O Estado do País

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PS: acho interessante que o tom de pele do grego representado no desenho seja mais típico do tom de pele de um indivíduo do Magreb, mas isso também não me surpreende vindo de um partido xenófobo.
 
Afinal, onde há que cortar mais nos funcionários das Câmaras é no Alentejo e Algarve.

Ora se temos cerca de 700 000 funcionários públicos, e se cerca de 110 000 trabalham nas autarquias, qual seria o impacto da extinção de metade das freguesias, um quarto dos concelhos e da optimização do número de funcionários no novo mapa autárquico?

http://desmitos.blogspot.com/2010/06/emprego-nas-camaras.html

Se não podemos cortar na Educação, nem na Saúde, e bem, digo eu, mesmo cortando nas autarquias continuaríamos com perto de 7% da população a trabalhar para o Estado. Mesmo assim, isso não invalida que haja mais rigor e eficiência no poder local, e consequentemente, o despedimento de quem está a mais.

E com este post me despeço do fórum. Até Agosto.
 
Considerar a ocupação do território um desperdício de recursos públicos e a contratação de pessoal para funções que nenhuma empresa privada aceita fazer é de facto a última barreira antes da loucura.

O que ele não escreveu e devia ter escrito é que as câmaras municipais do Alentejo (como muitas outras) são o último reduto de emprego e de satisfação pessoal para as pessoas que vivem em zonas pobres. Sim, ter emprego é sentir-se útil e isso é uma realização pessoal.

O que ele sabe mas não escreve é que no Alentejo como noutras partes do país, existem benefícios fiscais à fixação de empresas, lotes industriais à venda por 1 euro que ninguém quer comprar e subsídios para o nascimento de crianças.

O que ele pensa mas não diz é que a redução de despesa era feita mais rapidamente se acabassem as empresas municipais fortemente instaladas nos concelhos com menos funcionários camarários, onde o objectivo social e a eficácia foram substituídos pelo lucro, pela diminuição geral da qualidade do serviço, pelo aumento dos preços e pelas cláusulas leoninas.

É um post altamente demagógico e sem nenhuma conclusão prática ou melhor realça aquilo que já conhecíamos. A crise nunca é para todos! mas a desvalorização da solidariedade e da confiança é inversamente proporcional à subida do egoísmo, da ganância e da ignorância. O FPO da Austria que é um partido fascista pensa exactamente o mesmo sobre a distribuição dos recursos públicos. O nosso dinheiro para o nosso povo! :cold:
 
"AVISOS DO PASSADO

Para quem pensa que alguns dos problemas actuais não eram bem conhecidos há quase 20 anos, aqui fica uma citação do chamado Relatório Porter sobre as vantagens competitivas nacionais. O relatório foi escrito em 1994:


"Grande parte do crescimento de Portugal nos últimos anos deve-se aos investimentos da CE em infra-estruturas e a um forte crescimento do consumo. Mas as infra-estruturas já estão praticamente implementadas e o país não pode continuar a consumir a um nível que excede a sua criação de riqueza." (p. 15)


Como é óbvio, não só os nossos governantes não entenderam que as infra-estruturas principais já estavam feitas (bem pelo contrário), como a preocupação de estarmos a consumir acima das nossas possibilidades ficou adiada por quase 20 anos. Os resultados estão bem à vista."

Parece-me que este autor (Alvaro Santos Pereira - ver aqui), vê esta questão pelo mesmo prisma que eu o vejo há largos anos.
A "política do betão" que tão criticada foi e ainda é (principalmente aqueles que gostam de usar este argumento contra o actual Presidente da República Cavaco Silva), mais não foi do que dotar Portugal de infra-estruturas necessárias para que fosse criada riqueza no rectângulo Luso.
Auto-estradas de acesso, os famigerados IP´s (que afinal serviam e servem mas que os Portugueses utilizam mal), e outros, foram o ponto de partida para se atingirem vários objectivos de ajudar ao desenvolvimento de uma indústria capaz de colocar os seus produtos nos centros de distribuição nacional e internacional.
Sendo certo que foi um período de expansão económica e social do país até 1994, de lá para cá outras necessidades se impuseram, mas a meu ver com demasiados erros de natureza vária - o maior dos quais terá sido a continuação de uma aposta desenfreada nas acessibilidades. Esta foi a razão do despiste e desnorte dos sucessivos governos, ao gastar em obras não necessárias ou menos necessárias a curto\médio prazo.
Isto sem contar com o estímulo continuado ao consumo interno e galopante endividamento das famílias e empresas, para o qual nada foi feito desde 1995.

Por vezes temos memória curta e esquecemos os propósitos de determinadas políticas que foram seguidas há 24 anos atrás (quando se iniciou o 1º governo do Cavaco Silva)...
 
Considerar a ocupação do território um desperdício de recursos públicos e a contratação de pessoal para funções que nenhuma empresa privada aceita fazer é de facto a última barreira antes da loucura.

O que ele não escreveu e devia ter escrito é que as câmaras municipais do Alentejo (como muitas outras) são o último reduto de emprego e de satisfação pessoal para as pessoas que vivem em zonas pobres. Sim, ter emprego é sentir-se útil e isso é uma realização pessoal.

O que ele sabe mas não escreve é que no Alentejo como noutras partes do país, existem benefícios fiscais à fixação de empresas, lotes industriais à venda por 1 euro que ninguém quer comprar e subsídios para o nascimento de crianças.

O que ele pensa mas não diz é que a redução de despesa era feita mais rapidamente se acabassem as empresas municipais fortemente instaladas nos concelhos com menos funcionários camarários, onde o objectivo social e a eficácia foram substituídos pelo lucro, pela diminuição geral da qualidade do serviço, pelo aumento dos preços e pelas cláusulas leoninas.

É um post altamente demagógico e sem nenhuma conclusão prática ou melhor realça aquilo que já conhecíamos. A crise nunca é para todos! mas a desvalorização da solidariedade e da confiança é inversamente proporcional à subida do egoísmo, da ganância e da ignorância. O FPO da Austria que é um partido fascista pensa exactamente o mesmo sobre a distribuição dos recursos públicos. O nosso dinheiro para o nosso povo! :cold:

Vamos então falar de Montemor.

O que você não sabe é que Montemor além de um dos maiores concelhos do País é um dos mais ricos em recursos, o que você não sabe é que não existe trabalho e esses recursos não são aproveitados, também não sabe que só entra para a câmara quem têm cunhas ou é filiado no PCP, o que não sabe é que temos um enorme parque industrial mas não têm fabricas porque a câmara não quer, que apostou numa politica anti-emprego para assim continuar a ter o monopólio e continuar a ser eleita, o que você não sabe é que esse mesmo parque industrial é gerido por uma empresa da câmara, mais um de milhares de tachos, digamos.

O que também não sabe é que depois, em eleições, a câmara vem a praça pública atacar o governo pq não haver fábricas... fantástico esses preços de e 1 euro que na prática não servem para rigorosamente nada.

Vejamos então Vendas Novas, continua a ser PCP mas têm um enorme parque industrial ( num concelho que é 1/3 de Montemor ) têm emprego e também ninguém sabe que o parque industrial de Vendas Novas era para estar aqui, vamos então agradecer à câmara e aos fantásticos serviços do Alentejo por um serviço tão bem prestado.

PS: a única fabrica que emprega mais de 30 pessoas em Montemor esta em terrenos privados e não no parque industrial que é da câmara.
 
A tua versão de emprego útil vai atirar-te para o desemprego. Porque motivo haveria eu de te dar emprego no estado ou noutro lado qualquer, se posso contratar um tipo do Cazaquistão pelo salário mínimo, com as mesmas qualificações, que faz o mesmo que tu fazes, não falta, não adoece e não tem férias? A teoria do liberalismo falha sempre quando os próprios são confrontados com aquilo que defendem para os outros. E parecem ter todos um grave problema com o pagamento de impostos e com o equilíbrio na distribuição da riqueza. Mas há muita despesa inútil no Estado, já escrevi aqui sobre a nacionalização do BPN e sobre as empresas municipais.

Sobre a vergonha nacional nas contratações de pessoal e nos concursos isso parece-me ser a versão voyeur de Portugal vista a partir de um T2 da linha de Sintra. Podias ter falado dos pacientes de Vila Real de Santo António que vão a Cuba tratar dos olhos, do Centro de Saúde de Odemira que não tem médicos, sobre Alcoutim em que o médico do povo é o Presidente da Câmara ou sobre o Centro de Saúde de Aljezur que esteve sem colocação de médico durante 12 anos. Há aqui e por esse país afora muitos lugares vagos que fazem falta preencher...

Na electricidade os preços são regulados em Portugal e em todos os países da Europa. Por uma razão simples. O custo directo seria incomportável para os consumidores. Não era apenas uma moderação dos consumos. Porque motivo venderia eu electricidade em Portugal se no centro da Europa tenho mais consumidores disponíveis e maior margem de lucro? Ao preço de mercado ficávamos às escuras. Assim se passa na água do Alqueva que também tem um preço regulado e não reflecte os custos globais do investimento. Ao preço livre todos faziam furos e poços ou aproveitavam a água das charcas. São bens essenciais que nunca poderão estar sujeitos ao mercado livre. Sobre os painéis fotovoltaicos estou de acordo contigo. Não há nenhuma vantagem na produção “caseira” de energia eléctrica. É apenas um mau negócio. O modelo a seguir seria sempre o das grandes centrais produtoras, por uma questão de rendimento ficando as zonas rurais remotas com fotovoltaica aí sim subsidiada pelos contribuintes. Mas a estratégia comercial da REN (entretanto já privatizada) deixou de ser o disponibilizar pontos de ligação à rede particularmente no sul do país onde a produção é francamente viável.

O Mexias não me incomodam. São um problema dos accionistas e da estratégia da EDP. Se ele ganha 3 milhões de euros em redimentos vai pagar 1,35 milhões de euros em impostos. Quanto mais ganhar mais vai pagar. A crítica pode vir se ele não pagar esses impostos mas aí já é um problema criminal e não uma opção deste ou daquele governo.
 
Vamos então falar de Montemor.

O que você não sabe é que Montemor além de um dos maiores concelhos do País é um dos mais ricos em recursos, o que você não sabe é que não existe trabalho e esses recursos não são aproveitados, também não sabe que só entra para a câmara quem têm cunhas ou é filiado no PCP, o que não sabe é que temos um enorme parque industrial mas não têm fabricas porque a câmara não quer, que apostou numa politica anti-emprego para assim continuar a ter o monopólio e continuar a ser eleita, o que você não sabe é que esse mesmo parque industrial é gerido por uma empresa da câmara, mais um de milhares de tachos, digamos.

O que também não sabe é que depois, em eleições, a câmara vem a praça pública atacar o governo pq não haver fábricas... fantástico esses preços de e 1 euro que na prática não servem para rigorosamente nada.

Vejamos então Vendas Novas, continua a ser PCP mas têm um enorme parque industrial ( num concelho que é 1/3 de Montemor ) têm emprego e também ninguém sabe que o parque industrial de Vendas Novas era para estar aqui, vamos então agradecer à câmara e aos fantásticos serviços do Alentejo por um serviço tão bem prestado.

PS: a única fabrica que emprega mais de 30 pessoas em Montemor esta em terrenos privados e não no parque industrial que é da câmara.

Se a administração da Câmara não serve os interesses de Montemor, usem ironicamente o cartaz do PCP, levem a luta até ao voto e escolham outras pessoas…

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A tua versão de emprego útil vai atirar-te para o desemprego. Porque motivo haveria eu de te dar emprego no estado ou noutro lado qualquer, se posso contratar um tipo do Cazaquistão pelo salário mínimo, com as mesmas qualificações, que faz o mesmo que tu fazes, não falta, não adoece e não tem férias? A teoria do liberalismo falha sempre quando os próprios são confrontados com aquilo que defendem para os outros. E parecem ter todos um grave problema com o pagamento de impostos e com o equilíbrio na distribuição da riqueza. Mas há muita despesa inútil no Estado, já escrevi aqui sobre a nacionalização do BPN e sobre as empresas municipais.

Sobre a vergonha nacional nas contratações de pessoal e nos concursos isso parece-me ser a versão voyeur de Portugal vista a partir de um T2 da linha de Sintra. Podias ter falado dos pacientes de Vila Real de Santo António que vão a Cuba tratar dos olhos, do Centro de Saúde de Odemira que não tem médicos, sobre Alcoutim em que o médico do povo é o Presidente da Câmara ou sobre o Centro de Saúde de Aljezur que esteve sem colocação de médico durante 12 anos. Há aqui e por esse país afora muitos lugares vagos que fazem falta preencher...

Mas não é o estado que têm de arranjar o emprego, são os privados, são as suas iniciativas, o comércio as fábricas e as empresas privadas, o estado só mete lá gente por cunhas e não pelos devidos valores e sempre será assim.

Não podemos esperar que o estado venha ajudar em tudo, aliás, quanto menos vezes o estado meter o nariz onde não é chamado melhor.

Sim, ou como o serviço do centro de saúde de Montemor que tão ruidosamente nos dizem que não têm internamento o que é de todo mentira, aliás, aquele internamento não passa de uma 'despensa' onde metem os idosos que já têm os dias contados, aqui diz-se, 'foi ali para o hospital? então vai morrer..', o que é uma tristeza, se é para isto que querem internamentos, não obrigado.

Então e os doentes que vão de Montemor a Lisboa fazer tratamentos? não podemos ter um hospital de santa maria em todas as localidades...

Se o interior não oferece as condições necessárias à pessoas para se instalarem é normal que poucos médicos se fixem nessas áreas.

Também nos dizem aqui que querem o posto médico do Cortiço aberto, ora o Cortiço são 7 km de Montemor, a viagem faz-se em 2 minutos, pq raio tem de haver um posto médico lá? mais gastos para o estado.
 
No que diz respeito à electricidade, a verdade é que olhando para o consumo dos últimos meses, ninguém diria que estivéssemos em crise.

Em comparação com os mesmos meses do ano passado, este ano o consumo evoluiu da seguinte forma:
Janeiro: +1,1%
Fevereiro: +8,1%
Março: +12,5%
Abril: +4,2%.
Maio: +4,4%
Junho: +2,4% (estimado).


Portanto, durante a primeira metade do ano o consumo foi sempre superior ao mesmo período de 2009. Isto apesar de todas as medidas de eficiência energética tomadas, do aumento dos preços e "da crise".

Em Fevereiro e Março tivemos alguns períodos de frio intenso. Mas de resto...
 
Também nos dizem aqui que querem o posto médico do Cortiço aberto, ora o Cortiço são 7 km de Montemor, a viagem faz-se em 2 minutos, pq raio tem de haver um posto médico lá? mais gastos para o estado.

O TGV já passa em Montemor? É que isso dá uma média de 210 km/h.

Quanto ao assunto do despovoamento do interior, creio que é um dos pilares do nosso atraso em relação aos restantes países do primeiro mundo. É estúpido termos um país cujo território é quase todo habitável (não temos desertos, climas extremos nem grandes cordilheiras montanhosas) e desperdiçarmos mais de metade do território. Não só contribui para o aumento do desemprego, insegurança e decréscimo da qualidade de vida nas regiões acolhedoras, como se vê na periferia de Lisboa e Porto por exemplo, mas também contribui para perdermos as raízes que unem muitos à terra, os conhecimentos ancestrais da população rural, que quando se desloca para a cidade não só se mantém analfabeta, como embrutece e perde todo o conhecimento passado de geração em geração.

Portanto, e não falando do caso que referiste, que de facto é um desperdício numa zona pouco povoada haver separados por 7 km, que se devem fazer em cerca de 7 min, dois postos médicos. Agora o encerramento de alguns centros de saúde, escolas, e todo um rol de serviços, só nos vem prejudicar (ao país como um todo e não só uma região) a longo prazo, mesmo que hoje se poupem uns trocos. Em Portugal não há políticos que governem para o futuro, a não ser quando o futuro são as eleições. É tudo para o presente. Por isso acho estúpidas as declarações Cavaco Silva, quando diz que o benefício de uma estrada são os carros que lá passam. Não é só. É também as oportunidades de negócio para as regiões servidas, a coesão territorial e a igualdade de condições, entre outros. Se numa estrada passarem 10 000 carros com uma pessoa lá dentro e noutra só 10 camiões carregados de ouro de uma exploração mineira servida por essa via, qual é a mais rentável?
 
Portugal perdeu mais de 5 mil milhões de euros em impostos nos últimos cinco anos

Portugal perdeu nos últimos cinco anos mais de cinco mil milhões de euros em impostos, um valor que corresponde a três por cento do Produto Interno Bruto. Deste valor, três mil milhões de euros não foram cobrados porque os respectivos processos prescreveram.

Tiago Caiado Guerreiro considera normal que o Estado não tenha conseguido cobrar cinco mil milhões de euros em impostos nos últimos cinco anos

Estes dados são hoje revelados pelo jornal I que cita a conta geral do Estado relativa a 2009 e que foi publicada na quarta-feira.

No final do ano passado estavam ainda por cobrar impostos no valor de 14 mil milhões de euros. O prazo para a prescrição das dívidas fiscais já foi de 20 anos passou para 10 em 1991 e agora esse prazo é de oito anos.

Ouvido pela TSF, o fiscalista Tiago Caiado Guerreiro considerou que a perda de cinco mil milhões de euros em impostos em cinco anos é normal e que agora a máquinas fiscal é mais eficaz.

Entre as razões pelas quais estes impostos não foram recebidos está o facto de algumas pessoas não os terem conseguido pagar e o de algumas dívidas não serem executadas nos prazos acabando depois por perscrever.

«O que aconteceu com os governo e no passado é que como não queriam aceitar o custo político de reconhecer as prescrições eles tinham-nas lá inscritas, mas não as retiravam do sistema. E agora, como o sistema é mais eficaz e cobra melhor os impostos, é retirado», adiantou.

Intimamente ligada a esta questão, está ainda o facto de que «apesar de a máquina fiscal ser mais eficaz, cada vez exigem mais impostos aos portugueses».

«Por isso, há cada vez mais pessoas que não conseguem pura e simplesmente pagá-los e que ficam sem bens», concluiu.

in www.tsf.pt

Outro problema, a justiça. E estes 5 mil milhões são só dos que foram descobertos, que os tem em off-shores não contribui para esta perda.
 
«Nas palavras de Karl Marx: Com o desenvolvimento do capital remunerado a juros e com o sistema de crédito, todo o capital parece duplicar-se e, em alguns pontos, triplicar-se, por meio de diversas maneiras pelas quais o mesmo capital ou até a mesma titularidade, surge em diversas mãos sob diferentes formas. A maior parte desse capital-moeda é puramente fictícia»

É compreensível a reacção da grande finança através de todos os seus lobbies aos chamados “custos” do acordo de Basileia III. Afinal de contas enquanto o PIB mundial é hoje 4 vezes maior do que em 1980 – o ano zero da loucura – os fluxos monetários em circulação e a finança virtual resultante da desregulação dos mercados aumentaram 16 vezes! O Neoliberalismo que tudo destrói tem obviamente de continuar a sustentar toda esta máquina imaginária...

America’s Congress nears agreement on a financial-reform bill, but the final shape of the new regime is unclear. The international picture is murkier still

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There were amendments to this, amendments to that, even amendments to amendments. Negotiators and aides seemed to be drowning in paper. But a marathon session of bleary-eyed horse-trading between Democrats and Republicans yielded, at 5.39am on June 25th, an agreed text of what supporters portray as America’s most important package of financial law since the Depression—and opponents decry as a 2,319-page cop-out.

Before becoming law as the Wall Street Reform and Consumer Protection Act (known as Dodd-Frank after its architects, Chris Dodd and Barney Frank—pictured above, showing the strain), the bill must be approved by both houses of Congress. On June 30th the House of Representatives obliged by passing it by 237 votes to 192. The Senate is proving less easy. Democratic leaders were scrambling to secure the 60 votes needed to avoid a filibuster after Robert Byrd, the longest-serving of the 57 Democrats, died (see article), and a Republican whose support was crucial, Scott Brown, refused to vote for a bill that raised taxes. He objected to a $19 billion levy on large banks, insurers and hedge funds to cover the costs of implementing the law—setting up new regulators, paying for studies and so forth—which had been slipped in at the last minute.

Messrs Dodd and Frank took the unusual step of reopening the conference that had thrashed out the bill, and stripped out the bank levy. They proposed instead that only $6 billion come from banks (from higher deposit-insurance fees) and the rest from winding down the Troubled Asset Relief Programme (TARP) early. Mr Brown said he would mull it over. The Senate’s vote has now been postponed until after the week-long July 4th recess.
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If there are no more hiccups, Dodd-Frank will give Barack Obama his second domestic triumph of the year, after health care. The president has wasted no time in touting it: indeed, he had pushed for a deal before the meeting of the Group of Twenty (G20) countries in Toronto on June 26th and 27th so that officials could parade it there as a model for others to follow. Some European countries are keen on tighter financial regulation, and various proposals from the European Commission are in the works. On June 30th the European Union’s member states and parliament proposed limits to the share of bonuses paid at once and in cash. But the pace in Europe is likely to be slower, and deep international disagreements remain.

It takes thick rose-tinted glasses to accept Mr Obama’s assertion that the new law will ensure an end to bank bail-outs. Moreover, there are some glaring omissions. The bill’s authors ducked big decisions on the future status of Fannie Mae and Freddie Mac, to the chagrin of Republicans, who rightly view the mortgage agencies as having been instrumental in causing the financial crisis. Nor is there a meaningful tidying-up of the tangle of federal regulatory agencies. On both counts, an excuse for doing nothing was the concern that political opposition would have jeopardised the whole bill.

Still, the document covers a lot of ground in its effort to replace the PVC in the financial plumbing with copper pipe, as one official put it. It creates a new consumer financial-protection bureau. It empowers regulators to dismantle any failing financial firm, not just banks, and pushes more of the clean-up costs onto surviving competitors, rather than the taxpayer. Those who securitise loans will have to retain more of the risk. The so-called Volcker rule will limit banks’ proprietary trading and investment in hedge funds and private equity. Derivatives markets will no longer be left to their own devices.


The pendulum swings

The package is part of a global—though uneven—shift towards more government intrusion in finance after the meltdown of 2008. Starting in the late 1970s, America began a process of deregulation that accelerated in the 1980s and 1990s, culminating in a law that left fast-growing swaps markets largely unregulated and the repeal of Glass-Steagall, the 1933 act that had segregated commercial banking and investment banking (see table). The re-regulation of corporate America began with the Sarbanes-Oxley act of 2002, which was designed to tighten companies’ governance after the dotcom bust and Enron’s bankruptcy. But in finance the deregulatory mood carried on until the bust.

Dodd-Frank is riddled with messy compromises. The Volcker rule was watered down to let banks invest up to 3% of tier-one capital in hedge and private-equity funds—implying $3 billion-4 billion for the largest banks. JPMorgan Chase can keep its giant Highbridge hedge fund, because it invests only clients’ money. Morgan Stanley must offload its proprietary-trading operation, PDT, which accounts for less than 2% of group revenue. Goldman Sachs will be hardest hit: it derives at least 10% of its revenue from proprietary trading. The prop-trading ban is subject to approval by a new Treasury-led council of regulators, which will study its impact. And firms will get at least seven years to divest assets.

The deal on banks’ swaps desks was grubbier still: a nonsensical compromise to allow Senator Blanche Lincoln, author of a proposal to force banks to spin these off, to save face. Interest-rate, foreign exchange and high-quality credit swaps can be retained; supposedly riskier commodity, equity and non-investment-grade credit contracts must go into separate affiliates with higher capital costs.

Interest-rate swaps may be more germane to banking than commodity swaps, but the idea that they are inherently safer is laughable: poorly chosen rate contracts have caused countless losses for banks, companies and municipalities over the years. But because rate and foreign-exchange swaps make up the bulk of the market, American banks will have to move only 10% or less of their $218 trillion (notional) combined derivatives holdings. Talk of an exodus of derivatives operations to London has receded.

Though Volcker and the Lincoln amendment have attracted most of the recent headlines, the meat of the bill lies elsewhere: in the consumer bureau, which will have broad powers to write rules and ban financial products; in the resolution mechanism that extends regulators’ powers to force losses on creditors as well as shareholders and requires healthy financial firms to cover the cost of winding up collapsed rivals; in the requirement that “standardised” derivatives be routed through clearing houses and traded on exchanges, with higher capital charges for customised contracts; and in the requirement that hedge funds and private-equity firms overseeing $150m or more in capital to register with the Securities and Exchange Commission (SEC) and give information about their trades and portfolios.

These have won praise and condemnation in roughly equal measure. Some consider the resolution authority a big improvement on the current non-regime for dealing with non-bank financial firms. Others fear it does as much to enshrine bail-outs as to prevent them. Bank regulators have long neglected consumer protection. But some worry that the new agency may be a bureaucratic monster—and that in the interests of “improved access” and “fairness” it may promote rather than curb reckless lending. Putting routine derivatives on exchanges makes sense, but too many restrictions might sacrifice liquidity.


Shed no tears for bankers

Unhappy though they are with much of the bill, bankers know it could have been a lot worse. There is no return of Glass-Steagall; no forced break-ups. The biggest banks are still huge (see chart 1) and will remain so even if Congress passes Mr Obama’s proposed $90 billion tax, over ten years, on their liabilities, which is designed to discourage bigness as well as to recoup the costs of the TARP.

Dodd-Frank will, though, take a bite out of banks’ profits through fee reductions, higher compliance costs, the tying-up of more capital in trading, and so forth. Analysts expect the impact to be anywhere from 5% to 20% of the largest banks’ total profits by 2013. The hit to regional banks will be at the low end of that range, though that could still be enough to drive some of them into each other’s arms, further reducing the number of lenders (see chart 2).

Some of the biggest hits could come in derivatives, an area dominated by a cosy club of big global banks. Kinner Lakhani of Citigroup thinks their average return on equity (ROE) in this business, which brings in $100 billion of revenue a year, could fall from 25% to 15%. This leaves some wondering if the top 50 American banks can sustain anything like the 16% average ROE they enjoyed in 1997-2006.

There will, though, be offsetting factors. Banks will seek to pass costs on to customers in higher fees and spreads on loans. This is already happening: they have not passed on the full benefit of the low mortgage rates engineered by the Fed’s purchases of mortgage-backed securities, points out Richard Ramsden of Goldman Sachs. In derivatives, increased standardisation should lead to higher volumes, offsetting the reduction in dealers’ profit margins. Moreover, they will enjoy some capital relief as more contracts are cleared centrally, freeing some of the buffer needed to back over-the-counter trades. Bank of America alone could benefit to the tune of nearly $5 billion, according to Betsy Graseck of Morgan Stanley.

The precise impact is hard to gauge, not least because the new law hands a lot of discretion to regulators. Much of the text is little more than a template, which regulators are expected to flesh out. It may take them more than two years. They have been told to conduct 150 studies and write 350 detailed rules that could run to 15,000-20,000 pages, reckons Barclays Capital.

Banks will hope that, as in the past, regulators are more sympathetic than lawmakers to their claim that tough rules will harm their competitiveness and stunt economic growth. “Frankly, it’s an enormous relief to be dealing with [regulators] again rather than Congress,” says a Wall Street executive.

Take the provision that would regulate for the first time the “interchange” fees that banks charge merchants on debit-card transactions. A 50% cut in those fees would reduce big card issuers’ pre-tax income by 2-3.4%, estimates Moody’s, a ratings agency. But the actual effect will depend on what the Fed, which will do the regulating, deems “reasonable and proportional”, as the bill puts it. Watchdogs will also have the task of defining proprietary trading (as opposed to hedging or marketmaking)—which many view as impossible. In another section of the Volcker rule, lawmakers kindly left it to regulators to work out the meaning of “high-risk assets”. Another mind-bender will be to sort standardised and customised derivatives.

Of particular concern to capital-markets firms is a provision—inserted late, after the SEC had filed fraud charges against Goldman over its marketing of a collateralised-debt obligation—which bans banks that package together asset-backed securities from any related transaction that causes a “material conflict of interest”. The precise definition of this will be crucial in setting the bounds of marketmakers’ activities, says Anna Pinedo of Morrison & Foerster, a law firm.

On top of all this, Dodd-Frank gives regulators another new job, of identifying and responding to emerging threats to financial stability, particularly asset bubbles. It establishes a systemic-risk oversight council, comprising the Treasury, federal regulatory agencies and an independent member.


A multilateral mess

The bill’s authors have not only outsourced much of the definition of the new order to domestic regulators; much of the most important business, notably on bank capital, has been cast even farther afield, to international rulemakers. If reform in America is hard, managing the process across dozens of countries is akin to herding cats. At a recent meeting in Vienna of the Institute of International Finance (IIF), an industry lobbying group, a fair cross-section of the world’s top bankers agreed behind the scenes that the task of building global rules is getting harder the closer it gets to decision time. The G20’s latest meeting did yield the usual communiqués about global co-ordination, but there was open disagreement too. The idea of a global bank levy, which America and some European countries are keen on, has been dropped. Hardly surprisingly, countries that did not have a crisis, including Australia, Canada and most of the emerging world, view the idea as somewhere between unnecessary and nuts.

Disagreement is growing, too, over new global rules on capital and liquidity, which most countries are relying on to make finance safer. For a start, the widening split between accounting standard-setters is a huge difficulty. American rule-makers have signalled they would like to extend “mark-to-market” accounting to loan books as well as securities, whereas the standard-setting body that decides the rules in most other countries is moving in the other direction.

Since accounting largely defines what capital is, it is ludicrous to attempt a common capital standard without fairly homogenous book-keeping standards. Bill Rhodes, a vice-chairman of the IIF and a former vice-chairman of Citigroup, says agreement here is so important that politicians should bang standard-setters’ heads together to get progress, even if that undermines their independence. “This is a G20 issue. The G20 has to say, ‘Look, you’ve got to come to some kind of convergence.’”

This lack of progress compounds the fault-lines over the proposed “Basel 3” rules on capital and liquidity. For all the rhetoric of togetherness, most countries are lobbying for carve-outs. America talks tough but is keen to allow banks to include future mortgage-related fees as capital, for example. Almost every big European country also has some kind of quirk for which it wants special dispensation.

In isolation, many of these are reasonable. In combination, they represent death by a thousand cuts. Most countries outside America, which rely much more on banking than on capital markets to fund their economies, are also jittery about the impact of tighter rules on economic growth. Bankers have fuelled such fears: a study by the IIF concluded that the Basel 3 standards as proposed could knock 3% off cumulative GDP in America, the euro zone and Japan by 2015 (it did not attempt to capture the benefits that a more stable regime might bring by making crises rarer).

Global regulators say that they retain political support for tough action and that the rules will be phased in by the end of 2012, to minimise economic disruption. The potential seriousness of that disruption is hotly debated. In contrast to the IIF, Swiss regulators argue that the dramatic rise in capital levels at their two big banks has had little impact on the economy.

The Basel club of regulators is undertaking its own study, which is likely to conclude that its proposals are far less costly than the IIF’s estimate—perhaps 0.5% of cumulative GDP (again excluding the benefits of having fewer crises). About the only bits the club is prepared to concede are too fierce are the rules that would force banks to raise more long-term funding quickly, which look unrealistic given the degree of disruption in debt markets.

Are national regulators right to put so much faith in global bodies? International regulators remain defiant. The odds are that they will muddle through, hammering out a compromise on accounting and forcing through capital and liquidity rules that represent a modest strengthening of the already much improved buffers that banks have. But the worry is that the political capital expended on this quite basic task means other priorities get sidelined.

That is particularly so with resolution regimes for failing banks. Here most countries are doing their best to provide regulators with the legal tools to put losses onto creditors. But legal tools alone may be insufficient given the financial realities of bank balance-sheets, where the fear of potential loss causes the vast bulk of counterparties and creditors to consider running.

What is needed is a clearer line between creditors who would bear loss when a bank fails and those who would be protected. This, in turn, might require a rejigging of creditors, or the creation of a new type of debt that would convert into equity in certain circumstances. Although Basel continues to consider such measures, much of its energy has been sapped by the supposedly straightforward question of building up banks’ safety buffers. Whether the international process can deliver anything more than a lowest common denominator remains to be seen.

http://www.economist.com/node/16485376?story_id=16485376&CFID=135015946&CFTOKEN=17848051
 
Receita FMI. Com um rendimento significativamente mais baixo que o Português, nada como actualizar a Roménia nas maravilhas da economia moderna. Depois do boom das deslocalizações de fábricas vindas em muitos casos de Portugal (mais o atrelado de subsídios comuntários pós 2000), o tigre do leste coloca agora o IVA a 24%, despede por decreto 60 mil trabalhadores da administração pública, fica com o desemprego por cima de 1 milhão sendo que os salários baixam 25% e as pensões 15%. E é preciso dizer que a Roménia que tem 22 milhões de habitantes fechou metade dos hospitais que tinha disponíveis para a população...

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"Our salaries are very small. They weren't good before, but with the cuts
we don't see anything good coming. I am sorry I haven't emigrated."

Aproximamo-nos rapidamente do Norte de África segundo os Medinas Carreiras e apenas porque nos limitamos a mitigar cá dentro as consequências do que é decidido lá fora. O individualismo e a exaltação do lucro fizeram escola. Mas estamos apenas a criar mais uma geração de pobres. Mesmo que tenhamos mais cultura e maior nível académico.
 
O pai foi durante algum tempo presidente de uma junta. Conheci-o. Tinha a quarta classe e era um bronco, um burgesso. Foi para tal partido, pois segundo se dizia, era o partido dos ricos, e a tal sumidade local convinha essa marca no currículo.

Entretanto, perdeu eleições, voltou a dedicar-se à vida de merceeiro, mas o partido a que pertencia permaneceu na autarquia.

O filho, que no décimo segundo ano nem conseguia escrever um parágrafo sem que tivesse pelo meio a colecção de erros ortográficos que tanto o caracterizava, andou pela Penha durante alguns anos para concluir o primeiro ciclo de Bolonha. No demoníaco sector privado, ninguém aceitou tal genialidade, tal esperança da juventude do sotavento algarvio, nem para estagiar uns meses. Pobre jovem, meses a fio em casa à espera de emprego, e nada.

Mas acalmem-se, houve um final feliz. O pai já fez os contactos. E a vaga, numa autarquia com 6 mil habitantes e com funcionários a mais, numa autarquia que num país organizado nem existiria há muito tempo, já surgiu. Certamente que para aquela vaga «extra» haveria muitos jovens licenciados com melhor média e com menos reprovações que o nosso insigne conterrâneo, e até com melhor prosa, mas isso são preciosismos.

Aliás, a generosidade da autarquia com o referido homúnculo já vem de longa data. Pois teve direito a viagem de finalistas paga pela câmara. Numa turma onde havia outro jovem do mesmo concelho, órfão de pai e pobre por sinal, mas ah!, como sou malévolo, deve ter sido erro de secretaria, tal esquecimento... pois o pobre não teve direito a nenhuma ajuda, e não viajou, o remediado, o filho do presidente da junta, teve viagem paga.

Recomendaria apenas ao recém empregado cuidados especiais para com o edil, pois consta que os gostos são semelhantes àqueles que deram fama ao autor de De Profundis, o famigerado irlandês encarcerado pelo crime que derrubou a cidade de Lot.

Assim, os meus parabéns à Câmara de ... por ter resgatado este jovem do desemprego, e por saquear uns valentes milhares de euros do erário público para pagar os favores aos amigos do seu presidente. Bendito Estado Social, bendito por seres avesso à meritocracia, bendito pela tua plutocracia de merceeiros, sucateiros, pulhas, parolos, corja, ralé, lama de pocilga badalhoca, cloaca pestilenta que envergonha o continente de Platão, Haydn ou Newton.
 
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