O Estado do País

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O dinheiro do Dexia andava por muitos lugares mas não era só na Grécia, já o do esquecido Fortis, desapareceu quando começou a brincadeira dos fundos de pensões privados.

Wall Street não te roubou? Claro que não. Continuemos com os mercados desregulados e com cimeiras europeias da treta só para ver até onde isto vai parar.

Tudo pode ser sacrificável enquanto não se souberem alguns resultados eleitorais. :D
 
Portagens/Via do Infante: paragem nas obras da EN125 é “apelo à revolta total”

O lider do PS Algarve, Miguel Freitas, considera que a introdução de portagens na Via do Infante numa altura em que o Governo dá sinais de pretender suspender as obras de requalificação da EN 125, “é um apelo à revolta total dos algarvios”.

O deputado do PS eleito pelo Algarve, adverte que o Governo está a “brincar com o fogo”, caso se confirme esta medida e a suspensão, no âmbito do Plano Estratégico dos Transportes, das obras na concessão Algarve Litoral, como indicam as últimas notícias vindas a público.

Segundo Miguel Freitas o Ministério da Economia deu uma resposta lacónica às questões sobre as obras na EN 125 e a introdução de portagens na A22 colocadas, num requerimento à Assembleia da República, pelos Deputados do PS, referindo apenas que “será cumprido o que está no programa do Governo”.

Outra questão que preocupa os deputados socialistas do Algarve é o facto de o Governo não assumir qualquer compromisso com a proposta do PS, no sentido de serem aplicadas isenções e descontos a moradores e empresas com sede na região, enquanto as obras da EN125 não estiverem concluídas.

“Vamos voltar a insistir com o Governo para clarificar se há, ou não, um regime de exceção na Via do Infante para os moradores e para as empresas algarvias e se as obras da EN 125 vão avançar como programado”, garante Miguel Freitas.

Para o líder do PS Algarve, caso se confirme a intenção do Governo em suspender obras e não aprovar uma política de excepção, “o PS Algarve vai endurecer a sua posição relativamente à introdução de portagens na Via do Infante”.

Fonte: Observatório do Algarve

A anedota do dia. :lmao::lmao::lmao: Existem tipos que haviam de ser proibidos de abrirem a boca para dizerem anedotas ou asneiras. Eu farto-me de rir, com esta malta do PS que quer é tachos. Eu também queria um. :D

Este senhor que está tão indignado, foi o PS que introduziu as portagens na A22, foi o PS que em 2007 veio ao Algarve anunciar a requalificação da EN125 com toda a pompa e circunstância e que em 2010 a obra estava completa. Estamos em Outubro de 2011 e que requalificação existe na 125.

Ela existe, mas que raio de obra é esta na 125 onde estão a gastar milhões sem lógica nenhuma, se o PSD avançar parar a requalificação não me choca, choca-me sim é a rotunda que não tem significado nenhum em existir na zona de belamandil (Olhão - Faro) uma zona de semáforos e no terreno ao lado fizeram uma rotunda cerca de 50 metros fora da 125 em substituição dos semáforos, quantos acidentes virão a acontecer nessa rotunda sem lógica nenhuma. A meu ver, os semafóros estão a funcionar bem, é certo que a zona tem acidentes, mas existem acidentes porque ninguém respeita o limite de velocidade, com esta rotunda os acidentes vão continuar a acontecer, porque aquilo é uma recta enorme e depois fazemos um desvio de 50 metros com uma curva algo perigosa para uma rotunda que para mim não tem qualquer sentido nem nexo de existir.

Mas que grande palhaçada é esta requalificação da EN125 o troço Olhão-Faro é um dos melhores da EN125 que têem que estragar com novas rotundas mas porquê, os semáforos faziam o serviço na mesma. Só mesmo em Portugal, para fazerem obras destas. :lol:

A única coisa que eu considero a mais importante é a Variante Norte à cidade de Faro, se essa pára, eu é que tenho que gramar todos os dias 40 minutos para entrar em Faro.

Será que não seria mais barato alargar para quatro faixas entre o Rio Seco e a Rotunda à entrada de Faro e isso já descongestionava-se o trânsito à entrada de Faro.:D

Vamos é pedir a independência do Algarve. :D:lol:
 
Algarve: Pagamento da A22 em causa
Portagens em tribunal

Os representantes políticos da Andaluzia vão avançar com uma acção judicial contra Portugal no Tribunal de Justiça da União Europeia por entenderem ser ilegal a decisão do Governo de começar a cobrar portagens na Via do Infante (A22), no Algarve.

"Esta estrada foi feita com fundos comunitários e é uma via de intercâmbio económico, social e cultural entre o Algarve e a província de Huelva", avisou José Maria Mayo, do Partido Popular, que participou anteontem nos protestos antiportagens na A22, ao lado de outros representantes políticos e empresariais do país vizinho.

Os espanhóis entendem que esta via não pode ser considerada uma estrada de modelo de financiamento Scut porque "mais de dois terços foram pagos por fundos comunitários".

O presidente da Junta da Andaluzia, José António Griñan, já pediu esclarecimentos à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve.

Em simultâneo, a Comissão de Utentes da Via do Infante vai avançar com uma providência cautelar para tentar travar a decisão do Governo de cobrar portagens até ao final deste mês.

Fonte: CM

Os espanhóis estão mais contra as portagens do que os algarvios. É só rir neste Portugal. :lmao: Força Andaluzia eu estou convosco.:thumbsup:
 
Portugal tem a 9.ª taxa de IRS mais alta da UE/27

08/10/2011 | 00:31 | Dinheiro Vivo

Portugal tem a 9.ª taxa máxima de IRS mais elevada da União Europeia e está também no restrito clube dos quatro países que agravaram este imposto em 2011. Para o ano, quando passar para os 49%, subiremos mais um degrau neste ranking a 27.
A passagem da taxa máxima de IRS de 45% para 46,5% para rendimentos colectáveis superiores a 153 300 faz que Portugal seja dos países da União Europeia - e até do mundo - a taxar de forma mais incisiva os mais ricos. Mas o efeito prático desta medida fiscal é mais simbólico do que prático: dos cerca de dois milhões de contribuintes que efectivamente pagam IRS, apenas 30 mil (1,5% daquele total) estão na esfera dos 46,5%.
De acordo com um estudo da KPMG, a que o Dinheiro Vivo teve acesso, que analisou as taxas máximas de IRS de 96 países, Portugal surge como tendo a 13.ª mais elevada. Na comparação com a União Europeia, apenas a Áustria, Bélgica, Dinamarca, Finlândia, Irlanda, Holanda, Suécia e o Reino Unido taxam de forma agressiva os mais ricos.
O mesmo estudo mostra ainda que Portugal foi dos poucos países - a par de Espanha, Luxemburgo e Irlanda - que agravaram aquela taxa em 2011, depois de já o ter feito de forma parcial no ano anterior. Dos três países com programas de assistência financeira, curiosamente, apenas a Grécia a manteve inalterada nos 45% que vinham já do ano anterior.
Em 2012, segundo o Documento de Estratégia Orçamental, os rendimentos colectáveis (os que resultam depois de retiradas as deduções fiscais ao rendimento bruto) que excedam os 153 300 euros anuais vão ser chamados a pagar uma taxa adicional de solidariedade de 2,5%. Desta forma, o IRS mais alto salta para 49%, fazendo Portugal subir ainda mais nos rankings mundial e europeu. De uma assentada, ultrapassará a Irlanda e a Noruega.

http://www.dinheirovivo.pt/Economia/Artigo/CIECO017299.html


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:D
 
Vêm aí mais impostos
O aviso do Governo de que o pior ainda está para vir assenta que nem uma luva nos impostos. As deduções fiscais quase vão sumir-se no IRS, a habitação própria ou para arrendar vai ser severamente castigada no IMI, alguns bens e serviços vão encarecer muito por causa do IVA. Boas notícias, não há.

O QUE MUDA NO IRS

- As despesas com saúde, que até aqui podem ser "abatidas" ao IRS em 30% do seu valor, sem limite, vão ter um tecto máximo, como acontece por exemplo com a educação (onde podem ser deduzidos 30% até um máximo de 670 euros). A troika diz que o objectivo é reduzir a despesa com estas deduções em 2/3, o que significa que os 702 milhões de euros gastos em 2009 terão de baixar para 234 milhões de euros - as famílias que, em média, deduzem 213 euros, apenas pouparão 71.

- As despesas com juros e amortizações do crédito à habitação, seja para habitação própria, seja para arrendamento, serão drasticamente reduzidas.

- Além de cada despesa, por si, ser restringida, o Governo vai ainda impor um tecto global ao conjunto das deduções à colecta, dizendo que não admite que a soma das deduções com saúde, educação, lares e habitação ultrapassem um determinado limite. Este tecto não está ainda definido mas sabe-se já que, para as famílias com um rendimento colectável (médio) superior a 66 mil euros (do penúltimo escalão em diante) ele será zero - ou seja, não poderão sequer apresentar despesas, porque elas não serão consideradas. Daí para baixo falta definir, mas não deverão ultrapassar os mil euros.

- Quem tem um rendimento colectável (médio) superior a 153.000 euros (está no último escalão de IRS) pagará um adicional de 2,5% sobre o valor que ultrapasse aquele patamar. É a chamada "contribuição de solidariedade" para 2012.

- Os reformados com pensões médias vão ver a dedução específica reduzida. Conclusão: mais IRS a caminho.

- A troika quer que os rendimentos em espécie paguem IRS.

O QUE MUDA NA HABITAÇÃO

- Quem esteja a aproveitar isenção de IMI arrisca-se a perdê-la a partir do próximo ano. O objectivo é reduzir as isenções ao máximo, abarcando as que já estão atribuídas e a ser aproveitadas. Serão potencialmente prejudicados cerca de 500 mil proprietários com habitação própria e permanente.

- Proprietários de imóveis que tenham comprado casa através de empréstimo bancário, vão sofrer outra penalização fiscal: deixarão de poder abater ao IRS a componente de capital que todos os anos pagam ao banco; apenas se admite que a parte de juros que amortizam mensalmente sejam considerados para efeitos fiscais. Isto prejudica quem tem casas mais antigas, uma vez que quase só tem capital a amortizar. Empréstimos mais recentes, onde nos primeiros anos se amortizam mais juros ao banco, sofrerão menos. Mas isto é para quem tem contratos em vigor: quem comprar casa de 2012 em diante não pode deduzir capital nem juros.

- Imóveis devolutos ou não arrendados sofrem novo agravamento no IMI.

- Famílias com casa arrendada terão menos descontos da renda no IRS.

O QUE MUDA NO IVA

- As categorias de bens e serviços que actualmente são tributados às taxas reduzida (6%) e intermédia (13%) vão ser revistos, e uma parte transferida para taxas mais elevadas de imposto. Passos Coelho excluiu um aumento da taxa normal, de 23%, mas abriu a porta a uma eliminação da taxa intermédia.

- Entre os bens e serviços da taxa intermédia, destacam-se, entre outros, a restauração, o café e os vinhos, que não deverão escapar a um aumento. Na taxa reduzida, há também produtos a sofrer aumentos e a passar directamente para a taxa normal. Deverá ser o caso dos leites achocolatados e dos refrigerantes, que já estiveram para subir no último Orçamento do Estado.

- O memorando assinado com a troika impõe também uma redução de isenções em sede de IVA. Actualmente, está isento quem não tenha atingido, durante o ano, um volume de negócios superior a 10 mil euros. Para os pequenos retalhistas, o limite é de 12.500 euros. Há depois uma série de isenções previstas na Lei, por exemplo para serviços prestados por IPSS, médicos, dentistas, condomínios, entre outros.

- A troika estima uma receita de 410 milhões com as alterações ao IVA.

negócios

Mudam-se os tempos e mudam-se os impostos :rolleyes:
 
Aeroporto de Beja teve 798 passageiros em quatro meses​

Em 21 dos 22 voos programados a partir de Heathrow, chegaram ao aeroporto de Beja 421 passageiros e embarcaram no regresso 377. Estes são os resultados daquele investimento de 33 milhões de euros, inaugurado a 22 de Maio. Os dados, fornecidos ao PÚBLICO pela ANA-Aeroportos de Portugal, que detém a concessão do aeroporto, referem-se ao período compreendido entre esse dia do voo inaugural e 9 de Outubro, faltando portanto apenas um voo da primeira operação de charters promovida pela empresa inglesa Sunvil Discovery, e que termina no próximo domingo.

Os números ficam a anos-luz das previsões que constavam no documento Orientações Estratégicas para o Sistema Aeroportuário Português (OESAP), que propunha o "gradual" desenvolvimento do aeroporto de Beja. Nesse documento, de 2006, previa-se que, em 2015, o aeroporto de Beja poderia receber um milhão de passageiros. O que significa que só uma mudança radical no futuro poderia dar sentido a essas previsões do Governo PS de José Sócrates.

Dos 1079 lugares disponibilizados nos aviões Embraer 45 que ligaram Londres a Beja, nestes primeiros quatro meses e 18 dias, ficaram vazios 658 lugares. Para justificar uma tão baixa procura, Rui Oliveira, das Relações Públicas da ANA - Aeroportos de Portugal - que detém a concessão do aeroporto de Beja -, refere que o Alentejo "é um destino de baixa notoriedade turística internacional". Por outro lado, a região "tem uma oferta hoteleira de reduzida dimensão e diversidade" e, perante estas condicionantes, os operadores turísticos e companhias aéreas "evidenciam uma reconhecida aversão ao risco".

Rui Oliveira confessa que "não foi tarefa fácil" convencer o operador turístico inglês a avançar com a operação charter, e que foi "bastante complicado" convencer outros a comprar lugares nesta operação.

Outro factor determinante é a inexistência de praias e a distância até à costa. "Isto significa que os "transferes" para a costa vicentina são onerosos", condicionalismo que a concretização do IP8, que está em construção, pode vir a atenuar. Por agora, as distâncias e os tempos de deslocação dos "transferes" são grandes, o que os torna caros, salienta Rui Oliveira, reforçando os pontos negativos com o facto de não existir uma cidade costeira alentejana onde o programa turístico se possa concentrar, além de a região do Alentejo ser "bastante quente" no Verão.

Mesmo assim, a "qualidade turística percepcionada foi alta", segundo um inquérito realizado aos turistas que usaram aquela rota, frisa Rui Oliveira.

Mesmo assim "valeu a pena"​

Nos próximos tempos, está assegurada a participação de outro operador turístico, o Grupo Vila Vita/Herdade dos Grous, com quem a ANA assinou em Abril um memorando de entendimento para uma série de oito voos entre Outubro e Novembro, com partida em Estugarda, na Alemanha. A nova operação charter estará a cargo das companhias aéreas Air Berlin e Adria Airways com equipamentos Boeing 737-700, Airbus 319 e Airbus 320, com uma ocupação média por voo de cerca de 150 passageiros. No total, poderão vir até Beja, cerca de 1200 passageiros, se os voos vierem completos.

José Queiroz, presidente da Empresa de Desenvolvimento do Aeroporto de Beja (EDAB), entidade responsável pela construção da nova unidade aeroportuária e que já tem a sua extinção anunciada até ao final do ano, disse ao PÚBLICO que, apesar das reservas colocadas pelos operadores turísticos, "valeu a pena ter sido construída a infra-estrutura", lembrando que o seu custo de financiamento, cerca de 33 milhões, "foi basicamente suportado pela União Europeia".

Referindo-se à fraca afluência de passageiros a Beja, José Queiroz justificou-a com os efeitos da crise internacional, uma situação que ninguém anteviu quando foi elaborado o projecto aeroportuário.

Megaprojectos turísticos ficaram pelo caminho​

Longe vão os tempos em que se falava da possibilidade de o Alentejo poder receber 300 mil turistas, conforme descrevia um estudo de mercado realizado na Alemanha e na Inglaterra para o período 2008/2027. Sem esta "revolução" demográfica, o aeroporto de Beja está condenado à manutenção de aeronaves ou a ser um parque de estacionamento ou de desmantelamento de aviões, uma proposta já avançada pela ANA.

O presidente da EDAB sustenta que a crise económica conduziu à suspensão dos megaprojectos turísticos com que o Governo contava para atrair o mercado. Porém, "neste momento há um atraso enorme" e as consequências fazem-se sentir na viabilização do aeroporto, que custou 33 milhões de euros. Ao todo, seriam 26 projectos privados (ver lista), num investimento total de 6238 milhões de euros, que criariam 65.000 e 75.000 camas e 25.000 a 35.000 postos de trabalho. O problema é que ficaram pelo caminho, com excepção de dois - o Parque Alqueva (em desenvolvimento há cerca de seis meses) e o Tróia Resort.

Link: http://www.publico.pt/Local/aeroporto-de-beja-teve-798-passageiros-em-quatro-meses-1516110?p=1
 
Re: Seca no Nordeste de Portugal

Bragança está a ficar sem água

Pois, são as prioridades dos nossos políticos: construir aeroportos e desprezar o abastecimento público de água.

Barragem de Sambade já enche

Domingo, 6 de Julho de 2008

Já começou a encher a barragem de Sambade, em Alfândega da Fé. Vai dar de beber, em quantidade e qualidade, àquele concelho e a algumas freguesias do concelho vizinho de Vila Flor, situadas no vale da Vilariça. Esta é uma das seis grandes barragens que a empresa intermunicipal Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro (ATMAD), tem concluídas ou em fase de conclusão, em toda a região, para abastecimento público.
A de Veiguinhas, em Bragança, está em fase de Avaliação de Impacte Ambiental. A barragem de Sambade, que foi visitada por responsáveis e técnicos da empresa, está fechada desde Maio e neste momento já tem armazenados 105 mil metros cúbicos de água. "Pensamos que antes do próximo Inverno estará cheia para abastecer toda a comunidade", perspectivou Alexandre Chaves, presidente do Conselho de Administração da ATMAD. A par da barragem foi construída uma Estação de Tratamento de Água. Foram instalados também cerca de 30 quilómetros de condutas adutoras para abastecer algumas povoações.
Alexandre Chaves garante que, "a partir de Novembro", as populações que hão-de beber água de Sambade podem contar com "qualidade, quantidade, fiabilidade e segurança". A barragem foi construída pelo método de aterro, "o mais adequado a este tipo de barragens". Daí que Alexandre Chaves não tema que venha a acontecer o mesmo que na de Valtorno/Mourão, em Vila Flor, que já está a funcionar. Aquele equipamento, construído em betão, revelou fissuras algum tempo depois de entrar em funcionamento. Aberturas subterrâneas por onde se escoava alguma água. Foi necessário gastar mais 150 mil euros para resolver o problema.
Por ser construída por aterro, o presidente da ATMAD pensa o problema não se colocará a Sambade. Pelo sim, pelo não, está a decorrer a primeira fase de enchimento, que há-de revelar se houve falhas na construção. "Se os houver será necessário pôr-lhes termo", notou, observando que, até ao momento, "não há registo de qualquer perda da água armazenada".
Para além de Sambade, cuja inauguração oficial será presidida, em breve, "por quem de direito", estão também a armazenar água as barragens de Valtorno/Mourão, em Vila Flor, e Pinhão, nos limites dos concelhos de Sabrosa e Vila Pouca de Aguiar. Falta concluir e fechar a barragem das Olgas, em Torre de Moncorvo e a da Ferradosa, em Freixo de Espada à Cinta.
"Estão em estado adiantado de construção e pensamos fechá-las ainda durante este Verão", afiançou Alexandre Chaves. E revelou que a de Pretarouca, em Lamego, está concluída "até ao final deste ano". O investimento total feito pela ATMAD no abastecimento público de água em toda a região é de 250 milhões de euros.
Das 2200 origens que existiam antes de 2001 passou-se para 26. Para além das novas barragens houve intervenções para melhorar algumas existentes. "É um salto qualitativo do terceiro para o primeiro mundo", entende Alexandre Chaves. Os investimentos incidiram nos 31 concelhos que aderiram ao sistema intermunicipal de águas. De fora permanecem Carrazeda de Ansiães, Miranda do Douro, Vimioso e Penedono.
Eduardo Pinto

Fonte: http://gerotempo.blogspot.com/2008/07/barragem-de-sambade-j-enche.html

Bragança: População continua a ser abastecida de água por camiões cisterna

Sexta-feira, 14 de Dezembro de 2007

O presidente da Câmara de Bragança, Jorge Nunes, garantiu hoje que não faltará água nas torneiras da cidade apesar do abastecimento à população continuar a ser garantido com recurso a camiões cisterna. "Não encaramos sequer a hipótese de fazer cortes de água à população", assegurou o autarca num debate na assembleia municipal.
Jorge Nunes reforçou que "nem que seja necessário transportar toda a água" para consumo, a população não será afectada no abastecimento. O município de Bragança está a viver uma situação inédita no país com a barragem da Serra Serrada, que abastece cerca de 30 mil habitantes, praticamente vazia, apesar de ainda em Julho estar na sua capacidade máxima de armazenamento e do Verão favorável. Desde quarta-feira que dois camiões cisterna fazem duas viagens diárias entre Bragança e Macedo de Cavaleiros para transportar água da albufeira do Azibo para os depósitos da capital de distrito.
Este é o primeiro de seis níveis de um plano de contingência que, a partir da próxima terça-feira será reforçado para o nível quatro, triplicando os meios envolvidos, segundo anunciou o autarca. Desta forma, o presidente da Câmara de Bragança garante que a água não vai faltar aos munícipes e pretende prolongar o processo até ocorrer um pico de chuva, que espera seja para breve.
A oposição na autarquia responsabilizou Jorge Nunes pela situação, com a vereação do PS a acusar o edil de "má gestão da água por alegadamente "gastar as reservas em produção de energia esquecendo-se que este é o único ponto de abastecimento à população". Jorge Nunes reconheceu que neste Verão não houve necessidade de abrir a barragem tão cedo como em anos anteriores e que só a 16 de Julho começou a ser feito o abastecimento a partir da Serra da Serrada.
A albufeira tem capacidade de armazenamento de 1,2 milhões de metros cúbicos de água, que dariam para quase meio ano sem chuva e sem sistemas alternativos, de acordo com os consumos médios mensais de sete mil metros cúbicos divulgados pela autarquia. Jorge Nunes reiterou que o problema de Bragança só será resolvido com a construção de uma segunda barragem, a de Veiguinhas.
A oposição apoia o empreendimento, mas alega que, enquanto não forem ultrapassados os obstáculos ambientais que têm impedido de avançar o projecto com 20 anos, o autarca deve procurar alternativas. O autarca insiste na barragem de Veiguinhas que vai ser alvo de um terceiro estudo de impacte ambiental por estar projectada para o Parque Natural de Montesinho. Se Veiguinhas não avançar no próximo ano, Jorge Nunes reiterou a sua intenção de promover um referendo local para perguntar à população se prefere a barragem ou preservar um pedaço ínfimo de vegetação de Montesinho".

Fonte: http://gerotempo.blogspot.com/2007/12/bragana-populao-continua-ser-abastecida.html
 
Mentalidades políticas... meses e meses a aturar estes aldrabões. Como é bom constatar que "os mercados" já não são eficientes e que é preciso acabar com "os mercados".

«Fernando Ulrich considerou ainda que "a discussão em torno da crise financeira padece de uma enorme falha intelectual" e pediu à Europa e ao Fundo Monetário Internacional para fazerem "frente ao mercado".

"Os mercados que querem que os bancos aumentem o capital para fazer face a eventuais perdas de dívida soberana são os mesmos que emprestavam a Portugal ao mesmo custo da Alemanha. E o mercado está certo agora?", questionou.»

http://economico.sapo.pt/noticias/emprestimo-da-troika-nao-chega-para-o-estado_128828.html

Quem sabe, subsidiando as viagens roubando tráfego ao Algarve. Estes "cultos" socialistas são um autêntico maná ou pitéu para as tais empresas e empresários exploradores que tanto criticas, são todos uma das faces da mesma moeda. Os exploradores adoram estes delírios dos estadistas socialistas dispostos a dar dinheiro por tudo. Por exemplo, esta notícia é de um operador (ADRIA) "roubado" ao Algarve. Provavelmente até lhes pagam para irem para Beja... andas tu e eu se calhar a pagar viagens a alemães... coisas do socialismo....

Não há ninguém a roubar nada a ninguém. Há milhares de turistas disponíveis. O mercado do turismo são 900 milhões de pessoas por ano com apetência para viajar.
 
Já percebi que o "socialista" serve neste momento de pedra de arremesso para tudo.

Ora é o "socialista" Albert John Garden ora são os "socialistas" do PSD que se lembraram de fazer o aeroporto em Beja.

Santa paciência...
 
Um analista disse isto hoje no jornal da noite da sic em relação ao OE de 2012:

"Isto é uma herança da troika, isto foi negociado aliás pelo governo socialista com a troika, mas foi mal negociado. E o ajustamento que está a ser pedido por parte dos impostos é extraordinariamente negativo, porque nós já pagamos mais do que a média da OCDE, que são países muito mais desenvolvidos que nós, e estamos a ter um agravamento enorme." by Tiago Caiado Guerreiro (fiscalista)

Acho que tá tudo dito.

E ainda...

Instituto avisou Governo PS que revisão das concessões era mau negócio
O Instituto de Infra-Estruturas Rodoviárias (INIR) avisou que a revisão das concessões era um mau negócio para o Estado, que ficava a pagar mais e assumia todos os riscos dos seis contratos.

Num relatório de Novembro de 2010, fica claro que quando se mexeu nos contratos-base (nesse mesmo ano), os parceiros privados, como a Ascendi, no caso das ex-SCUT, garantiram uma espécie de renda fixa e com bónus: como a rentabilidade deixou de estar dependente do número de carros, ainda poupavam na manutenção das estradas.

Em contrapartida, o INIR alertava para os benefícios incertos a que a Estradas de Portugal ficava sujeita e até para uma possível desvantagem financeira.

Mas quando esta análise chegou às mãos do Governo, o então secretário de Estado Adjunto das Obras Públicas acusou a entidade reguladora de falta de rigor e de incorrecções técnicas, algo que registava com «enorme preocupação».

Num despacho a que a TSF teve acesso (com data de 13 de Dezembro), Paulo Campos determinou que se apurassem responsabilidades e fez uma recomendação ao Instituto: evitar que tal situação de descrédito se repetisse no futuro.

A entidade reguladora do sector rodoviário e representante do Estado nos contratos de concessões respondeu com um parecer - carimbado pelo Instituto Superior de Economia e Gestão e pela Universidade Católica -, que definia como «globalmente adequadas» as notas técnicas do INIR e como «coerentes» as conclusões que apontavam para um impacto financeiro negativo para o Estado.

Seguiu-se nova troca de cartas com o Ministério das Obras Públicas. Estávamos já em Fevereiro de 2011 quando entrou em cena uma auditoria do Tribunal de Contas sobre o novo modelo de gestão e financiamento do sector rodoviário, onde se pode ler que da renegociação com as concessionárias resultou o aumento dos encargos para o Estado e do endividamento da Estradas de Portugal.

O relatório desta auditoria, a que a TSF teve acesso, não foi até hoje aprovado pelo colectivo de juízes e, por isso, ainda não foi tornado público.

Este troca de documentos, consultados agora pela TSF, durou até à queda do executivo socialista. Sete meses depois, a maioria PSD/CDS chama os antigos responsáveis das Obras Públicas ao Parlamento, com o objectivo de saber porque é que os avisos foram ignorados e pedindo que os prejuízos sejam explicados tintim por tintim.

TSF
 
Boa Noite,

Já não lia com atenção os posts deste tópico há uns dias e que outrora foi interessante. Em cinco ou seis posts, resumem-se a expressões do tipo " socialismos", "keysianos", depois do outro lado capitalismos etc. Ou seja, está-se a perder a essência do tópico para um debate sóbrio sem querelas ideológicas ou etno-politicas.

Uma grande parte dos problemas economicos dos Países, são influenciados pela própria cultura como povo. Talvez até fosse mais produtivo debater as transformações culturais e sociais das sociedades dos Países em dificuldades que orientações politicamente puras. Este nosso atraso de décadas para os Países do Norte e outros já vem da idade média e do sec. XVI. Nessa altura não havia socialismos nem comunismos, simplesmente nasceram pouco depois.

Gastar energias no ping pong partidário ideológico não vale a pena. tentem debater sem estar sempre a tropeçar nesta guerrinha.

Cumprimentos.
 
Boa Noite,

Já não lia com atenção os posts deste tópico há uns dias e que outrora foi interessante. Em cinco ou seis posts, resumem-se a expressões do tipo " socialismos", "keysianos", depois do outro lado capitalismos etc. Ou seja, está-se a perder a essência do tópico para um debate sóbrio sem querelas ideológicas ou etno-politicas.

Uma grande parte dos problemas economicos dos Países, são influenciados pela própria cultura como povo. Talvez até fosse mais produtivo debater as transformações culturais e sociais das sociedades dos Países em dificuldades que orientações politicamente puras. Este nosso atraso de décadas para os Países do Norte e outros já vem da idade média e do sec. XVI. Nessa altura não havia socialismos nem comunismos, simplesmente nasceram pouco depois.

Gastar energias no ping pong partidário ideológico não vale a pena. tentem debater sem estar sempre a tropeçar nesta guerrinha.

Cumprimentos.


Discordo.

Portugal foi um dos primeiros países da Europa a ter Universidade. Enquanto em França ou na Inglaterra os judeus eram expulsos e mortos, por cá eram acolhidos, tal como os muçulmanos que permaneceram no Sul após a Reconquista. Diria até que Portugal era o país da Europa onde havia mais tolerância para com aqueles que praticavam outras religiões ou tinham outras crenças. Os Cavaleiros Templários, que eram gnósticos, não foram por cá perseguidos ou mortos, ao contrário do que sucedeu noutros países europeus. Depois, nos séculos XV e XVI, com os Descobrimentos, Garcia da Orta, Luís de Camões, Amato Lusitano e tantos outros demos um importante contributo para a Ciência e a Literatura.

Colocaria o início do nosso atraso no final do século XVI. A queda do Império do Oriente foi uma grande tragédia, a par da acção da Inquisição e da expulsão dos judeus. A partir daí falhámos tanta coisa, a Revolução Científica, o Iluminismo, a Revolução Industrial, etc...
 
Estado
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