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O funil demográfico

Este será provavelmente o ano em que menos gente nasceu em Portugal desde 1900. Como outros países europeus, entrámos num funil demográfico. Seremos cada vez menos e cada vez mais velhos. Que dizer (ou fazer) a esse respeito?

Há uns dias, antecipando o regresso desta coluna, alguém me recomendava caridosamente que não gastasse tempo com coisas efémeras. Nada de comentar casos, contradizer declarações, especular sobre campanhas. O que convinha era "ir ao fundo" e analisar as causas e consequências do que verdadeiramente importa. Muito bem: sinto-me na obrigação de experimentar.

Deparo-me logo com uma dificuldade. O que é que, de facto, é fundamental? Talvez o desequilíbrio das contas públicas e a estagnação económica. Mas não haverá algo de ainda mais básico? Para alguns, serão as alterações climáticas. E porque não, já agora, as alterações demográficas? Apreciemos isto: este será provavelmente o ano em que menos gente nasceu em Portugal desde 1900. Como outros países europeus, entrámos num funil demográfico. Seremos cada vez menos e cada vez mais velhos. Que dizer (ou fazer) a esse respeito?

Muita gente julga perceber o clima e pretende até corrigi-lo. Em relação à população, somos geralmente mais discretos. Talvez porque, tal como foi fácil à esquerda virar as alterações climáticas contra o "liberalismo económico", também não parece difícil à direita pendurar as alterações demográficas ao pescoço do "liberalismo moral", o que já fica para lá dos limites da correção política oficial. Por essa ou outra razão, a demografia tem suscitado a prudência e a contenção que a meteorologia talvez também merecesse.

Há, de resto, teorias para todos os gostos. O que significará, para o nosso modo de vida, uma população mais pequena e envelhecida? A nossa Segurança Social, que sempre esperou ver mais jovens do que velhos, parece uma vítima óbvia. No Japão, há quem ligue declínio demográfico e estagnação económica. É por acaso que Portugal, a Espanha, a Itália e a Grécia sofrem da mesma conjugação de inércias? Confiou-se na imigração para compensar. Mas não funcionará muito mais tempo. Para o clima, há planos definidos. Mas, para a população, será possível ou suficiente desviar recursos da proteção da velhice para incentivar a natalidade?

Lidamos aqui com enredos que ninguém percebe bem. Na década de 1970, temíamos uma nova idade do gelo e a explosão populacional. Trinta anos depois, atormentamo-nos com o aquecimento global e a regressão demográfica. Quando é que tínhamos razão? Antes da Segunda Guerra Mundial, também houve um pânico na Europa acerca do decrescimento da população. Nessa altura, nascimentos significavam soldados. A Rússia comunista proibiu o aborto, o Portugal salazarista criou o "abono de família" (primeiro para os funcionários públicos, como seria de esperar entre nós). Nada deu resultado que se visse. Veio a guerra, e a seguir, imprevistamente, o célebre baby boom, que durante vinte anos sustentou o medo malthusiano da proliferação.

E se as coisas profundas também forem, à sua maneira, superficiais? Não em si, mas pela nossa impossibilidade de descer ao fundo, de compreender e manipular tudo? Hamlet já tinha avisado Horácio acerca do alcance da sua ciência. Talvez seja mais seguro escrever sobre a negociação do orçamento.

Expresso
 
Se quer beneficiar de isenção na Via do Infante, tem que comprar o chip de matrícula

Os utentes das autoestradas ex-SCUT, como a Via do Infante/A22, que agora vão passar a pagar portagens terão que comprar o chip de matrícula se quiserem beneficiar dos descontos e isenções hoje aprovados pelo Governo em Conselho de Ministros.

O ministro dos Transportes António Mendonça disse, na conferência de imprensa logo após a reunião do Conselho de Ministros, que «o dispositivo eletrónico de matrícula é obrigatório para todos os que queiram aceder aos descontos e isenções».

Segundo a resolução aprovada hoje, os utilizadores da Via do Infante passarão a pagar portagens até 15 de Abril do próximo ano, mas os moradores e empresas dos concelhos situados a menos de 20 quilómetros da autoestrada terão isenção nas primeiras dez utilizações de cada mês e desconto de 15% nas seguintes.

Segundo essa lei, o chip não é obrigatório, podendo os utilizadores recorrer a quatro instrumentos de pagamento de portagens em SCUT: utilização do dispositivo eletrónico de matrícula (chip), utilização do dispositivo Via Verde, utilização de dispositivo temporário e o pós pagamento.

No entanto, como esclareceu hoje o ministro António Mendonça, só têm acesso à isenção e desconto os veículos com chip de matrícula.

Fonte: Barlavento Online

Vergonhosa atitude onde existe a isenção e fico por aqui. A partir de 1 de Julho de 2012 acaba a isenção. Será que os carros do Estado vão pagar? Por exemplo: Quem trabalha em VRSA e mora em Olhão tem que ir pela EN 125 se não ao fim dos 5 dias que faz a viagem de ida e volta paga as portagens, é só atirar areia para os olhos dos portugueses como nós gostamos. Um bem haja a todos e mais não digo. :disgust:
 
Olhão: BE acusa presidente socialista de atropelar democracia

O Bloco de Esquerda acusou o presidente da Câmara de Olhão (PS) de "atropelar" as regras da democracia e desafiou o líder do executivo, Francisco Leal, a seguir outro "caminho" caso não esteja disponível para cumpri-las.
"O presidente da Câmara de Olhão não reúne as condições de dignidade democrática para continuar a exercer o cargo", afirmou hoje Rui Costa, da Comissão Nacional Autárquica do BE, que hoje cumpre uma visita de trabalho ao Algarve.
Em causa está um alegado "desrespeito" pelos partidos da oposição, entre os quais o Bloco de Esquerda, que se traduz na dificuldade de acesso a documentação solicitada e na ausência de resposta aos requerimentos apresentados.
Por outro lado, disse hoje Rui Costa aos jornalistas, a Câmara de Olhão "não agenda as propostas que os vereadores da oposição querem levar à sessão de Câmara e à Assembleia Municipal".
Outra das situações hoje denunciadas por aquele responsável e pelo vereador do BE na Câmara de Olhão, João Pereira, o único eleito pelo partido na região, diz respeito ao funcionamento alegadamente ilegal dos parquímetros existentes na cidade.
Segundo o Bloco de Esquerda, não existe regulamento camarário para os parquímetros, que, diz o partido, funcionam ilegalmente porque o primeiro fracionamento corresponde a um período de trinta minutos e não quinze.
Para alertar a população para esta eventual ilegalidade, o vereador e o elemento da Comissão Nacional Autárquica distribuíram folhetos nos mercados e ruas do centro da cidade onde é explicada a situação.
De acordo com João Pereira, a lei estipula que nos estacionamentos de curta duração o preço a pagar pelos utentes dos parques de estacionamento é fracionado no máximo em períodos de quinze minutos.
Além disso, diz o vereador do BE, os recibos emitidos pelas máquinas existentes na zona urbana de Olhão também são ilegais uma vez que não possuem um espaço onde o utente possa inscrever o seu número de contribuinte.
"É um roubo encapotado", resume Rui Costa, que diz tratar-se de uma questão "de respeito pelos turistas e residentes" mas afirma não estranhar que a Câmara de Olhão "trate assim os munícipes".
João Pereira diz ter levado o assunto a reunião de Câmara e à Assembleia Municipal em junho, tendo o vereador do pelouro assumido a ilegalidade e afirmado que a autarquia resolveria a situação, mas até agora nada foi feito, diz.
O vereador redigiu ainda na passada semana uma carta dirigida à PSP de Olhão onde denuncia a situação dos parquímetros e diz que "só por desconhecimento" é que a polícia tem multado quem não paga parque.
A agência Lusa tentou obter uma reação do presidente da Câmara de Olhão, Francisco Leal, mas tal não foi possível até ao momento.

Fonte: Lusa

Mais uma vergonha.:disgust:
 
Cursos com mais desemprego esgotam vagas

Cursos com mais desemprego esgotam vagas. Falta informação sobre empregabilidade, defende Nuno Crato. Mas é preciso olhar a longo prazo

Ciências empresariais, engenharias e disciplinas sociais e do comportamento são as áreas de estudo de 40% dos desempregados com habilitações superiores. Ainda assim, muitos dos cursos do ensino público com mais desempregados ficaram com as vagas esgotadas na primeira fase do concurso nacional.

As listas de colocados na 1.a fase do concurso de acesso ao Ensino Superior (ontem divulgadas na internet) mostram que 45 592 estudantes já têm lugar nas universidades, e 86% numa das primeiras três opções. Serão as escolhas certas? Especialistas defendem que falta informação sobre empregabilidade, mas que o curso, sobretudo com o processo de Bolonha, é apenas a primeira porta para o mercado de trabalho.

No final do ano passado, do total de desempregados que se licenciaram entre 1999 e 2009 e que estavam inscritos nos centros de emprego, 17,5% eram da área de ciências empresariais. O curso de Gestão do ISEG era um dos que tinha a maior fatia, com 110 registos em 7306, segundo o último balanço do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES), publicado em Abril. Este ano esta licenciatura esgotou as 205 vagas, e o último colocado entrou com média de 15,1.

Na área do Direito, com 3,4% do total de licenciados no desemprego, as faculdades de Lisboa e Coimbra somavam o maior número de antigos alunos sem emprego: 390 de um total de 1469.

Nesta 1.a fase de colocações ficaram ocupadas as 780 vagas abertas só para estes dois cursos, com a média mínima de 14,8 em Coimbra e 14,18 em Lisboa. O cenário é semelhante na saúde: as licenciaturas na Escola Superior de Enfermagem do Porto e de Coimbra tinham os piores números do desemprego na área, com um total de 222 desempregados. Este ano, as 590 vagas que oferecem também já estão ocupadas. Nas licenciaturas de Arquitectura na Universidade Técnica de Lisboa, Design de Comunicação na Faculdade de Belas Artes ou Economia e História na Universidade do Porto o balanço da empregabilidade não era melhor, estando entre os cursos nas suas áreas com mais desempregados. Em todos as vagas foram ocupadas, com médias de 17,1 no caso de Design da Comunicação ou 16,6 para Arquitectura.

Formação mais ampla Para o matemático Nuno Crato, falta em geral informação sobre a empregabilidade dos cursos, e seria bom que os estudantes procurassem essa informação. Mas o problema não pode ser exagerado, diz ao i. "Ninguém gosta de ficar no desemprego e não tem sentido orientar mal os dinheiros públicos. Mas creio que o problema está um pouco exagerado. Um curso superior hoje não pode ser encarado como o era há algumas décadas - já não é a porta directa para a profissão exacta que se queria no momento de escolha", sublinha.

Para o investigador, essa mudança de mentalidade é uma das mais-valias do processo de Bolonha. "O primeiro ciclo universitário deve dar uma formação geral que o estudante pode aproveitar para continuar os estudos noutras áreas." Um conselho? "Estude-se algo amplo, mas com conteúdo. Estude-se história, ou matemática, ou português, ou direito, e pense-se que o futuro tem muitas surpresas. Mas não se estudem cursos tão especializados ou tão genéricos e com tão pouco conteúdo básico que com eles poucas perspectivas se abram ou neles pouco se aprenda. Não há mal nenhum em estudar história e ser-se guia turístico, ou tirar o curso de línguas modernas e ser-se jornalista, tal como não há mal nenhum em estudar direito e ser-se assessor de administração ou estudar arquitectura e vir a trabalhar na edição de livros."

Pedro Telhado Pereira, especialista em Economia da Educação da Universidade da Madeira, acredita que intervir em áreas mais lotadas como Direito ou Enfermagem não seria solução. "Não há excesso se se preencherem as vagas. São competências que as pessoas tiram para a vida. Não vejo que tentar controlar seja a solução, houve países que o fizeram, veja-se a União Soviética, e foi o caos. Hoje em dia ninguém vai para direito sem saber que a vida está má, só se não ler os jornais." E há mais, diz Pedro Telhado Pereira. "Neste momento estamos em crise, mas é dificil ter uma percepção do que vai acontecer daqui a dez ou 15 anos."

mestrados aumentam Segundo as estimativas do MCTES, este ano lectivo são esperados 118 mil novos alunos no ensino superior, mais 20 500 do que no ano passado. A formação de adultos, no primeiros anos pós-Bolonha, é uma das áreas que cresce. As licenciaturas representam já menos do total de novos inscritos, com os mestrados profissionais a disparar 47% em relação a 2009/2010. Pós-graduações e mestrados representam quase 49 mil estuantes, 40% dos inscritos, se se incluir os estudantes que transitam para o mestrado integrado.

i

Todos os anos o mesmo filme :rolleyes:
 
Governo perto de ultrapassar dívida prevista para 2010
Portugal está a endividar-se cada vez mais e o nível das taxas de juro que está a pagar estão a disparar, como se vê pela emissão de Bilhetes do Tesouro realizada ontem, cujo custo foi o mais alto de sempre.

De Janeiro a Agosto, o aumento líquido da dívida pública portuguesa foi de 14,2 mil milhões de euros, muito próximo do limite de endividamento global autorizado no OE para a totalidade do ano, que é de 17,4 mil milhões de euros. Olhando para o volume de emissões de dívida realizadas este ano, verifica-se que a necessidade de pedir dinheiro emprestado ao mercado tem sido cada vez maior.

Numa conta simples, feita pelo economista João Duque, Portugal está a agravar o seu endividamento a um ritmo de 2,5 milhões de euros por hora. No ano passado, exactamente de Janeiro a Agosto, o endividamento do país aumentou em 11,1 mil milhões de euros. Ou seja, o ritmo de endividamento era de 1,9 milhões de euros por hora, menos 27 por cento do que o ritmo actual.

Ao ritmo a que está a endividar-se, o Governo esgotaria a capacidade de endividamento que está autorizado pela Assembleia da República ainda este mês. Entretanto há amortizações a fazer, pelo menos oito mil milhões de euros em Setembro, para as quais o IGCP, instituto que gere a dívida pública, pode já ter acauteladas verbas. Mas João Duque lembra que ainda faltam mais de três meses até ao final do ano, e que o mês de Dezembro implica o pagamento de subsídio de Natal a funcionários públicos e pensionistas.

Neste momento, o total da dívida pública titulada ascende a 146.999 milhões de euros [montante que não incluiu o endividamento das parcerias público-privadas, e outras, como a dos hospitais e outras], quando em final de Dezembro era de 132.746 milhões de euros. Na actual gestão da dívida pública, João Duque vê como elemento positivo o alargamento do prazo da dívida, o que não impede que nos próximos anos o país tenha amortizações brutais para fazer.

O endividamento agravou-se face ao Produto Interno Bruto (PIB de 2009), passando de 80 para 87 por cento do PIB do ano passado. Este cenário agrava-se com a reduzida perspectiva de crescimento da economia portuguesa este ano.

João Duque, presidente do ISEG, não tem dúvidas de que este "ritmo de endividamento é insustentável, ainda mais porque se destina a fazer face a despesas correntes do Estado, que não param de crescer". Para este economista, "o país está a dar um péssimo sinal aos mercados e que os investidores são capazes de correr com primeiros-ministros, ao cortarem o financiamento ao país".

Defende ainda que "o aumento dos juros e a redução da procura das emissões de dívida são sinais para levar a sério", pelos governantes. "Como somos um país pequeno, com fracas perspectivas de crescimento, e não temos outras garantias para dar, o país pode ser obrigado a tomar medidas mais drásticas, como o aumento de impostos", acrescenta. Ontem, em declarações ao Diário Económico, o presidente do BPI afirmou que "o mercado já não dá o benefício da dúvida a Portugal", e que se o país não cumprir as metas de redução do défice que se propôs, "ninguém vai querer saber de nós".

Os juros das Obrigações do Tesouro (OT) - o principal instrumento de financiamento de Portugal - não param de subir, o que demonstra a desconfiança dos investidores face à sustentabilidade das contas públicas nacionais. A mesma desconfiança está a colocar-se face a outros países do Sul da Europa, mas em diferentes graus.

Ontem, os juros das obrigações a 10 anos voltaram a subir face ao dia anterior, atingindo os 5,831 por cento. A margem que os investidores estão a exigir face às obrigações alemãs com a mesma maturidade está em máximos históricos de 342,3 pontos-base. A última emissão de OT a 10 anos foi feita a uma taxa de juro média de 5,997 por cento, o valor mais alto de sempre.

Público

Ah e tal, orçamento rectificativo, o PEC, possíveis privatizações e portagens (SCUT'S)...enfim tretas, tá tudo na mesma.

Agora as bombas tão todas a começar a rebentar. Venha lá outro rectificativo, e a aturar o assunto 3 meses.
 
Um bom exemplo é o curso de Medicina Dentária, que tem média elevadíssimas, acima de 17, mas que já está a dar desemprego em massa. Aqui no Porto há médicos dentistas a receber percentagens ínfimas em clínicas, chegando ao ponto de levar no fim do mês pouco mais de 500 euros. Muitos acabam por emigrar para Inglaterra.

E a situação vai piorar nos próximos anos. Nas faculdades públicas de Medicina Dentária, a média é superior a 17, mas há quatro cursos de Medicina Dentária em privadas, cada um com dezenas de vagas, onde se pagam propinas mensais de 500, 600 ou 700 euros, e onde se gastam mais de 3000 euros em materiais. No entanto, as vagas continuam a ficar preenchidas, ou seja, em Portugal há centenas de famílias que não se importam de gastar largos milhares de euros mesmo sabendo que a probabilidade de desemprego é elevada. :lmao:

Ao mesmo tempo, cursos onde já há carência no mercado de trabalho, e onde poderá haver mais no futuro, como Matemática, ou Química, têm médias baixíssimas e pouca procura.

Porquê?

Em Portugal existe nas famílias de classe média a obcessão pelo curso de Medicina. Dá emprego garantido na função pública, tem o título de «Doutor», e fruto do nosso provincianismo, valorização social desmesurada (nas aldeias, o Doutor, o padre e a professora primária para pôr o respeito e guiar as almas).

Quem não consegue Medicina, fica-se pelos cursos de saúde. Um mal menor. Daí o sucesso recente de cursos como Farmácia, Análises Clínicas, Radiologia... Todos também com médias relativamente elevadas, e mercado laboral desfavorável.

Aliás, mesmo com mais de 1600 vagas a média de Medicina não baixa do 17.8, mesmo com perspectivas de desemprego dentro de 10 anos. E garanto-vos que o desemprego em Medicina será em massa.
 
O que mais falta aqui no interior é médicos, mas atenção falo de médicos com outra especialidade que não medicina geral. Faltam muitos médicos especialistas.

Já nos Centros de Saúde também faltam médicos de família, ou então é mesmo decisão da administração de saúde conter custos, porque a verdade é que quem vai aqui aos centros de saúde pedir médico de família, tem de esperar em média 6meses, porque todos os médicos de família existentes têm as vagas de utentes preenchidas!
 
O que mais falta aqui no interior é médicos, mas atenção falo de médicos com outra especialidade que não medicina geral. Faltam muitos médicos especialistas.

Já nos Centros de Saúde também faltam médicos de família, ou então é mesmo decisão da administração de saúde conter custos, porque a verdade é que quem vai aqui aos centros de saúde pedir médico de família, tem de esperar em média 6meses, porque todos os médicos de família existentes têm as vagas de utentes preenchidas!

Paulo H, há falta de médicos no interior porque estes estão concentrados nos distritos do litoral norte e centro, em especial nas cidades de Coimbra, Braga, Lisboa e Porto. Se houvesse uma distribuição mais equitativa dos médicos pelo território nacional parte das necessidades do interior seriam colmatadas.

O ano passado entraram no internato mais de 1000 médicos, e reformaram-se cerca de 400, ou seja, já entraram mais médicos na especialidade do que aqueles que saíram do SNS. A este ritmo dentro de 4 a 6 anos (tempo que demora o internato, dependendo da especialidade) começará a haver médicos com fartura!

Resta saber se nos próximos anos haverá vagas para todos aqueles que terminam o curso e precisam do internato para terminar a formação... Será difícil o Estado colocar mais de 1600 vagas para especialidade, mesmo que 50% das vagas sejam para Clínica Geral... Temos que dentro de alguns anos, depois de 6 ou 7 anos numa faculdade, muitos jovens não possam concluir a formação em Portugal, e tenham de emigrar.

Tenho que salientar que a formação de um médico implica 6 anos de curso, mais um ano de internato geral, e mais uns anos (podem ser até 6, dependendo da especialidade) de internato da especialidade. Ou seja, a formação de um médico demora, em média, mais de dez anos.
 
Mas Frederico, a questão da colocação equitativa dos médicos não é possível! Isto não é como na tropa, "vais para o quartel que te calhar"! Os médicos são livres de escolher onde querem trabalhar e não há nem haverá nenhuma lei que os obrigue! O que é certo é que para o interior não querem ir, é preciso recrutar inúmeros médicos espanhóis!! Essa é a realidade.. E volto a sublinhar que o que fazem falta em Portugal como um todo, são médicos com alguma especialidade que não seja clínica geral! Quanto ao facto de serem necessários quase 10anos para se tornarem funcionários especializados, nem me mete impressão, porque repara numa coisa: sabes quantos anos são necessários para um funcionário da Delphi cablagens automóveis em castelo branco para se tornar funcionário especializado? São 7 anos de trabalho, não é de estudos é de trabalho!

Sinceramente, o problema da falta de médicos no interior só vai ser resolvido mantendo ou subindo o número de entradas nas universidades, e claro, com desemprego em medicina! Ou isso ou então continuaremos a contratar médicos espanhóis! Onde é que estão os médicos desempregados??? Venham para o interior!
 
Paulo H, há falta de médicos no interior porque estes estão concentrados nos distritos do litoral norte e centro, em especial nas cidades de Coimbra, Braga, Lisboa e Porto. Se houvesse uma distribuição mais equitativa dos médicos pelo território nacional parte das necessidades do interior seriam colmatadas.

O ano passado entraram no internato mais de 1000 médicos, e reformaram-se cerca de 400, ou seja, já entraram mais médicos na especialidade do que aqueles que saíram do SNS. A este ritmo dentro de 4 a 6 anos (tempo que demora o internato, dependendo da especialidade) começará a haver médicos com fartura!

Resta saber se nos próximos anos haverá vagas para todos aqueles que terminam o curso e precisam do internato para terminar a formação... Será difícil o Estado colocar mais de 1600 vagas para especialidade, mesmo que 50% das vagas sejam para Clínica Geral... Temos que dentro de alguns anos, depois de 6 ou 7 anos numa faculdade, muitos jovens não possam concluir a formação em Portugal, e tenham de emigrar.

Tenho que salientar que a formação de um médico implica 6 anos de curso, mais um ano de internato geral, e mais uns anos (podem ser até 6, dependendo da especialidade) de internato da especialidade. Ou seja, a formação de um médico demora, em média, mais de dez anos.

Se existir futuramente um superavit de médicos em Portugal, não será devido à formação nacional.

A Espanha tem vagas da medicina superiores à necessidade desse país e os estudandes portugueses estão a aproveitá-las.

Isso até é muito bom em relação à situação quase exclusiva que se vive em Portugal.

A concentração de médicos nos grandes centro é apenas devido à política de descentralização demográfica, de serviços, etc, que se vem sentido nas décadas recentes.

PS: O caso dos médicos dentistas é totalmente diferente, basta recordar-nos do caso do diferendo com a vinda de esses profissionais há uns anos atrás (não reconhecimento do curso) e que foi o inicio da saturação do mercado.
 
Lousano estás enganado.

De acordo com a Comissão Mista Portugal precisa de 1200 a 1300 vagas para que haja uma formação de médicos adequada ao mercado laboral português. Neste momento há mais de 1600 vagas, dentro de dois ou três anos poderão rondar as 1800, com a abertura do curso de Aveiro e o aumento do número de vagas no Algarve.

O desemprego dever-se-á primariamente ao excesso de vagas nas universidades portuguesas.

Depois, obviamente, há outro dado. As centenas de portugueses em Espanha e na República Checa. Esses no futuro terão muita dificuldade em regressar para Portugal para fazer a especialidade, pois nem sequer se sabe se haverá vagas para todos formados em Medicina em Portugal.

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Quanto à Medicina Dentária. Quando houve a entrada descontrolada dos brasileiros, nos anos 90, havia menos de 3000 dentistas no país. Pouco tempo depois essa entrada foi contida, graças à Ordem dos Médicos Dentistas. Ora o país precisa de 5000 médicos dentistas, tendo em conta a população. E neste momento já vamos a caminho dos 6000, e nem sei se este valor já não foi ultrapassado. Sabes porquê? Sabes como passámos de 3000 para o dobro? Por causa das privadas. Há três cursos públicos, com cerca de 200 vagas, mas há quatro privadas, com mais de 300 vagas... A este ritmo, dentro de alguns anos teremos dentistas nas caixas de supermercado.

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Eu penso que uma situação de subemprego é benéfica, pois obriga a uma maior competição nas faculdades e no mercado de trabalho. Mas desemprego em massa é uma vergonha, pois são cursos caros, para as famílias e para os cofres do Estado, e cuja formação completa pode demorar perto de uma década.

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Mas olhando para as estatísticas, o desemprego de Médicos ou de Dentistas é típico de países do Sul da Europa, ou seja, Grécia, Itália ou Espanha, mas não é frequente no Norte da Europa, na Inglaterra ou na Alemanha. Curioso, não acham?

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Na verdade, a Espanha nem tem muitas vagas para Medicina. São cerca de 4000. Portugal tem 1600. No entanto, eles têm médias mais baixas. Por duas razões: em primeiro lugar, têm um acesso mais exigente, para os estudantes espanhóis; em segundo lugar, não têm a obcessão parola pela Medicina que existe nos jovens e nas famílias de Portugal.

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A concentração de mais de 95% dos melhores alunos portugueses num único curso é altamente prejudicial para o país. Ainda ninguém percebeu isso?
 
frederico, eu não disse que o espaço europeu era um exemplo. Pelo contrário, foi sempre conivente com certas ordens, uma delas a dos médicos.


E os exemplos não se ficam com a Europa, passam pelos seguros médicos dos EUA, até ao emprego fixo em Cuba (atenção que sou anti-politizados).

A ordem dos médicos é uma classe organizada que consegue influênciar os Governos.

Em Portugal poderá estar a chegar à saturação de esse tipo de profissão, mas o problema de falta de médicos é grave... não achas estranho?

Nem vou referir no problema de conflitos de interesse Estado/Privado.
 
frederico, eu não disse que o espaço europeu era um exemplo. Pelo contrário, foi sempre conivente com certas ordens, uma delas a dos médicos.


E os exemplos não se ficam com a Europa, passam pelos seguros médicos dos EUA, até ao emprego fixo em Cuba (atenção que sou anti-politizados).

A ordem dos médicos é uma classe organizada que consegue influênciar os Governos.

Em Portugal poderá estar a chegar à saturação de esse tipo de profissão, mas o problema de falta de médicos é grave... não achas estranho?

Nem vou referir no problema de conflitos de interesse Estado/Privado.

Lousano, cometeste dois erros: afirmaste que o excesso de médicos se deveria no futuro ao elevado número de portugueses a estudar em Espanha e que o excesso de dentistas se devia aos brasileiros que entraram cá. Ora os dados demonstram que haverá desemprego apenas com o excesso de vagas que há em Medicina em Portugal e que o excesso de Dentistas se deve ao excesso de oferta no ensino privado.

Quanto às ordens, sou totalmente contra a sua existência. A regulação do acesso à profissão deveria ser feita pelo Estado, e cada profissional aderiria à Associação Profissional que entendesse. Assim poderíamos ter uma Associação Psiquiátrica Portuguesa, uma Associação de Clínicos Gerais, etc, como sucede nos EUA ou no Reino Unido, onde não existem ordens. Não gosto de corporativismos e matilhas. As ordens são um atentado à liberdade.
 
frederico, eu não disse que o espaço europeu era um exemplo. Pelo contrário, foi sempre conivente com certas ordens, uma delas a dos médicos.


E os exemplos não se ficam com a Europa, passam pelos seguros médicos dos EUA, até ao emprego fixo em Cuba (atenção que sou anti-politizados).

A ordem dos médicos é uma classe organizada que consegue influênciar os Governos.

Em Portugal poderá estar a chegar à saturação de esse tipo de profissão, mas o problema de falta de médicos é grave... não achas estranho?

Nem vou referir no problema de conflitos de interesse Estado/Privado.

A falta de médicos deve-se a uma má distribuição das vagas de especialidade, à injustiça no acesso ao curso, pois os alunos dos colégios privados de Lisboa e Porto conseguem melhores médias que os alunos das escolas públicas do interior, e ao facto dos médicos se negarem a ir para o interior.

Ora decidiu-se resolver o problema inundando o mercado laboral de médicos, o que constitui outro erro. Isto é a forma de resolver os problemas à portuguesa...
 
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