O Estado do País

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Aqui há uns dois dias fui ver o site do PCP e ver os elementos do comité central e houve uma coisa que vi e que até comentei com uns amigos, na profissão dos elementos do Comité Central está lá, em alguns membros, a profissão de 'intelectual'.

Alguém me explica o que é isso? em que consiste e se recebem efectivamente dinheiro por ser 'intelectual' ?

Ou se apenas vivem dos rendimentos dos desgraçados que metem lá parte do dinheiro que recebem?

http://www.pcp.pt/comite-central-do-pcp

Infelizmente o teu partido não disponibiliza esse tipo de dados pelo que me fiquei com os que estão na assembleia da república. 17 advogados em 29 pessoas, nada mau!

Abel Baptista (CDS/PP - Porto) - Funcionário autárquico/Jurista, também tem o curso de direito
Adolfo Nunes (CDS/PP - Lisboa) - Advogado
Altino Bessa (CDS/PP - Braga) - Engº Florestal
Artur Rêgo (CDS/PP - Faro) - Advogado
Assunção Cristas (CDS/PP - Leiria) - Tem o curso e dá aulas de Direito
Cecília Meireles (CDS/PP - Porto) - Jurista
Fialho Isaac (CDS/PP - Leiria) - Empresário
Filipe Lobo D' Ávila (CDS/PP - Santarém) - Advogado
Helder Amaral (CDS/PP - Viseu) - Já vai no 4º ano de Direito
Inês Pereira (CDS/PP - Lisboa) - Jornalista
Isabel Neto (CDS/PP - Lisboa) - Médica no hospital privado do BES
João Pereira (CDS/PP - Lisboa) - Comunicação e Imagem
João Viegas (CDS/PP - Setúbal) - Vendedor
João Almeida (CDS/PP - Porto) - Advogado
João Rebelo (CDS/PP - Lisboa) - Licenciado em Relações Internacionais
João Oliva (CDS/PP - Coimbra) - Médico no hospital público de Coimbra
José Ramos (CDS/PP - Lisboa) - Advogado
José Rodrigues (CDS/PP - Funchal) - ?
José Castro (CDS/PP - Porto) - Advogado
Margarida Neto (CDS/PP - Santarém) -Auditora
Michael Seufert (CDS/PP - Porto) - Estudante de electrónica
Nuno Magalhães (CDS/PP - Setúbal) - Advogado
Paulo Portas (CDS/PP - Aveiro) - Advogado
Pedro Soares (CDS/PP - Lisboa) - Advogado
Raúl Almeida (CDS/PP - Aveiro) - Vendedor mas também está no curso de direito
Telmo Correia (CDS/PP - Braga) - Advogado
Teresa Anjinho (CDS/PP - Aveiro) - Jurista, também tem o curso de direito
Teresa Caeiro (CDS/PP - Lisboa) - Jurista, também tem o curso de direito
Vera Rodrigues (CDS/PP - Porto) - Gestora
 
A redução do número de funcionários públicos às cegas, põe em causa os serviços públicos.
Correcto, alguns não querem aprender e aí o sistema tem de os afastar. A esses.

Infelizmente o teu partido não disponibiliza esse tipo de dados pelo que me fiquei com os que estão na assembleia da república. 17 advogados em 29 pessoas, nada mau!
Sim e depois pelo menos não é intelectual a presunção de mais sábio que os outros, nem de menos refira-se, não é um curso que dá inteligência as pessoas também. Por isso sou contra os "Dr."s e "Exmo."s...

Dar mais competências às freguesias e às autarquias será um erro colossal :mad:
Devíamos partir já para regionalização e eliminar o patamar câmaras no nosso poder autárquico.


Não sei que a Europa está a espera para criar no seio da UE a sua agência de rating, pelo BCE com técnicos competentes e começar a investigar de forma clara os EUA.

http://www.psi20.net/noticias/o-papel-e-importancia-das-agencias-de-rating/
 
Vince uma pergunta a esse aumento da divida não é contando com a ajuda financeira?... É que simplesmente é também empréstimo, divida.
 
Petição A Relevância das Agências de Rating e o Risco de Abuso de Posição Dominante

«Quem divulgue informações falsas, incompletas, exageradas ou tendenciosas, realize operações de natureza fictícia ou execute outras práticas fraudulentas que sejam idóneas para alterar o regular funcionamentos do mercado de valores mobiliários ou de outros instrumentos financeiros é punido com pena de prisão até 5 anos ou com pena de multa».

«Consideram-se idóneos para alterar artificialmente o regular funcionamento do mercado, nomeadamente, os actos que sejam susceptíveis de modificar as condições de formação dos preços, as condições normais da oferta ou da procura de valores mobiliários ou de outros instrumentos financeiros ou as condições normais de lançamento e de aceitação de uma oferta pública.»

«O crime de manipulação do mercado tem como pressupostos a divulgação de informações falsas ou inexactas que conduzam ao engano e tem por objectivo alterar artificialmente o regular financiamento dos mercados. Trata-se de um crime material de resultado, praticado com o fim de obter um benefício ou causa um dano a terceiro.
Na actividade das agências denunciadas encontramos indiciariamente todos estes requisitos.»


http://www.peticaopublica.com/?pi=denuncia
 
Algumas considerações minhas acerca de como deveriam ser admitidas/reguladas as agências de rating:

1. As agências de rating não deviam estar ligadas a grupos de investimento financeiro. As suas únicas receitas deveriam ser apenas e só pelos serviços prestados a quem lhes encomenda uma análise para si próprio.

2. Ao atribuir uma nota de rating, deveriam apresentar à entidade rateada a sua demonstração de resultados, de forma a impedir qualquer subjectividade ou intencionalidade na sua análise.

3. Deveriam ser criminalizadas, pelos danos causados, quando fosse provada a sua má fé, ou negligência no cálculo, ou por se basearem em apenas suposições.

4. Não deveriam ter sede específica num país, à semelhança do banco mundial ou do fmi.

De qualquer das formas, como aqui já foi dito, embora a nota atribuída a Portugal seja exagerada, tal também se deve a que portugal não tenha ainda reduzido substancialmente o peso do estado. Só com medidas de ir ao bolso aos contribuintes, NÃO CHEGA!! E só prejudica a nossa economia. Quanto antes os nossos governantes se aperceberem disso, tanto melhor para nós!
Outra razão prende-se, como foi dito, ao período dos últimos 5meses, em que continuou a haver desgoverno, e depois no período eleitoral a um des-governo!

Mas digamos que até ao momento ainda nada de substancial foi feito para inverter a tendência de descida da dívida! Por enquanto foram todas medidas pequenas e insignificantes, que não significam quase nada.
 
12.5 mil milhões de euros só nos primeiros 5meses do ano??

Já pensaram quando é que portugal vai conseguir dizer, "este mês não nos endividamos em nada"?

É brutal a dívida, são brutais as nossas necessidades de endividamento! Quanto é que a nossa economia teria de crescer para começar a reduzir a dívida? 5% de crescimento por ano, nos próximos 5 anos? Isto é verdadeiramente desesperante, o estado a que chegamos!
 
12.5 mil milhões de euros só nos primeiros 5meses do ano??

Já pensaram quando é que portugal vai conseguir dizer, "este mês não nos endividamos em nada"?

É brutal a dívida, são brutais as nossas necessidades de endividamento! Quanto é que a nossa economia teria de crescer para começar a reduzir a dívida? 5% de crescimento por ano, nos próximos 5 anos? Isto é verdadeiramente desesperante, o estado a que chegamos!

Correcto, o Vítor Calado um excelente gestor já demonstrou essas contas no ultimo congresso do PSD-M, é 5% à 5 anos ou 1.25% à 20 anos... Não é nada animador.
 
Depois da Grande Depressão, os EUA demoraram mais de 20 anos a atingir o patamar económico anterior à crise, e a redução da dívida pública em percentagem do PIB, se não me engano, foi levada a cabo até aos anos 70, para depois começar a subir de forma extraordinária com Ronald Reagan. Mas estamos a falar dos EUA, um país de base puritana, ética protestante, tradição liberal, etc.

Por cá, enquanto não houver despedimentos maciços e cortes também maciços nos apoios sociais, um não rotundo a obras públicas (faremos apenas manutenção do que está construído durante a próxima década), ou renegociação das PPP's não haverá solução.

A maior parte dos gastos do Estado está nos salários e apoios sociais. Estes actos simbólicos e pequenos cortes que o Governo tem feito são importantes, não nego, mas não resolvem praticamente nada. Nem o corte de subsídio de Natal resolve coisa alguma. Portanto, ou o Governo despede milhares de funcionários públicos, corta mais no fundo de desemprego e no RSI, nos abonos e noutros apoios sociais, bem como nas reformas mais altas, e ainda nos salários, e eu acho que deve começar a cortar nos salários acima de 1000 euros, ou então Portugal está tramado.

Mesmo que nos perdoem 20 ou 30% da dívida continuaremos tramados a precisar de reformar drásticas. É o fim da linha, o beco sem saída. Quase quarenta anos de socialismo sem termos dinheiro para o pagar deu nisto.
 
Neste momento o Governo deve avançar com o despedimentos de dezenas de milhar de funcionários, muito mais do que ficou acordado com a troika. Por exemplo, extingam-se as empresas municipais. Antes os seus serviços eram prestados peloos gabinetes das autarquias, mas a sua criação levou a uma duplicação do número de funcionários.

Por exemplo, o Governo deveria ver quantos funcionários havia no poder local antes da criação das empresas municipais, e depois da sua criação, somando os funcionários das autarquias com os das empresas municipais. Depois era cortar, e se a isto somarmos os funcionários do poder central, poderemos estar a falar de 50 a 100 mil pessoas.

Para onde irão? Só vejo uma solução, emigração. Compreendo que seja um desastre para quem é despedido, mas o bem comum, o bem da nação, deve prevalecer sempre sobre qualquer tipo de interesse individual. Nos países protestantes, o bem da sociedade prevalece, como acontecia no Império Romano. Nós somos um país de tradição católica, temos o péssimo hábito de olhar para o bem estar do indivíduo, pessoa a pessoa, e desprezar o bem estar geral da comunidade. Por isso, o nosso povo bate palmas quando se abrem as portas da função pública, pois vai dar-se emprego, vai-se dar sustento a x e y, mas por sua vez o povo despreza por completo os prejuízos para toda a comunidade de mais funcionários desnecessários, ou seja, mais impostos para os pagar, mais pressão fiscal sobre as empresas e menos emprego produtivo e gerador de riqueza no sector privado. Mais uma vez repito, temos um grave problema cultural por resolver há vários séculos.
 
O artigo como quase tudo nesse jornal não corresponde à realidade.

Ohhhh Agreste está deliciosa essa noticia :) lololol Uma esquerda irresponsável e com pouca visão social com os seus trabalhadores lololol

Frederico tu também podes emigrar :D
 
Ohhhh Agreste está deliciosa essa noticia :) lololol Uma esquerda irresponsável e com pouca visão social com os seus trabalhadores lololol

Frederico tu também podes emigrar :D

Não me importava. Entre outros benefícios, não aturaria portugueses como o caro Knyght no meu quotidiano.
 
O 'bem estar da nação' é indissociável do bem estar individual dos seus cidadãos. A 'nação' não é mais que o conjunto dos seus cidadãos e o conjunto do seu património. É certo que o Estado está gordo e tem de emagrecer, mas a solução não passa por mandar as pessoas emigrar (e o bem estar dos países que os recebem?), mas sim por proporcionar condições para que a iniciativa privada crie emprego, mantendo o Estado a quantidade de funcionários necessários ao seu bom funcionamento.
 
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