O Estado do País

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Pânico provoca 'sell-off' nas bolsas, Lisboa tomba 5%

Os investidores voltam a fugir das bolsas europeias, apavorados com uma eventual recessão mundial e a crise de dívida.

O PSI 20, o principal índice português, perde 4,98% para 5.752,04, em linha com o resto da Europa, depois de um início de sessão marcado por subidas acentuadas, após o minicrash de ontem nos mercados mundiais, a caminho da oitava sessão de perdas consecutivas, o maior ciclo de perdas desde 2003.

A bolsa de Madrid recua 3,49%, ao mesmo tempo que a praça de Paris cede 3,59% e o mercado de Londres cede 4,61. O pior desempenho pertence à bolsa de Frankfurt, que afunda 5,48%.

Medos sobre economia mundial e a crise de dívida levam novamente o caos às bolsas. O corte de ‘rating' dos EUA pode ter sido a gota de água num lote cada vez maior de preocupações.

"Causa mossa na confiança [corte do 'rating' dos EUA pela S&P]. Os investidores já têm de digerir uma perspectiva mais fraca de crescimento (ou mesmo de ausência de crescimento). Adicionalmente têm de absorver os choques da Europa. Agora são os EUA a causarem mais dor", referiu numa nota aos investidores o economista-chefe da XTB, Przemyslaw Kwiecien.

Em Lisboa, destaque para as quedas das energéticas: Galp (8,26%), EDP (-3,64%) e Renováveis (-5,62%).

Também a Portugal Telecom e Jerónimo Martins sofrem perdas pesadas, de 4,97% e 3,33%, respectivamente.

BCP escapa às quedas com rumos de OPA

Apenas o BCP soma ganhos. Avança 2,21%, mas já esteve a ganhar 6%, após notícias sobre o interesse do BNP Paribas.

"Naturalmente, o título está a reagir às notícias de interesse por parte do BNP Paribas, que traz um novo impulso a um título que tem estado tão pressionado", explicou Teresa Lourenço, trader da Orey, à Reuters.

O banco francês BNP Paribas não faz comentários sobre o eventual interesse na compra do Millennium BCP ou, pelo menos, da sua operação na Polónia, de que Marcelo Rebelo de Sousa deu conta no domingo, no seu comentário na TVI.

"Regra geral, não comentamos rumores", disse ao Diário Económico uma porta-voz do maior banco do mundo em termos de activos.

Fontes do sector bancário nacional consideram natural o possível interesse dos franceses no Millennium BCP. "Só um banco como o BNP Paribas ou outro da mesma ‘divisão' poderá comprar o BCP, porque só um banco desses pode suportar o défice do fundo de pensões do BCP. É isto que tem protegido o banco de uma OPA, aliás", afirmou um responsável do sector, que não quis ser identificado. O gestor referia-se ao défice actual do fundo de pensões do BCP, que em 2010 aumentou em 407 milhões de euros para 1,9 mil milhões.

No entanto, as mesmas fontes consideram pouco provável uma OPA sobre o BCP, uma vez que o financiamento escasseia - mesmo para os grandes bancos - e o risco de Portugal é elevado.

Fonte: DE

O mundo como o conhecemos hoje, está à beira da ruptura. 2012 está tão próximo e começa tudo a desmoronar-se.

Distúrbios em Londres, descida do rating dos EUA, queda das bolsas, economia num caos.

Ai grandes Maias de 2012 não passa. :D:lmao:
 
O mundo como o conhecemos hoje, está à beira da ruptura. 2012 está tão próximo e começa tudo a desmoronar-se.

Distúrbios em Londres, descida do rating dos EUA, queda das bolsas, economia num caos.

Ai grandes Maias de 2012 não passa. :D:lmao:

Exagero :lmao: o fim só virá quando em Portugal não fizer calor, logo nunca virá :lmao:

Isto sim vai doer.

CP e Refer têm de pagar 1,6 mil milhões em cinco meses
A S&P baixou o ‘rating’ da CP e da Refer por temer que as duas empresas não consigam pagar os empréstimos sem ajuda do Estado.

A agência de notação financeira norte-americana Standard & Poor's baixou hoje o 'rating' de duas empresas ligadas aos transportes públicos nacionais, a Comboios de Portugal (CP) e a Refer, para ‘B-‘.

Em comunicado, a S&P diz que o ‘downgrade' reflecte as crescentes probabilidades de as duas empresas puderem vir a não ser capazes de pagar as dívidas cujas maturidades terminam dentro de cinco meses "sem ajuda do Estado".

A agência norte-americana fez os cálculos e adiantou que a Refer e CP terão de reembolsar aos credores 1,1 mil milhões e 554 milhões de euros, respectivamente, dentro do prazo anunciado.

Económico
 
Fontes do sector bancário nacional consideram natural o possível interesse dos franceses no Millennium BCP. "Só um banco como o BNP Paribas ou outro da mesma ‘divisão' poderá comprar o BCP, porque só um banco desses pode suportar o défice do fundo de pensões do BCP. É isto que tem protegido o banco de uma OPA, aliás", afirmou um responsável do sector, que não quis ser identificado. O gestor referia-se ao défice actual do fundo de pensões do BCP, que em 2010 aumentou em 407 milhões de euros para 1,9 mil milhões.

Gostei da ideia. Aquilo que protege um banco falido e que não presta para nada é manter uma gestão falida...
 
Os Maia tinham uma visão cíclica do tempo. Para eles 2012 é o fim de um ciclo e o início de outro ciclo. Não é de forma alguma o «fim do mundo». Nós temos uma visão linear, de acordo com escatologia judaico-cristã, que se impôs com a introdução do Cristianismo na Europa, haverá um Apocalipse e a Segunda Vinda de Cristo no Final dos Tempos (aquilo que as massas incultas entendem como «fim do mundo»).
 
Alguém me explica o que estes dois últimos posts têm a ver com o tópico? ...


EDIT: Uma leitura para trás elucidou-me... mas tentem aqui manter-se on-topic por favor...
 
Eu me oponho a qualquer delete de post, sou a favor da liberdade de expressão e mesmo que tenha de aturar saídas do comunismo moderno, creio que até aqui todos tem tido a sua coerência nas palavras, nas suas ideias e ideais.
A minha liberdade acaba quando começa a liberdade do outro e vice-versa ;)
 
Então quando é que os EUA caem ? É o que interessa neste momento. Será o inicio da grande avalanche económica.

bankmerger.png


Euro comido pelo dólar, libra come o dólar, depois a moeda da China come tudo. Resta saber quem é o peixe grande. Carta do jogo Illuminati de 1995.
 
Eu me oponho a qualquer delete de post, sou a favor da liberdade de expressão e mesmo que tenha de aturar saídas do comunismo moderno, creio que até aqui todos tem tido a sua coerência nas palavras, nas suas ideias e ideais.
A minha liberdade acaba quando começa a liberdade do outro e vice-versa ;)

Por favor... Mas quem é que disse que ia apagar alguma coisa?

Apenas disse que o tópico é sobre o estado do país. Acho que 2012 ou crenças teológicas não tem nada a ver com o estado do país e pedi se seria possível manter a conversa on-topic... Apenas isso.
 
Os méritos dos 'boys' disse:
Diz o ditado que "Se a montanha não vai a Maomé, vai Maomé à montanha". Mas o que fazer quando a letargia geral se instala? Constatando a elevada taxa de abstenção e alienação política dos jovens, é este o ponto de situação da inadequação dos partidos políticos face à juventude portuguesa.
Em 2011, Portugal apresenta uma organização societal diferente daquela dos anos 1970, altura em se forjavam as principais juventudes partidárias no nosso país. Fruto também das mudanças decorrentes do crescimento da sociedade de informação, a juventude portuguesa de hoje funciona em moldes mais flexíveis e dinâmicos, menos monolíticos, e cada vez mais liberta das amarras da forte hierarquização de outrora.
Longe vão os dias em que os momentos políticos mais determinantes dos partidos se cristalizavam nos órgãos rígidos dos conselhos nacionais e congressos. Hoje, a participação política exerce-se em rede nos fóruns sociais - 24/7 -, onde cada indivíduo, militante ou não, tem um palanco igual para expressar a sua perspectiva singular, cortando o middleman dos órgãos partidários. Esta é a verdadeira revolução igualitária para a democracia portuguesa: somos todos iguais perante e dentro da malha multinível das redes sociais.
Que os partidos-mãe têm sérias dificuldades em se adaptar à flexibilidade do mundo actual não é novidade. Mas o que é uma incógnita é a atrofia das juventudes partidárias que se contentam com a simples activação do Twitter em congressos, ou com a publicação das suas actividades via Facebook. Cabe a estes organismos criar um novo sistema organizacional multipolar, em torno de ideias, projectos e objectivos, em vez de girarem em torno da distribuição de cargos entre si.
Nesse sentido, há que lançar o debate no seio das juventudes partidárias, por forma a repensar os seus modelos organizacionais. Importa introduzir mecanismos que fomentam a meritocracia nas juventudes partidárias, para que um dia jobs for the boys deixe de ser uma expressão pejorativa de equiparação a viveiros de todos os vícios da partidocracia. Convém notar que se as juventudes partidárias estivessem efectivamente a cumprir o seu papel ético e de formação política e se primassem por essa meritocracia exemplar, ninguém criticava a prática de jobs for the boys, pois a nomeação para cargos de confiança política seria feita com base numa aptidão real e mensurável.
Nesse sentido, porque não aplicar modelos de avaliação aos labirintos internos das juventudes partidárias? Todas as classes profissionais são avaliadas, encontrando-se a qualidade dos seus serviços prestados à sociedade sob escrutínio permanente - e os jovens militantes, tendo em conta a sua proximidade aos partidos- -mãe e consequentemente aos diferentes órgãos de governo não devem ser excepção à regra. Outra possibilidade seria a estruturação das juventudes partidárias em escalões, quiçá "cinturões", onde a subida na carreira interna se baseasse mais em competência efectiva e menos nas teias de clientelismo político.
As hipóteses de reestruturação (inclusivamente de desestruturação) das juventudes partidárias são imensas e é inadmissível permanecer em modo business as usual no sistema político português, pois o silêncio ensurdecedor dos jovens tem de ser transformado em proactividade política. Nem que se tenha de fazer mover montanhas e Maomés

por RUBINA BERARDO, ECONOMISTA
 
Nós por cá parece que também não somos bom exemplo:

Dívida da região aproximou-se dos mil milhões no final de 2010
Verbas para reconstruir a Madeira gastas em despesa de funcionamento
O governo regional da Madeira pagou despesas de funcionamento com verbas concedidas para financiar a reconstrução na sequência do temporal de 20 de Fevereiro de 2010, confirma o Tribunal de Contas (TC).
A secção regional do TC, no relatório de uma auditoria divulgado nesta terça-feira, concluiu que a Região Autónoma da Madeira contraiu em 2010 empréstimos de médio e longo prazo no montante global de 146,8 milhões de euros, dos quais 51,8 milhões de euros foram aplicados na substituição de dívida e 95 milhões de euros constituem novos empréstimos. No final do ano, a dívida financeira totalizou cerca de 963,3 milhões de euros, mais 99,4 milhões de euros face ao ano anterior.

Uma parte significativa do produto dos novos empréstimos, contraídos no montante global de 75 milhões de euros, ao abrigo da Lei de Meios, foi canalizada para pagar despesas de funcionamento, frisa o tribunal. Desmentindo o governo regional que negara ter desviado verbas da reconstrução para outros fins, o tribunal lembra que está “ofendendo-se, com isso”, normas do Estatuto Político-Administrativo da Madeira e da Lei de Finanças Regionais. Em anterior auditoria, divulgada há menos de um mês, o TC concluiu que o governo regional utilizou na reconstrução apenas 29,5 por cento dos 191,3 milhões de euros que arrecadou no âmbito da Lei de Meios.

Neste novo relatório, o TC destaca um empréstimo de 20 milhões de euros acordado com o BANIF, considerando que "foi contraído à margem do estipulado" na Lei de Meios - diploma para financiar a reconstrução da ilha na sequência do temporal de 20 de Fevereiro de 2010 - e da Lei do Orçamento do Estado, e "com base em pressupostos que não asseguram a sua legalidade ao nível da real situação do endividamento líquido regional". Devido a esta situação, o tribunal procedeu contra o director regional em matéria de responsabilidade financeira sancionatória.

O TC acrescenta que as verbas do empréstimo de 20 milhões de euros "foram aplicadas no pagamento de despesas incluídas" no Plano e Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Região, sendo que a maioria está enquadrada na aquisição de bens de capital, investimentos e construções diversas, onde os auditores detectaram várias ilegalidades. De entre estas, refira-se o não cumprimento do prazo de pagamento dos autos de medição dos trabalhos das empreitadas, a emissão de facturas fora do prazo estipulado e a adjudicação de trabalhos a mais já depois de estarem executados.

O Tribunal de Contas recomendou à Secretaria Regional do Plano e Finanças para ter presente que os "empréstimos de médio e longo prazo destinam-se, exclusivamente, a financiar investimentos ou a substituir e amortizar a dívida" e que "atenda ao limite máximo de endividamento regional fixado anualmente" pela Lei do Orçamento de Estado. Em matéria de contracção de empréstimos, o Orçamento da RAM para 2010 autorizou o Governo Regional a aumentar o endividamento líquido regional, até ao montante de 180 milhões de euros, sujeito às condições a serem definidas na lei do Orçamento do Estado para o mesmo ano.

Nos termos da lei do Orçamento do Estado para 2010, as Regiões Autónomas ficaram impedidas de “acordar contratualmente novos empréstimos, incluindo todas as formas de dívida”, quando daí resultasse um aumento do seu endividamento líquido. Mas, à semelhança de anos anteriores, excepcionou da regra do endividamento líquido nulo os empréstimos e amortizações “destinados ao financiamento de projectos com comparticipação de fundos comunitários”, com a particularidade de, em 2010, a sua previsão normativa contemplar “a regularização de dívidas e à regularização de dívidas vencidas das regiões autónomas”, nos termos e condições a definir por despacho do ministro responsável pela área das finanças.

Fonte: http://www.publico.pt/Local/verbas-para-reconstruir-a-madeira-gastas-em-despesa-de-funcionamento_1506928#
 
Estou de férias, pelo que peço desculpa pela demora. Mas a um chavão deste nível, só há uma resposta possível:
O comunismo ou mesmo o xuxualismo, só sobrevive com a pobreza extrema, é esse o pilar de regimes comunistas por exemplo. Temos historicamente várias décadas a comprovar isso, por todo o mundo.
Basta ter olhinhos e esquecer a retórica que lhes enfiaram na cabeça...

E será com os pobres que a mudança se fará.

Os 30 anos (eu diria 40 porque quem começou isto foi o Nixon) de neoliberalismo, pilhagem, desigualdade, retórica e guerras preventivas estão a chegar ao fim. Os ricos já não tem mais lugar nenhum do mundo para esconder as suas fabulosas fortunas. Estamos em fim de festa.
 
O comunismo ou mesmo o xuxualismo, só sobrevive com a pobreza extrema, é esse o pilar de regimes comunistas por exemplo. Temos historicamente várias décadas a comprovar isso, por todo o mundo.
Basta ter olhinhos e esquecer a retórica que lhes enfiaram na cabeça...

O comunismo e o socialismo ceifaram largas centenas de milhões de pessoas por esse mundo fora nos últimos cem anos; aliás, Hitler teve toda a liberdade para iniciar a II Guerra Mundial devido ao cúmplice dos comunas da ex-URSS. Depois foram as atrocidades da China e agora veja-se no que deu o SOCIALISMO no continente africano.
Não vale a pena falar do tempo em que o PCP chegou a ter as rédeas do poder em Portugal depois de 1974... :lmao:
 
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