O Estado do País

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Fundir por exemplo o Porto e Gaia é uma ideia já bastante discutida, e que se calhar não seria complicada de fazer, e provavelmente traria bastante vantagens.
http://ler.letras.up.pt/uploads/ficheiros/artigo12461.pdf

Noutros casos já será muito mais difícil, devido aos bairrismos.

Concordo com o conceito de "Concelhos Metropolitanos".

Fusão Lisboa, Oeiras (parcial), Amadora, Odivelas, Loures?
Almada e Seixal?
Barreiro e Moita?
Alcochete e Montijo?

Acho que as Juntas de freguesia deviam desaparecer e dar lugar a uma espécie de "delegações municipais".

E os Governos Civis?

Muita coisa pode ser feita... e tem que ser feita.
 
Concordo com o conceito de "Concelhos Metropolitanos".

Fusão Lisboa, Oeiras (parcial), Amadora, Odivelas, Loures?
Almada e Seixal?
Barreiro e Moita?
Alcochete e Montijo?

Acho que as Juntas de freguesia deviam desaparecer e dar lugar a uma espécie de "delegações municipais".

E os Governos Civis?

Muita coisa pode ser feita... e tem que ser feita.

O conceito de distrito urbano já existe noutras cidades europeias. A população trata das burocracias no distrito, e não na sede do município. Poderíamos ter o conceito de distrito urbano no Porto, Lisboa, Coimbra, Braga ou Funchal, que são cidades com mais de 100 000 habitantes. No resto do país manter-se-iam as juntas de freguesia. Penso que no passado já houve a proposta de criar 6 distritos urbanos em Lisboa. Eu concordo com a fusão da capital com alguns subúrbios, como Amadora, por exemplo.
 
Isso criaria áreas gigantescas que partilhariam as mesmas dificuldades.

Tenho uma ideia contrária. Fusão dos concelhos do litoral. Faro-Olhão e Portimão-Lagos. Pequenas áreas metropolitanas com mais área, maior capacidade de atracção de investidores e infelizmente melhor capacidade de pagamento das enormes dívidas...

Se existissem municípios fortes, com cerca de 300.000 habitantes (talvez 100.000 no interior), teriam certa força local. Seria uma regionalização natural, sem a absurda ideia de "regionalização para criação de tachos" que alguns desejam.

Obviamente que seria dificil isso acontecer devido aos interesses instalados.
 
Só isso vai ser uma tourada que nem consigo imaginar como será feita. Desafios extremamente difíceis pela frente. Depois de ontem o surreal Socrates a anunciar as não medidas na TV (alguma vez alguém viu tal coisa antes?), hoje temos o Assis a dizer que «não devemos entrar em clima de euforia». Esta gente é completamente doida.

O processo de definição dos critérios para a eliminação e fusão de municípios deverá ser bastante complicado.. Imagino as continhas que muitos farão, de forma a que eliminando/fundindo municípios não percam as suas câmaras de suas bandeiras partidárias.

Terá de haver uma boa fórmula, que tenha bons critérios em conta, imagino por exemplo:
- Área geográfica administrada pelo município, em km2.
- População
- Proximidade em relação a outros municípios (distância média de todas as localidades a um determinado município).

Quanto aos discursos do Sócrates, enfim temos de nos ir habituando a eles.. Só ouve quem quer! Lol :)

Na verdade, todos nós sabemos que ainda vale a pena mentir para os portugueses! De cada vez que o governo escolhe o horário nobre para atirar areia aos nossos olhos, acreditem que conseguem convencer metade dos portugueses! E não se trata de enganar os velhinhos com falinhas mansas, nem os pobres da província.. Nem se trata de cultura, eu já me cansei de discussões com amigos meus, alguns até licenciados, procurando elucida-los com a realidade dos números, enfim com factos! Para alguns, essas coisas do eurostat, é tudo mentira, manobras da ferreira leite! Ora, eu já desisti, sei de mim e dos meus critérios, nem militante sou, para quê chatear a cabeça com discussões! :)

Estou tão saturado que já nem tenho pachorra para ouvir políticos.
 
Se existissem municípios fortes, com cerca de 300.000 habitantes (talvez 100.000 no interior), teriam certa força local. Seria uma regionalização natural, sem a absurda ideia de "regionalização para criação de tachos" que alguns desejam.

Obviamente que seria dificil isso acontecer devido aos interesses instalados.

Portugal tem falta de cidades no interior com mais população e poder económico. Precisávamos de uma rede junto à fronteira de cidades ricas e dinâmicas, mas isso depende também da vontade do sector privado, que teria de investir nesses locais. Precisávamos de uma mão cheia de cidades de média dimensão, com indústrias para exportação, talvez a Covilhã, Elvas, Bragança ou Vila Real de Santo António pudessem desempenhar esse papel.
 
Isso criaria áreas gigantescas que partilhariam as mesmas dificuldades.

Tenho uma ideia contrária. Fusão dos concelhos do litoral. Faro-Olhão e Portimão-Lagos. Pequenas áreas metropolitanas com mais área, maior capacidade de atracção de investidores e infelizmente melhor capacidade de pagamento das enormes dívidas...

Agreste, Faro com Olhão isso dá guerra. :lmao::D Mas, Olhão não tem nada haver com Faro. Tem a sua história, a sua riqueza, os seus costumes. Destruir o concelho de Olhão é matar a história de 1808.

Sou da mesma opinião que o frederico. Aqui, podiam existir fusões de freguesias, Olhão com Quelfes e Pechão, Moncarapacho com a Fuzeta. Digo Olhão com Quelfes e Pechão porque a cidade de Olhão cresce para norte, porque para baixo só tem água. A freguesia de Moncarapacho juntava-se à da Fuzeta, porque quem conhece estas duas freguesias, sabe que a freguesia de Moncarapacho é enorme, é desde da zona do Pereiro, Maragota, Moncarapacho e acaba na estação do caminho de ferro cuja estação é Moncarapacho - Fuzeta e a freguesia da Fuzeta é pequena, engloba a Fuzeta e pouco mais.
 
O processo de definição dos critérios para a eliminação e fusão de municípios deverá ser bastante complicado.. Imagino as continhas que muitos farão, de forma a que eliminando/fundindo municípios não percam as suas câmaras de suas bandeiras partidárias.

Terá de haver uma boa fórmula, que tenha bons critérios em conta, imagino por exemplo:
- Área geográfica administrada pelo município, em km2.
- População
- Proximidade em relação a outros municípios (distância média de todas as localidades a um determinado município).

Quanto aos discursos do Sócrates, enfim temos de nos ir habituando a eles.. Só ouve quem quer! Lol :)

Na verdade, todos nós sabemos que ainda vale a pena mentir para os portugueses! De cada vez que o governo escolhe o horário nobre para atirar areia aos nossos olhos, acreditem que conseguem convencer metade dos portugueses! E não se trata de enganar os velhinhos com falinhas mansas, nem os pobres da província.. Nem se trata de cultura, eu já me cansei de discussões com amigos meus, alguns até licenciados, procurando elucida-los com a realidade dos números, enfim com factos! Para alguns, essas coisas do eurostat, é tudo mentira, manobras da ferreira leite! Ora, eu já desisti, sei de mim e dos meus critérios, nem militante sou, para quê chatear a cabeça com discussões! :)

Estou tão saturado que já nem tenho pachorra para ouvir políticos.


O trabalho deveria ser feito pelos meios académicos, pessoas da área da Geografia e do Ordenamento do Território, recrutadas nas melhores faculdades da área (Lisboa, Porto, Coimbra). Criar-se-ia uma equipa de trabalho, e fazia-se um reforma como deve ser, com reformulação dos limites actuais das freguesias e dos concelhos. Uma reforma à parte de interesses políticos, baseada apenas em critérios técnicos.
 
Agreste, Faro com Olhão isso dá guerra. :lmao::D Mas, Olhão não tem nada haver com Faro.

Sou da mesma opinião que o frederico. Aqui, podiam existir fusões de freguesias, Olhão com Quelfes e Pechão, Moncarapacho com a Fuzeta. Digo Olhão com Quelfes e Pechão porque a cidade de Olhão cresce para norte, porque para baixo só tem água. A freguesia de Moncarapacho juntava-se à da Fuzeta, porque quem conhece estas duas freguesias, sabe que a freguesia de Moncarapacho é enorme, é desde da zona do Pereiro, Maragota, Moncarapacho e acaba na estação do caminho de ferro cuja estação é Moncarapacho - Fuzeta e a freguesia da Fuzeta é pequena, engloba a Fuzeta e pouco mais.

Não concordo com a fusão da Fuzeta com Moncarapacho, são duas vilas bem povoadas e com a sua própria identidade, aí o que deveria ser feito, na minha opinião, era a redefinição dos limites das freguesias.
 
Se fossem usados critérios à moda do Norte do país, a minha freguesia poderia ser dividida em quatro freguesias :lmao: cada aldeia uma junta, dava quatro juntas com mil habitantes cada :lmao:
 
Portugal tem falta de cidades no interior com mais população e poder económico. Precisávamos de uma rede junto à fronteira de cidades ricas e dinâmicas, mas isso depende também da vontade do sector privado, que teria de investir nesses locais. Precisávamos de uma mão cheia de cidades de média dimensão, com indústrias para exportação, talvez a Covilhã, Elvas, Bragança ou Vila Real de Santo António pudessem desempenhar esse papel.

Investimento no interior?

Alguém se recorda do investimento na Península de Setúbal (apesar de ter afectar toda a margem sul de Lisboa) quando Cavaco Silva era Primeiro Ministro?

Neste momento a maioria dos investimentos para captação do investimento são feitas pelos próprios municípios, e da parte do governo central não existe uma política de interiozação dos apoios.
 
Não sei ao certo como se traduz 'municipal offices', mas o que eu entendo é que está prevista a redução de 20% das autarquias, sejam elas concelhos ou freguesias. Ou muito me engano, ou isto vai ser feito à maneira portuguesa, pagam os mais fracos. Portanto preparem-se para a redução de 25% das freguesias em cada ano e a manutenção de todos os concelhos, com uma ou outra excepção para servir de exemplo.
 
Existem cerca de 130 000 funcionários de administração local ( mais coisa menos coisa) e uns 16000 em empresas municipais.
Atendendo ao facto de se acabar com 20% de concelhos poderão gerar cerca de 10% de despedimentos, pois alguns serão aposentados, outros entrarao na mobilidade.

Mesmo assim , autarquias mais empresas municipais num cenário provável culminarão em uns 15 000 desempregados diretos.

Acho este facto mais preocupante e prioritário no que toca em arranjar forma de integrar essas pessoas no mundo do trabalho num País com 11% de desemprego do que estar a decidir já se fecha A ou B e se C junta-se a D.
 
Pois, compreendido, ou seja, não se fundem concelhos, estes mantém a sua identidade histórica, administrativamente é que deixam de funcionar e passa a existir outro tipo de entidade administrativa intermunicipal ou metropolitana para onde se transferem os serviços e competências das câmaras originais. Talvez tenhas razão e seja menos complicado do que parece, obviamente que a maior resistência virá das chefias.


Penso que a maior resistência da população estará a Norte, especialmente no Noroeste, por razões de ordem cultural. No Sul e parte da região Centro, desde que não haja despedimentos, penso que a população não se oporá muito. O problema sim serão os políticos e candidatos a políticos, pois com a redução do número de cargos políticos disponíveis serão obrigados a fazer-se à vida fora da função pública, e, assustados com tal hipótese, estimularão a população a contestar. Na minha terra já abordei o tema, e todas as pessoas com que abordei o tema concordam com a redução. Mas o Algarve não é o distrito de Braga ou o distrito de Viseu, culturalmente somos bem distintos.
 
Agreste, Faro com Olhão isso dá guerra. :lmao::D Mas, Olhão não tem nada haver com Faro. Tem a sua história, a sua riqueza, os seus costumes. Destruir o concelho de Olhão é matar a história de 1808.

São 2 concelhos muito atrasados turisticamente e com um bom potencial agrícola. Cento e poucos mil habitantes dariam uma boa fusão e já seriam uma cidade média em termos de península ibérica. Huelva aqui ao lado tem 150 mil habitantes.

Proponho o nome original do tempo dos califados. Santa Maria, (do cabo).
 
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