Há muitas formas de o país poupar sem cortar nos serviços públicos prestados. Penso que cortar 30% como defende Medina Carreira não é nenhuma calamidade, se se analisar grão a grão dá uma soma astronómica, acreditem!
Com o corte nos impostos os empregos no sector privado poderiam ser segurados, e até a médio e longo prazo haveria mais criação de emprego, permitindo ao Estado uma redução faseada do número de funcionários públicos. Conforme as pessoas fossem saindo da função pública, seriam absorvidas pelo sector privado. Para sermos competitivos é importante que tenhamos, por exemplo, impostos mais baixos que a Espanha. Quais as vantagens? Beneficia, por exemplo, o turismo no Algarve e na Madeira, que rouba assim clientes à Andaluzia e às Canárias; beneficia o comércio das cidades fronteiriças; e entre Espanha e Portugal, com salários mais baixos por cá, e impostos mais baixos, as empresas estrangeiras prefeririam o nosso país.
Ora o que está a ser feito, na minha opinião, é um erro. Aumentam-se impostos, aumentam-se taxas moderadores, colocam-se portagens! O Estado deveria sim cortar despesa e reduzir impostos.
Conheço muitas alternativas para o Estado cortar despesa, certamente que os leitores do fórum também conhecem muitos abusos. Agora imaginem o que seria juntar todas as situações que conhecemos, e dar uma solução. Quanto se pouparia?
Vou dar exemplos práticos, de situações a nível local, na minha freguesia.
- Antigamente os jovens iam para a Secundária de comboio. Agora vão de autocarro, ora o autocarro é de uma empresa privada. O passe de autocarro custa o dobro, e como a autarquia financia os passes estes acabam por ficar muito mais caros. Se a autarquia financiasse apenas os passes de comboio poderia poupar muito dinheiro.
- Antigamente os bailaricos eram organizados no antigo cinema, por um grupo de sócios. Por lá passaram entre outros Marco Paulo, Doce ou José Malhoa, isto nos anos 80. Quem ia assistir pagava bilhete. E agora? O salão de festas fechou há quase 20 anos, e quem organiza agora as festas, e paga aos artistas, é a autarquia. E claro, fica muito mais caro, assim com o poder local a pagar os artistas recebem muito mais do que quando eram os privados a pagar e a organizar as coisas! Ora se a autarquia deixar de organizar as festas locais estas passariam a ser organizadas por privados abrindo até espaço para a criação de negócios e emprego.
- Antigamente não havia empresa municipal. Tudo era resolvido pelos gabinetes da autarquia. E não havia a contratação de empresas para prestas serviços, a autarquia ou tinha os seus recursos ou utilizava recursos públicos. Agora, por exemplo, para consultadoria de impacto ambiental, até se paga a privados! Para que servem então as Universidades ou os Institutos?
- Antigamente as associações locais e desportivas ou não recebiam dinheiro da câmara ou recebiam muito pouco. Agora, mesmo em crise, recebem milhares e milhares por ano. Deveriam ser pagas pelos sócios, mas não são. E nunca houve tantas como agora.
Agora pensem que há mais de 300 concelhos. Pensem que esses concelhos podem poupar e baixar impostos ou retirar parquímetros. E que esse dinheiro deixa de sair do bolso dos cidadãos e das empresas. E serve para nós consumirmos, investirmos ou pouparmos!
Com o corte nos impostos os empregos no sector privado poderiam ser segurados, e até a médio e longo prazo haveria mais criação de emprego, permitindo ao Estado uma redução faseada do número de funcionários públicos. Conforme as pessoas fossem saindo da função pública, seriam absorvidas pelo sector privado. Para sermos competitivos é importante que tenhamos, por exemplo, impostos mais baixos que a Espanha. Quais as vantagens? Beneficia, por exemplo, o turismo no Algarve e na Madeira, que rouba assim clientes à Andaluzia e às Canárias; beneficia o comércio das cidades fronteiriças; e entre Espanha e Portugal, com salários mais baixos por cá, e impostos mais baixos, as empresas estrangeiras prefeririam o nosso país.
Ora o que está a ser feito, na minha opinião, é um erro. Aumentam-se impostos, aumentam-se taxas moderadores, colocam-se portagens! O Estado deveria sim cortar despesa e reduzir impostos.
Conheço muitas alternativas para o Estado cortar despesa, certamente que os leitores do fórum também conhecem muitos abusos. Agora imaginem o que seria juntar todas as situações que conhecemos, e dar uma solução. Quanto se pouparia?
Vou dar exemplos práticos, de situações a nível local, na minha freguesia.
- Antigamente os jovens iam para a Secundária de comboio. Agora vão de autocarro, ora o autocarro é de uma empresa privada. O passe de autocarro custa o dobro, e como a autarquia financia os passes estes acabam por ficar muito mais caros. Se a autarquia financiasse apenas os passes de comboio poderia poupar muito dinheiro.
- Antigamente os bailaricos eram organizados no antigo cinema, por um grupo de sócios. Por lá passaram entre outros Marco Paulo, Doce ou José Malhoa, isto nos anos 80. Quem ia assistir pagava bilhete. E agora? O salão de festas fechou há quase 20 anos, e quem organiza agora as festas, e paga aos artistas, é a autarquia. E claro, fica muito mais caro, assim com o poder local a pagar os artistas recebem muito mais do que quando eram os privados a pagar e a organizar as coisas! Ora se a autarquia deixar de organizar as festas locais estas passariam a ser organizadas por privados abrindo até espaço para a criação de negócios e emprego.
- Antigamente não havia empresa municipal. Tudo era resolvido pelos gabinetes da autarquia. E não havia a contratação de empresas para prestas serviços, a autarquia ou tinha os seus recursos ou utilizava recursos públicos. Agora, por exemplo, para consultadoria de impacto ambiental, até se paga a privados! Para que servem então as Universidades ou os Institutos?
- Antigamente as associações locais e desportivas ou não recebiam dinheiro da câmara ou recebiam muito pouco. Agora, mesmo em crise, recebem milhares e milhares por ano. Deveriam ser pagas pelos sócios, mas não são. E nunca houve tantas como agora.
Agora pensem que há mais de 300 concelhos. Pensem que esses concelhos podem poupar e baixar impostos ou retirar parquímetros. E que esse dinheiro deixa de sair do bolso dos cidadãos e das empresas. E serve para nós consumirmos, investirmos ou pouparmos!
