O Estado do País

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Se o FMI ficar aí 10 anos a controlar-mos pode ser que aprendamos e também que as medidas possam a vir a ser consistentes e equilibradas pois a economia não aguenta muitos mais apertões.
 
Pacheco Pereira
Deputados do PSD receberam SMS “para não prejudicar negociação” do PECIV

O social-democrata defende a necessidade de um esclarecimento sobre o que se passou nas 48 horas que mediaram a negociação do PEC IV.

Todos os deputados do PSD receberam um SMS para não prestarem declarações no dia em que o Governo negociou, em Bruxelas, o Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC IV), afirmou o deputado social-democrata, no programa "Quadratura do Círculo" da SIC Notícias.

"Recebi um SMS e receberam os outros deputados a dizer: estejam calados até logo à noite para não prejudicar as negociações do Governo, coisa que, aliás, nunca me tinha acontecido. Eu nunca tinha recebido, nem ninguém do grupo parlamentar, um SMS a dizer não façam nenhuma declaração sobre esta matéria", revela Pacheco Pereira.

Pacheco Pereira defende a necessidade de um esclarecimento cabal do que se passou: "Eu acho que não há razão nenhuma de segredo, neste momento, para que não se saiba o que é que foi verdadeiramente discutido na reunião entre o primeiro-ministro e o líder da oposição, na véspera da apresentação" do PEC IV, sublinha.

Na opinião de Pacheco Pereira, "algum acordo deve ter havido e também não percebo o que aconteceu naquelas 48 horas. Eu acho que os portugueses e os jornalistas de investigação devem exigir saber o que aconteceu naquelas 48 horas", frisa.

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http://economico.sapo.pt/noticias/d...nao-prejudicar-negociacao-do-pec4_116089.html
 
As nacionalizações foram um erro histórico, aconteceram numa altura muito difícil, choque petrolifero de 73, vaga de retornados, fim da economia do ultramar, etc. Conjuntura de pesadelo e a pior coisa que podiamos ter feito nessa altura era nacionalizar propriedade privada, foi o golpe de misericórdia num país já a lidar com graves problemas externos e internos.
Obviamente espantámos todos os investidores, além das empresas ficarem naturalmente a ser pior geridas por muito que alguns queiram pensar o contrario. A nacionalização da banca provavelmente era inevitável para impedir uma fuga massiva de capitais, mas a a nacionalização das empresas foi um grande disparate. Numa economia em frangalhos tomaram-se opções irreais, como aumentar salários (20% entre 74 e 75) o que só piorou as coisas. Ficámos a agonizar uma data de anos necessitando de 2 intervenções do FMI em 77 e 83. Os danos desses tempos causados à nossa economia, na nossa credibilidade e confiança externa e capacidade de atrair investimentos prolongaram-se durante quase duas décadas, que só a nossa entrada na UE começou a inverter. Foi um preço alto que tivemos que pagar pela liberdade, as coisas podiam ter sido feitas de outra forma, mas pronto, não é esse o nosso problema hoje e nessa altura os erros até foram compreensíveis num período revolucionário, sempre foi melhor uma revolução com custos económicos do que outras sangrentas com custos humanos. Os erros de hoje é que não são nem compreensíveis nem toleráveis.

Era assustador o poder na economia portuguesa de 3 ou 4 famílias, o total monopolismo, sem qualquer concorrência. A gestão das nacionalizações é que foi má conduzida. Deveria de se ter dividido os impérios económicos, e efectuada a privatização já num módulo concorrêncial.
 
O BPI vai fechar cerca de 47 Agências , e admite não renovar contratos de funcionários, Refer admite despedir 500 funcionários, a seguir virão uns quantos grupos económicos alguns até sem grandes razões de queixa mas aproveitam as boleias da primeira carruagem executiva do despedimento.

Despedir " à molhada ", sem controlo e sem misericórdia não me parece uma politica económica de sucesso para o País.
Recordando a História europeia do Liberalismo em que funcionários andavam duas horas descalços para trabalhar dentro de armazéns sem janelas carregados de humidade que culminou num excesso de produção e onde não havia escoamento de bens e produtos porque as pessoas viviam miseravelmente, não havia poder de compra para nada.

O mesmo se vai passar em Portugal, com esta atitude mercenária.
 
Parece que o doutor está a ficar parecido com os curandeiros... porque vai aviando receitas diferentes à medida que os tratamentos não produzem nenhum resultado.

Ele disse que ia ser longo e doloroso. Desconfio que o doutor está apenas a vender água com açúcar.

E parece que na aldeia estão a aparecer mais pessoas doentes...
 
O BPI vai fechar cerca de 47 Agências , e admite não renovar contratos de funcionários, Refer admite despedir 500 funcionários, a seguir virão uns quantos grupos económicos alguns até sem grandes razões de queixa mas aproveitam as boleias da primeira carruagem executiva do despedimento.

Despedir " à molhada ", sem controlo e sem misericórdia não me parece uma politica económica de sucesso para o País.
Recordando a História europeia do Liberalismo em que funcionários andavam duas horas descalços para trabalhar dentro de armazéns sem janelas carregados de humidade que culminou num excesso de produção e onde não havia escoamento de bens e produtos porque as pessoas viviam miseravelmente, não havia poder de compra para nada.

O mesmo se vai passar em Portugal, com esta atitude mercenária.

O BPI e a REFER são empresas, não são públicas, aqui funciona a lógica do lucro ou da eficiência produtiva como lhe queiram chamar, qual o espanto?? Se nós formos donos de uma empresa, não ajustamos o número de funcionários às nossas necessidades? O estado deveria ter feito o mesmo na função pública.. Só que no estado as coisas não são pensadas na lógica do lucro, digamos que um serviço do estado não é para dar lucro e esse é cumprimento mínimo da constituição portuguesa. A mesma constituição que antes dizia que o acesso à escola, à saúde e à justiça são gratuitos, agora diz que são tendêncialmente gratuitos, mas na verdade nunca o serão! Porquê? Porque nós pagamos impostos, e por essa razão nunca serão serviços gratuitos! O que devemos exigir é que nunca sirvam para gerar lucro ao estado, isso sim!

Mas o que se passa na realidade é que onde o estado mete as patas, e que não seja considerado público, nada parece ter obrigação de dar lucro, serve simplesmente para meter lá os amigos!

Têm-se safado mais ou menos, porque se tratam de empresas sem grande concorrência ( monopólio ou oligopolío), e por essa razão pagamos demais por serviços que deviam ser mais baratos!

Parece que todas as empresas que têm participação do estado, se sentem desobrigadas de cuidarem dos seus índices de produtividade, essenciais para que cresçam de forma sustentável!

Compreendo bem o efeito social que é um despedimento colectivo, mas uma empresa não é estado, serve para dar lucro ao dono/sócios!
 
O BPI e a REFER são empresas, não são públicas, aqui funciona a lógica do lucro ou da eficiência produtiva como lhe queiram chamar, qual o espanto??

Este dizimar de postos de trabalho vai estourar com a economia, pode haver pequenos ajustamentos mas assim.... Espero é que depois não haja estado para atirar a corda a salva-lo quando corre tudo bem são todos muito independentes, e gostam de ajustamentos de gancho, quando estao à rasca ...é ó tio ó tio .... vem o senhor Estado atirar a bóia....
 
Este dizimar de postos de trabalho vai estourar com a economia, pode haver pequenos ajustamentos mas assim.... Espero é que depois não haja estado para atirar a corda a salva-lo quando corre tudo bem são todos muito independentes, e gostam de ajustamentos de gancho, quando estao à rasca ...é ó tio ó tio .... vem o senhor Estado atirar a bóia....

O problema não está nos despedimentos. Está sim no facto de não haver criação de emprego :mad: E diga-se, nos últimos anos temos tidos criação de emprego «artificial». O poder local aumentou o número de funcionários, houve obras públicas, prestação de serviços a Estado (publicidade, assessorias, etc.), criação de organismos públicos, a questão das empresas públicas e das PPP. Por exemplo, a JP Sá Couto cresceu muito por causa do Magalhães, um programa desnecessário, ainda mais num país com tantos problemas económicos e financeiros. Agora vamos acordar e chegar à conclusão que não temos tecido económico, que produzimos muito pouco, que não há agricultura, pescas, turismo ou indústria capaz de nos sustentar. Há umas semanas peguei na bicicleta, dei uma volta pela zona da Maia, e vi vários edifícios de antigas fábricas a ruir. Agora pergunto, como sair deste buraco? Não se monta um tecido produtivo num ano ou dois, estas coisas podem demorar mais de dez anos, e em Portugal só com investimento estrangeiro. Há quem diga que a única solução para o nosso problema é renegociar as dívidas com os credores, sair do euro e recomeçar...
 
Mago, a concentração de fortunas em poucas famílias voltou, mascarada sim, mas voltou. O PCP, há 3 ou 4 anos, disse que cerca de vinte famílias em Portugal controlam a economia e detêm o poder económico. Em Lisboa, há uma dinastia de famílias que ocupa os melhores cargos em Institutos, Ministérios, Fundações, etc. E o PS, diz-se um partido socialista mas tem contribuído para esta distribuição desigual de riqueza. Por exemplo, ninguém fala nos PIN, mas enquanto um pequeno investidor não pode abrir uma pensão ou um pequeno hotel em áreas protegidas, um grande investidor consegue caso negoceie com o Governo para que o projecto seja considerado de «interesse nacional». Assim, veda-se o investimento às classes médias. No Algarve, a população local beneficia mais com os pequenos investimentos turísticos do que com os grandes, pelo menos no sotavento pouco emprego têm dado e têm atraído pouca gente.
 
Muito se fala da maçonaria por este lado do país, ainda bem que não é só que vemos esse crescimento intrigante...
 
realidade VS um estranho sonho disse:
Hoje em dia ainda nós Portugueses não descobrimos bem qual o sonho que ronda a realidade do nosso país. Parece uma penumbra densa cinzenta e bem ao estilo de um thriller filmado na cidade de Londres.

Cada dia que passa mas descobrimos que a verdadeira realidade é conhecida pelo poder político destes últimos que tem sempre o mesmo rosto, Sócrates, e que ele simplesmente ignorando aquilo que números e uma ciência exacta como a matemática mostra. Olhando simplesmente pela ânsia do poder que não julgo ser simplesmente em proveito próprio mas em interesses maiores que o controlam.

Veremos se a Tróica que agora parece ter vindo para ficar aqui consiga restruturando este país livre-nos de bichos papões como o corporativismo magistrado, lobbies das empresas papões e criar uma economia que passe pela competência e concorrência real.

Chega de fantasias

in Visto.Blog.pt
 
Tens que perguntar o que se passa aos seguidores de Keynes, aos que nestes anos todos defendem obsessivamente a despesa pública e endividamento para estimular economias. Esse remédio é que parece que não resulta, como prova Portugal, 15 anos de Estado a despejar fortunas no país sem que o país cresça.

Não sei quem despejou fortunas no país. Repara que a Grécia "comprou" - porque a coisa cá, lá e na Alemanha também está em tribunal - 10 submarinos iguais aos nossos a crédito. Depois do default assistido, esses submarinos não puderam ser devolvidos à Alemanha e a Grécia vai ter de os pagar até ao último parafuso.

Com mercados financeiros desregulados, agências de creditação financeira suportadas em bancos que fazem parte do mercado de crédito é claro que os estudos de Keynes não tem aplicação prática.

Não há crescimento económico com mercados desregulados nem com agências de creditação financeira suportadas em bancos americanos. Milton Friedman falhou.

As regras do acordo de Basileia 3 que obrigarão os bancos a deter mais capital e ativos de menor risco, de forma a limitar os riscos sistémicos tomados na concessão de crédito e na negociação de ativos ainda não foram aceites pelos Estados Unidos.

Estas regras obrigarão os bancos a retirar milhares de milhões de euros dos mercados.

Muito se fala da maçonaria por este lado do país, ainda bem que não é só que vemos esse crescimento intrigante...

Só fala da maçonaria quem nunca se apresenta a eleições (porque as teme), nunca quer o esclarecimento do povo (venha a nós o bloco central PS-PSD com ou sem CDS) e acredita que no mito salvífico do FMI (se possível até 2020 porque na lusitânia há um povo que não se governa nem se deixa governar).
 

A Maternidade Alfredo da Costa está a pedir ajuda aos utentes para tentar aliviar os problemas orçamentais, muito embora o director desta instituição tenha sublinhado que ninguém é obrigado a contribuir.
«Desde o início da semana estamos a escrever no pé de página de todos os documentos entregues aos nossos utentes uma pequena frase sugerindo a todos que podendo e querendo poderão fazer um depósito na conta da maternidade», explicou o director da maior maternidade portuguesa.
Ouvido pela TSF, Jorge Branco lembrou que a maternidade que dirige «tem um orçamento muito restritivo este ano como outras instituições»

http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=1831565


A PSP, a GNR e o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) são alguns dos organismos públicos do Ministério da Administração Interna (MAI) que não estão a entregar ao Estado a retenção de IRS dos seus funcionários públicos. Isto resulta, na prática, numa dívida fiscal do Estado ao próprio Estado. E a situação, que acontece desde o início do ano, repete-se com os descontos para a Caixa Geral de Aposentações e para a Segurança Social

http://economico.sapo.pt/noticias/p...-pagar-descontos-de-irs-ao-estado_115865.html
(Nota: Isto é crime se for uma empresa privada a fazer)


Os hospitais estão a pedir aos pais que comprem fraldas e leites terapêuticos – que substituem o leite materno – para os bebés enquanto estes estão internados. Há casos de doentes crónicos que têm de levar de casa os medicamentos para o período de internamento. As restrições ao material clínico e terapêutico também se fazem sentir, com os enfermeiros a confrontarem-se com a falta de produtos, como pensos para os doentes acamados, denuncia o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP).
http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/n...tais-ja-pedem-a-pais-leite-e-fraldas220639240

Isto é revoltante, quando existem empresas publicas, tipo Leirisport (aquela que mais conhecimentos tenho), que subsidia um clube de futebol, com 500 (destes 500, 70% são oferta!!!), seguidores semanais, a manter-se na 1ª divisão!!!! Isto tudo à custa de dinheiros públicos!!!! Empresa que mantém funcionários para manter um colossal estádio, que dá prejuízo em cima de prejuízo, que só mete (mais de 5000) espectadores para selecção e/ou atletismo!!!! :angry:
 
Vergonhoso o que acabou de suceder agora na Sic, só prova que existe censura neste país. Não emitiram o filme Pare Escute e Olhe na sua totalidade, cortando muita coisa e baralhando cenas. Vergonhoso, não senti tanto nojo desta espelunca, já para não falar da hora a que deu (23h40) acabando às 0h35. O que vale é que eu tenho o DVD e fui vê-lo ao cinema se não nem saberia disto.

Original - 102 m

Emitido na Sic - 58 m

SÓ TEMOS O QUE MERECEMOS, O FMI E TODOS OS RESTANTES NÃO NOS DEVIAM EMPRESTAR UM € QUE FOSSE

http://pareescuteolhedoc.blogspot.com/

337007
 
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