spreads
Country Latest Spread
vs Bund Spread vs
T-Bonds
Australia 5.40% -98.38 +2.17
Austria 3.12% -100.65 -0.11
Belgium 3.34% -100.44 +0.10
Canada 3.40% -100.37 +0.17
Denmark 2.68% -101.09 -0.55
Finland 2.85% -100.93 -0.38
France 3.03% -100.75 -0.21
Germany 2.57% -101.21 -0.66
Greece 9.44% -94.34 +6.21
Italy 4.05% -99.73 +0.81
Japan 1.24% -102.54 -2.00
Netherlands 2.85% -100.92 -0.38
New Zealand 5.54% -98.24 +2.30
Norway 3.10% -100.67 -0.13
Portugal 5.92% -97.86 +2.69
Spain 4.58% -99.20 +1.34
Sweden 2.52% -101.26 -0.71
Switzerland 1.55% -102.22 -1.68
UK 3.46% -100.32 +0.22
US 3.23% -100.54 0.00

http://markets.ft.com/ft/markets/bonds.asp
 
Outro recurso por explorar... o lítio...



LITHIUM
(Data in metric tons of lithium content unless otherwise noted)
Domestic Production and Use: Chile was the leading lithium chemical producer in the world; Argentina, China, and the United States also were major producers. Australia, Canada, Portugal, and Zimbabwe were major producers of lithium ore concentrates. The United States remained the leading importer of lithium minerals and compounds and the leading producer of value-added lithium materials. Because only one company produced lithium compounds from domestic resources, reported production and value of production were withheld from publication to avoid disclosing company proprietary data.

Estimation of value for the lithium mineral compounds produced in the United States is extremely difficult because of the large number of compounds used in a wide variety of end uses and the great variability of the prices for the different compounds. Two companies produced a large array of downstream lithium compounds in the United States from domestic or South American lithium carbonate. A U.S. recycling company produced a small quantity of lithium carbonate from solutions recovered during the recycling of lithium batteries.

Although lithium markets vary by location, global end-use markets are estimated as follows: ceramics and glass, 31%; batteries, 23%; lubricating greases, 10%; air treatment, 5%; continuous casting, 4%; primary aluminum production, 3%; and other uses, 24%. Lithium use in batteries expanded significantly in recent years because rechargeable lithium batteries were being used increasingly in portable electronic devices and electrical tools.


World Mine Production and Reserves: Reserves estimates for Argentina, Australia, and Chile have been revised based on new information from Government and industry sources.
Mine production Reserves2
2008 2009e
United States W W 38,000
Argentina 3,170 2,200 800,000
Australia 6,280 4,400 580,000
Brazil 160 110 190,000
Canada 690 480 180,000
Chile 10,600 7,400 7,500,000
China 3,290 2,300 540,000
Portugal 700 490 NA
Zimbabwe 500 350 23,000
World total (rounded) 325,400 318,000 9,900,000
World Resources: The identified lithium resources total 2.5 million tons in the United States and approximately 23 million tons in other countries. Among the other countries, identified lithium resources for Bolivia and Chile total 9 million tons and in excess of 7.5 million tons, respectively. Argentina and China each contain approximately 2.5 million tons of identified lithium resources.
Substitutes: Substitutes for lithium compounds are possible in batteries, ceramics, greases, and manufactured glass. Examples are calcium and aluminum soaps as substitutes for stearates in greases; calcium, magnesium, mercury, and zinc as anode material in primary batteries; and sodic and potassic fluxes in ceramics and glass manufacture. Lithium carbonate is not considered to be an essential ingredient in aluminum potlines. Substitutes for aluminum-lithium alloys in structural materials are composite materials consisting of boron, glass, or polymer fibers in engineering resins.
eEstimated.


http://minerals.usgs.gov/minerals/pubs/commodity/lithium/mcs-2010-lithi.pdf

Apesar de tudo o futuro das baterias já não está no lítio mas no desenvolvimento dos micro-condensadores. Convinha saber, se é que isso alguma vez foi feito, que recursos de Coltan existem em Portugal. O tântalo é o mais perfeito dos materiais na electricidade e na electrónica, vale mais dinheiro do que o ouro e vai estar no futuro das baterias...

http://minerals.usgs.gov/minerals/pubs/commodity/niobium/myb1-2008-niobi.pdf
 
Neste momento as atenções deixaram de estar voltadas para Portugal. A Bélgica está à beira da ruptura, correm rumores sobre um eventual pacote de ajuda à Espanha e a Grécia continua a cair para o abismo. Está tudo muito incerto, o castelo de cartas pode ruir a qualquer momento. Israel à beira de atacar o Irão, a crise nas Coreias a subir de tom, as dívidas públicas dos estados da Europa e de alguns estados americanos (como a Califórnia)... o mundo que conhecemos pode mudar radicalmente a qualquer momento (ou não). Não fosse a elevada exposição da banca francesa e alemã às dívidas do Sul e não sei se ainda haveria Euro...
 
Neste momento as atenções deixaram de estar voltadas para Portugal. A Bélgica está à beira da ruptura, correm rumores sobre um eventual pacote de ajuda à Espanha e a Grécia continua a cair para o abismo. Está tudo muito incerto, o castelo de cartas pode ruir a qualquer momento. Israel à beira de atacar o Irão, a crise nas Coreias a subir de tom, as dívidas públicas dos estados da Europa e de alguns estados americanos (como a Califórnia)... o mundo que conhecemos pode mudar radicalmente a qualquer momento (ou não). Não fosse a elevada exposição da banca francesa e alemã às dívidas do Sul e não sei se ainda haveria Euro...

Quem se safa no meio disto tudo são as economias emergentes como a china, a índia, o brasil, em especial a China! A china tem aproveitado muito bem o momento de crise mundial, continuando a investir nos mercados internacionais, emprestando dinheiro, adquirindo cotas em empresas a preço de saldo. Primeiro a irlanda, depois a grécia, portugal, espanha, itália, JAPÃO na ruína, bélgica e a europa toda em medidas de contenção. Estamos a assistir o palco de uma reestruturacão política, económica e financeira mundial, e o mundo só irá acordar da crise provavelmente com uma nova ordem mundial, com mais ênfase nos chamados países emergentes! Agora vem aí o verão "seally season", mas será que o volume de negócios irá baixar como habitual, será que algum investidor poderá dormir e ir de férias descansado com os seus investimentos à mercê de volatilidades, depreciaçoes na bolsa, nos câmbios, em tudo?! Aparentemente parece que Portugal até está recuperando, mas porém, uma análise mais cuidada permite-me dizer que o desemprego aumentou uma vez mais, quando nesta época deveria descer (sector turismo, comércio e hotelaria) como é habitual no Verão, que será que nos espera em Setembro? A Europa só irá sobreviver se conseguir comportar-se como uma nação, aumentando o fundo de coesão, mas exigindo das suas nações o cumprimento de uma política económica e social com objectivos comuns, e é um pouco isso o que nos diferencia dos EUA, que têm maior capacidade, mas devem ainda mais, contudo têm mais crédito por serem uma nação que não se coibe em equilibrar as finanças entre estados, quando a situação o exige, assegurando políticas comuns.
 
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