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Interceptada mensagem que apela a ataques da Al-Qaeda em Portugal


A 20 de Julho, um serviço de informações externo detectou no site de um fórum jihadista referências a um plano de ataque a portos, rotas marítimas e turistas

"Classificação de ameaça: moderada, nível 3." É assim que um serviço de informações não europeu define uma comunicação jihadista interceptada na quarta-feira que apela à realização de "ataques a grandes portos [marítimos] e outros alvos ocidentais em Portugal".

O i confirmou que a 20 de Julho os serviços de informações portugueses foram alertados por serviços congéneres estrangeiros para o facto de ter surgido, no site de um fórum radical islâmico, uma mensagem (post) a incentivar a um "ataque contra instalações de portos, rotas marítimas e turistas em Portugal".

O grau de elaboração e complexidade do plano descrito na internet, associado a outras análises de informações e acontecimentos recentes, levam o serviço estrangeiro a considerar que "elementos hostis têm a capacidade de atingir o alvo e essa acção está ao alcance da intenção do adversário". A avaliação dos especialistas das informações em terrorismo islâmico é que "um ataque, ou acção, é provavelmente uma prioridade e pode mesmo ser preparada".

Na mensagem que foi interceptada, Portugal surge num grande plano terrorista que pretende desferir "um golpe devastador nas economias ocidentais" através de ataques dirigidos aos "nós" das "rotas de navegação mundiais". Na lista dos alvos, Portugal surge ao lado do Canal do Suez, do cabo da Boa Esperança e do estreito de Ormuz.

"Nos mares e oceanos existem rotas de navios para transporte e turismo. Se atacarmos os barcos comerciais, podemos mudar o sistema de rotas navais e fazer subir o custo dos seguros marítimos ou mesmo paralisar [o tráfego marítimo], especialmente o turismo", lê-se na primeira mensagem escrita em árabe interceptada pelos serviços de informações. Uma mensagem de resposta ao primeiro post acrescenta: "Devíamos atacar o golfo Pérsico, é uma região estratégica, com todos aqueles petroleiros. É muito importante que os mujahedin actuem nesta região porque isso irá acelerar a queda dos estados infiéis, cuja economia será gravemente afectada através do petróleo obtido nos países árabes."

Nível de Alerta Apesar de a ameaça citar especificamente Portugal como alvo de possíveis ataques terroristas, "o nível de alerta de segurança nacional é o mesmo", diz ao i um especialista da área: "Até porque este tipo de referências a Portugal não é assim tão raro, acontece quase todos os meses." Outra fonte ligada aos serviços de informações sustenta uma tese diferente, e afirma que a "intercepção de mensagens com referências concretas e incentivos directos a ataques em Portugal já não acontecia há alguns anos". A mensagem em questão cita "os invasores portugueses que insultaram o islão e os muçulmanos de maneira indescritível". "Esse Portugal bárbaro e selvagem. A brutalidade deles é única na história. Desejo que a Al-Qaeda desfira um forte golpe em Portugal. E peço a Alá que seja misericordioso com a Al-Qaeda quando ela o fizer."

O actual líder da Al-Qaeda, o egípcio Al-Zawahiri, que sucedeu a Osama bin Laden seis semanas após o assassinato do mentor da organização terrorista no Paquistão, defende uma "intifada jihadista global" e tem mostrado um interesse crescente na Argélia, a base do antigo Grupo Salafista para a Predicação e Combate, que se transformou na Al-Qaeda do Magrebe Islâmico. Desde 2006 que Zawahiri pretende criar na Argélia uma base recuada da Al-Qaeda para lançar ataques contra Portugal, Espanha e França. Os ataques contra os Estados Unidos e Inglaterra usam a base recuada do Afeganistão e do Paquistão.

Ameaça detectada A ameaça do terrorismo islâmico não é uma novidade em Portugal. O Relatório de Segurança Interna de 2010 revela a existência de "indícios de um crescente estabelecimento de sinergias entre a Al-Qaeda do Magrebe Islâmico e os grupos criminosos a actuar no Sahel e na África submagrebina, particularmente ao nível do narcotráfico e da imigração ilegal, o que configura o aumento da ameaça que impende quer sobre os interesses europeus, designadamente os portugueses, na região, quer sobre o território europeu".

"Considera-se que Portugal não está imune ao desenvolvimento, no seu território, de actividades relacionadas com o terrorismo islamita. Entre outros factores, a presença de contingentes militares portugueses em zonas de conflito, como o Afeganistão, pode constituir um factor de motivação para casos de radicalização violenta de indivíduos ou para a selecção do nosso país como alvo para a realização de atentados", acrescenta o documento. Mais, o relatório indica a "subsistência do risco de projecção para o território nacional da matriz terrorista implantada/activa em espaços geograficamente próximos ou de onde provenham comunidades estrangeiras residentes em Portugal, nomeadamente a Europa, o Sahel, o Magrebe ou o subcontinente indiano. Tais riscos são extensivos às comunidades portuguesas radicadas no estrangeiro e à presença externa portuguesa - de índole económica, diplomática e militar".

Fonte: Ionline

Isto é que era o fim, como nós já estamos, com um atentado era a ruína do país. :confused:
 
realmente a Madeira, tal como os Açores não possuem autoestradas, mas acontece destas:

Operação da SATA entre Funchal e Porto Santo com défice de 6 ME anuais

Regional | 2011-07-20 18:44

A operação aérea da transportadora açoriana SATA na rota Funchal/Porto Santo/Funchal, apresenta um défice de seis milhões de euros por ano, admitiu o Governo Regional dos Açores.

Em resposta a um requerimento do deputado Artur Lima, do CDS-PP, entregue no Parlamento dos Açores, o gabinete do secretário regional da Presidência reconheceu que a operação no vizinho arquipélago da Madeira não cobre as despesas.

A carta enviada pelo Governo ao parlamentar centrista (disponível no site www.alra.pt) esclarece que a rota é, no entanto, “financiada pelo Governo da República”, a título de indemnizações compensatórias, pela prestação de um serviço público de transporte aéreo.

Os dados agora divulgados pelo Governo revelam pela primeira vez a dimensão financeira da operação da SATA na Madeira, embora não esclareçam, como pretendia o CDS-PP, quais os custos totais envolvidos na rota Funchal/Porto Santo/Funchal.

No requerimento, apresentado em Outubro de 2010, o deputado do CDS-PP questionava o Governo Regional sobre o custo total das viagens, os gastos com estadia das tripulações, com as ajudas de custo e com os serviços de assistência e manutenção em terra.

O executivo açoriano diz apenas que a SATA faz deslocar para a Madeira duas as três tripulações, de forma rotativa, para assegurar as ligações entre Funchal e Porto Santo, além de outros três técnicos de manutenção.

A operação entre as duas ilhas do arquipélago da Madeira é efectuada com um aparelho DASH Q200, da Bombardier, que é sujeito a “manutenções diárias”, mas que tem de regressar a Ponta Delgada (Açores) quando é necessário fazer uma grande manutenção
 
Jardim já não tem de devolver pensão

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A Caixa Geral de Aposentações (CGA) anulou o pedido de devolução feito a deputados e governantes madeirenses que acumulam pensões com remunerações.
Segundo o Público, a informação da CGA chegou ao presidente da assembleia legislativa Madeira, Miguel Mendonça. Ainda não há confirmação oficial do organismo. O diário tinha noticiado esta semana que os políticos madeirenses, entre os quais Alberto João Jardim, tinham sido notificados a escolher entre a pensão e o vencimento.
Com o volte-face, cuja fundamentação ainda não é conhecida, os deputados e governantes madeirenses continuam protegidos pelo Estatuto Político-Administrativo da Região, que proíbe a retirada de «direitos adquiridos» em matéria de «vencimentos, subsídios, subvenções, abonos e ajudas de custo», e passam a ser a única excepção no novo regime que proíbe acumulação de salários no sector público com pensões ou subvenções vitalícias.
A recente decisão de terminar com as acumulações enquadra-se na actual política de austeridade e contenção da despesa, e abrange o Presidente da República, deputados, membros do Governo, representantes da República, provedor de Justiça, governadores, autarcas, eurodeputados e juízes do Tribunal Constitucional, não magistrados de carreira.

SOL
 
No país do interesse público:

O Mirante dos Leitores

Água do Cartaxo ao preço do ouro

A população do Cartaxo tem que reagir e revoltar-se para não continuar a ser roubada impunemente pela empresa Cartágua que gere o sistema de água e que, escandalosa e impunemente, subtrai o dinheiro que quer aos consumidores de água, escudada na apatia da câmara municipal que nada faz para pôr fim ao escândalo, face aos benefícios que também tira do processo. Pegando numa factura emitida pela referida empresa verifico várias irregularidades. A tarifa de disponibilidade, nada mais é do que o aluguer do contador, cuja taxa foi extinta por lei mas que continua a ser cobrada de forma camuflada. Sobre os valores que me foram cobrados na rubrica “saneamento variável”, pedi esclarecimentos no escritório da empresa, tendo sido informado que os mesmos variam conforme os metros cúbicos de água que se mandam para a rede de esgotos, que correspondem aos consumidos. Se é assim, eu pergunto: a água que dou de beber aos animais e a água que gasto a regar o jardim e a horta também vão para o esgoto? Além disso, pela comparação de facturas, fica demonstrado que a matemática não é o forte dos gestores da empresa, porquanto, em 12 m3 de consumo aplicaram-me uma taxa de 3,92€ e em 28 m3, uma taxa de € 16,6674. Qual foi o critério utilizado e que fórmula foi aplicada? Eu falo por mim e as centenas de pessoas que diariamente se juntam à porta dos escritórios da empresa a protestarem, falarão por elas. Feitas as contas, cada metro cúbico de água custa € 1,50 (ao preço da gasolina). Apelo às entidades responsáveis (Inspecção Geral de Finanças, Polícia Judiciária, Ministério da Economia, etc.) para procederem a uma inspecção rigorosa, no sentido de apurarem responsabilidades no processo de privatização, constituição da sociedade da empresa e definição dos valores a cobrar. Os cartaxeiros estão cansados de serem explorados e prepara-se um levantamento popular que pode ter consequências imprevisíveis.

Francisco S. Rocha
 
No país do interesse público:

O Mirante dos Leitores

Água do Cartaxo ao preço do ouro

A população do Cartaxo tem que reagir e revoltar-se para não continuar a ser roubada impunemente pela empresa Cartágua que gere o sistema de água e que, escandalosa e impunemente, subtrai o dinheiro que quer aos consumidores de água, escudada na apatia da câmara municipal que nada faz para pôr fim ao escândalo, face aos benefícios que também tira do processo. Pegando numa factura emitida pela referida empresa verifico várias irregularidades. A tarifa de disponibilidade, nada mais é do que o aluguer do contador, cuja taxa foi extinta por lei mas que continua a ser cobrada de forma camuflada. Sobre os valores que me foram cobrados na rubrica “saneamento variável”, pedi esclarecimentos no escritório da empresa, tendo sido informado que os mesmos variam conforme os metros cúbicos de água que se mandam para a rede de esgotos, que correspondem aos consumidos. Se é assim, eu pergunto: a água que dou de beber aos animais e a água que gasto a regar o jardim e a horta também vão para o esgoto? Além disso, pela comparação de facturas, fica demonstrado que a matemática não é o forte dos gestores da empresa, porquanto, em 12 m3 de consumo aplicaram-me uma taxa de 3,92€ e em 28 m3, uma taxa de € 16,6674. Qual foi o critério utilizado e que fórmula foi aplicada? Eu falo por mim e as centenas de pessoas que diariamente se juntam à porta dos escritórios da empresa a protestarem, falarão por elas. Feitas as contas, cada metro cúbico de água custa € 1,50 (ao preço da gasolina). Apelo às entidades responsáveis (Inspecção Geral de Finanças, Polícia Judiciária, Ministério da Economia, etc.) para procederem a uma inspecção rigorosa, no sentido de apurarem responsabilidades no processo de privatização, constituição da sociedade da empresa e definição dos valores a cobrar. Os cartaxeiros estão cansados de serem explorados e prepara-se um levantamento popular que pode ter consequências imprevisíveis.

Francisco S. Rocha

Teres um sistema justo de cobrança pelo serviço de saneamento de águas residuais (esgoto) e resíduos sólidos urbanos, talvez nos saísse mais caro.. Já imaginaste o que seria ter de pesar o que vai para o lixo, ou ter de medir o volume mensal de esgoto que produzimos (coisa impossível tecnicamente)? Isso seria o óptimo, que certamente seria inimigo do bom, pois traria consigo mais custos com recursos humanos e equipamento de medição, e serviços de reparação/manutenção! Os cálculos que eles fazem, não sei, mas sei que existe um factor de proporcionalidade em relação ao consumo de água para estimar quanto se produz de esgoto! É que na prática, aquilo que se consome de água, quase 80% vai para esgoto, é como que o final do processo biológico. Não estou aqui a tirar-te razão, ou a dizer que o sistema de facturação é justo, até porque não é pelo seguinte pormenor: existem localidades que não usufruem dos mesmos serviços (pelo menos em frequência) e cujos munícipes pagam através da mesmissima fórmula! Existem por exemplo localidades onde o lixo é recolhido a cada 2 dias, que nem etár têm, estando os proprietários obrigados a construir uma fossa! Logo por aqui não há grande justiça.. Mas pronto, basicamente o que eles fazem é dividir todos os custos por todos os munícipes (excluindo casos de beneficiencia) e somar-lhe à factura uma margem de lucro, e depois ainda os impostos. Mas é assim em todo o país.
 
Teres um sistema justo de cobrança pelo serviço de saneamento de águas residuais (esgoto) e resíduos sólidos urbanos, talvez nos saísse mais caro.. Já imaginaste o que seria ter de pesar o que vai para o lixo, ou ter de medir o volume mensal de esgoto que produzimos (coisa impossível tecnicamente)? Isso seria o óptimo, que certamente seria inimigo do bom, pois traria consigo mais custos com recursos humanos e equipamento de medição, e serviços de reparação/manutenção! Os cálculos que eles fazem, não sei, mas sei que existe um factor de proporcionalidade em relação ao consumo de água para estimar quanto se produz de esgoto! É que na prática, aquilo que se consome de água, quase 80% vai para esgoto, é como que o final do processo biológico. Não estou aqui a tirar-te razão, ou a dizer que o sistema de facturação é justo, até porque não é pelo seguinte pormenor: existem localidades que não usufruem dos mesmos serviços (pelo menos em frequência) e cujos munícipes pagam através da mesmissima fórmula! Existem por exemplo localidades onde o lixo é recolhido a cada 2 dias, que nem etár têm, estando os proprietários obrigados a construir uma fossa! Logo por aqui não há grande justiça.. Mas pronto, basicamente o que eles fazem é dividir todos os custos por todos os munícipes (excluindo casos de beneficiencia) e somar-lhe à factura uma margem de lucro, e depois ainda os impostos. Mas é assim em todo o país.

Quando estimamos o caudal de águas residuais, consideramos 80% do caudal de água consumido. É esse o valor médio, o que não quer dizer que consumam todos o mesmo.

E se fôssemos a pagar o valor justo (o justo na óptica do utilizador-pagador, não socialmente) pela taxa de saneamento havia pessoas a pagar balúrdios, provavelmente estaria mesmo ao preço da gasolina.
Há bairros e aldeias cujas águas residuais, até chegarem a uma estação de tratamento passam por mais de 5 estações elevatórias (de bombagem). O preço de energia e de manutenção destas infraestruturas (já nem conto a aquisição e construção) são altíssimos. Há que somar mais bombagens dentro da ETAR, consumo de reagentes no tratamento, etc.
 
Quando estimamos o caudal de águas residuais, consideramos 80% do caudal de água consumido. É esse o valor médio, o que não quer dizer que consumam todos o mesmo.

E se fôssemos a pagar o valor justo (o justo na óptica do utilizador-pagador, não socialmente) pela taxa de saneamento havia pessoas a pagar balúrdios, provavelmente estaria mesmo ao preço da gasolina.
Há bairros e aldeias cujas águas residuais, até chegarem a uma estação de tratamento passam por mais de 5 estações elevatórias (de bombagem). O preço de energia e de manutenção destas infraestruturas (já nem conto a aquisição e construção) são altíssimos. Há que somar mais bombagens dentro da ETAR, consumo de reagentes no tratamento, etc.

Exactamente! Tinha idéia que o factor andava à volta de 80%! :) Trabalhei 3 anos como gestor de manutenção e exploração de etas, etares e outros equipamentos de depósitos ou rede, pelo que tenho bem a noção dos seus custos associados! Digamos que os custos com recursos humanos são uma pequena fatia, sendo a maior fatia constituída pela factura de energia, manutenção e calibração de equipamentos de medição, reparação de avarias, produtos de consumo, reagentes, substituição de redes e de equipamentos, serviços técnicos, etc.. Um balurdio de dinheiro! Por esta razão sai sempre mais caro o preço da água aos municípios com menos habitantes. Em lisboa, o preço da água será certamente o mais barato, pois os custos de exploração são divididos por uma grande população!
 
Na minha casa, que fica já dentro da câmara do Maia (o que é uma estupidez pois moro bem mais perto do centro do Porto do que do centro da Maia, mas enfim) por um consumo de 12 m3 pago por mês 31 ou 32 euros, se o consumo subir para 16 ou 17 m3 a factura já sobe acima dos 40 euros. Acho um roubo!
 
Teres um sistema justo de cobrança pelo serviço de saneamento de águas residuais (esgoto) e resíduos sólidos urbanos, talvez nos saísse mais caro.. Já imaginaste o que seria ter de pesar o que vai para o lixo, ou ter de medir o volume mensal de esgoto que produzimos (coisa impossível tecnicamente)? Isso seria o óptimo, que certamente seria inimigo do bom, pois traria consigo mais custos com recursos humanos e equipamento de medição, e serviços de reparação/manutenção! Os cálculos que eles fazem, não sei, mas sei que existe um factor de proporcionalidade em relação ao consumo de água para estimar quanto se produz de esgoto! É que na prática, aquilo que se consome de água, quase 80% vai para esgoto, é como que o final do processo biológico. Não estou aqui a tirar-te razão, ou a dizer que o sistema de facturação é justo, até porque não é pelo seguinte pormenor: existem localidades que não usufruem dos mesmos serviços (pelo menos em frequência) e cujos munícipes pagam através da mesmissima fórmula! Existem por exemplo localidades onde o lixo é recolhido a cada 2 dias, que nem etár têm, estando os proprietários obrigados a construir uma fossa! Logo por aqui não há grande justiça.. Mas pronto, basicamente o que eles fazem é dividir todos os custos por todos os munícipes (excluindo casos de beneficiencia) e somar-lhe à factura uma margem de lucro, e depois ainda os impostos. Mas é assim em todo o país.

E um sistema de saneamento público separa a água das chuvas da água de consumo humano? Aqui em Faro tínhamos uma aldrabice do género...
 
Teres um sistema justo de cobrança pelo serviço de saneamento de águas residuais (esgoto) e resíduos sólidos urbanos, talvez nos saísse mais caro.. Já imaginaste o que seria ter de pesar o que vai para o lixo, ou ter de medir o volume mensal de esgoto que produzimos (coisa impossível tecnicamente)? Isso seria o óptimo, que certamente seria inimigo do bom, pois traria consigo mais custos com recursos humanos e equipamento de medição, e serviços de reparação/manutenção! Os cálculos que eles fazem, não sei, mas sei que existe um factor de proporcionalidade em relação ao consumo de água para estimar quanto se produz de esgoto! É que na prática, aquilo que se consome de água, quase 80% vai para esgoto, é como que o final do processo biológico. Não estou aqui a tirar-te razão, ou a dizer que o sistema de facturação é justo, até porque não é pelo seguinte pormenor: existem localidades que não usufruem dos mesmos serviços (pelo menos em frequência) e cujos munícipes pagam através da mesmissima fórmula! Existem por exemplo localidades onde o lixo é recolhido a cada 2 dias, que nem etár têm, estando os proprietários obrigados a construir uma fossa! Logo por aqui não há grande justiça.. Mas pronto, basicamente o que eles fazem é dividir todos os custos por todos os munícipes (excluindo casos de beneficiencia) e somar-lhe à factura uma margem de lucro, e depois ainda os impostos. Mas é assim em todo o país.

Primeiro ponto: a grande maioria dos tarifários (água, saneamento e resíduos) aplicados na maioria das câmaras do pais, são deficitários. À excepção de algumas empresas municipais em que o cobrado nos tarifários dá para cobrir os custos associados ao sistema de abastecimento de água, saneamento de águas residuais e recolha de resíduos sólidos urbanos, em todas as restantes câmaras, os défices são brutais!

Ou seja, se em todo o lado os tarifários subissem, de forma a que as receitas igualem os custos (tal como é já obrigatório por lei), todos iriamos pagar mais na factura mensal da água (onde normalmente está tudo integrado). Aliás, a ERSAR (Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos) tem lançado uma série de Recomendações relativas aos tarifários, no sentido de os uniformizar, ou seja, que os tarifários de todas as Câmaras passem a ser calculados com base nos mesmos pressupostos (adaptados depois á realidade de cada concelho). O resultado será, inevitavelmente, a subida das tarifas que pagamos.

Quanto ao ter que pesar o o que vai para o lixo, isso já é aplicado em muitos países, existindo inúmeras possibilidades para essa aplicação. É o chamado sistema Pay-As-You-Throw e, na minha óptica, é o sistema que deverá começar a ser usado em Portugal num futuro próximo. Implicará algum investimento inicial, mas algumas das opções existentes podem adaptar-se facilmente aos sistemas já utilizados e sem grandes acréscimos de custos. E ainda terá a vantagem de ser um sistema que incentivará a deposição selectiva dos resíduos, uma vez que cada pessoa pagará pelos kg de resíduos indiferenciados depositados, ou seja, quanto mais reciclagem fizer, menos resíduos indiferenciados terá para depositar e menor será a sua factura mensal relativa aos resíduos. Quanto às Câmaras, também irão beneficiar, pois a tendência será a quantidade de resíduos indiferenciados depositados em aterro diminuir e, consequentemente, os custos com a deposição também serão menores, o que acabará por se repercutir no tarifário de resíduos aplicado aos munícipes.

Isto dos tarifários tem muito que se lhe diga... levava aqui toda a noite a escrever sobre a justiça, ou não, dos mesmos...:D
 
E um sistema de saneamento público separa a água das chuvas da água de consumo humano? Aqui em Faro tínhamos uma aldrabice do género...

Tens razão, esse é um pormenor muito importante, bastante pertinente! Castelo Branco tem 75% de rede separativa, para que as águas do centro passem a contabilizar o tratamento de esgoto nas etares através de um totalizador/caudalimetro e não por estimativa de 80% de água tratada para consumo humano.

Mas certamente a grande maioria das autarquias não tem sequer rede separativa, e depois às tantas tudo conta para facturar no tratamento de esgoto. Existe ainda outro pormenor, é que com rede separativa evita-se grande quantidade de entulho, areias, pedras arrastadas pela chuva, que são responsáveis por muitas avarias nas bombas das estações elevatórias. (também por falha na limpeza das caixas de entrada das estações, ou por deficiente dimensionamento das estações perante os chamados caudais de tempestade)!

No desenvolvimento sustentado de um município há que dota-lo de uma rede separativa (uma rede para esgoto, e outra para águas pluviais), e eliminar todos os boeiros (responsáveis por maus cheiros quando se racha ou parte o seu "sifão").
 
Primeiro ponto: a grande maioria dos tarifários (água, saneamento e resíduos) aplicados na maioria das câmaras do pais, são deficitários. À excepção de algumas empresas municipais em que o cobrado nos tarifários dá para cobrir os custos associados ao sistema de abastecimento de água, saneamento de águas residuais e recolha de resíduos sólidos urbanos, em todas as restantes câmaras, os défices são brutais!

Ou seja, se em todo o lado os tarifários subissem, de forma a que as receitas igualem os custos (tal como é já obrigatório por lei), todos iriamos pagar mais na factura mensal da água (onde normalmente está tudo integrado). Aliás, a ERSAR (Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos) tem lançado uma série de Recomendações relativas aos tarifários, no sentido de os uniformizar, ou seja, que os tarifários de todas as Câmaras passem a ser calculados com base nos mesmos pressupostos (adaptados depois á realidade de cada concelho). O resultado será, inevitavelmente, a subida das tarifas que pagamos.

Quanto ao ter que pesar o o que vai para o lixo, isso já é aplicado em muitos países, existindo inúmeras possibilidades para essa aplicação. É o chamado sistema Pay-As-You-Throw e, na minha óptica, é o sistema que deverá começar a ser usado em Portugal num futuro próximo. Implicará algum investimento inicial, mas algumas das opções existentes podem adaptar-se facilmente aos sistemas já utilizados e sem grandes acréscimos de custos. E ainda terá a vantagem de ser um sistema que incentivará a deposição selectiva dos resíduos, uma vez que cada pessoa pagará pelos kg de resíduos indiferenciados depositados, ou seja, quanto mais reciclagem fizer, menos resíduos indiferenciados terá para depositar e menor será a sua factura mensal relativa aos resíduos. Quanto às Câmaras, também irão beneficiar, pois a tendência será a quantidade de resíduos indiferenciados depositados em aterro diminuir e, consequentemente, os custos com a deposição também serão menores, o que acabará por se repercutir no tarifário de resíduos aplicado aos munícipes.

Isto dos tarifários tem muito que se lhe diga... levava aqui toda a noite a escrever sobre a justiça, ou não, dos mesmos...:D

O sistema de pesagem de resíduos sólidos seria um bom tacho noutros tempos de vacas gordas. Nem daqui a 10 anos isso acontecerá! Com alguma dificuldade, 50% da população usa e abusa do ecoponto.. Facturar o tratamento de lixo através de entrega/pesagem?! Ou muito me engano, ou muito lixo seria entregue mas no meio das matas e pinhais pelo país fora, não conhecesse eu o verdadeiro poder de desenrascanso dos portugueses! Pura utopia.. :)
 
O sistema de pesagem de resíduos sólidos seria um bom tacho noutros tempos de vacas gordas. Nem daqui a 10 anos isso acontecerá! Com alguma dificuldade, 50% da população usa e abusa do ecoponto.. Facturar o tratamento de lixo através de entrega/pesagem?! Ou muito me engano, ou muito lixo seria entregue mas no meio das matas e pinhais pelo país fora, não conhecesse eu o verdadeiro poder de desenrascanso dos portugueses! Pura utopia.. :)

Não é utopia! É uma realidade obrigatória para os próximos anos. Concordo contigo no aspecto de que a população portuguesa (ou uma boa parte), ainda não estar "mentalizada" para este tipo de evolução. Mas teremos que evoluir nesse sentido, terá que haver uma cada vez maior sensibilização da população. Ou não tenhamos já uma nova meta para a reciclagem, a cumprir já em 2020! 50%! E a deposição em aterro terá, obrigatoriamente que ser a última opção para os resíduos!

Este país em que se despejam resíduos num qualquer terreno impunemente terá que acabar! ou então mais vale passarmos para o grupo dos países de 3.º mundo! Se a população não tem a capacidade de evoluir neste aspecto, então ainda menos terá para evoluir noutros aspectos extremamente importantes para o país...
 
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