O Estado do País

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Faro, Olhão e Tavira teriam muito mais a ganhar com o regresso das fábricas de conserva e com o estabelecimento de uma marca comercial de origem para o pescado e marisco e já agora com um forte apoio do governo através da CGD. Já existe o polvo de Santa Luzia mas podiam haver mais marcas. Isto é que dá emprego e rendimento à terra, não são as praias para ricos ou para a ralé... Aliás, porque motivo até hoje não teve o governo iniciativa para concertar junto dos poucos empresários que ainda cá andam a constituição de uma "Pescanova" portuguesa e foi emprestar terreno, ajudas e isenções a uns palermas vindos de espanha?

Todas as casas, barracas e apoios dentro do parque (Praia de Faro, Farol, Hangares, Culatra, Armona, Ilhote da Cobra e Ilhote das Ratas) são ilegais. Qualquer tentativa de as legalizar é um roubo aos contribuintes. O "turismo" e os "barzinhos" junto ao mar deviam ser banidos destas paragens porque não fazem parte da paisagem algarvia.
 
Mais do que a notícia trágica da tentativa de auto-regulação agrícola (mais neoliberal não há) é o divertido comentário sobre o cultivo de OGM's...

"Comamos lixo a saber a mel... Bebamos esgotos com uma fragrância de jasmim... parece-me bem aprofundarmos a ilusão"

«A proposta pretende desbloquear o impasse total em que mergulhou o debate sobre a autorização de cultivo de transgénicos na UE, que continua a suscitar a oposição da opinião pública europeia.

A controvérsia não permitiu à UE autorizar mais que o cultivo do milho MON810 da multinacional Monsanto para a alimentação, em 1998, e, desde o início do ano da batata Amflora da BASF para a indústria.

Seis países produzem o MON 810 – Portugal, Espanha, Polónia, República Checa, Eslováquia e Roménia – mas oito, incluindo a França e Alemanha, são contra e aplicam uma cláusula de salvaguarda para impedir o cultivo.»

Porque será que só os países pobres desvalorizam o que produzem e aceitam cultivar lixo geneticamente modificado? Não pode ser apenas uma questão de mercado e de preço...

Notícia completa aqui:
http://www.publico.pt/Mundo/comissa...roposta-para-desbloquear-transgenicos_1446605
 
Faro, Olhão e Tavira teriam muito mais a ganhar com o regresso das fábricas de conserva e com o estabelecimento de uma marca comercial de origem para o pescado e marisco e já agora com um forte apoio do governo através da CGD. Já existe o polvo de Santa Luzia mas podiam haver mais marcas. Isto é que dá emprego e rendimento à terra, não são as praias para ricos ou para a ralé... Aliás, porque motivo até hoje não teve o governo iniciativa para concertar junto dos poucos empresários que ainda cá andam a constituição de uma "Pescanova" portuguesa e foi emprestar terreno, ajudas e isenções a uns palermas vindos de espanha?

Todas as casas, barracas e apoios dentro do parque (Praia de Faro, Farol, Hangares, Culatra, Armona, Ilhote da Cobra e Ilhote das Ratas) são ilegais. Qualquer tentativa de as legalizar é um roubo aos contribuintes. O "turismo" e os "barzinhos" junto ao mar deviam ser banidos destas paragens porque não fazem parte da paisagem algarvia.


Também defendo o regresso à indústria conserveira, e a criação de outras indústrias, mas sem o bedelho do Estado. A tua proposta parece-me um bocado ao estilo da URSS, e nós sabemos todos onde isso vai dar. Se não sabes, onde o Estado se tem metido com participações como a Aerossoles, só tem dado asneira. Quando mete dinheiros públicos em Portugal, as coisas não funcionam, cada um a tentar roubar por seu lado.

Estudem lá porque razão os italianos e os espanhóis saíram do Algarve e porque razão as fábricas fecharam e foram abrir em Espanha. E criem condições para que os estrangeiros invistam. E isso passa por desbloquear leis de ordenamento para instalação de unidades fabris, alterar a máquina da Justiça, reduzir impostos e dar formação exigente à população.

E que o Estado e a CGD não se metam, porque senão só dará asneira.

O turismo é importante, mas só dá emprego três ou quatro meses, e no resto do ano os algarvios têm de viver, e isso só se consegue com indústria e agricultura. E este turismo de construir caixotes em banda não nos devia dizer nada. Ganharíamos muito mais em ter apostado na recuperação de quintas, fazendas e montes para turismo rural ou na criação de estâncias pequenas e com arquitectura cuidada, como algumas que existem na Catalunha, na França ou em Itália. O nosso turismo serviu para trolhas virarem construtores enquanto a classe média de Lisboa se endividava para comprar casa de férias.
 
Alentejo e Algarve de fora
VOLTA A PORTUGAL JÁ TEM PERCURSO


O Alentejo e o Algarve voltam a ficar de fora do percurso da Volta a Portugal, que se disputa de 4 a 15 de agosto. A prova, tal como Record já havia anunciado há vários meses, apresenta como grande novidade o facto de este ano terminar com uma etapa em linha, em Lisboa, em vez do contrarrelógio individual, que foi colocado desta vez no penúltimo dia.

As primeiras tiradas serão dadas em Viseu, com a disputa de um prólogo de cerca de 5 quilómetros, sendo que a primeira grande dificuldade surge ao terceiro dia, com a chegada à Senhora da Assunção, em Santo Tirso. Dois dias depois, o pelotão escala a Senhora da Graça, em Mondim de Basto, enquanto a Serra da Estrela surge a quatro dias do fim.

A prova será apresentada oficialmente na próxima segunda-feira.

Percurso:

Prólogo (4 de agosto) – Viseu
1.ª etapa (5 de agosto) – Gouveia-Oliveira de Azeméis
2.ª etapa (6 de agosto) – Aveio-Santo Tirso
3.ª etapa (7 de agosto) – Santo Tirso-Viana do Castelo
4.ª etapa (8 de agosto) – Barcelos-Senhora da Graça
9 de agosto – descanso
5.ª etapa (10 de agosto) – Fafe-Lamego
6.ª etapa (11 de agosto) – Moimenta da Beira-Castelo Branco
7.ª etapa (12 de agosto) – Idanha-a-Nova-Seia (Torre)
8.ª etapa (13 de agosto) – Oliveira do Hospital-Oliveira do Bairro
9.ª etapa (14 de agosto) – Praia do Pedrogão-Leiria (c/r)
10.ª etapa (15 de agosto) – Sintra-Lisboa

Fonte: Record

Isto só mostra que o Alentejo e o Algarve não pertencem a Portugal. Quero é já a independência deste país e que o Algarve se torne independente.:disgust: Isto só demonstra que Portugal é só de Lisboa para cima, claro sempre foi assim.:disgust: Sabendo que o Algarve tem 2 equipas de ciclismo e uma das melhores (Tavira) e Loulé, é uma vergonha a volta não vir nem ao Alentejo nem ao Algarve que vergonha de organização é esta, já vai 3 anos que a volta não vem ao Algarve que tristeza.

Ao menos, tivemos uma volta ao Algarve este ano com o melhor pelotão de sempre, só demonstra que não precisamos de uma volta a Portugal com um pelotão medíocre cá.
 
Esta volta a Portugal, realmente é.. No mínimo uma volta descaracterizada, sempre me habituei a ver iniciar uma etapa onde ontem tivesse terminado, mas desta vez os percursos são todos descontinuos! É surreal.. Como explicar isto?! Na verdade é apenas uma corrida aos patrocinadores (autarquias). Quem quiser que a volta passe na sua terra tem de pagar bem! Com estas etapas todas descontinuadas consequem obter o dobro de patrocinadores!

Uma volta assim até deixa de ser geograficamente pedagógica (lembro-me de criança, observar todas as etapas, era como "DAR A VOLTA A PORTUGAL") :)
Enfim, uma volta a Portugal sem passar pelo alentejo e algarve mais parece uma edição regional, ridículo!
 
Por acaso também é minha convicção que a volta a Portugal em bicicleta está ferida de morte.
Uma volta sem interesse geográfico, sem interesse económico (excepto para os envolvidos na organização), com pouco interesse desportivo pela pouca importância e visibilidade que tem, não tem futuro.
Mostra afinal que tudo o que se faz em portugal (bem...quase tudo!) é apenas feito no presente e não para potenciar o futuro...
Triste, mesmo triste. É como aquele Português que não gasta agora 50 "contos" na suspensão do seu automóvel com 10 anos mas que daqui a 1 ano vai gastar 3000 "contos" num carro usado com 5 anos, porque o seu carro antigo já nem na inspecção passa por causa da suspensão gasta.

Seria bem melhor fazer agora uma volta a Portugal à "moda antiga" e colher os frutos daqui a 2 ou 3 anos...

Mas isto acho eu.:(
 
Isto só mostra que o Alentejo e o Algarve não pertencem a Portugal... já vai 3 anos que a volta não vem ao Algarve que tristeza.

Vá...não fiques triste com esta situação.

Triste andam aqui os meus conterráneos adeptos das lides automobilísticas...ficaram orfãos do RALLY DE PORTUGAL há 8 anos, o tal que tinha muitas etapas aqui no distrito do Porto, e agora só vocês aí em baixo é que podem aspirar a seguir os bólides na terra (e no asfalto do estádio "Allgarve"):D

Chama-se a isto "repartir os males pelas aldeias", não repartir o doce por todos como seria o ideal.

Porque não uma chegada em montanha na serra de Monchique, no alto da Fóia? Porque não um contra-relógio em terras Algarvias? E porque não o término da volta em Faro ou Portimão, ao menos uma vez de x em x anos? Já tivemos chegadas em localidades mais pequenas e muito menos "chamativas" ao longo dos últimos 20 anos.

Querem chegadas em montanha? Poderiam pensar também em zonas únicas e lindíssimas como a chegada à serra da Peneda (por Melgaço), Subida ao Sameiro em Braga ou à Penha em Guimarães.
Ou chegadas em sprint como na Avenida da Boavista no Porto ou nos centros urbanos de Cidades como Coimbra, castelo Branco, Évora, etc, etc.
Podia-se fazer tanto pela modalidade do ciclismo mas não!
Falta bom senso mas falta também ambição e imaginação em Portugal...
 
Afinal não é apenas o consumo energético que tem aumentado este ano.
Num contexto de crise, fiquei espantado com esta liderança portuguesa:

Automóvel
Vendas disparam 57,7% em Portugal até Junho
15 | 07 | 2010 10.46H

As vendas de automóveis novos em Portugal dispararam 57,7% no 1º semestre do ano, representando a maior subida entre os 27 países da União Europeia (UE), segundo a Associação de Construtores Europeus de Automóveis (ACEA).

De acordo com os dados hoje divulgados, entre janeiro e junho deste ano foram matriculados um total de 115.258 automóveis novos, contra os 73.100 registados em igual período do ano passado.

Só no mês passado foram vendidas 16.013 viaturas, mais 62,5 por cento do que em Junho de 2009, de acordo com os números provisórios da associação.

No conjunto da UE, as vendas de veículos novos diminuíram pelo terceiro mês consecutivo em Junho (-6,9 por cento), com um total de 1,34 milhões de viaturas vendidas, embora no conjunto do semestre a ACEA contabilize um aumento de 0,2 por cento, face ao mesmo período de 2009.

Entre os principais mercados, nos primeiros seis meses do ano apenas a Alemanha contraiu as suas vendas (28,7 por cento), enquanto a Itália e a França subiram (2,9 e 5,4 por cento respetivamente).

A queda mais forte foi observada na Hungria (43,8 por cento), enquanto a subida mais acentuada ocorreu em Portugal (57,7 por cento).

Considerando apenas o mês de Junho, as vendas nos principais mercados caíram na Alemanha (32,3 por cento), Itália (19,1 por cento) e França (1,3 por cento), enquanto no Reino Unido e em Espanha subiram (10,8 por cento e 25,6 por cento, respectivamente).

A queda mais acentuada, face a junho de 2009, foi no entanto observada na Eslováquia (40,6 por cento), enquanto a subida mais forte ocorreu na Irlanda (75,8 por cento).

O grupo Volkswagen, o número um na Europa, com uma quota de mercado de 20,8 por cento, teve um declínio de 8,9 por cento nas matrículas em Junho, incluindo um declínio de 8,5 por cento da marca Volkswagen e 7 por cento da Audi.

O grupo PSA, com uma quota de 13,7 por cento, por sua vez, viu cair as suas vendas 5,6 por cento (-3,2 por cento para a Peugeot e -8,3 por cento para a Citroën).

As vendas do grupo Renault, com uma quota de 9,9 por cento, cresceram 3,4 por cento no mesmo mês (2,5 por cento para a Renault e 6,9 por cento para a Dacia).

Destak
 
Uma pequena nota relativa ao disparo nas vendas de automóveis:

Em certas áreas, e não sei se especificamente isto se aplicará aos carros, nota-se em períodos de crise um aumento de vendas devido, na minha opinião, a um certo sentimento de salvaguarda. É um pouco a teoria de que o dinheiro é um bem que flutua muito. O que pode valer agora, em cenário de crise tende a desvalorizar... O dinheiro não é um bem seguro.

Por outro lado uma casa, um carro, ou outro qualquer bem, embora seja desvalorizável é um bem palpável... Em caso de crise aguda é sempre algo que serve de salvaguarda. Pode não ser, eventualmente, um pensamento correcto, mas acredito que certos movimentos mais "consumistas" nestas alturas, possam advir deste pensamento.
 
Penso que o mercado frotista também teve a ver com este boom nas vendas.

De X em X anos há que renovar frotas de aluguer ou frotas operacionais de empresas, ou porque o contrato acaba ou porque a frota começa a ficar "velha".

Mas é de facto interessante este aumento num contexto de crise marcada. Mas opções como o renting ou aluguer operacional não podem ser estendidos no tempo e como tal há que mudar de carro...;)
 
Alguém mais versado no assunto pode me explicar o que está a suceder com o Millenium BCP. É que com tanta polémica começo a ficar assustado e a ponderar tirar de lá as poupanças e transferir o dinheiro para outro banco.

Outra dúvida. Se Portugal sair do Euro, como já se começa a falar (ainda ontem ou hoje o FT tocou no assunto), o nosso dinheiro depositado em bancos portugueses perde valor? Compensará tirar o dinheiro e depositar no estrangeiro com o valor ainda em euros?
 
Vince,

achas que haveria coragem de tomar medidas ao estilo da Irlanda, ou seja, redução do valor dos salários em 15 ou 20%, ou ao estilo do Reino Unido, com despedimentos de dezenas de milhares de funcionários públicos e extinção de várias prestações sociais? Com este regime, penso que não. Só à bomba.
 
Vince,

achas que haveria coragem de tomar medidas ao estilo da Irlanda, ou seja, redução do valor dos salários em 15 ou 20%, ou ao estilo do Reino Unido, com despedimentos de dezenas de milhares de funcionários públicos e extinção de várias prestações sociais? Com este regime, penso que não. Só à bomba.


Caro Frederico,
Há muita especulação em torno disto...aliás a especulação associados à movimentação do grande capital tão defendido pelo "ultra-neoliberalismo" que também o vejo defender aqui, é a super responsável por todos os desequilibros orçamentais e financeiros na Europa... mas deixe lá, a culpa é do estado social e de meia dúzia de malandrecos que preferem o rendimento mínimo a trabalhar... Quando o "expert" do neo-liberalismo estiver dentro de pouco tempo no poder, aí sim, aconselho-o a trocar o dinheiro, nem que seja por rebuçados.

Espero que não leve a mal alguma ironia pelo meio, estou a brincar em parte.

É bom que vamos discordando uns dos outros....

Cumprimentos
 
Pena. :) A única entidade que podia segurar as poupanças, inevitavelmente o Estado, deixou cair os depósitos até 100 mil euros. Passámos novamente para os 25 mil com o fim das medidas anti-crise. Mas um liberal nunca deverá temer nem a concorrência nem a auto-regulação. Um default bancário é igual a um talho lá do bairro quando fecha a porta... ou não é?

O BCP não é boato. Que outro nome poderia ter uma empresa que concentra a quase totalidade do seu volume de crédito concedido a pouco mais de 20 clientes? Se falir será apenas um problema de pouco mais de 20 clientes. ;)

Portugal não sai nem nunca sairá do Euro. Essa possibilidade diminui na exacta proporção em que a direita alemã encolhe no seu próprio parlamento, apesar de estarem a tentar tomar de assalto o Banco Central Europeu. :p




O regime está bem, a República vai a caminho dos 100 anos e recomenda-se. Não ansiamos por "Príncipes Perfeitos" nem comissões liquidatárias. Não precisamos de reduzir salários até porque ao contrário da propaganda, a Irlanda não ganhou nada com essa "desvalorização". Comparem as escolhas feitas pela Irlanda e pela Islândia e vejam quem está melhor na fotografia. :thumbsup:
 
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