Lousano
Cumulonimbus
Lousano, cometeste dois erros: afirmaste que o excesso de médicos se deveria no futuro ao elevado número de portugueses a estudar em Espanha e que o excesso de dentistas se devia aos brasileiros que entraram cá. Ora os dados demonstram que haverá desemprego apenas com o excesso de vagas que há em Medicina em Portugal e que o excesso de Dentistas se deve ao excesso de oferta no ensino privado.
Quanto às ordens, sou totalmente contra a sua existência. A regulação do acesso à profissão deveria ser feita pelo Estado, e cada profissional aderiria à Associação Profissional que entendesse. Assim poderíamos ter uma Associação Psiquiátrica Portuguesa, uma Associação de Clínicos Gerais, etc, como sucede nos EUA ou no Reino Unido, onde não existem ordens. Não gosto de corporativismos e matilhas. As ordens são um atentado à liberdade.
Não disse que o excesso de médicos se deve a quem estuda em Espanha, já que penso que num futuro próximo, não existirá médicos a mais em Portugal. Apenas referi que não será pelo número de formados em território nacional.
Em relação aos dentistas, perto de uma década atrás a profissão deixou de ser tão atractiva. A príncipal razão foi o surgimento de profissionais brasileiros, posteriormente a equivalência de cursos e...
Nos EUA e no Reino Unido corporativismo também existe, mas é mais transparente. O problema lá é simples: Tem € é servido, não tem € não é servido (não tanto no caso inglês). Por acaso, neste momento nos EUA, esse é um assunto em grande debate, quando agora surgem milhares de desempregados que vêem ultrapassados os direitos de seguros de saúde e apoios de estado (semelhantes ao subsídio de desemprego). Por outro lado, outros americanos vêm que os seus impostos que poderiam ser utilizados no apoio à economia, serem gastos em pessoas que não os pagaram (um exemplo, emigrantes ilegais).


