O Estado do País

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Quando acabamos de perder mais um pouco da nossa independência, é sempre bom recordar o que esta grande senhora andou a dizer durante anos sobre a UE.

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Que falta faz ao mundo uma Margaret Thatcher.
 
Fernando Ulrich
”Despedir devia ser mais fácil e mais caro”

Numa entrevista ao Expresso, o presidente do BPI diz que as medidas tomadas pelo Governo ainda não são suficientes.

Fernando Ulrich diz que BPI diz que as medidas até agora tomadas pelo Governo vão na direcção certa, mas não são suficientes: "As medidas são importantes e vão na direcção certa, mas não chegam".

"Temos que mostrar que somos capazes de reembolsar a dívida e para isso há que limitar o crescimento da dívida e fazer crescer a economia", acrescenta.

Ulrich diz ainda ter pena "que a grande medida que estamos a discutir seja a de tornar os despedimentos mais baratos. A minha posição é ao contrário, eu tornava os despedimentos mais fáceis, mas mais caros. Se as empresas precisarem mesmo de avançar com despedimento, vamos deixá-las avançar mas ao mesmo tempo minoramos o sacrifício de quem é despedido".

O presidente sugere ainda um novo código laboral para os novos contratos "o mais simples e com o mínimo de regras possível, o mais liberal possível e com um salário mínimo mais alto, de 700 euros".

"Um dia gostava de ser deputado"

Na mesma entrevista, o responsável máximo do BPI não rejeita vir a exercer funções políticas, dizendo mesmo que "um dia gostava de ser deputado".

Aqui está um equilíbrio entre o Liberal e o Social
 
Esta notícia também passou sem ninguém dar conta...

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E relaciono-a com outra que no contexto especulativo de preços dos recursos minerais nomeadamente do ouro está a fazer arrancar investimentos previstos apenas para 2030...

A empresa Nautilus Minerals vai arrancar com a exploração submarina do campo Solwara 1 a 1600 metros de profundidade no mar de Bismarck na Papúa Nova Guiné. O teor das prospecções revelou 6,8% de cobre e 4,6g por tonelada de ouro. O campo estende-se por 2,2 milhões de toneladas.

http://www.nautilusminerals.com/s/Projects-Solwara.asp
 
A Tal que acabou com a normativa de distribuição de leite gratuito nas escolas e que acabou com o ordenado mínimo e que em 1982 já era a ministra mais impopular da história...

Por acaso nunca bebi o leite escolar, uma vez experimentei e achei o sabor péssimo. E se bem me recordo, na minha turma ninguém precisava de receber leite oferecido pelo Estado. Eram uns trocos que se desperdiçavam diariamente com os dinheiros públicos.

Quanto ao ser impopular, os grandes Estadistas, regra geral, não têm reconhecimento popular na altura em que estão no poder, mas apenas algumas décadas depois. Veja-se o caso do Churchill, que venceu a guerra e em 1945 ou 1946 perdeu as eleições devido às promessas socialistas da oposição.

PS: qual é o mal de acabar com o ordenado mínimo? Mago, informe-se melhor sobre os países europeus que não o possuem.
 
Por acaso nunca bebi o leite escolar, uma vez experimentei e achei o sabor péssimo. E se bem me recordo, na minha turma ninguém precisava de receber leite oferecido pelo Estado. Eram uns trocos que se desperdiçavam diariamente com os dinheiros públicos.

Quanto ao ser impopular, os grandes Estadistas, regra geral, não têm reconhecimento popular na altura em que estão no poder, mas apenas algumas décadas depois. Veja-se o caso do Churchill, que venceu a guerra e em 1945 ou 1946 perdeu as eleições devido às promessas socialistas da oposição.

PS: qual é o mal de acabar com o ordenado mínimo? Mago, informe-se melhor sobre os países europeus que não o possuem.

Boa Noite Frederico,
Podes tratar-me por tu, se quiseres. :)

Também nunca bebi leite escolar, no entanto outros beberam, outros precisavam, se estiver atento, ha dias passou na televisão que uma série de alunos a única refeição quente que tinham era a que davam na escola, aliás há cantinas escolares que se mantêm abertas no período de férias por causa disso.

No contexto actual não existir salário mínimo, faria com que uma classe social menos qualificada em que a oferta de emprego é menor que a procura, seria penalizada com salários em sintonia com uma situação de pobreza. O salário mínimo é um moderador do mínimo exigido para se viver num quadro de necessidades essenciais.
 
Concordo que haja salário mínimo em Portugal, mas criticar a senhora Margaret por ter abolido o salário mínimo parece-me absurdo, pois há países que têm um contexto cultural que permite a ausência de um salário mínimo fixado pelo Estado.
 
Concordo que haja salário mínimo em Portugal, mas criticar a senhora Margaret por ter abolido o salário mínimo parece-me absurdo, pois há países que têm um contexto cultural que permite a ausência de um salário mínimo fixado pelo Estado.

Porque será que o Tony Blair repôs o salário mínimo a seguir?
 
Em Portugal houve uma polémica recente sobre o IVA no leite achocolatado e refrigerantes, e penso que a ideia inicial do governo estava acertada, neste caso acabou por recuar por pressão do PSD, seria preferível impedir o aumento de IVA noutros bens essenciais.

Os chamados bens essenciais deveriam ser todos taxados a uma taxa reduzida de IVA ou mesmo isentos, como no início da vigência deste imposto.

Sou apologista de uma justiça social via consumo (impostos indirectos), de preferência a uma tributação directa sobre rendimento e património, onde as fugas são o que sabemos, para além de cada vez menos se tributar o rendimento real dos cidadãos e das empresas, como defende a nossa Constituição:mad:.
 
Passámos disto:

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Para isto:

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E eis a cara da nova chefe das nossas contas públicas:

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Desta vez caçaram-nos, e nem foi necessário atravessar os Pirinéus com exércitos.
 
Felizmente, no Reino Unido, a liberdade individual não é esquecida:

Scrapping ID cards is a momentous step
ID cards represented the worst of government. Abolishing them is a statement of our intent to create a fairer and freer society


Today's final abolition of the intrusive and expensive ID card scheme is the climax of a long campaign that has been extremely close to my heart. I believe civil liberties and values that we should fight to uphold have been under serious threat for some years.

So it is with enormous pleasure that I celebrate as the identity documents bill passes into law and scraps the ability of the state to gather volumes of personal biographical and biometric information from citizens without the data serving any specific purpose or benefit.

The ID card was launched with fantastic claims about supposed benefits. In truth, it represented the worst of government. The first duty of government is to ensure its citizens are protected, but ID cards could never have done that. They would have been a distraction from the real work that needs to be done in countering terrorism, illegal immigration or benefit fraud.

The law paves the way for the secure destruction of the national identity register. Photographs, fingerprints and personal information that were submitted as part of the application process for an ID card will be destroyed within two months. ID cards will no longer be valid for travel and identity verification purposes within one month. Only around 12,000 members of the public signed up for a card, showing the lack of enthusiasm for the scheme, despite the intense propaganda campaign from the Labour government.

Scrapping ID cards brings many benefits. It will save the taxpayer around £86m over the next four years, once all cancellation costs are taken into account. It also avoids the commitment given in 2009 by the previous administration to further planned investment of some £835m over the next 10 years.

That would have represented a spend of more than £1bn on ID cards. The previous administration claimed that this money would be recovered by fees, but however the government proposed to pay for the scheme, the money would have to come out of the pockets of UK citizens. Cancelling the ID card scheme is a momentous step, and a statement of our intent to create a fairer and freer society in the UK.

The next step is the freedom bill, scheduled to be introduced in the new year. This bill will address a number of issues where the balance between liberty and security has not been struck. The bill is likely to include provisions on DNA retention and the further regulation of CCTV. It will prevent schools taking children's fingerprints without parental consent. We also aim to include reforms of the criminal records regime and vetting and barring scheme to scale them back to commonsense levels.

These measures are only the start. In the following months and years, we will continue to act decisively to defend civil liberties while protecting the public. I hope we have put the era of ever increasing state intervention in our private lives behind us forever.


http://www.guardian.co.uk/commentisfree/2010/dec/21/scrapping-id-cards-momentous-step
 
Tanto medo da Alemanha ? Porque ? Porque sugeriu um limite constitucional da dívida/défice ? Aprovo ! Porque sugeriu aumento da idade de reforma ? Será inevitável com ou sem Merkel, aumento da esperança média de vida, diminuição da natalidade, a segurança social hoje é um esquema de pirâmide, o Madoff foi preso por menos.

Vince, julgo que somos nós que devemos controlar as nossas contas públicas, e não a Alemanha. A Irlanda já está preocupada com a questão do IRC, e compreende-se. Não quero Portugal transformado num resort para reformados, subsidio-dependente, enquanto o pólo industrial e científico da Europa se vai desenvolvendo na Alemanha e países vizinhos. Morreram milhares e milhares de portugueses ao longo dos séculos pela independência deste canto para agora a entregarmos paulatinamente de bandeja?
 
Tanto medo da Alemanha ? Porque ? Porque sugeriu um limite constitucional da dívida/défice ? Aprovo ! Porque sugeriu aumento da idade de reforma ? Será inevitável com ou sem Merkel, aumento da esperança média de vida, diminuição da natalidade, a segurança social hoje é um esquema de pirâmide, o Madoff foi preso por menos.

A questão do aumento progressivo da esperança média de vida e da insustentabilidade dos sistemas de pensões ainda está por demonstrar. O Japão que é a sociedade com mais idosos no mundo descobriu recentemente que muitos dos recordistas existiam apenas no papel e sobre a forma de pensões. Já tinham morrido há muito tempo...

Outras questões além das biológicas pesam sobre a longevidade. Saíram recentemente os últimos dados do Observatório da Sociedade Portuguesa de Diabetes que mostram como 12% da população padece da doença - 4 amputações por dia a um custo de 1500 euros anuais. Juntem-nos aos do cancro do estômago e dos pulmões. A geração de mulheres fumadoras tem agora 20 anos de dependência...

O cálculo actuarial é demasiado subjectivo e arriscado para estar a ser vendido como um produto comercial. Por isso continuo a achar que o risco do sistema deve ser integralmente público e partilhado por todos.
 
Agreste, não está nada por demonstrar. Absolutamente nada. O actual sistema de pensões foi pensado para uma reforma aos 65 anos, na Alemanha, quando a esperança média de vida na Europa Ocidental rondava os 70 anos. Embora haja ligeiras variações de país para país, actualmente a esperança média de vida ronda os 80 anos. Achas sustentável um aumento de 10 anos na longevidade e a manutenção da reforma aos 65?

O maior desafio neste momento é o combate às doenças crónicas. Diabetes, cancro, hipertensão, ateroesclerose, alguns problemas ósseos são doenças que podem ser prevenidas ou retardadas através da prática de desporto, bons hábitos de sono ou alimentação equilibrada. Tendo em conta que no futuro poderemos viver, em média, até aos 85 ou 90 anos, e trabalhar até aos 70, há que garantir uma velhice com saúde e bem-estar. E a prevenção começa logo na infância.
 
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