Os Portugueses tem de olhar para o espelho e assumir que erraram na sua conduta. Eles (e eu!) são os culpados pela situação em que estamos. Mas também, são eles (e eu!) que temos de aprender com os erros e procurar mudar a face do país.
Agora andamos apenas a descarregar a nossas fúria, a nossa inconstância, as nossas frustrações nestas figuras do estado. E afinal o ESTADO somos todos nós...
Culpados? Por que é que tu e eu somos culpados da situação do país?
Quem ficou com o saque do BPN?
Quem assumiu para o Estado o buraco do BPN?
Quem gastou dinheiro que não tinha em obras públicas inúteis?
Quem gastou dinheiro que não tinha em submarinos desnecessários?
Quem assinou os contratos lesivos das PPP?
Quem beneficiou com esses contratos?
Quem endividou o país até níveis insustentáveis?
Eu? Não de certeza. Tu? Duvido muito.
O Estado somos todos nós. Mas quem manda e desmanda, quem põe e dispõe, é um establishment, de boys, compadrios, amigos, negociatas.
Nós temos a ilusão da cruzinha no boletim de voto, que elege sempre as mesmas pessoas, alternadamente, mas nunca votamos programas, ideias, leis, pois tudo o que é prometido em campanha não é cumprido depois. O nosso poder é ilusório.
Quanto a Cavaco, devia ter estado calado. Primeiro porque não interessa saber quanto vale a sua reforma. Depois porque está a gozar com toda a população. Se não dá para as despesas, a solução é simples: austeridade. Gasta menos.