Knyght
Cumulonimbus
Se o FMI ficar aí 10 anos a controlar-mos pode ser que aprendamos e também que as medidas possam a vir a ser consistentes e equilibradas pois a economia não aguenta muitos mais apertões.
As nacionalizações foram um erro histórico, aconteceram numa altura muito difícil, choque petrolifero de 73, vaga de retornados, fim da economia do ultramar, etc. Conjuntura de pesadelo e a pior coisa que podiamos ter feito nessa altura era nacionalizar propriedade privada, foi o golpe de misericórdia num país já a lidar com graves problemas externos e internos.
Obviamente espantámos todos os investidores, além das empresas ficarem naturalmente a ser pior geridas por muito que alguns queiram pensar o contrario. A nacionalização da banca provavelmente era inevitável para impedir uma fuga massiva de capitais, mas a a nacionalização das empresas foi um grande disparate. Numa economia em frangalhos tomaram-se opções irreais, como aumentar salários (20% entre 74 e 75) o que só piorou as coisas. Ficámos a agonizar uma data de anos necessitando de 2 intervenções do FMI em 77 e 83. Os danos desses tempos causados à nossa economia, na nossa credibilidade e confiança externa e capacidade de atrair investimentos prolongaram-se durante quase duas décadas, que só a nossa entrada na UE começou a inverter. Foi um preço alto que tivemos que pagar pela liberdade, as coisas podiam ter sido feitas de outra forma, mas pronto, não é esse o nosso problema hoje e nessa altura os erros até foram compreensíveis num período revolucionário, sempre foi melhor uma revolução com custos económicos do que outras sangrentas com custos humanos. Os erros de hoje é que não são nem compreensíveis nem toleráveis.
O BPI vai fechar cerca de 47 Agências , e admite não renovar contratos de funcionários, Refer admite despedir 500 funcionários, a seguir virão uns quantos grupos económicos alguns até sem grandes razões de queixa mas aproveitam as boleias da primeira carruagem executiva do despedimento.
Despedir " à molhada ", sem controlo e sem misericórdia não me parece uma politica económica de sucesso para o País.
Recordando a História europeia do Liberalismo em que funcionários andavam duas horas descalços para trabalhar dentro de armazéns sem janelas carregados de humidade que culminou num excesso de produção e onde não havia escoamento de bens e produtos porque as pessoas viviam miseravelmente, não havia poder de compra para nada.
O mesmo se vai passar em Portugal, com esta atitude mercenária.
O BPI e a REFER são empresas, não são públicas, aqui funciona a lógica do lucro ou da eficiência produtiva como lhe queiram chamar, qual o espanto??
Este dizimar de postos de trabalho vai estourar com a economia, pode haver pequenos ajustamentos mas assim.... Espero é que depois não haja estado para atirar a corda a salva-lo quando corre tudo bem são todos muito independentes, e gostam de ajustamentos de gancho, quando estao à rasca ...é ó tio ó tio .... vem o senhor Estado atirar a bóia....
E diga-se, nos últimos anos temos tidos criação de emprego «artificial». O poder local aumentou o número de funcionários, houve obras públicas, prestação de serviços a Estado (publicidade, assessorias, etc.), criação de organismos públicos, a questão das empresas públicas e das PPP. Por exemplo, a JP Sá Couto cresceu muito por causa do Magalhães, um programa desnecessário, ainda mais num país com tantos problemas económicos e financeiros. Agora vamos acordar e chegar à conclusão que não temos tecido económico, que produzimos muito pouco, que não há agricultura, pescas, turismo ou indústria capaz de nos sustentar. Há umas semanas peguei na bicicleta, dei uma volta pela zona da Maia, e vi vários edifícios de antigas fábricas a ruir. Agora pergunto, como sair deste buraco? Não se monta um tecido produtivo num ano ou dois, estas coisas podem demorar mais de dez anos, e em Portugal só com investimento estrangeiro. Há quem diga que a única solução para o nosso problema é renegociar as dívidas com os credores, sair do euro e recomeçar...realidade VS um estranho sonho disse:Hoje em dia ainda nós Portugueses não descobrimos bem qual o sonho que ronda a realidade do nosso país. Parece uma penumbra densa cinzenta e bem ao estilo de um thriller filmado na cidade de Londres.
Cada dia que passa mas descobrimos que a verdadeira realidade é conhecida pelo poder político destes últimos que tem sempre o mesmo rosto, Sócrates, e que ele simplesmente ignorando aquilo que números e uma ciência exacta como a matemática mostra. Olhando simplesmente pela ânsia do poder que não julgo ser simplesmente em proveito próprio mas em interesses maiores que o controlam.
Veremos se a Tróica que agora parece ter vindo para ficar aqui consiga restruturando este país livre-nos de bichos papões como o corporativismo magistrado, lobbies das empresas papões e criar uma economia que passe pela competência e concorrência real.
Chega de fantasias
Tens que perguntar o que se passa aos seguidores de Keynes, aos que nestes anos todos defendem obsessivamente a despesa pública e endividamento para estimular economias. Esse remédio é que parece que não resulta, como prova Portugal, 15 anos de Estado a despejar fortunas no país sem que o país cresça.
Muito se fala da maçonaria por este lado do país, ainda bem que não é só que vemos esse crescimento intrigante...
A Maternidade Alfredo da Costa está a pedir ajuda aos utentes para tentar aliviar os problemas orçamentais, muito embora o director desta instituição tenha sublinhado que ninguém é obrigado a contribuir.
«Desde o início da semana estamos a escrever no pé de página de todos os documentos entregues aos nossos utentes uma pequena frase sugerindo a todos que podendo e querendo poderão fazer um depósito na conta da maternidade», explicou o director da maior maternidade portuguesa.
Ouvido pela TSF, Jorge Branco lembrou que a maternidade que dirige «tem um orçamento muito restritivo este ano como outras instituições»
http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=1831565
A PSP, a GNR e o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) são alguns dos organismos públicos do Ministério da Administração Interna (MAI) que não estão a entregar ao Estado a retenção de IRS dos seus funcionários públicos. Isto resulta, na prática, numa dívida fiscal do Estado ao próprio Estado. E a situação, que acontece desde o início do ano, repete-se com os descontos para a Caixa Geral de Aposentações e para a Segurança Social
http://economico.sapo.pt/noticias/p...-pagar-descontos-de-irs-ao-estado_115865.html
(Nota: Isto é crime se for uma empresa privada a fazer)
Os hospitais estão a pedir aos pais que comprem fraldas e leites terapêuticos – que substituem o leite materno – para os bebés enquanto estes estão internados. Há casos de doentes crónicos que têm de levar de casa os medicamentos para o período de internamento. As restrições ao material clínico e terapêutico também se fazem sentir, com os enfermeiros a confrontarem-se com a falta de produtos, como pensos para os doentes acamados, denuncia o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP).
http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/n...tais-ja-pedem-a-pais-leite-e-fraldas220639240
