O desemprego médico, nos países desenvolvidos, ocorre no Sul da Europa, em países como Espanha, Itália ou Grécia. Genericamente, o número de médicos por 1000 habitantes no Norte da Europa é inferior ao número que ocorre no Sul da Europa.
Teria o Governo coragem de encerrar o curso do Algarve, de Aveiro, e reduzir vagas nas restantes faculdades? Não. O que sucederá ao longo de anos será um acumular de centenas, depois milhares de médicos, sem acesso ao internato, impedidos de exercer e de emigrar.
Será sensato deitar para o lixo milhões de euros na formação de médicos para o desemprego?
Realmente já nada é de estranhar; o violente ataque que o PS fez nos últimos anos ao SNS vai ter continuação com este governo, não tenham dúvida alguma …
Encerrar SAP por todo o lado e concentrar as urgências significou pior saúde para todos (em vez de 1 ou 2 horas para ser atendido, as pessoas no interior do país chegam agora a passar 12, 15 ou mais horas nas urgências dos hospitais centrais para serem atendidas).
Embora reconheça que os médicos têm sido sempre uma classe social altamente privilegiada na sociedade portuguesa, as transformações que estão a ocorrer actualmente em Portugal na área da saúde é vergonhoso e especialmente por culpa também dos próprios médicos (veja-se o exemplo daqueles que preferem abandonar o SNS e trabalhar no privado, o que deveria ser proibido, tendo em conta a área profissional).
Enfim, onde falta o pão todos ralham e nenhum tem razão.
Outra coisa, impedir alguém de querer ser médico penso eu que deverá ser até algo contra a própria Constituição. O mercado de trabalho não deve ser visto em termos de quantidade mas sim de qualidade.
Médicos no desemprego? Sinceramente, eu não acredito.
