O Estado do País

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Deveriam fazer uma adenda ao livro de Maquiavel, para um príncipe dos tempos modernos:

O linguista Noam Chomsky elaborou uma lista das "10 estratégias de manipulação" através dos meios de comunicação:

1 - A ESTRATÉGIA DA DISTRACÇÃO
O elemento primordial do controlo social é a estratégia da distracção que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e económicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distracções e de informações insignificantes. A estratégia da distracção é igualmente indispensável para impedir ao público de se interessar pelos conhecimentos essenciais, nas áreas da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. "Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja como os outros animais" (citação do texto ' Armas silenciosas para guerras tranquilas ').

2 - CRIAR PROBLEMAS, DEPOIS OFERECER SOLUÇÕES
Este método também é chamado "problema-reacção-solução". Cria-se um problema, uma "situação" prevista para causar certa reacção no público, a fim de que este seja o mandante das medidas que se deseja fazer aceitar. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise económica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.

3 - A ESTRATÉGIA DA GRADAÇÃO
Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, basta aplicá-la gradativamente, a conta-gotas, por anos consecutivos . É dessa maneira que condições sócio-económicas radicalmente novas ( neoliberalismo ) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990: Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram ingressos decentes - tantas mudanças que haveriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.

4 - A ESTRATÉGIA DO DEFERIDO
Outra maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é a de apresentá-la como sendo "dolorosa e necessária", obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura . É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Em seguida, porque o público, a massa, tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que "tudo irá melhorar amanhã" e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isto dá mais tempo ao público para se acostumar com a ideia de mudança e aceitá-la com resignação quando chegue o momento.

5 - DIRIGIR-SE AO PÚBLICO COMO CRIANÇAS DE BAIXA IDADE
A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discurso, argumentos, personagens e entonação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade, como se o espectador fosse um menino de baixa idade ou um deficiente mental. Quanto mais se intente buscar enganar ao espectador, mais se tende a adoptar um tom infantilizante . Por quê? Se você se dirige a uma pessoa como se ela tivesse a idade de 12 anos ou menos, então, em razão da sugestionabilidade, ela tenderá, com certa probabilidade, a uma resposta ou reacção também desprovida de um sentido crítico como a de uma pessoa de 12 anos de idade ou menos.

6 - UTILIZAR O ASPECTO EMOCIONAL MUITO MAIS DO QUE A REFLEXÃO
Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional, e pôr fim ao sentido critico dos indivíduos. Além do mais, a utilização do registo emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar ideias, desejos, medos e temores, compulsões, ou induzir comportamentos...

7 - MANTER O PÚBLICO NA IGNORÂNCIA E NA MEDIOCRIDADE
Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para o seu controlo e a sua escravidão. A qualidade da educação dada às classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que paira entre as classes inferiores às classes sociais superiores seja e permaneça impossível para o alcance das classes inferiores.

8 - ESTIMULAR O PÚBLICO A SER COMPLACENTE NA MEDIOCRIDADE
Promover junto do público um conjunto de hábitos capazes de criarem a convicção geral de que a grande moda é ser-se estúpido, vulgar e inculto ...

9 - REFORÇAR A REVOLTA PELA AUTOCULPABILIDADE
Fazer o indivíduo acreditar que é somente ele o culpado pela sua própria desgraça , por causa da insuficiência da sua inteligência, das suas capacidades, ou dos seus esforços. Assim, ao invés de rebelar-se contra o sistema económico, o individuo auto-desvaloriza-se e culpa-se, o que gera um estado depressivo do qual um dos seus efeitos é a inibição da sua acção. E, sem acção, não há revolução!

10 - CONHECER MELHOR OS INDIVÍDUOS DO QUE ELES MESMOS SE CONHECEM
No decurso dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência têm gerado crescente brecha entre os conhecimentos do público e os que são detidos e utilizados pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o "sistema" tem desfrutado de um conhecimento avançado do ser humano, tanto de forma física como psicologicamente. O sistema tem conseguido conhecer melhor o indivíduo comum do que ele se conhece a si mesmo. Isto significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos do que os indivíduos a si mesmos.

PS: Noam Chomsky refuta a autoria deste texto.
 
Novas Portagens: Perguntas e respostas

Passou um mês desde a entrada em vigor das portagens na SCUT. O processo tem sido conturbado e envolto em dúvidas. Conheça o essencial das regras.

http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=1711214


Sistema não funciona e discrimina turistas e visitantes estrangeiros
Reclamação de cidadão inglês dá conta das suas infrutíferas tentativas para tentar pagar portagens. "Muitos não irão incomodar-se a voltar", conclui

Um sistema inconveniente, que não funciona e discrimina os visitantes estrangeiros e turistas. É assim que, num email de protesto remetido à Câmara do Porto, um cidadão inglês descreve a cobrança de portagens das Scut, concluindo de forma elucidativa: "O Porto não é um lugar ideal para se visitar e muitos simplesmente não irão incomodar-se a voltar."

O desabafo do comerciante britânico, que regularmente se desloca em negócios pelo Norte do país, pode bem ilustrar os receios quanto aos efeitos que a confusão com as portagens pode causar sobre o turismo e o movimento no aeroporto do Porto, dois exemplos de crescimento económico na deprimida região Norte.

No email, a que o PÚBLICO teve acesso, o visitante conta a sua infrutífera odisseia na tentativa de pagar as portagens depois de ter circulado com um carro alugado à chegada no aeroporto. No regresso, quando quis pagar, informaram-no de que apenas o poderia fazer no posto de Correios. Além de o encontrar já fechado, foi informado de que também nunca o poderia pagar, uma vez que os dados não estão disponíveis antes de 48 horas após a passagem pelos pórticos das Scut.

Mesmo tendo que apanhar o voo de regresso, diligenciou depois junto de amigos em Portugal para que lhe efectuassem o pagamento. Nem assim, já que, além das passagens nos três dias em que circulou com o carro alugado, nos Correios exigiam que fossem igualmente liquidadas outras 20 passagens efectuadas pela mesma viatura em dias anteriores. "Tudo isto quando eu estou mais que disposto a pagar o euro que me custaria, mas não há maneira de o fazer", lamenta o britânico. Concluindo que "o sistema é impossível de utilizar por um visitante que chegue ao Porto", o indignado comerciante questiona: "Qual é a intenção? Impedir para sempre as visitas ao Porto, pois é isso que o actual sistema vai fazer", vaticina.

Mas não são só os estrangeiros. Também os utentes que optam por pagar nos Correios ou nas pay-shop se têm queixado da cobrança abusiva das taxas administrativas. A lei diz que será cobrada por cada viagem, mas o que acontece é que está a ser liquidada uma por cada operador, mesmo que numa só viagem. Quem, por exemplo circular na A28 (Viana/Porto) em direcção ao aeroporto é obrigado a pagar uma dupla taxa. Com a agravante de que para as centenas de metros que faz na A41 a taxa (30 cêntimos) é até superior aos 20 cêntimos que são cobrados pela portagem.

Público

http://jornal.publico.pt/noticia/16...ristas-e-visitantes-estrangeiros-20628244.htm
 
Isso dos problemas dos turistas com as portagens não é de agora, conheço um casal de holandeses que nunca mais voltou a Portugal com o carro desde que teve uns problemas no pagamento de uma portagem, já não me lembro dos pormenores do caso mas recordo-me que o portageiro foi muito incompetente e rude, aliás esse casal na altura relatou que tinha conhecimento de casos semelhantes em Portugal, e que nunca tinham passado por algo do género em Espanha, França ou Itália.
 
Assessor do PS na Câmara de Lisboa recebeu 41.100 euros indevidamente

Jovem dirigente do PS ganha o salário de assessor a tempo inteiro ao mesmo tempo que recebe subsídios do IEFP para criar o seu posto de trabalho. Empresa criada está inactiva

Um jovem de 26 anos, sem currículo profissional nem formação de nível superior, foi contratado, em Dezembro, como assessor técnico e político do gabinete da vereadora Graça Fonseca na Câmara de Lisboa (CML). Remuneração mensal: 3950 euros ilíquidos a recibo verde. Desde então, o assessor - que estava desempregado, fora funcionário do PS e candidato derrotado à Junta de Freguesia de Belém - acumulou esse vencimento com cerca de 41.100 euros de subsídios relacionados com a criação do seu próprio posto de trabalho.

Filho de um funcionário do PS que residiu até 2008 numa casa da CML com uma renda de 48 euros/mês, Pedro Silva Gomes frequentou o ensino secundário e entrou muito novo para os quadros do partido. Em 2006 foi colocado na Federação Distrital de Setúbal, onde se manteve até meados de 2008, ano em que foi reeleito coordenador do secretariado da secção de Santa Maria de Belém, em Lisboa. Entre os membros deste órgão conta-se a vereadora da Modernização Administrativa da CML, Graça Fonseca.

Já em 2009, Gomes rescindiu por mútuo acordo o contrato com o PS - passando a receber o subsídio de desemprego - e em Outubro foi o candidato socialista à Junta de Belém. No mês seguinte, perdidas as eleições, criou a empresa de construção civil Construway, com sede na sua residência, no Montijo, e viu aprovado o pagamento antecipado dos meses de subsídios de desemprego a que ainda tinha direito, no valor total de 1875 euros, com vista à criação do seu próprio posto de trabalho.

Logo em Dezembro, o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) aprovou-lhe também um subsídio, não reembolsável, de 57.439 euros, para apoio ao investimento na Construway e para a criação de quatro postos de trabalho, incluindo o seu. Deste valor Pedro Gomes recebeu 26.724 euros ainda em Dezembro, sendo 4086 para investimento e 22.637 para os postos de trabalho. No dia 1 desse mesmo mês, porém, o jovem empresário celebrou dois contratos de prestação de serviços com a CML, para desempenhar funções de "assessoria técnica e política" no gabinete de Graça Fonseca. O primeiro tem o valor de 3950 euros e o prazo de 31 dias. O segundo tem o valor de 47.400 euros e o prazo de 365 dias. O segundo destes contratos refere que os serviços serão prestados no gabinete de Graça Fonseca e no Gabinete de Apoio ao Agrupamento Político dos Vereadores do PS.

A autarca disse ontem ao PÚBLICO que foi ela quem convidou Gomes e garantiu que ele é "efectivamente" assessor do gabinete do PS, cuja coordenação, acrescentou, lhe foi "confiada". Este gabinete, porém, não tem existência real, sendo que Pedro Gomes é assessor de Graça Fonseca, tal como outro dos três assessores que teoricamente o compõem. O terceiro é assessor da vereadora Helena Roseta.

Graça Fonseca disse que Gomes "foi contratado por estar à altura das funções às quais foi adstrito e por ser um lugar de confiança política". A autarca garantiu que desconhece o facto de o seu assessor ter recebido os subsídios do IEFP. Já a direcção deste instituto adiantou que Gomes já recebeu este ano mais 12.593 euros para apoio ao investimento, tendo ainda a receber cerca de 10.500 euros. Face às perguntas do PÚBLICO sobre a acumulação ilegal do lugar de assessor com os apoios recebidos e aos indícios de que a Construway não tem qualquer actividade, o IEFP ordenou uma averiguação interna e admite que a restituição dos valores recebidos pelo empresário venha a ser ordenada. O presidente da CML, António Costa, não respondeu às perguntas do PÚBLICO.

Público

:shocking:
 
35 mil refeições vão para o lixo diariamente

A comida que sobra todos os dias em restaurantes e cantinas tem como destino as lixeiras. Os profissionais da restauração e hotelaria justificam esta situação com a legislação em vigor, mas a ASAE diz tratar-se de uma má interpretação da lei, explica o Correio da Manhã.

Para fazer aproveitar estas refeições é necessário criar uma rede de recolha da comida nos estabelecimentos e entrega a quem mais precisa. Trata-se de cerca de 7% das 500 mil refeições confeccionadas todos os dias em Portugal, segundo dados avançados ao Correio da Manhã pela Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRSP). Estes 7% traduzem-se em 12.775 milhões de refeições desperdiçadas anualmente.

Para a Associação, não há dúvidas de que a lei é «taxativa e impede o aproveitamento das refeições». Porém, a ASAE refere que não há nenhuma lei que impeça os restaurantes de aproveitarem os restos. Apenas há que ter cuidado no transporte destas refeições excedentes, que deve ser realizado em viaturas preparadas para o frio e para o quente.

Face a esta situação, a ASAE e a AHRSP têm mantido contactos para criar uma rede nacional entre produtores, distribuidores, restauração e sociedade civil que permita aproveitar estes alimentos.

Na internet, existem já várias iniciativas para acabar com o desperdício alimentar. Um grupo no Facebook e uma petição onlinesão exemplos da mobilização da sociedade civil.

Sol

:shocking:
 
Assessor do PS na Câmara de Lisboa recebeu 41.100 euros indevidamente



:shocking:

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Cimeira da NATO: Sócrates vai levar Obama a uma roulote de bifanas

Barack Obama, na última cimeira com a Rússia, levou o presidente Medvedev a almoçar hambúrgueres.

O protocolo de estado português tomou nota da ideia e, amanhã à tarde, José Sócrates vai convidar o presidente norte-americano para lanchar uma bifana e um penalty de vinho verde do garrafão numa roulote da Nacional 115, a S. Julião do Tojal. Para ganhar embalagem para o jantar, os dois governantes vão comer conquilhas do Eduardo, na Parede, e, para encerrar em beleza, jantam sandes embaladas de delícias do mar na bomba de gasolina da Segunda Circular. O code dress desta fase da cimeira é fato de treino + “Record” debaixo do braço + maço de tabaco entalado na manga da t-shirt. MB

http://inimigo.publico.pt/Noticia/Detail/1466890

:lmao::lmao::lmao:
 
Ministério da Defesa sem orçamento para pagar ordenados de Dezembro

O ministério da Defesa, ainda não assegurou a verba necessária para pagar o ordenado de Dezembro aos militares. A verba enviada pelo Ministério das Finanças não é suficiente, por isso, o ministro da Defesa, Augusto Santos Silva, já ordenou o congelamento de despesas adicionais para conseguir os 30 milhões de euros em falta, avança hoje o Correio da Manhã.

A preocupação é assumida num memorando do secretário-geral do Ministério da Defesa, José barros, que admite a “debilidade financeira” do Ministério e que mesmo com o reforço já enviado pelo Ministério das finanças (55 milhões), ainda faltam 30 milhões de euros.

O ministério das Finanças já deu indicação de que não dará mais do que os 55 milhões de euros prometidos. “Torna assim necessário encontrar, no âmbito da gestão flexível do Ministério da Defesa, as adequadas formas de financiamento para os restantes 30 milhões de euros,” admitiu José Barros.

Entretanto, o Ministério da Finanças já garantiu ao CM, que “o pagamento de todas as renumerações, incluindo o subsídio de Natal, dos trabalhadores do estado,” não está em causa.

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A dívida acumulada dos hospitais públicos à indústria farmacêutica voltou a registar um novo recorde histórico: em Outubro atingiu os 1034 milhões de euros, o que representa um agravamento de 73,4 por cento face a igual período de 2009. Só as facturas por pagar com mais de três meses chegam aos 733,7 milhões de euros, ou seja, quase duplicaram no último ano.

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E o dinheiro vai faltando....
 
Bom, parece que não andamos assim tão mal de formação profissional...

«O Instituto Pedro Nunes (IPN), venceu o prémio internacional de Melhor Incubadora de Base Tecnológica do mundo, evidenciando-se entre cinquenta concorrentes de 26 países, anunciou hoje a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra.»

«Em comunicado, citado pela Lusa, a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra anunciou que a “atribuição deste prémio é baseada na análise de uma combinação de 25 indicadores de performance da própria incubadora e das empresas incubadas”.

A instituição foi premiada pelos “excelentes resultados” ao nível de um modelo de negócio autosustentado com forte retorno do investimento público, de uma taxa de sobrevivência das empresas incubadas superior a 80 por cento, por um volume de negócios agregado superior a 70 milhões de euros, e na criação de mais 1500 postos de trabalho directos, “muito qualificados”, desde o seu inicio de actividade.

O concurso decorreu entre quinta e sexta-feira, em Liverpool, Inglaterra, durante a 9.ª conferência anual sobre boas práticas em incubadora de base tecnológica e envolveu cinquenta incubadoras de 26 países.

Já no final de 2008, conforme escreveu o PÚBLICO na altura, o IPN tinha ficado em segundo lugar no concurso “Best Science Based Incubators”, que decorreu em Paris e envolveu 53 incubadoras provenientes de 23 países diferentes. A vencedora foi então a incubadora italiana da “Città della Scienza”, em Nápoles.

A funcionar desde 1996, a incubadora do IPN conseguiu já apoiar o lançamento de mais de 130 projectos empresariais, a maioria dos quais são “spin-off’s” de universidades, com destaque para a Universidade de Coimbra. No total, mais de mil postos de trabalho directos, altamente qualificados, foram criados, gerando um volume de negócios que, em 2008, chegou aos 50 milhões de euros. Foi a partir daqui que surgiram empresas como a Critical Software ou a Crioestaminal.

Raio-X da IPN-Incubadora

• Surgiu em 1996, em Coimbra, para promover a criação de empresas de base tecnológica oriundas de instituições de ensino superior, do sector privado e de projectos de investigação em consórcio com a indústria.

• Foi eleita a segunda melhor incubadora do mundo no concurso “Best Science Based Incubators” no final de 2008, organizado pela Technopoly Network (rede gerida por vários centros de investigação), com um júri formado por peritos e cientistas.

• Foi criada pelo Instituto Pedro Nunes e pela Universidade de Coimbra.»
 
Um país sem ser em linha recta

Durante mais de dois anos, o jornalista Nuno Ferreira andou por caminhos escondidos e aldeias abandonadas de Portugal e descobriu um país que está a perder a memória.

Podia ter sido de bicicleta, mas eu não percebo nada de bicicletas. A pé, era mais de acordo com a minha personalidade. Gosto de fazer as coisas devagar, lentamente. Se fosse preciso, parava num sítio e ficava a conversar com as pessoas durante algum tempo. A pé, a abordagem das paisagens e das pessoas é completamente diferente. A partir de determinada altura, uma pessoa apaixona-se por isto e já não quer de outra forma. Não tinha descoberto muita coisa se não fosse a pé. E tinha de fazer isto sozinho. É o meu próprio ritmo, eu é que decido o que vou fazer a seguir, chegar a uma terra e decidir ficar ali, alterar o meu roteiro. Porque a ideia era encontrar o Portugal que não aparece na televisão, que só se vê quando há incêndios. O interior.

Já tinha a ideia há muitos anos. Quando era jornalista no PÚBLICO já falava nisso, mas uma pessoa que trabalha num jornal diário não dá. Comecei em Fevereiro de 2008, em Sagres, mas tive várias interrupções, e vou terminar amanhã, em Cevide, São Gregório, Melgaço. Só dias a andar não faço ideia quantos foram, nem sei quantos quilómetros andei. Também não fiz isto em linha recta, foram muitas curvas e contracurvas. No início, tinha medo de não conseguir. Depois, subi a minha primeira serra e vi que conseguia. Mas aqueles primeiros dois meses foram muito duros, apercebi-me que levava peso a mais na mochila. Não sei como consegui aguentar, mas descobri que tinha resistência física.

Comecei em plena crise e estou a acabar com a crise ainda maior. Comecei com o interior de Portugal a desertificar-se e acabei com ele ainda mais deserto. Sobretudo de Setúbal para cima, há grandes extensões de territórios vazias, zonas que vivem muito ao fim-de-semana, com as escapadelas do pessoal das cidades. Há uma grande diferença do país durante a semana e ao fim-de-semana, e por isso caminhava menos ao fim-de-semana. Apercebi-me muito disso no Alentejo, que se transformou numa quinta de lazer para as pessoas que vivem na cidade, principalmente em Lisboa. As pessoas do Porto e de Braga fazem o mesmo em relação ao Gerês. Em Coimbra fazem o mesmo com a Lousã.

Estou a caminhar num Portugal em crise e na ressaca do novo-riquismo dos anos 90 dos shoppings e das auto-estradas. No interior é onde mais se sente. É uma paisagem do abandonado, muitas aldeias, estações de comboio... Chego a encontrar aldeias com muitas casas mas onde não consigo encontrar ninguém. De Viseu para cima, está tudo para a Suíça, para França - Agosto é um mês atípico, é o mês em que vem toda a gente, é o mês dos casamentos, dos baptizados, das festas, dessas coisas todas, depois desaparece tudo.

São aldeias-fantasma com muitas casas em boas condições, muitas com piscina, e que só são utilizadas em Agosto. Até parecem desenvolvidas, mas não está lá ninguém. Onde tive a maior sensação de abandono foi em Bragança. Há zonas de Bragança e em Viseu que têm uma relação muito mais próxima com França do que com Portugal. Passei numa localidade no interior do distrito de Viseu em que todas as semanas há taxistas a levar pessoas a Paris ver os primos.

Desconfiados


Como fiz questão de andar em zonas muito remotas, sobretudo no planalto mirandês, as pessoas chegavam a ter medo de se aproximar de mim. Numa terra perto do Vimioso, alguém chegou a chamar a GNR. Era a pergunta que mais ouvia: "O que é que você veio aqui fazer?". Tive todo o tipo de reacções. Estranhavam menos no litoral e nas zonas perto da cidade, apesar de não ser muito vulgar ver alguém a andar a pé, de mochila, durante o Inverno. Nas zonas desertificadas as pessoas ficam mais desconfiadas. Um dos meus grandes desafios era que as pessoas percebessem que eu era jornalista.

A princípio, no interior do Algarve, custava-me um bocado, no interior do Algarve as pessoas são extremamente desconfiadas, custava-me aceitar isso. Dizia para mim próprio, estou a caminhar no meu próprio país e as pessoas parece que me estão a mandar embora. Fui ganhando um certo calo em relação a essas situações, em que entrava nos cafés das aldeias e ficava tudo em silêncio e a olhar para mim. Tinha de mostrar que era boa pessoa. Os copos facilitavam bastante....Os mais velhos ficavam muito admirados por eu andar a pé, para eles é um símbolo de pobreza e miséria. Associam o andar a pé a vagabundagem. Para eles foi uma grande conquista poder andar de automóvel, terem uma motoreta.

Passei por todo o tipo de coisas, perguntavam-me se eu era peregrino, se andava à procura de trabalho... Mas nunca tive uma reacção de alguém se virar a mim com uma espingarda. Nunca andei de noite. Em Castro d"Aire, que é uma região um bocado bravia houve um fulano que me disse, "Ó pá, você vá cortar o cabelo!" Mas encontrei zonas muito hospitaleiras, em que as pessoas me convidavam para comer e ficar em casa delas.

As pessoas mais velhas - os contrabandistas, os agricultores, os poetas populares, os músicos - são aquelas que ainda mantêm a memória dos velhos tempos. São as mais ricas em histórias. Encontrei muitos velhos contrabandistas. Conheci um perto de Vinhais que também era passador, mas ele não queria falar muito disso - a imigração a salto ainda está na memória de muita gente. E há aquela história da aldeia de França, em que os passadores levavam lá as pessoas e diziam-lhes, "Olhe, está em França." E iam-se embora.

A malta nova quer é pegar no carro e ir até à vila mais próxima - o Algarve é o que está mais descaracterizado, as tradições estão quase mortas; no Alentejo ainda há muitas sociedades recreativas, que mantêm essa memória. Há regiões que dão pouco valor às suas tradições, há outras que dão mais. Em Mirando do Douro, no Minho, houve um ressurgimento da música popular. O povo era muito envergonhado, dizia que essas coisas eram parolas, mas, de um momento para o outro, a malta começou a gostar e a tocar gaitas de foles.

Perdido na montanha

Há um lado espiritual quando uma pessoa se encontra sozinha na montanha e eu atravessei quase todas as serras e fazia questão de as subir até ao cimo, estar ali e saber que está tudo lá em baixo, e que os problemas continuam. Não é por nada que as ermidas e os sítios de culto estão todos em lugares altos. Num dos últimos dias passei por um sítio, a seguir ao Soajo (no Gerês), Senhor da Paz, e aquilo era mesmo uma paz. Quando se desce, é um contraste terrível, sobretudo em zonas deprimidas, onde há muito desemprego e as pessoas estão chateadas.

Estava num estado de grande liberdade, fazia o que me apetecia. Tinha mais ou menos um percurso, mas não era. Tive muitas vezes frio e andei muito à chuva. Há estradas onde não há bermas, tinha de ir ali em cima do risco do branco sempre a olhar para os carros (nunca fui atropelado), as árvores tapam as placas, os caminhos estão mal sinalizados e perdi-me muitas vezes. Também, não levava GPS.

Um dia, no Marão, em que Portugal e Espanha jogaram no Mundial, fui bastante irresponsável. Subi ao topo da serra e, depois, decidi que queria descer para a zona de Mesão Frio. Meti-me por um trilho, o trilho acabou, comecei a descer a corta-mato e estava exausto e acercado de fragas por todo o lado, começou a cair a noite. Fiquei a noite inteira, até os bombeiros me irem lá buscar. Um deles ainda ficou lá, e teve de ser resgatado de helicóptero.

Aconteceu tanta coisa nesta viagem que é difícil escolher. A Zimbreira, zona de Mação, é daqueles daqueles sítios em que eu perguntei a mim próprio "o que é que eu vim aqui fazer" e as pessoas cumprimentavam-me com um "bom dia " desconfiado. Estava super-desanimado, não via ninguém, até que cheguei a um café pequenino que dizia "Zimbreira, aqui também é Portugal" e "O Sol quando nasce é para todos". Era um oásis de hospitalidade no meio daquela desolação. O dono era um tipo de 79 anos, o Rogério Portela, casado com uma mulher de 35 anos e com um filho de 12. Tinha uma história de vida incrível. Tinha vindo do ultramar e aquele foi o único sítio onde lhe arranjaram casa. A primeira mulher dele não queria viver ali porque aquilo era super-frio e lamacento no Inverno. Ele é que se recusou a abandonar aquelas pessoas da terra.Em Ponte de Lima, conheci o Ti Henrique, de 80 anos, que é dono do último Poço da Morte em Portugal, que eu pensava que era aquele que havia na Feira Popular de Lisboa. A família não queria que ele lá andasse, mas ele, apesar da idade e dos parafusos na perna, não sai dali e continua a rodopiar na sua moto dentro daquele cone de madeira.

A minha ideia é fazer um livro disto. É a coisa óbvia, tenho muito material. Também houve ideias para fazer disto um documentário que não se concretizou. Começaram por ser crónicas no Expresso, depois passou a blogue, passei para o Facebook e este ano comecei a publicar as crónicas no site Café Portugal e a receber muitas mensagens de pessoas que me recomendavam sítios ou me convidavam a ir às suas aldeias. Já podia ter acabado antes, mas ainda tinha de ir a mais um sítio. A viagem acaba amanhã.

A partir de uma conversa com Nuno Ferreira e do blogue Portugal a pé (http://portugalape.blogspot.com)

Público

"Estou a caminhar num Portugal em crise e na ressaca do novo-riquismo dos anos 90 dos shoppings e das auto-estradas."

Brutal esta frase :D
 
Ou isto ou exatamente o contrário

No que diz respeito às opiniões de Teixeira dos Santos, o leitor é matutino ou vespertino?

Qual é a posição do leitor relativamente à tolerância de ponto em Lisboa durante a cimeira da NATO? Concorda com o Governo, que dá tolerância de ponto, ou com o presidente da câmara, que não dá tolerância de ponto? Vai ficar em casa, beneficiando da tolerância de ponto decretada pelo governo, ou vai trabalhar, obrigado pela intolerância de ponto decretada pelo presidente da câmara? Considera, tal como o Governo, que se os funcionários públicos forem trabalhar o caos se instalará na cidade, ou acredita, tal como o presidente da câmara, que se os funcionários públicos não forem trabalhar o caos se instalará na cidade?

E quanto à necessidade de Portugal pedir ajuda externa para superar a crise? Concorda com Teixeira dos Santos, que disse à Reuters que o pedido de ajuda não está iminente, ou com o mesmo Teixeira dos Santos, que afirmou ao Financial Times que o risco de Portugal pedir ajuda é muito elevado? Prefere a posição que o ministro das Finanças tomou na segunda-feira de manhã ou a que defendeu na segunda-feira à tarde? No que diz respeito às opiniões de Teixeira dos Santos, o leitor é matutino ou vespertino? Ou prefere integrar-se numa terceira via de cidadãos que discordam tanto do Teixeira dos Santos matinal como do vesperal, mas aderem às posições do ministro quando, entre a manhã e a tarde, está a fazer a sesta?

Só para terminar este pequeno inquérito: o leitor concorda com o ministro dos Negócios Estrangeiros, que diz que o Governo deve coligar-se com a oposição, ou com a oposição, que diz que o Governo deve governar sozinho? Prefere a oposição no Governo, como defende o Governo, ou acha que é melhor para o País que o Governo se mantenha no poder sozinho, como defende a oposição? Admira mais a generosidade do Governo, que admite partilhar o poder com a oposição, ou a integridade da oposição, que deseja respeitar a vontade dos cidadãos expressa nas urnas e pretende manter-se fora do Governo?

Não é fácil ser um cidadão informado. Portugal apresenta-nos tantas alternativas, e todas tão boas, que é difícil tomar uma decisão. Ainda assim, e para fornecer aos leitores ao menos uma orientação, aqui ficam as minhas escolhas: no que diz respeito ao primeiro dilema, defendo que os trabalhadores se dirijam ao local de trabalho, obedecendo ao presidente da câmara, mas que se comportem como se houvesse tolerância de ponto e não mexam uma palha, respeitando a vontade do Governo. Sobre a questão da ajuda externa, proponho que se dê atenção apenas àquilo que Teixeira dos Santos diz à Reuters e não ao Financial Times, uma vez que não aprecio a imprensa cor-de-rosa. E quanto ao problema da coligação, penso o mesmo que o ministro das Finanças: de manhã, acho que sim; à tarde, acho que não.

Ricardo Araújo Pereira

Visão

Também me custumo sentir assim :lmao:
 
Funcionários do Parlamento escapam a corte nos salários

PS alterou o OE/2011 para excluir os grupos parlamentares dos cortes da função pública, alegando que essa redução será feita através da lei de financiamento.

Os grupos parlamentares vão escapar aos cortes até 10% previstos no Orçamento do Estado para 2011 para os salários de toda a Função Pública e Sector Empresarial do Estado. Os funcionários destes gabinetes estavam inicialmente contemplados na proposta inicial do Governo, mas o PS apresentou uma alteração na especialidade para que fossem retirados. O argumento é a nova lei de financiamento partidário que impõe um corte de 11,67% na subvenção paga aos grupos para encargos com assessoria e que, já por si, vai obrigar a um reajustamento dos salários.

Ao Diário Económico, Francisco Assis, líder parlamentar do PS, explica que não fazia sentido estar a impor cortes a estes funcionários em duas normas distintas, pelo que o PS decidiu exclui-los do OE. "Houve uma redução na lei do financiamento que obriga a uma alteração nos vencimentos dos funcionários e no PS, vamos fazer esse reajustamento no total dos 11,67%".

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Se alguma vez senti nojo de ser português, este foi o momento. F***** :angry:
 
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