Governo prevê crescimento de 0,2 por cento em 2011 com base nas exportações
Esta previsão para a evolução do PIB, que consta do Relatório do Orçamento do Estado para 2011 divulgada hoje (até então conhecia-se uma versão preliminar), e segue-se a um crescimento previsto de 1,3 por cento este ano, sendo “puxada” sobretudo por uma previsão de ainda forte crescimento das exportações, de 7,3 por cento, quando este ano deverão crescer 8,6 por cento. O recuo previsto de 1,7 por cento das importações também deve dar alguma ajuda.
Todos os outros grandes números que constam das perspectivas macroeconómicas deste documento são negativos, esperando-se uma contracção de 8,8 por cento do consumo público (depois de este ano ter crescido 1,9 por cento) e de 0,5 por cento do consumo privado (crescimento de dois por cento em 2010).
O investimento deverá por seu lado continuar a cair, e a um ritmo mais acelerado de que este ano. A previsão para 2011 é de um recuo de 2,7 por cento, depois de este ano já ter caído dois por cento.
O desemprego deverá continuar a aumentar, com o Governo a prever uma subida de 10,6 por cento este ano para 10,8 por cento no próximo, ao mesmo tempo que o emprego continua a cair, agora 0,4 por cento, depois de este ano já ter recuado 1,4 por cento.
Para a inflação, estima-se uma subida para 2,2 por cento. Isto depois de este ano deverem ficar em respectivamente 10,4 e 1,2 por cento.
Para o cenário internacional, prevê-se que o PIB da zona euro suba 1,5 por cento, com um impacto de 3,2 por cento na procura de bens em Portugal e puxando um pouco as exportações. Os juros devem continuar a subir moderadamente, com a taxa Euribor a três meses a passar de uma média de 0,8 por cento este ano para 1,1 no próximo. A inflação prevista é de 1,7 por cento.
Para o preço do petróleo, prevê-se uma pequena subida, de 76,2 para 78,8 dólares por barril. Mas, ao mesmo tempo, prevê-se que a cotação média do dólar desça de 1,3 por euro este ano para 1,2 no próximo, o que poderá compensar este efeito.