Começamos a perceber o tipo de gente com quem lidamos e tudo o que se diz por aí quando:
Num excelente almoço organizado pela Câmara do Comércio e Indústria Luso Francesa, onde perorou sobre a pobreza, Diogo Leite Campos (PSD) explicou que "quem recebe os benefícios sociais são os mais espertos e os aldrabões e não quem mais precisa".
O ex-professor catedrático da Universidade de Coimbra vai auferir uma pensão de 3240,93 euros, valor que soma à reforma que já recebe do Banco de Portugal, de onde se aposentou como administrador em Fevereiro de 2000. O fiscalista exerceu aquele cargo entre os anos de 1994 e 2000.
Mesmo reformado Leite Campos é sócio da Leite de Campos, Soutelinho & Associados – Sociedade de Advogados, RL, que em 2010 facturou à conta do estado pelo menos 17000€ em pareceres. Recentemente abandonou a PLMJ: ”Quase a atingir os 65 anos, Diogo Leite de Campos tem que reformar-se e deixar de prestar serviços para a sociedade”, explicava o DE.
Ainda sobre os espertos e aldrabões, a propaganda e o país real...
«Em Março, a Segurança Social pagou 294.116 subsídios de desemprego (incluindo a prestação social, para agregados pobres) o que significa que houve 257.745 desempregados que, apesar de estarem inscritos nos centros de emprego, não tiveram direito à prestação.
Contas feitas, apenas 53,3% dos desempregados registados tiveram acesso ao subsídio da Segurança Social. Este volta a ser o valor mais baixo desde, pelo menos, meados de 2004.
De acordo com os dados da Segurança Social actualizados hoje, houve mais pedidos de subsídio aceites em Março - uma subida de 2,3% face a Fevereiro, para 17.734 novas prestações. Ainda assim, o número total de desempregados a receber estas prestações voltou a baixar. Contas feitas, os 294.116 desempregados subsidiados no final do mês de Março representam uma descida de 2,3% face a Fevereiro.
Também do lado do Rendimento Social de Inserção há cortes. O número de beneficiários com requerimento activo desceu 2%, chegando a 3% no caso de famílias.
Só 70 mil perdem abono de família
Seguindo a tendência já iniciada em Outubro, o número de pessoas que recebem abono de família voltou a cair no mês passado. Desta vez, foram pagos menos 69.661 apoios, o que significa que a Segurança Social processou pouco mais de 1,1 milhões de prestações em Março.
O primeiro grande corte ao nível do abono de família aconteceu em Novembro, por altura da eliminação dos dois últimos escalões do abono, originando a redução de 384,6 mil prestações. Já em Janeiro deste ano surge a segunda quebra mais visível, com o processamento de menos 102,9 mil apoios - o corte acabou por ser inferior ao noticiado porque a Segurança Social actualizou os números.
Por detrás desta redução está a nova lei que aperta o acesso a prestações sociais e que, apesar de ter entrado em vigor em Agosto, apenas produziu efeitos em Janeiro no caso do abono.
Mas como o processo de reavaliação extraordinária de rendimentos acabou por se prolongar até meados desse mês, já era expectável que houvesse um novo momento de redução significativa em Fevereiro. Março continua a tendência de quebra.
Assim, se a comparação for feita com Novembro de 2010, a Segurança Social processou menos 645,6 mil abonos de família no mês passado.»