O Estado do País

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Como referi a messes sítios bons para tirar a prova dos nove nas velocidades máximas dos automóveis...
 
Hoje mais um dia de greve dos transportes públicos, que só prejudicam os mesmos de sempre (a classe média e baixa que vai trabalhar). A CP (transporte de passageiros, não o transporte de mercadorias) teve um dia sem custos operacionais, e não teve grandes prejuízos de bilhética, uma vez que a maioria dos utentes aos dias de semana têm passe mensal, pelo que não deve ter sido muito prejudicada com esta greve.

Hoje as pessoas das classes mais baixas que trabalham passaram por um dia caótico, somando a chuva à falta de transportes. No meu caso demorei 3 horas a chegar ao trabalho, viajei em autocarros cheios que nem um ovo (até tiveram que sair pessoas, porque o autocarro não andava por excesso de peso) e que circulavam a uma média de 8 km/h (uma hora do Cacém a Queluz), esperei por outro autocarro à chuva e ao frio, e como ele não veio tive que fazer a última parte do trajecto de táxi, já a manhã ia a meio.

Não precisando de fazer nenhuma sondagem, basta-me a amostra da população que fui encontrando nesta odisseia, trabalhadores das classes mais baixas, que está cada vez mais farta destas greves, a maioria diz defender a privatização dos transportes públicos, uma vez que só os privados estavam a funcionar hoje, e até com reforço de meios. Os sindicatos dos transportes não percebem que cada vez que fazem uma greve só estão a promover junto da opinião pública (que depois vai votar) a privatização do sector. Está toda a gente farta de ter de sair mais cedo de casa para chegar mais tarde ao trabalho, apanhar trânsito, chuva, frio, e passar um dia inteiro no trabalho sem saber como se volta a casa, e depois chegar ao fim do dia, somar todos os gastos em táxi e em transportes em operadoras que não aceitam a modalidade de passe que temos, e vermos que gastámos mais dinheiro hoje do que numa semana inteira normal em transportes públicos.

É isto que os partidos de esquerda defendem?
 
É fazeres o teste e passares a usar sempre os transportes privados para não te preocupares com as greves. Acaba-se o transporte público. As greves têm um objectivo e não existem apenas em Portugal.

Mas repara bem como defendes os transportes públicos e já fizeste a experiência privada:

... e depois chegar ao fim do dia, somar todos os gastos em táxi e em transportes em operadoras que não aceitam a modalidade de passe que temos, e vermos que gastámos mais dinheiro hoje do que numa semana inteira normal em transportes públicos.
 
Mas repara bem como defendes os transportes públicos e já fizeste a experiência privada:

Não. Os utentes dos transportes públicos ontem pagaram mais porque:

1. Alguns usaram táxi, que é manifestamente mais caro.

2- Outros, que por exemplo teriam passe CP+Carris, tiveram que usar outros operadores (porventura privados, pois eram os únicos que estavam em funcionamento). Portanto, não só pagaram o passe CP+Carris no início do mês, como pagaram também as tarifas de bordo da Scotturb e Vimeca (por ser tarifa de bordo é muito mais caro). Se são mais caros ou não que os públicos, não sei pois não existem circuitos análogos para se ver a diferença, mas tenho ideia que as tarifas dos privados na Grande Lisboa são impostas pelo governo.

E não critico o direito à greve, critico sim o abuso desse direito, somando as greves já marcadas para a próxima sexta e para o dia de greve geral, a CP, pelo menos, já deve superar os 10 dias de greve este ano.
 
Face Constitucional vs Tribunal Oculto disse:
A paródia da justiça no nosso país continua que uma forma nauseante nas televisões Portuguesas só para nós aliviar da palavra crise.

É que desta o Tribunal Oculto já tem o trabalho tudo feito, destruí-o provas criminosas de um individuo que com o seu nariz de Pinóquio entalava Portugal, para depois deste desfilar de personalidades da altura de último entalanço esperam ansiosamente, aquilo que está previsto, tribunal constitucional dizer afinal que a destruição daquelas gravações foi ilegal.

Mas e então quando isso se der, não seria aos Portugueses admissível exigir a prisão de todo o Tribunal Constitucional.

…Esperem NÃO…

… Fazemos antes a pouca vergonha do Isaltino Morais … pedimos a demissão da Juíza mesmo sem mais hipóteses de fugir a uma sentença, dá-se o cumulo de agora a Juíza já ter medo de solicitar a detenção…

E finalizando às paródias judiciais do Momento temos Duarte Lima, o inocente advogado que tem recursos de anónimos. Terá sido a “outra” do Brasil??? Cá para mim ninguém mais lhe põe a vista em cima…

Visto.Blog.pt
 
Duarte Lima tem até esta quinta-feira para entregar ao Banco Português de Negócios (BPN) vários quadros, esculturas e objectos em porcelana que deu como garantia para um crédito bancário de quase seis milhões de euros. Caso contrário, poderá sofrer mais um processo na Justiça.

Duarte Lima tem até esta quinta-feira para evitar uma acção-executiva e uma queixa-crime.

Serão estas as consequências se o antigo líder parlamentar do PSD não entregar os valores que deu como garantia para empréstimos bancários que fez no BPN.

A relação de Duarte Lima com o banco de Oliveira Costa já dura há uma década.

Chegou a ter um crédito de quase sete milhões de euros sem garantias. Mas, em 2009, já depois de nacionalizado, o banco exigiu renegociar o contrato para obter uma caução.

Duarte Lima deu então como garantia as valiosas obras de arte.

Assinou os documentos de penhor mas continuou na posse dos bens.

Pelo empréstimo, o advogado paga todos os meses ao banco 120 mil euros.

Só que, a administração do BPN teme agora que Duarte Lima possa deixar de cumprir as prestações caso venha a ser detido no âmbito do processo que corre no Brasil e em que é acusado pelo homicídio de Rosalina Ribeiro.

Já por mais que uma vez a instituição bancária tentou cativar os valores mas sem sucesso.

Segundo a revista Sábado, o banco chegou a mandar recentemente um camião a casa do cliente para recuperar as preciosas peças.

Mas do 11º andar do prédio da Visconde Valmor nunca ninguém atendeu.

in http://sicnoticias.sapo.pt/pais/article977872.ece
 
Visto.Blog.pt

E afinal que justiça temos? Ou melhor dizendo, quanto vale a nossa democracia? Ou melhor dizendo, como é sentirmo-nos impavidamente asnos observando uma justiça que ao mesmo tempo que declara que afinal as escutas não deveriam ter sido destruídas e que haveria matéria de facto penal, ao mesmo tempo a mesma justiça nos diz que já não há nada a fazer e que o processo está destruído na raiz?

Concluindo esta a democracia que temos, os seus valores defendidos no direito ao voto, valem neste momento ZERO!

Às vezes nem que seja, numa atitude de comiseração comico-trágica, quase me apetece adivinhar que os constituídos arguidos da face oculta de hoje irão pedir indemnizacão ao estado, e que um certo novo-filósofo de Paris ainda será um dia presidente de todos nós!
 
Temos de enquadrar Armando Vara, Godinho e companhia no quadro cultural da sociedade portuguesa, que é idêntico ao castelhano, napolitano, siciliano ou grego.

Na sociedade portuguesa os «contactos» têm uma grande importância, e a prenda é uma forma de sedimentar «contactos» e garantir futuros favores. Os portugueses não sabem distinguir relações profissionais de relações de amizade, nem têm ética para colocar o bem comum à frente das suas relações pessoais. Nas sociedades protestantes a coisa já é diferente.

Reparem como nas aldeias e vilas ainda há o hábito de dar prendas aos médicos, ou aos professores, ao padre ou ao presidente da junta. Aqui no Porto há muitas trocas de favores entre pessoas que por vezes mal se conhecem, por ser amigo do amigo, do género, arranjar vaga numa consulta, conseguir uma cirurgia com maior brevidade.

Tudo começa com a prenda, o não estabelecimento de uma distância entre o médico e o doente, entre o autarca e a população, entre o político e o construtor. Sei de um construtor civil que ia regularmente dar prendas de Natal a funcionários e ao presidente de uma câmara algarvia. Esse mesmo construtor tinha claros favorecimentos nos negócios por parte do poder local.

Nós, povos meridionais da Europa, não sofremos a evolução cultural dos povos da Europa Média e do Norte. A corrupção e o tráfico de influências são impossíveis de controlar, e só se podem atenuar com um Estado pequeno, poucos decisores políticos, centralização do poder numa verdadeira elite, em suma, outro modelo, outro Regime, algo semelhante... ao Estado Novo de Salazar e Marcelo Caetano.
 
Nós, povos meridionais da Europa, não sofremos a evolução cultural dos povos da Europa Média e do Norte. A corrupção e o tráfico de influências são impossíveis de controlar, e só se podem atenuar com um Estado pequeno, poucos decisores políticos, centralização do poder numa verdadeira elite, em suma, outro modelo, outro Regime, algo semelhante... ao Estado Novo de Salazar e Marcelo Caetano.

Uns ficaram com a reforma do João Calvino, do Martinho Lutero e com o cisma do Henrique VIII. Nós ficamos com a contra-reforma da qual só nos livramos com uma guerra civil, 300 anos depois. Pagámos com 300 anos de atraso. Ainda era possível proibir em 1800 a entrada de navios nos portos portugueses desde que tivessem a bordo literatura proibida.

Obviamente que não tem nada que ver com centralizar o poder em iluminados. Os mecanismos de corrupção tem que ver com a desigualdade e com a falta de educação das pessoas, analfabetismo muitas vezes gritante e com a total ausência de participação nas questões da vida democrática. Temos tido é ditadores a mais. Não é por acaso que temos altos níveis de abstenção apesar das conversas de café que se ouvem louvando o «antes é que era bom».
 
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