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A melhor noticia de todas das medidas para mim é esta e não estou a ser irónico.

Total independência da CP abre a porta ao aumento do preço dos bilhetes

A «total independência» da CP face ao Estado está inscrita no memorando de entendimento entre o Governo e a troika, que abre a porta a um aumento do preço dos bilhetes dos comboios.

O documento prevê um conjunto de medidas para os transportes, nomeadamente a apresentação de um plano estratégico para o sector durante o terceiro trimestre deste ano.

No sector ferroviário, o memorando de entendimento salienta a necessidade de «assegurar a total independência da operadora ferroviária CP do Estado», sem especificar se esta operação pode ser feita através de uma privatização.

No âmbito das privatizações, é referida a privatização da CP Carga e de algumas linhas suburbanas da CP.

O memorando prevê também a «revisão do sistema tarifário» do transporte ferroviário, para introduzir um mecanismo de gestão da rentabilidade dos bilhetes, que prevê, em particular, o aumento dos preços.

O documento sugere ainda a aplicação de medidas para «facilitar a entrada de companhias aéreas de baixo custo [low cost], fazendo uso da infra-estrutura existente».

Sol
 
A melhor noticia de todas das medidas para mim é esta e não estou a ser irónico.

Total independência da CP abre a porta ao aumento do preço dos bilhetes

A mim não faz diferença que se contam as vezes pelos dedos em que ando de comboio nos últimos dois ou três anos. Mas normalmente quem anda de comboio com frequencia são grupos mais desfavorecidos, alguns deles dependem do comboio para trabalhar todos os dias com vencimentos minúsculos.

:unsure:
 
A melhor noticia de todas das medidas para mim é esta e não estou a ser irónico.

Total independência da CP abre a porta ao aumento do preço dos bilhetes

O aumento dos preços fica sujeito a um tecto definido pelo normal funcionamento da economia do sector, estou a falar de concorrência! É assim que deveria ter sido há muito, o estado deve permitir que as empresas de transportes auto-regulem os seus tarifários. Não faz sentido estas empresas valerem lixo, terem enormes buracos financeiros que lhes impede inclusive de investir. Os preços autoregulam-se com os praticados pela concorrência.
 
Teixeira dos Santos explica medidas de austeridade amanhã às 9h30

O ministro de Estado e das Finanças vai explicar, esta quinta-feira, ao País, o pacote de medidas de austeridade da 'troika'.

Em comunicado enviado às redacções, o Ministério das Finanças anuncia que Fernando Teixeira dos Santos fará amanhã, às 9h30, a apresentação do pacote de medidas de austeridade que constam do memorando de entendimento entre a 'troika' e o Governo.

O ministro falará no Ministério das Finanças. A comunicação de Teixeira dos Santos acontece assim antes da conferência de imprensa da 'troika' internacional, marcada para as 11h. Os elementos da ‘troika' explicarão as medidas impostas a Portugal em troca de financiamento às 11h, no Centro Jean Monet, em Lisboa.

José Sócrates anunciou ontem que Governo e instituições internacionais tinham chegado a um entendimento. A 'troika' reúne hoje com os responsáveis dos partidos com assento parlamentar para revelar os detalhes deste plano

Fonte: DE

Primeiro vem o hipnotizador. :lol:

Troika faz conferência de imprensa às 11h de quinta-feira

Os representantes do Fundo Monetário Internacional, Banco Central Europeu e Comissão Europeia em Portugal fazem na quinta-feira às 11 horas uma conferência de imprensa para apresentar as medidas de austeridade acordadas com o Governo português.

Em nota enviada às redações, as entidades que compõem a ‘troika’ dizem que a conferência de imprensa será presidida por Amadeu Altafaj, porta-voz do Comissário para os Assuntos Económicos e Monetários, Olli Rehn.

A conferência de imprensa durará aproximadamente 45 minutos e servirá para a apresentação do acordo entre as autoridades portugueses e a ‘troika’.

O primeiro-ministro, José Sócrates, anunciou na terça-feira à noite, numa comunicação ao país, que o Governo conseguiu um "bom acordo" com a ‘troika’ internacional com vista à ajuda financeira a Portugal.

O empréstimo será de 78 mil milhões de euros durante três anos e inclui a recapitalização da banca, caso seja necessária.

A ‘troika’ é constituída pelo Banco Central Europeu, Comissão Europeia e Fundo Monetário Internacional (FMI).

Fonte: Lusa

Esta sim se puder vou seguir com atenção, agora a anterior é para atirar areia para os olhos.

Neste momento, lá está o Sócrates a babar-se na televisão. :maluco::buh:
 
Como esperado, começamos agora a perceber a dureza das medidas anunciadas.
Todos, sem excepção, vão ser atingidos por estas medidas (infelizmente) necessárias para sonharmos com um futuro mais risonho.
Vamos precisar seguramente de uma década para começarmos a ver o nosso nível de vida começar a melhorar.
Mais vale tarde do que nunca...

Mas mais valia cedo do que agora. E essa VERDADE andou a ser escondida numa ilusão aos portugueses.
Já a Manuela Ferreira Leite tinha avisado há anos que precisávamos de falar a verdade. Mas o Sócrates e seus amigos mentiram-nos descaradamente quanto à situação que tínhamos - mais uma vez A VERDADE VEIO AO DE CIMA.

Ontem o Sócrates tentou mentir, ocultou a verdade das dificuldades que teremos nos próximos anos. Mais uma vez!
Estas medidas não são as previstas no defunto PEC IV! Dizer o contrário como o 1º ministro disse é ALDRABAR a inteligência de todos nós.

Há políticos que tem falado a verdade. E é a esses que temos de dar primazia nestes tempos, não aos charlatães.
Não podemos deixar-nos guiar por aqueles que nos puseram neste estado. E que mentiram para continuar agarrados ao poder. Esses querem continuar a portar-se como parasitas.

Se vamos mudar, que seja guiados por gente de confiança.
 
Further comprehensive reform plans will be prepared by October 2011, including the following elements: [Q4-2011]

Reducing the number of municipal offices by at least 20 % per year in 2012
and 2013 [Q4-2012 and Q4-2013]


Portanto em 2013 vão à vida 60 câmaras municipais e em 2014 outras 60... o que significa que, por aqui, 4 câmaras do Algarve vão desaparecer...
 
Se o PEC IV não fosse chumbado a escalada de juros continuaria sem entrar verdadeiramente o dinheiro que Portugal precisa para conseguir atingir as metas do défice.

Isto é a realidade, quem pensa ao contrário é porque é facilmente enganado e não se da ao trabalho de comparar as duas coisas!!! Aliás o técnico Teixeira dos Santos devia era ter cumprido a meta do défice de 7%, quer dizer o arrastar levou a europa conhecer que o povo não pode dar mais do que pode mesmo. Discutir-se perdão da divida a Grécia nesta altura deve também ter colocado Portugal noutra folga, e com um ano extra para cumprir o défice.

Atenção o TGV que é um projeto Europeu cunho Francês tal como a questão das quotas está neste momento suspenso até serem cumprido o défice, aí voltaremos a nos endividar para a internacional socialista dar os devidos milhares de milhões de euros a economia Francesa...
 
Na minha opinião:

VRSA funde-se com Castro Marim e com Alcoutim, com a condição de abrir uma representação da câmara municipal em Alcoutim e outra em Martinlongo; as freguesias do Pereiro, de Giões e de Vaqueiros também desaparecem.

Em Tavira, extingue-se a freguesia de Cabanas de Tavira, a qual voltará a unir-se com a Conceição de Tavira.

Aljezur e Vila do Bispo desaparecem, Aljezur funde-se com Monchique, que passa assim a ter litoral, e Vila do Bispo funde-se com Lagos.

Acho também que os limites de alguns concelhos deveriam ser revistos, por exemplo, São Brás de Alportel podia «roubar» um bocado dos concelhos vizinhos, tal como Lagoa.

Com a minha proposta extinguem-se quatro concelhos, quanto às freguesias não comento pois só conheço bem as da minha zona.
 
Se o PEC IV não fosse chumbado a escalada de juros continuaria sem entrar verdadeiramente o dinheiro que Portugal precisa para conseguir atingir as metas do défice.

Isto é a realidade, quem pensa ao contrário é porque é facilmente enganado e não se da ao trabalho de comparar as duas coisas!!! Aliás o técnico Teixeira dos Santos devia era ter cumprido a meta do defice de 7%, quer dizer o arrastar levou a europa conhecer que o povo não pode dar mais do que pode mesmo. Discutir-se perdão da divida a Grecia nesta altura deve também ter colocado Portugal noutra folga, e com um ano extra para cumprir o défice.

Atenção o TGV que é um projeto Europeu cunho Francês tal como a questão das cotas está neste momento suspenso até serem cumprido o défice, aí voltaremos a nos endividar para a internacional socialista dar os devidos milhares de milhões de euros a economia Francesa...

Knyght, vamos com calma.

Todos já antecipavamos a entrada do FMI, mesmo antes da última medida de contenção "PEC IV". As decisões, comentários, etc. tomados pelos partidos de oposição, tornaram impossível outra solução (De facto, um governo tomar uma medida de austeridade sem que lhe tenha sido imposto primeiramente, era muito confiante).

De um lado positivo, descobrimos aquilo que se esconde ou "engenheirado" pelo governo.

Agora o que acho errado é culparem o Teixeira dos Santos, que apesar de acoplar culpa com o governo( foi marioneta em decisões económicas que contrariavam a sua convicção, mas teve de as obedecer), notava-se o desconforto ou realismo das consequências de certas medidas que anunciava. (Essa obediência seria partidismo? Compadrio? Coacção? Burrisse?)
 
Só isso vai ser uma tourada que nem consigo imaginar como será feita. Desafios extremamente difíceis pela frente que duvido que todos se consigam implementar. Depois de ontem o surreal Socrates a anunciar as "não medidas" na TV (alguma vez alguém viu tal coisa antes?), hoje temos o Assis a dizer que «não devemos entrar em clima de euforia». Esta gente é completamente doida.

Pelo menos no Algarve penso que não haverá muita gritaria se não houver despedimentos. Haverá maior preocupação de presidentes e vereadores, que perderão «tachos» e lugares de «tacho», e tentarão estimular sentimentos bairristas da população, em nome da defesa dos seus interesses pessoais. Mas quanto à população não me parece que haverá muitos problemas, acho que esta reforma será muito mais difícil no Norte do país, em especial em distritos como Braga, Viana, Porto ou Aveiro.

Agora espero com estas fusões não haja abertura de vagas no poder local, pois nos últimos anos o números de funcionários públicos continuou a aumentar nas autarquias e nas juntas de freguesia, o que é grave, se tivermos em conta que há quinze anos não havia empresas municipais, e agora temos nalguns casos quase o dobro das despesas com pessoal para executar o mesmo serviço. Portanto, terá de haver um mecanismo que controle as tentações de contratação de novos funcionários públicos por parte das autarquias.
 
Na minha opinião:

VRSA funde-se com Castro Marim e com Alcoutim, com a condição de abrir uma representação da câmara municipal em Alcoutim e outra em Martinlongo; as freguesias do Pereiro, de Giões e de Vaqueiros também desaparecem.

Em Tavira, extingue-se a freguesia de Cabanas de Tavira, a qual voltará a unir-se com a Conceição de Tavira.

Aljezur e Vila do Bispo desaparecem, Aljezur funde-se com Monchique, que passa assim a ter litoral, e Vila do Bispo funde-se com Lagos.

Acho também que os limites de alguns concelhos deveriam ser revistos, por exemplo, São Brás de Alportel podia «roubar» um bocado dos concelhos vizinhos, tal como Lagoa.

Com a minha proposta extinguem-se quatro concelhos, quanto às freguesias não comento pois só conheço bem as da minha zona.

Isso criaria áreas gigantescas que partilhariam as mesmas dificuldades.

Tenho uma ideia contrária. Fusão dos concelhos do litoral. Faro-Olhão e Portimão-Lagos. Pequenas áreas metropolitanas com mais área, maior capacidade de atracção de investidores e infelizmente melhor capacidade de pagamento das enormes dívidas...

Pelo menos alguns mapas da CCDRAlgarve já fazem menção de uma unidade económica com as freguesias de Almancil da parte de Loulé, todas as de Faro e Olhão...
 
Isso criaria áreas gigantescas que partilhariam as mesmas dificuldades.

Tenho uma ideia contrária. Fusão dos concelhos do litoral. Faro-Olhão e Portimão-Lagos. Pequenas áreas metropolitanas com mais área e maior capacidade de atracção de investidores...

Discordo. Estaríamos a criar dois concelhos com muita população e fundiríamos cidades socialmente e culturalmente distintas. Existem muitos concelhos com mais de 1000 km2 e funcionam, caso de Odemira, Castelo Branco, Mértola ou Idanha.

Repara, Alcoutim nem tem 4000 habitantes, Castro Marim nem chega aos 6000. Com VRSA daria um concelho com menos de 1000 km2 e com menos de 30000 habitantes. Castelo Branco, por exemplo, tem mais de 1000 km2 e mais de 40 000 habitantes e funciona. O que deveria ser feito era colocar um representação da autarquia em Alcoutim e outra em Martinlongo, os habitantes de Martinlongo até agradeceriam esta medida.

O mesmo raciocínio serve para Vila do Bispo e para Monchique.

Agora não estou a ver Olhão fundido com Faro, daria um concelho com mais de 100 000 habitantes, Olhão não aceitaria, seriam 40 000 pessoas a reclamar. Não concordo com fusões quando se tratam de cidades com muitos habitantes, o caso de Alcoutim, Castro Marim, Aljezur ou Vila do Bispo são diferentes, trata-se de vilas com menos de 5000 habitantes, sem nenhum peso a nível regional.
 
Para já, este acordo parece-me uma vitória política para o PS. É mais leve que o grego e o irlandês, pouco mais pesado que o PECIV, o que servirá para a central de propaganda culpa o PSD pela vinda do FMI e por desejar medidas ainda mais duras, que passassem pela privatização de serviços públicos. Parece-me que Sócrates deu mais um passo para vencer as próximas eleições. O inexperiente PPC meteu de novo o pé na argola, mais valia ter ouvido Pacheco Pereira e Manuela Ferreira Leite: deixava passar o PEC IV e esperava que o castelo de cartas ruísse por si.

Leitura "politica" simples e realista.

Quanto é que apostam que o programa do PSD vai ser igual às medidas do FMI? Depois dizem, "nós somos realistas". PSD de fachada é o que digo.
 
Fundir por exemplo o Porto e Gaia é uma ideia já bastante discutida, e que se calhar não seria complicada de fazer, e provavelmente traria bastante vantagens.
http://ler.letras.up.pt/uploads/ficheiros/artigo12461.pdf

Noutros casos já será muito mais difícil, devido aos bairrismos.

Fundir Porto e Gaia não é fundir os concelhos, tanto quanto sei seria fundir o concelho do Porto com o centro urbano de Gaia, com Matosinhos, Senhora de Hora, etc. Eu já abordei o tema numa conferência onde estava o Presidente da Câmara de Matosinhos, e ele referiu que seria impossível por causa dos bairrismos. Num entanto, estava lá um professor de Geografia, e disse que do ponto de vista técnico faz todo o sentido a fusão do Porto com as áreas urbanas vizinhas, e a redefinição total dos limites das freguesias e dos concelhos, com redução do número de concelhos e freguesias.
 
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