O Estado do País

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Outra coisa, em portugal desde o empresário à classe operária, existe uma postura pouco civica-económica. Alguns gastaram dinheiro a rodos de subsidios em proveito próprio e outros vão dando umas escapadelas no IRS, nas baixas médicas, e outras coisas. Credibilidade é coisa que aos olhos dos nórdicos pouco temos, Países estes que nos poderiam ajudar com o seu "know how" e o seu capital. Os asiáticos têm eles a própria mão de obra de custos baixos, apenas exploram o mercado comercial europeu.
Resta-nos nós, mas aqui há apenas meia dúzia de grupos com capacidade de projecção, que já estão em todas as poucas frentes que restam.

Resta-nos o sol, a praia, o turismo, mas isso não chega para por o pão na mesa a 5% da população.

Sou uma pessoa que identifica com uma esquerda moderada embora ja votei em outros quadrantes politicos, não acredito que os mercados regulem tudo, não sou a favor de um estado paternalista e que economicamente seja dominador, sou mais a favor que seja disciplinador e crie condições a um mercado saudavel e concorrencial.

Relativamente à educação, existe um corporativismo macarrónico instalado, e uma divisão de classes tipica do "antigo estado" do séc. XVI, os do quadro, a nobreza assambarcando direitos e o terceiro estado os contratados com mais de uma dezena de anos pedrificados a correrem o País. ( não sou professor)
 
A questão é que a economia está totalmente dependente do estado, ameaça-se que se param as obras no parque escolar, e sujeitam-se 10000 pessoas da construção no desemprego.

Dessas 10 000 pessoas aponto para cerca de mais de 5 000 imigrantes vindos de África para as obras no parque escolar.
 
Outra coisa, em portugal desde o empresário à classe operária, existe uma postura pouco civica-económica. Alguns gastaram dinheiro a rodos de subsidios em proveito próprio e outros vão dando umas escapadelas no IRS, nas baixas médicas, e outras coisas. Credibilidade é coisa que aos olhos dos nórdicos pouco temos, Países estes que nos poderiam ajudar com o seu "know how" e o seu capital. Os asiáticos têm eles a própria mão de obra de custos baixos, apenas exploram o mercado comercial europeu.
Resta-nos nós, mas aqui há apenas meia dúzia de grupos com capacidade de projecção, que já estão em todas as poucas frentes que restam.

Resta-nos o sol, a praia, o turismo, mas isso não chega para por o pão na mesa a 5% da população.

Sou uma pessoa que identifica com uma esquerda moderada embora ja votei em outros quadrantes politicos, não acredito que os mercados regulem tudo, não sou a favor de um estado paternalista e que economicamente seja dominador, sou mais a favor que seja disciplinador e crie condições a um mercado saudavel e concorrencial.


O turismo de sol e mar está restrito ao Algarve e à Madeira. E Lisboa e Porto não são Paris, Milão, Roma ou Londres. Comparativamente, são cidades com muito menos para ver, e pouca oferta cultural de qualidade. Para além disso, o turismo rural em Portugal está a milhas do que se faz na França, Grécia ou Norte de Itália. Como disse o Vince, muito do bom desempenho turístico deste ano deve-se à instabilidade na Grécia, Norte de África ou Próximo Oriente.
 
A escola democrática é um mito. Os ricos das zonas urbanas põem os filhos nos colégios e em explicadores. Têm o acesso garantido ao Superior, pois na maior parte dos colégios a nota acima de 16 está garantida, e o explicador trata da preparação para os exames nacionais.

Quem não tem dinheiro, ou por morar no interior não tem acesso ao ensino privado, ou ainda quem não tem acesso à turma dos filhos dos «dótôres» de algumas secundárias leva com professores que não cumprem os programas e que se limitam a ensinar o básico, em turmas cheias de alunos que estão apenas a passar o tempo, sem qualquer motivação ou objectivos definidos.

Eu andei numa secundária na qual a professora de matemática deu ao longo dos três anos um terço do programa total de matemática, onde no 11.º ano havia alunos que não sabiam conjugar o verbo to be no presente, e eram alunos de nível 7 de inglês, onde um aluno com média de testes acima de 18.5 podia levar um 17 porque não «participava o suficiente», e um aluno com média de testes de 4 ou 5 levava um 9 «para não ficar desmotivado».

Esta é a realidade do ensino xuxa, do facilitismo, os alunos bons e médios que andam nas escolas públicas são prejudicados, e os preguiçosos são levados ao colo.
 
Dessas 10 000 pessoas aponto para cerca de mais de 5 000 imigrantes vindos de África para as obras no parque escolar.

Efectivamente acontece isso no parque escolar, mais umas dezenas de milhar nas rodovias, outros tantos nas ferrovias, etc...

E como resolver isso?

Sem despedimento, aumenta-se o endividamento (público ou PPP) ou vende-se tudo a privados (e neste último tenho grandes dúvidas que não exista despedimentos por falta de investimento);

Com despedimentos, para-se tudo e mantém-se o actual.
 
O turismo de sol e mar está restrito ao Algarve e à Madeira. E Lisboa e Porto não são Paris, Milão, Roma ou Londres. Comparativamente, são cidades com muito menos para ver, e pouca oferta cultural de qualidade. Para além disso, o turismo rural em Portugal está a milhas do que se faz na França, Grécia ou Norte de Itália. Como disse o Vince, muito do bom desempenho turístico deste ano deve-se à instabilidade na Grécia, Norte de África ou Próximo Oriente.

Sim, o turismo em Portugal é em grande parte restrito ao Algarve, Madeira e "Cascais" - felizmente.

Agora é aproveitar o resto do país para turismo de qualidade, com uma grande mais valia, e nisso teremos de estar a milhas ao que se faz na França ou norte de Itália.
 
O Público e o i de hoje escrevem sobre o mesmo assunto: o Parque Escolar e a dívida colossal que engendrou em poucos meses: mais de 900 milhões de euros.
O Público titula: "cancelamento de obras da Parque Escolar põe em perigo 15 mil postos de trabalho."
O i por sua vez, titula: "Criada para incentivar PME, aproveitada pelas gigantes." E cita uma dessas gigantes, a Mota-Engil, que no artigo do Público nem aparece mencionada.
O Público, aliás, trata o assunto de um ponto de vista sindical e situacionista. É a causa actual deste jornalismo.
O i, de um ponto de vista do cidadão pagante e independente do sindicalismo, denuncia o desmando que consistiu em serem os "grandes consórcios a dominar os concursos da Parque Escolar" quando não o deveriam ser. Para tal, aldrabaram-se as regras, o que o i denuncia e o Público nem cheira em modo noticioso. Aliás, este jornal até se dá ao luxo de mencionar os ajustes directos sem explicar como e a quem, o que o i faz de modo a que toda a gente fique a saber que "os projectistas foram designados sem que os critérios de escolha tivessem sido públicos." indicando ainda expressamente a Mota-Engil de Jorge Coelho ( e Dias Loureiro, por onde anda?!) como uma das principais beneficiárias do esquema de requalificação das escolas, gizado pelo executivo Sócrates mai-la senhora dona Rodrigues.

Este tipo de jornalismo do Público era muito habitual antes de 25 de Abril de 74 em que as pessoas para saberem as coisas tinham que ler nas entrelinhas. Aqui, no artigo do Público nem isso. Já nem as entrelinhas salvam este jornalismo com capote de censura em modo de causa.


Fonte: blog Porta da Loja
 
O Público e o i de hoje escrevem sobre o mesmo assunto: o Parque Escolar e a dívida colossal que engendrou em poucos meses: mais de 900 milhões de euros.
O Público titula: "cancelamento de obras da Parque Escolar põe em perigo 15 mil postos de trabalho."
O i por sua vez, titula: "Criada para incentivar PME, aproveitada pelas gigantes." E cita uma dessas gigantes, a Mota-Engil, que no artigo do Público nem aparece mencionada.
O Público, aliás, trata o assunto de um ponto de vista sindical e situacionista. É a causa actual deste jornalismo.
O i, de um ponto de vista do cidadão pagante e independente do sindicalismo, denuncia o desmando que consistiu em serem os "grandes consórcios a dominar os concursos da Parque Escolar" quando não o deveriam ser. Para tal, aldrabaram-se as regras, o que o i denuncia e o Público nem cheira em modo noticioso. Aliás, este jornal até se dá ao luxo de mencionar os ajustes directos sem explicar como e a quem, o que o i faz de modo a que toda a gente fique a saber que "os projectistas foram designados sem que os critérios de escolha tivessem sido públicos." indicando ainda expressamente a Mota-Engil de Jorge Coelho ( e Dias Loureiro, por onde anda?!) como uma das principais beneficiárias do esquema de requalificação das escolas, gizado pelo executivo Sócrates mai-la senhora dona Rodrigues.

Este tipo de jornalismo do Público era muito habitual antes de 25 de Abril de 74 em que as pessoas para saberem as coisas tinham que ler nas entrelinhas. Aqui, no artigo do Público nem isso. Já nem as entrelinhas salvam este jornalismo com capote de censura em modo de causa.


Fonte: blog Porta da Loja

Não pego no tua crítica a um jornal em particular, que a meu ver tens totalmente razão e tristemente em quase todos acontece algo semelhante (não informam, têm opinião), mas de facto o cessar dessa ou outras obras públicas vão ter como resultado o desemprego de muita gente e de quem nada é relacionado às grandes empresas (Mota-Engil... etc), os desempregados surgirão das empresas sub-contratadas, muitas vezes grandes empregadores de certos municípios.
 
Se queremos um país justo financeiramente, apenas há uma forma:

Acabar com todas (literalmente todas) as transacções em moeda.

As finanças (Estado) serem titulares dos operadores de transacção electrónicas (as únicas possíveis).

Legislação para retenção automática de capital em caso de suspeita de transacção para países fiscais, empresas ou individuais com qualquer dívida ao Estado ou com decisão de juiz.

Controlo de fronteira e nesses locais os únicos entrepostos de transacção de moedas.

Criminalização da posse de moeda (excepto para caso de coleccionismo).


Isto é a minha opinião, radical... talvez.
 
Vergonhosa a subida do IVA nos produtos dietéticos, um escândalo. Um exemplo, quem tem diabetes tem de comprar regularmente este tipo de produtos. Impostos e mais impostos, mas continuam a não mexer em regalias de certas castas que comem do Orçamento de Estado. Vergonha, nojo, mal acabe o curso emigrarei para não voltar tão cedo.
 
Achas mesmo que os problemas do país são esses ?

Acabar com todas as transacções em moeda não seria muito mau... repara que assim poderia haver um controlo rigoroso à economia paralela. hoje a economia paralela faz-se 90% em dinheiro vivo.

A economia paralela é do que mais nocivo existe num País, cria uma concorrencia desleal a quem é cumpridor e não comparticipa serviços do estado como educação e saúde que usufrui. pode-se chamar de parasitismo.

Se eliminasse-mos a economia paralela neste País totalmente não precisava-mos de mais nenhum plano de austeridade.
 
Mas isso seria também uma forte limitação à liberdade das pessoas.
 
Acabar com todas as transacções em moeda não seria muito mau... repara que assim poderia haver um controlo rigoroso à economia paralela. hoje a economia paralela faz-se 90% em dinheiro vivo.

A economia paralela é do que mais nocivo existe num País, cria uma concorrencia desleal a quem é cumpridor e não comparticipa serviços do estado como educação e saúde que usufrui. pode-se chamar de parasitismo.

Se eliminasse-mos a economia paralela neste País totalmente não precisava-mos de mais nenhum plano de austeridade.

Mesmo os países mais ricos e desenvolvidos da Europa têm uma percentagem de economia paralela que não é muita inferior à nossa. O que pretendeis é totalitário, nem no Estado Novo houve qualquer controlo desse tipo. E depois não se esqueçam que por tradição no nosso país quanto mais o Estado tem mais gasta. Que se lixe a recolha de impostos, o Estado tem de poupar e ainda não vi nenhuma medida de poupança de fundo a ser aplicada.
 
Eu sinceramente acho que a economia paralela em Portugal já não é significativa, e aquela faixa que existe sempre em qualquer país, 15-25%, qualquer coisa por aí, nunca dá para baixar muito, e quando entras a matar nessa faixa nem é bom sinal, a coisa até funciona ao contrário, resulta em mais desemprego e encargos para o Estado.
Julgo até que em Portugal isso tem sucedido, falamos de milhares de pessoas que se vão (ou iam) safando, desde o Manel na aldeia que se ia entretendo no seu pequeno Café, ou a Maria da mercearia que vendia de forma informal os legumes e frutas colhidas na região, a Tia Rosa que fazia uns rissóis deliciosos para vender numa tasca, o Zé que vai arranjando uns móveis e fazendo uns biscates, etc,etc. Coisas como a ASAE e a legislação que a suporta tem desmantelado muitas coisas destas, e o resultado prático foi meter no desemprego milhares e milhares de pessoas que até aí lá se iam "safando" e agora tornaram-se dependentes do tal "Estado social"...

Como o Dan referiu, se queremos chegar ao ponto de controlar tudo e todos, basicamente precisaríamos de um polícia ou fiscal em cada esquina, e isso já seria sintoma de um Estado totalitário. Para lá caminhamos...


Concordo plenamente.

E acrescento. Não me agrada nada o rumo que estamos a tomar. Já andam por aí professores universitários a defender a taxação de heranças. E indirectamente, que o Estado deve controlar o modo como herdeiros gastam o dinheiro que herdam de familiares. PREC II? Os marxistas encapotados são um gravíssimo problema em Portugal, gravíssimo, e perigoso.

Só falta defenderem o chip para nos controlarem 24 horas.
 
Estado
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