O Estado do País

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Estado
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Penso que essa medida do Governo é mais uma daquelas sem conhecimento dos factos no terreno.

É tudo decidido com base de estatisticas, números e pareceres de gabinetes engravatados.

Eu tenho a minha filha num colégio privado e nele não existe nenhum pseudo novo riquismo. Tem crianças de todas as classes sociais.

Além disso, como é uma instituição com base católica, tem uma parte humanitária, onde várias crianças desfavorecidas de todo o país ficam lá instaladas, recebem alimentação e educação.

Será que o Estado está em condições de lhes fornecer um futuro promissor, ou os abandonará e fomentará a miséria e a delinquência?
 
Pessoalmente concordo com os cortes nos casos em que existe alternativa no sector público. Mas parece-me que esta medida tem o dedo do aventalinho.
 
O actual governo não é de esquerda porque tem aprovado a maior parte da sua orientação social e económica com os partidos da direita. A esquerda não tem votos suficientes para o fazer porque deste lado o governo já tinha caído...
 
Por causa da chulice recebi dezenas de mensagens, quase todas discordando do meu ponto de vista. A maioria fez vista grossa ao carácter irónico do termo madrassa, tomando-o à letra. Não vou chover no molhado. Mas aproveito para chamar a atenção para dois posts que resumem bem a situação do ensino a que chamam privado.

Anteontem, João José Cardoso expôs com clareza a situação em Coimbra: recibos de vencimento que exibem valores superiores ao que é pago / devolução em dinheiro do montante correspondente ao subsídio de refeição / horários manipulados / trabalho gratuito / professoras que estiveram de licença de maternidade e entregaram ao patrão o cheque da Segurança Social que receberam quando regressaram ao serviço / registos biográficos que contradizem a assiduidade dos docentes / verbas do ME que nunca chegam às mãos dos docentes / etc. Sinistro é um adjectivo muito forte? Conclusão: «Foi a passividade de vários governos que permitiu chegar ao ponto a que se chegou. Durante quantos anos o poder político fechou os olhos e arquivou processos disciplinares instaurados a colégios? Talvez por isso se sinta hoje refém da sua própria apatia.»

Hoje, Ricardo Santos Pinto dá nova achega, tomando como exemplo o Colégio Paulo VI, de Gondomar, o qual «não cumpre o principal requisito das escolas com contrato de associação — oferecer educação gratuita a uma região que não dispõe de oferta pública.» É dever das escolas com contrato de associação receberem os alunos da sua área de implantação sem restrições. Isso não acontece no referido colégio, onde todos os alunos são seleccionados por aproveitamento prévio. Numa zona atolada de oferta pública como é Gondomar (quarenta e sete escolas do 1.º ciclo, sete do 2.º-3.º, mais quatro secundárias), o Colégio Paulo VI dá-se ao luxo de brincar com o dinheiro dos contribuintes.

Vai sendo tempo de dizer basta.


http://daliteratura.blogspot.com/
 
Eu reconheço que talvez não devesse ter amontoado escolas privadas com contrato de associação em cima das escolas privadas sem contrato de associação; mas, desculpem-me, quem nunca deveria ter misturado as coisas em primeiro lugar era os empresários e as ordens religiosas detentoras das redes de escolas privadas com e sem contrato de associação: eles misturaram-nas, porque lhes interessa, e não só à imagem; e continua a interessar-lhes porque sabem que depois do contrato assinado têm um seguro contra o risco, à teta do famoso Estado, naquilo que deveria ser um negócio como os outros. A partir daí os esquemas e maroscas para deturpar a filosofia de um contrato de associação empilham-se, com as ordens religiosas a utilizar o dinheiro público para propagarem a palavra do senhor (até ir à missa - que é um espectáulo ainda mais chato que o Senhor dos Anéis - por vezes obrigam), e os empresários a encher os estabelecimentos de ensino que exploram com suplementos pagos como se estivéssemos no Holmes Place (e depois dizem que não há propinas; há, e oiçam o que eu estou a dizer: há). Isto já para não falar da inacreditável deturpação na base de tudo isto, que seria, lembre-se, que um contrato de associação seria procurado pelo Estado aquando de uma situação em que não haveria oferta pública em determinada área geográfica: vejam isto.

PS: muitas, mas muitas das escolas privadas com contrato de associação, oiçam o que vos digo, selecionam os alunos. Muito obrigado.


Fonte: Blog A Causa Foi Modificada
 
Ponto de situação, com seis pontos
Derivado ao facto, não posso agora fazer todas as considerações que acho necessárias para que o affair escolas privadas fique totalmente solucionado no seio da sociedade portuguesa. Sei, por exemplo, que o meu amigo Rui Castro me respondeu, mas neste computador há um grupo inteiro da imprensa portuguesa a que não consigo aceder. Também não consigo ver vídeos, o que é muito mais dramático, mas adiante. Acrescentarei apenas alguns pontos, de modo aleatório, para beneficio das massas. Leiam, no entanto, o comentário do professor que se auto-intitula "Porfirio Meireles" (mas que depois assina João Teixeira - das 11:56), a este post. Está bom, e está contra mim, embora sem nenhum tipo de razão. Este meu bocadinho responde a algumas das suas afirmações, e as aspas contêm bocados da sua digna e educada prosa (duas características que nunca estarão ao meu alcance):

1) o Estado não tem nenhuma obrigação, e façamos como o Carlos Vidal e repitamos, o Estado não tem nenhuma obrigação, muito menos "constitucional", de garantir a "diversidade de escolha de projectos educativos" aos cidadãos portugueses. O Estado tem o dever constitucional de proporcionar liberdade, não de gerar diversidade. A diversidade de projectos educativos resultará da liberdade que o Estado nos concede para criar os nossos próprios projectos educativos em qualquer ponto do território nacional da maneira que entendamos; por sua vez, o grau de diversidade está dependente da realidade, aquela coisa que todos invocamos quando pretendemos negar ou retirar algo a alguém, e que esquecemos logo que os nossos interesses estão em jogo.

2) na minha opinião, é preciso pois ter alguma falta de vergonha no tacticismo semântico utilizado para passar a nossa mensagem quando se vem argumentar que o Ministério da Educação está a ameaçar a "liberdade de escolha". Mas alguém está a proibir alguém de continuar com os seus projectos educativos? Está-se a reduzir o financamento, como se diminui os salários, aumenta o preço dos transportes, se reduz o número de funcionários públicos e, espectacularmente, como se fecham escolas públicas. Ou nenhuma dessas pessoas que agora se revoltam deu conta que todos os anos o Ministério da Educação fecha dezenas de escolas públicas? Alguma vez ouvimos a AEEP lamentar a perda de "liberdade de escolha" pela diminuição na diversidade de oferta de projectos educativos que estes encerramentos inevitavelmente provocam? Será porque, sei lá, isto sou eu aqui a delirar, que cada diminuição de liberdade de escolha do lado do público tem o potencial de beneficiar os euros que entram no lado da iniciativa privada? Os príncipios são tão bonitos quando não nos vão ao bolso, não é?

3) dos pontos 1) e 2) decorre que a única razão plausível para a existência de escolas privadas com contrato de associação é de natureza geográfica: pontos do território onde a rede pública não está presente. Mesmo este critério é, para mim, um pouco absurdo: no conselho de Alcoutim, o mais pobre quando a Europa era a 15, e que conheço relativamente bem, os miúdos navegam diária e alegremente dezenas e dezenas de quilómetros por serranias estéreis através de estradas que até há meia dúzia de anos estavam boas era para classificativas de ralis, para irem "escolher" as escolas que mais bem lhes servem. Aqueles pais que, no interior de malhas urbanas como Coimbra, se queixam de escolas públicas a 10 quilómetros deviam ser fuzilados, para assim dar-se alguma utilidade aos caixões.

3) Há um golpe linguístico adicional à "liberdade de escolha" e ao desrespeito por quem vive nas provincias do interior e que viajam diariamente durante horas para ir à escola (caramba, nem é preciso ir ao interior: eu com 14 anos levava uma hora e um quarto de autocarros para chegar à escola): a expressão "escola pública não estatal". É um termo bonito, mas infelizmente sem qualquer tipo de sentido que não seja a proliferação do equívoco. O objectivo será simular uma equiparação concetual entre escolas de iniciativa privada com dinheiro público e escolas públicas, e terá nascido para, primeiro, adocicar a manutenção de um contrato de associação quando a rede pública já poderia teoricamente receber esses alunos, segundo, justificar a utilização de dinheiros públicos para proporcinar uma educação de cariz confessional. Gostava muito de assistir à reação destes cidadãos se o fulgor pela "liberdade de escolha" os levaria a correr pela defesa do financiamento pelo Estado de uma escola que professasse abertamente o islão, mas adiante. O que no meu entender interessa dizer e resublinhar, é que a atribuição de dinheiros públicos aos privados só faz sentido como recurso de excepção, e deve ser, no meu entender, apenas temporário; porque o dinheiro público é, por definição, dinheiro que foi colectado a uma nação inteira para o desempenho de um serviço prometido pelo Estado, e que este depois não foi capaz de cumprir. Que o Estado, de caminho, tenha permitido que esse dinheiro público tivesse sido utilizado para, por exemplo, evangelizar e instruir nos valores cristãos (que são valores que nem todos consideramos), é um erro que não deve ser aceite apenas porque foi cometido. Assim, a "escola pública não estatal" é um ilusionismo que pretende responsabilizar o Estado perante um interesse puramente privado (mais: pessoal e íntimo), e nós sabemos todos que essa tosca tentativa de carregar o Estado com mais um dever só surge porque estamos a falar dos nossos próprios interesses.

4) as escolas de matriz religiosa (e, em certa medida, todos os projectos educativos dedicados) proporcionam, por norma, um ensino infinitamente superior às escolas públicas. A constatação deste facto, que não pode ser desmentido nem pelo mais assanhado jacobino, é por vezes utilizado como argumento para a manutenção e, previsivelmente, expansão dos contratos de associação. Sucede que as razões pelas quais estas escolas costumam ser melhores que as escolas públicas resultam de vantagens de base que nenhuma organização social na história da humanidade que não seja o monstruoso Estado alguma vez tentou impôr-se: o Estado obrigou-se a educar toda a gente sem excepção, estivesse onde estivesse, muitas vezes contra a vontade das próprias, instituindo atentados contra a liberdade individual como sejam a escolaridade obrigatória, e a universlidade, igualdade e gratuitidade com base na redistribuição forçada de rendimentos dos mais ricos e poderosas para os mais fracos e pobres. Para que esse absurdo fosse conseguido (e foi) o Estado foi obrigado a montar um sistema que se aproximasse do mínimo divisor comum do povo português, e não jogar no confortável algorítmo do balneário futebolístico: "só está cá quem quer" ou "só faz falta quem cá está". A escola pública é, muitas vezes, uma imposição, as escolas privadas são quase sempre uma opção. Assim também eu.

5) O comentário de Porfirio Meireles (João Teixeira) é também uma longa consideração financeira. Vamos esquecer que as vantagens económicas da gestão privada não derivam das mesmas vantagens desresponsabilizantes que eu, no ponto 4), também enumerei como justificação para o facto de lá o ensino ser melhor. Segundo ele, as escolas privadas, e contando com os alunos nas três categorias consideradas (contrato de associação, contrato simples, e cem por cento privadas), poupam dinheiro ao Estado. Mas, permitam-me, a questão está mal colocada. Nós sabemos que o Estado é ineficiente, que é um monstro à solta, que retira energias à sociedade para as dissipar num auto-fagismo inconsequente. Mas daí a dizer que o Estado é estúpido vai um passo demasiado grande. O Estado vai conhecendo as suas limitações, e esta última crise financeira teve o mérito de o obrigar a pensar seriamente no que é que faz ao dinheiro. Independentemente de eu considerar que as escolas ou deveriam ser totalmente privadas ou inteiramente públicas, o actual processo de renogociação dos contratos que o Estado tem com as instituições privadas de educação é uma saudável tentativa para conseguir serviços dos seus fornecedores a um preço melhor, estou certo que o João Miranda concordará comigo. As escolas privadas fazem o mesmo; uma que eu talvez conheça muito muito muito bem, está a renegociar os serviços externos de limpeza nessa base: ou nos baixam preço do serviço, ou nós tentamos outra empresa. O Estado está a utilizar os mesmos instrumentos que as escolas privadas utilizam para conseguir educar um miúdo de forma mais económica que o Estado. Se uma escola privada leva um aluno até ao décimo segundo ano de escolaridade por uma fracção do que o Estado paga para ela o fazer, é mais que natural (a bem de todos os contribuintes, é imperioso) que esse mesmo Estado tente meter-se entre na margem de lucro, e consiga um pouco mais para ele. São assim as leis do mercado. Suponho que o Estado está a fazer as contas não do modo simplista (as minhas desculpas) como as faz o Profirio Meireles (João Teixeira), mas assim: o custo de educar o número de alunos que vão recorrer à rede pública porque, com a imposição destes novos contratos, as suas escolas privadas com contrato de associação vão fechar, dá para compensar o valor que vamos poupar com as que permaneçam no sistema. É simples, é belo, é capitalismo.

6) esta discussão costuma resvalar para rancores e preconceitos mais ideológicos. Eu próprio, apesar das minhas qualidades ao nível, me deixei levar por algum exagero, pelo qual pedirei desculpa uns segundinhos antes de morrer. Para além daqueles que estão nisto apenas a defender os seus interesses e privilégios (que a maior parte não pode usufruir) mascarando-os de sentimentos mais nobres (e existem pessoa dessas nos dois lados), há de facto uma discussão a ter sobre o financiamento da educação, e o papel da iniciativa privada nesta coisada toda. No meu entender, é o medo das jogadas de bastidores que mais fere um debate que todos tínhamos o interesse que fosse saudável: os defensores da escola pública vêm no contrato de associação o primeiro passo para a privatização total do sistema, os que defendem a iniciativa privada vêm na renogociação dos contratos o inicio de um processo de estragulamento de uma rede já montada que lhes satisfaz algumas necssidades que consideram ser direito seu (isto já para não falar nos jacobinos de um dos lados, e dos beatos, do outro). Não abdicando da minha posição, acho que algumas pontes de comunicação poderão ser encontradas em matéria de deduções fiscais: os pais que decidam não educar os seus filhos na escola pública poderiam deduzir em sede de IRS uma quantidade significativa dos seus gastos na rede privada, e assim diminuir (mas não eliminar, porque estamos a tentar arranjar entendimentos, não a desistir do ponto ideológico) o sentimento de que estão a pagar por algo que não desejam usufruir. Sei que as deduções por gastos com a educação existem e que são significativos, mas não sei como são as contas no concreto; serão estas as que mais me interessm.


Fonte: blog A Causa Foi Modificada
 
De qualquer forma há uma coisa positiva nisto tudo, e desconfio que esta polémica está a ir num sentido que os governantes não esperavam nada, ainda se arriscam é a abrir uma caixa de pandora há muito fechada. Há cada vez mais portugueses a por em causa este modelo social e a escola pública na qual não se revêm. Se pagamos impostos, não temos direito a escolher as escolas onde pomos os nossos filhos ? Se pagamos impostos não podemos escolher a escola que achamos mais adequada aos nosso filhos, a escola onde achamos que o ensino é melhor ? Se pagamos impostos não podemos escolher por exemplo uma educação de orientação católica ? Que raio de democracia é esta em que uns tentam impor outros valores aos outros ?

Vince, as escolas têm a disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica. Para além disso, fora da escola ninguém impede os pais de colocar os filhos na catequese, ou de lhes transmitirem os valores católicos em casa. Defendo que os nossos impostos devem ser utilizados para instruir. Educar é função dos pais, não da escola.
 
E não se pode escolher a escola onde se estuda? Pode-se desde que existam vagas. O ensino público não selecciona candidatos nem fabrica génios. O Ensino Católico suponho que seja isto:



Defendo que os nossos impostos devem ser utilizados para instruir. Educar é função dos pais, não da escola.

Isto é muito sec. XIX. Hoje ninguém tem horários. Trabalha-se aos sábados, domingos, feriados e todos os dias durante a madrugada. Já deram conta?
 
Editado por um moderador:
Portugueses de primeira e portugueses de segunda.

A ILHA CESARISTA
Marques Mendes denunciou na tvi24 mais umas "tiradas" cesaristas nos Açores. Autarquias e outras entidades públicas (empresas) ficam fora dos cortes salariais no Estado decretados a nível nacional. No primeiro caso, trata-se de um diploma regional que se preparam para aprovar apenas com a oposição do PSD. Para além de inconstitucional, a coisa é amoral. Mas de um Carlos César e respectivos acólitos localistas o que é que se pode esperar?


Blog Portugal dos Pequeninos
 
Mas qual o problema do modelo católico em certas escolas?

Eu não sou católico mas admiro a forma como algumas dessas escolas funcionam e os ensinamentos vão muito além do currículo escolar.

O próprio empenhamento dos professores é totalmente diferente de uma normal escola pública (incentivam projectos e participam neles, mesmo fora do horário laboral).

Por esse facto a minha filha está numa delas e o facto de ela se converter à fé católica ou outra, será uma decisão dela.
 
Mas qual o problema do modelo católico em certas escolas?

Eu não sou católico mas admiro a forma como algumas dessas escolas funcionam e os ensinamentos vão muito além do currículo escolar.

O próprio empenhamento dos professores é totalmente diferente de uma normal escola pública (incentivam projectos e participam neles, mesmo fora do horário laboral).

Por esse facto a minha filha está numa delas e o facto de ela se converter à fé católica ou outra, será uma decisão dela.

Eles não querem.

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Salários milionários em tempos de crise: quanto ganham os gestores?
TAP surge à cabeça entre salários, prémios e regalias, logo seguida da CGD e CTT

No dia em que os cortes nos salários dos gestores públicos estiveram em debate nunca é demais lembrar quanto ganhavam em 2009 alguns dos homens mais bem pagos do país a trabalharem em empresas do Estado. Algumas empresas registaram prejuízos no balanço.

Assim, a TAP, empresa emblemática do sector público, surge à cabeça entre salários, prémios e regalias. O presidente Fernando Pinto ganhou 637 mil euros anuais, o que representa uma remuneração mensal de 45 mil euros.

Segue-se a Caixa Geral de Depósitos (CGD) que, no sector empresarial do Estado, é a empresa que mais lucros gera. O presidente do banco público levou para casa 560 mil euros ao fim do ano, ou seja, 40 mil euros por mês.

Já o vice-presidente Francisco Bandeira ganhou um pouco menos, 558 mil euros, o que representa 39 mil euros ao fim de cada mês.

À frente dos CTT, Estanislau Costa auferiu a quantia de 300 mil euros anuais - 21 mil euros por mês.

Na Parpública, empresa que gere as participações financeiras do Estado, João Plácido Pires ganhou 249 mil euros, ou seja, 18 mil ao fim de cada mês.

E na mais mediática de todas, na RTP, o presidente Guilherme Costa ganhou 254 mil euros, o que dá 18 mil por mês. E isto no ano em que a televisão do Estado teve prejuízos de 14 milhões de euros e registo de uma dívida acumulada à volta de 800 milhões.

Agência financeira

:eek::eek::eek: que país é este ? Tá tudo maluco, possa.
 
Teixeira dos Santos diz que foi obrigado a mentir sobre as contas públicas: "O Sócrates drogava-me"

Numa entrevista gravada pela revista Focus, e de que a SIC passou parte no Jornal da Noite, Teixeira dos Santos, ministro das Finanças, assume que foi forçado por José Sócrates a mentir ao longo de toda a anterior legislatura e da actual.

O ministro assume que ao longo destes anos todos tem gerido as finanças do país sob o efeito de medicação e que só agora percebeu que tem sido usado para condenar milhões de contribuintes inocentes. “O Sócrates obrigava-me a beber um copo com água e a assinar papeladas. E depois obrigava-me a dizer que estava tudo bem, que Portugal não estava a sofrer com a crise internacional e que a despesa pública estava controlada. Tive que dizer tudo com pena dos rapazes, que levavam bastante porrada do Sócrates. Mas eu não sou o único. O José Sócrates anda há anos a dar copos com água a todos os ministros, deputados do PS, militantes do PS, ao Passos Coelho, ao Emídio Rangel, aos juízes do Freeport e do Face Oculta, aos jornalistas, aos investidores estrangeiros para comprarem a dívida portuguesa e agora até já conseguiu drogar a Angela Merkel e os senhores do FMI”.

Inimigo Público

Não consegui resistir, ao menos sempre faz rir :lmao::lmao:
 
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