O Estado do País

  • Thread starter Thread starter Rog
  • Data de início Data de início
Estado
Fechado para novas mensagens.
Aliás, usando o termo do Passos Coelho, não há exemplo mais piegas do que o Cavaco Silva.

Ou provavelmente estes políticos gostam é de gozar na cara dos portugueses.

Quando se deu a bancarrota parcial de 1892 o rei D. Carlos abdicou voluntariamente de 20 ou 30% do dinheiro que recebia dos contribuintes portugueses. Além disso, D. Carlos era conhecido por ser um homem culto, amante das artes, da Ciência e da natureza. Também era conhecido pelo gosto que tinha pelo convívio com o povo e com os operários, especialmente no Alentejo e no Algarve, onde era muito querido pelos trabalhadores das herdades e pelos pescadores. Portugal tinha então uma Monarquia Constitucional, onde o rei tinha poucos poderes. Os deputados perdiam-se em conversas vãs e imperava o diletantismo. O rei adorava o povo mas desprezava as pseudo-elites de então, cujos descendentes estão agora no Sistema, a repetir os vícios de outrora, especialmente na Esquerda portuguesa. Cavaco nada vale ao lado daquele que foi provavelmente o único GRANDE Chefe de Estado que houve em Portugal!

Curiosidade: sabiam que os ascendentes de muitos dos actuais esquerdistas lusitanos eram misóginos e odiavam a Rainha D. Amélia pela sua importância enquanto figura feminina de relevo da nossa sociedade?
 
Esta choradeira do Carnaval já mete nojo.

Os meus pais herdaram uma pequena empresa e não têm férias nem um fim-de-semana sem trabalho há dez anos! Os clientes chegam a ligar para casa às 23 horas, e que vamos fazer? Perder o cliente? Se falta um empregado e não se arranja ninguém em cima da hora é o meu pai que tem que substituir! Se há um acidente no trabalho são os meus pais que têm levado os empregados às urgências! Os funcionários públicos sabem o que é isso? Ter de trabalhar por duas pessoas? Não ter férias? Não ter um fim-de-semana? Não ter uma noite descansada sem o telefone a tocar? Saber que um erro destrói anos de trabalho? Nojo é o que tenho de quem não pára de reclamar por não haver tolerância de ponto!
 
Concordo com o Passos Coelho,ao retirar alguns feriados,e acabar com as ridículas pontes. Os dias de férias devem ser aquele número fixo,de 22 ou 23 dias de férias por ano.Mas no resto do ano é para trabalhar a sério.

Só não concordo com o aumento incrivel dos passes de metro e comboio.
Já temos o problema de haver pessoas que preferem ficar em casa,a receber o salário mínimo porque a trabalhar receberiam pouco mais.
Agora com preços exurbitantes dos passes,não irá aumentar o número de pessoas que se contentam com ficar em casa a receber o salário mínimo? Queremos mais gente a trabalhar,não mais gente a ficar em casa.
Quase compensa ir de carro para Lisboa :eek:
Acho que colocar passes a 100 euros(sim,quem vem da margem Sul para Lisboa já há quem pague esse preço por mês!) é porque estamos mesmo muito mal.Ou então não foi encontrada outra forma mais justa de aumentar as receitas do estado...
Há muitas medidas importantes que se estão a tomar. Até concordo com a maioria das medidas que ele tem tomado. Escusava é Passos Coelho de vir dizer há uns tempos que era injusto serem sempre os mesmos a pagar a crise,e que não ia por esses caminhos...Mas pronto,conversa para ganhar eleições todos fazem...

Não gosto de política nem tão pouco comento política nem políticos, nem familias politicas,nem famílias com políticos, isto tendo em conta que em determinadas famílias existem politicos que representam forças opostas,logo não entro nem comento negócios deste tipo... política ... porque ciência política é uma outra coisa.

Apenas entro neste tópico porque se fala em passes e para dar um exemplo cá de casa; não moramos em Lisboa no entanto familiares meus que vivem comigo, todos os dias se levantam às 6.00H para entrar no escritório na zona do Parque das Nações às 9.00H, e porquê? Porque o passe é caríssimo; para pagar menos vão de carro até à entrada da A8 porque a zona é outra, mesmo assim para fazer pouco mais de 20Km's o passe aumentou agora para EUR 131,25 (nem mais nem menos)

Já agora e como achega final , quando eu andava no secundário (por outras paragens) recordo-me de ir à secretaria da escola e dávam-me 22 bilhetes (por mês) com um S a vermelho ( o S significava schooll) e tudo funcionava na perfeição, aliás como ainda funciona na perfeição, habituados a ter regras desde pequeninos pois sabiamos que se os bilhetes acabassem antes (na "balda") nos vinham buscar a casa e levavam-nos à escola, e aí a história era outra
 
Curiosidade: sabiam que os ascendentes de muitos dos actuais esquerdistas lusitanos eram misóginos e odiavam a Rainha D. Amélia pela sua importância enquanto figura feminina de relevo da nossa sociedade?

Os "esquerdistas" são homossexuais... o resto é um salve-se quem puder...

14e4280.jpg


«Ainda que o amor de Pedro e Inês seja o mais inspirador do reino de Portugal, as dinastias Afonsina e de Avis são ricas em episódios memoráveis. Relações incestuosas como a de D.Fernando com a sua meia-irmã D.Beatriz; infanticídio, como o próprio terá praticado, afogando no colo da ama o recém-nascido fruto do adultério da rainha; casamentos reais com mulheres já casadas porque o desejo ou as razões de Estado a isso obrigam; casos de bigamia como o de D.Afonso III que resolve casar-se com duas mulheres ao mesmo tempo, para além de ter de gerir pelo menos onze amantes e muitos filhos bastardos; raptos de amantes e de rainhas; desavenças conjugais pitorescas, como a da rainha Santa Isabel que gostava de ‘dar flagrantes’ ao seu esposo D.Dinis; histórias de crimes brutais por desconfiança de traição amorosa; pedidos ao papa de ‘dispensa de parentesco’ porque a segurança do reino fala sempre mais alto e antes casar com um primo do que pôr cá dentro um estrangeiro; reis que roubam a noiva ao filho; casamentos com uma madrasta viúva para poupar no dote quando os cofres do reino enfrentam um vazio financeiro; e claro, muitas outras histórias de maridos extremosos e monogâmicos.

Facto importante a registar durante as primeiras dinastias é que, salvo raras excepções, os reis assumem a paternidade dos seus filhos bastardos, educam-nos muitas vezes em conjunto com os filhos legítimos e reservam-lhes importantes funções no reino ou ‘bons’ casamentos com famílias poderosas. As amantes terão também o seu futuro acautelado, recebendo herdades, vilas e doações em dinheiro.

Tudo isto no livro recentemente editado pela Esfera dos Livros, Amantes dos Reis de Portugal, da autoria de Paula Lourenço, Ana Cristina Pereira e Joana Troni, três historiadoras que deixaram bem expresso nas primeiras linhas do texto que o seu exercício não se destina a ser ‘frívolo, anedótico ou voluptuoso’. Que fique também esclarecido, ainda que aqui e por razões de espaço se retire apenas o ‘sumo’ à História, que o trabalho das autoras está devidamente esplicado e contextualizado e só a leitura do livro pode dar a perspectiva realmente justa de como se conciliam os imperativos políticos com estas histórias de amor e luxúria seculares.

Salte-se, mais uma vez por razões de espaço, as primeiras dinastias e os Filipes e estamos na dinastia de Bragança, iniciada por um filho bastardo. D.João IV não terá sido homem de grandes aventuras, sabe-se no entanto que muitos dos seus encontros amorosos tinham por alcova o coche real e que tinha predilecção por mulheres de baixa condição social. Por uma razão nobre, entenda-se, já que o seu lugar no trono estava pendente do apoio dos nobres e não podia arriscar-se a macular a honra de uma filha ou esposa da nobreza. Teve uma filha bastarda de uma ‘criada de varrer’, nunca a quis conhecer mas já moribundo escreveu-lhe uma carta e fez-lhe várias doações em testamento, trazendo à filha o reconhecimento póstumo como infanta.

O rei pornografado

Situação dramática do costume, morre o primogénito que lhe tomaria o lugar e só resta D.Afonso VI, que logo aos três anos sofre de uma doença que deixa sequelas irreversíveis. É talvez o rei mais humilhado da nossa História, o seu sexo é escrutinado e descrita a sua topografia e performance em todo o pormenor. Apesar da predilecção que revela pelas freiras do Convento de Odivelas (tal como já acontecera com D.Dinis e que, no saldo final, parece ser o local preferido dos monarcas portugueses para as suas realíssimas líbidos), apesar ainda da sugestão de que terá tendências homossexuais por alimentar uma relação priveligiada com um comerciante genovês, a quem dá alojamento no paço num quarto contíguo ao seu, e apesar de todo o tipo de diligências (assistidas e comentadas) para que o rei consiga o seu objectivo intra vas, parece que o rei se descontrola sempre extra vas. Relatos contam que chega a chorar por o obrigarem a dormir na cama com uma senhora, ‘pois o constrangiam a fazer o que ele não podia obrar’. O imperativo de dar um sucessor ao reino é tal, que o assunto extravassa também a intimidade da casa para ser descrito e testemunhado por todo o tipo de gente, de médicos a uma série de mulheres que lhe são enviadas para tentar a proeza de fazer vistoria aos seus órgãos sexuais. Visto que a mulher com quem se casa, D.Maria Francisca Isabel de Sabóia, pede a anulação do matrimónio por incapacidade do monarca e o processo exige que se averigue, os testemunhos atinguem o cúmulo da sordidez. Joana Tomásia, Jerónima Pereira, Isabel de Oliveira e outras tantas deitam-se na cama com Sua Majestade, para concluir por A+B que é tal a impotência de D.Afondo VI que ‘não é para ter ajuntamento com mulher alguma’, como se diz pela cidade. Descrevem com minúcia e depreciação o desenho, tamanho e aparência do seu membro nada viril e como sem virilidade não há poder. Afonso VI, já sob prisão, acaba por assinar a confissão da sua impotência, convencido de que assim conquistará a liberdade. Quatro em um, o irmão D.Pedro, mais dotado pela natureza, lá consegue ser jurado príncipe herdeiro e regente do reino, casando-se nem mais nem menos com a mulher do irmão, a quem interessa igualmente manter o estatuto de rainha, e não tendo assim de devolver-se o seu dote a França, já entretanto gasto a custear guerras. D.Afonso VI é enviado para o desterro em Angra do Heroísmo e mais tarde encerrado no Palácio de Sintra onde morre, diz-se que louco.

Depois de usurpar o trono e a mulher ao irmão, D.Pedro II espalha democraticamente os seus dotes viris entre dois casamentos e amantes impossíveis de contabilizar, a quem demostra os seus préstimos, evidentemente intra vas. A primeira amante, logo aos 15 anos, pede os serviços de uma feiticeira para que ele ‘não se aparte da sua amizade’, acabando o assunto a ser tratado pelo Tribunal da Inquisição. Segue-se uma freira de Odivelas, uma rameira que conheceu num bordel e a quem ‘pôs casa’, uma ‘moça de varrer’ de quem frutificou uma bastarda (a quem D.Pedro conseguiu que se tratasse como ‘Sua Alteza’), várias cortesãs que a rainha, despeitada, vai expulsando do paço, uma lavadeira e, pelo caminho, vários filhos bastardos que convivem com os irmãos legítimos e que o rei obriga a serem igualmente tratados por ‘Sua Alteza’. Para além de ter o costume de sair à noite para estar com prostitutas, sabe-se que gosta também de negras e mulatas e que entre a sua imensa prole tem pelo menos um filho de ‘cor parda’ que virá a ser frade.

D.João V, o campeão olímpico que se lhe segue na linha sucessória, assediava de tal modo as mulheres que chegou a montar-se guarda às câmaras e a tentar várias medidas e regulamentações para contolar a circulação no paço. Muitíssimo generoso em amantes e nas somas avultadas e presentes que lhes dá, aproveita a época de riqueza no reino para dar lagas à sua extravagância. É também a época áurea de regabofe no Convento de Odivelas. Frades, padres, fidalgos, poetas e músicos são visita assídua às freiras. Deste convento saem também os três filhos bastardos reconhecidos por D.João V, ‘os meninos da Palhavã’ (porque foram educados no palácio onde é hoje a Embaixada de Espanha), todos eles filhos de freiras diferentes, sendo preferida a madre Paula, que já era amante do conde de Vimioso e a quem o rei teve de dar em troca duas outras freiras, para ficar com Paula para si. Ao contrário do que aconteceu com as outras mulheres, a esta não deixou depois do parto, proporcionando-lhe a ela e à sua família alto bem-estar económico. Famoso pela imaginação com que delapida os cofres do reino, constrói-lhe ainda uma casa feérica, com tectos a talha dourada, camas forradas a lâmina de prata e jarros de prata para urinar. Sabe-se que era ciumento e possessivo, mandando matar os amantes de uma cigana com quem se relacionou e que, pelos vistos, não se contentava com os prazeres da alcova real. Depois da madre Paula mais um amor louco com uma senhora, que não deixou por isso de incluir no arrolamento a posse da sua criada. Já pelos cinquenta anos ainda mandava comprar afrodisíacos para manter a centelha, mas no fim da vida acaba transformado num homem com ‘forte pendor religioso’.

Apesar de D.José I gozar da mesma fogosidade que o pai, preocupa-se com a opinião pública, mantém sigilosos os seus casos ilícitos e não reconhece publicamente qualquer filho bastardo. A rainha Maria Vitória é ciumenta, ao ponto de proibir a presença de actrizes no teatro, passando os papéis femininos neste reinado a ser desempenhados por homens. Mas a precaução do rei com a sua imagem acaba no dia em que conhece Teresa Távora, cuja família acabará por ser implicada no atentado ao rei, vindo todos, crianças incluídas, a ser brutalmente torturados e executados em praça pública no cais de Belém, e o nome Távora a ser banido de Portugal. Salvam-se a amante e a filha, que ficarão a viver num convento com direito a pensão mensal do rei.

Ponto parágrafo para uma mulher

D.Maria I, filha de D.José, é a primeira mulher a subir so trono de Portugal. Casa-se com o irmão do pai, D.Pedro III, para que a coroa não seja reclamada por um estrangeiro, e apesar da diferença de 18 anos juntos formam o casal mais ‘harmonioso da História de Portugal’, dizem as historiadoras. Nenhum senão a relatar na vida conjugal e política.

Sobre D.João VI nada definitivamente esclarecido, a não ser que rei e rainha são inimigos públicos declarados. Casa-se com a infanta espanhola D.Carlota Joaquina, ela ficará para a história como ninfomaníaca e até assassina do próprio marido, ele como homossexual, já que há testemunhos de que tinha uma relação priveligiada com um camareiro a quem tratava em carta por ‘Meu Francisco’ e ‘Meu Amor’.

Por oposição ao pai. D.Pedro IV mostrará um carácter viril, ‘exarcebadamente erotizado’, dizem as autoras. E, a ver pelo relato, deu mais que um grito do Ipiranga sobre os valores tradicionais. Libertino e insaciável, leva tudo a eito: casadas, solteiras e viúvas, de qualquer raça e condição social, a dois ou a três se as irmãs se juntassem, criadas e restantes mulheres da casa incluídas. Casado com a princesa austríaca Leopoldina, cujo sofrimento e humilhação eram partilhados pelo povo brasileiro, D.Pedro tinha o desplante de levar mulher e amante juntas nas representações oficiais. Domitília era a amante, aquela a quem devota o seu mais escaldante amor, não deixando evidentemente de engravidar pelo caminho a sua irmã. Elevou toda a família à nobreza, tornando-a uma das mulheres mais ricas do Brasil, e quando a imperatriz Leopoldina, num último assomo de dignidade, pretende voltar à Áustria, D.Pedro bate-lhe violentamente, acabando a esposa por vir a morrer de sofrimento, como é comentado por todo o povo. Entre os vários jogos que alimentam a relação com Domitília, constrói-lhe um palácio à frente do seu. E à janela – cada um nos seus domínios – ela vai fazendo cenas exibicionistas e ele, voyeur, vai-lhe dando indicações. Entre legítimos e bastardos que deixa espalhados pelo mundo, conhecem-se pelo menos vinte e cinco.

Mais um ponto parágrafo para D.Maria II, casada com D.Fernando, primo direito da rainha Vitória de Inglaterra. Constroem uma família feliz e uma união onde reina a confiança mútua, palavras que o próprio deixa escritas no diário, no dia em que a rainha morre.

Ao que parece um dos mais bonitos príncipes da Europa, o seu filho D.Pedro V, sai em versão puritana. Apelidava as damas da corte de ‘aventesmas’ e não suportava a futilidade das mulheres desta ‘terra de laranjas e limões’. Levava uma vida de eremita com os seus livros até conhecer a princesa alemã D.Estefânia, por quem virá a ter uma grande adoração e com quem consegue casar-se apesar de todos os obstáculos que lhe são apresentados. Foi o encontro da alma gémea’, dizem as historiadoras, união perfeita baseada no ‘princípio sublime e cristão da companhia no casamento’, onde havia total compreensão mútua, palavras que o próprio deixa escritas para a posteridade. A rainha morre cerca de um ano depois do casamento e D.Pedro morre também precocemente, aos 24 anos.

O aberrante e o extravagante

Sucede-lhe o irmão D.Luís, Lipipi como era tratado em casa, mais partidário do folguedo e do vinho. Casa-se com D.Maria Pia, filha do rei italiano, relação que começa por ser de paixão e cumplicidade e que acaba por desabar, devido ao regresso do rei aos seus entretenimentos extraconjugais, entre eles o caso famoso com a actriz Rosa Damasceno. D.Luís tera comportamentos diz-se que ‘aberrantes’ (como a escrita de cartas eróticas a várias mulheres que depois lhe vão extorquindo dinheiro) e D.Maria Pia, não lhe ficando atrás, torna-se personagem extravagante, gasta fortunas em vestidos e arranja também um amante, pelo que evidentemente será mais condenada do que ele. Mas acabam a história em família, ela ‘piedosa’ junto ao marido, quando o rei agoniza no leito de morte.

Com o filho D.Carlos repete-se a situação. Começa um casamento de uma ‘felicidade profunda’, nas palavras da própria rainha D.Amélia, até que o rei volta à campanha amorosa mais sistemática, por este condado afora. ‘Coleccionava as camponesas da Estremadura ao Alentejo como quem apanha flores’, contará a rainha. Desde cedo que também ele não escolhe classe social, tanto lhe faz filhas de fidalgos ou de jardineiros, e sabe-se que até que costumava ir à biblioteca do Convento de Mafra para apreciar os livros de estampas dos frescos pornográficos de Pompeia. O seu ‘deboche e avidez’ (mais uma vez adjectivos da rainha) eram tão públicos e tão incómodos socialmente, que chegaram a inspirar um romance escandaloso de um autor e tipógrafo anónimos, que em 48 horas vendeu seis mil exemplares.

Do curto reinado de D.Manuel fica apenas a paixão, mais uma vez publicamente censurada e que enche as páginas dos jornais, por Gaby Deslys, actriz e bailarina de music-hall que á conta do romance real conquistará os palcos de Paris, Londres e Nova Iorque. Já no exílio, D.Manuel virá a casar-se num principado da Floresta Negra com a prima D.Augusta Vitória, que já nunca chegará a ser rainha ou a conhecer Portugal.»

http://www.esferadoslivros.pt/livros.php?id_li=125
 
Passos Coelho tem razão no discurso da pieguice (mesmo assim tem sorte, seria muito pior se estivesse a lidar com gregos ou italiano) e tem todo o direito de não dar tolerância de ponto no Carnaval. E também o teria se desse, é uma decisão que cabe ao governo e será julgado por tal. Eu pessoalmente, nunca entendi as tolerâncias de ponto, quer sejam o Carnaval, na véspera de Natal ou em visitas do Papa, acho que para essas ocasiões servem os dias de férias. Mas...

Ontem ouvi Passos Coelho a dizer algo, que passou despercebido (o que só mostra a oposição incompetente que temos) que é simplesmente um disparate. Disse ele que o benefício para Portugal de se trabalhar no dia de Carnaval correspondia a um aumento do PIB igual à divisão do seu valor pelo número de dias trabalhados num ano. Ou seja, o benefício seria, aproximadamente de 0,4% do PIB (considerando que se trabalham 230 dias ao ano). Isto é intelectualmente desonesto. Muitas vezes se acusa a esquerda de demagogia quando culpa os ricos, as reformas douradas, etc, pela crise. A questão dos feriados é a demagogia equivalente da direita. O argumento de Passos Coelho é tão estúpido, que se pode reduzir ao absurdo: se o défice deste ano ronda os 6%, os portugueses só teriam de trabalhar mais 14 dias por ano para termos défice zero. Já nos tendo tirado 4 feriados, não dando tolerância e ponto no Carnaval, nem na quinta feira santa, sobram apenas mais 8 dias num ano. Bastava até, cada português trabalhar um sábado por mês, para não só termos défice zero, como podermos aplicar um mini choque fiscal. Alguém acredita que seria assim? Claro que não.

E não porquê? Esquecendo o importante detalhe de a tolerância de ponto se aplicar exclusivamente aos trabalhadores do Estado, que é um sector que pouca riqueza produz, a maioria da produção nas empresas em qualquer lado é feita com prazos. Há uma encomenda para ser entregue até dia tal, o projecto tem de ser finalizado até ao fim do ano, as colheitas têm de ser feitas antes de começar a chover. Portanto a permanência de mais um dia no posto de trabalho não vai aumentar a produção, vai simplesmente dar alguma folga temporal, não fazer as coisas tão à pressa. Para além disso vários sectores fundamentais para o nosso PIB, como o turismo e derivados (restauração, indústria hoteleira) têm uma produtividade inversamente proporcional ao número de feriados que nos dão. E ainda por cima, como já referiu o Frederico, a maior parte dos pequenos empresários não tem fins de semana, feriados, férias, portanto o governo dar ou não dar os feriados não vai afectar em nada a sua produção.

Não nego que uma tolerância de ponto possa influenciar o nosso PIB, mas apenas muito ligeiramente, nunca a enormidade que o Primeiro Ministro referiu.
 
Aliás, usando o termo do Passos Coelho, não há exemplo mais piegas do que o Cavaco Silva.

Ou provavelmente estes políticos gostam é de gozar na cara dos portugueses.

:thumbsup::thumbsup::thumbsup::thumbsup::thumbsup::thumbsup:
 
ensino gratuito em Portugal até ao 12.º ano

aumento brutal da exigência e punições para os «baldas».

Gratuito? só em livros no início do ano vai mais que um ordenado mínimo, livros estes que é imperativo que os compres, mas mais de metade nem vais usar, e o que usas nenhum é usado completamente.
Mais almoços e transportes fica bastante caro, só em autocarro iam quase 200€/mês.

Sempre que andei na escola era considerado «baldas», tudo isto porque por vezes chegava 5 minutos atrasado de manhã, ou faltava uns dias por semana devido a uma constipação(para justificar tinha de ir ao médico, mas para ir ao médico tinha o meu encarregado de educação que faltar a uma manhã de trabalho e ainda pagar não sei quantos euros para a consulta), tinha um horário extremamente cheio e ainda trabalhava aos fins de semana...

Acho que podiam era facilitar a vida um bocado, nos estados Unidos um aluno recebe "Extra credit" se não faltar dia nenhum, aqui assumem que todos não faltam dia nenhum! :lol:

É simplesmente ridículo, fui para um curso profissional para suavizar o custo dos livros, mas só posso dar 3 faltas por disciplina na duração do curso(3 anos)... é ridículo.

O mais ridículo ainda é que tinha a média mais alta da turma, e mesmo assim chumbei, outros que tinham média e 8-9 foram passados porque estavam lá todos os dias a horas. O que interessa mais, estar lá a horas e na altura dos exames não saber nada, ou por vezes faltar e na altura do exame não ter dificuldades?

Acho que muitos deixam a escola mesmo por isto.
 
Boas notícias para a agricultura. Falta resolver ainda o problema da ausência de um mercado fundiários dinâmico para que os jovens agricultores tenham acesso a terra com rendas justas. A solução pode passar pela taxação das mais valias imobiliárias e pela punição fiscal dos herdeiros que não se «entendem» durante décadas a fio. Na minha terra, por exemplo, há imensas quintas ao abandono e casas a cair porque os herdeiros não querem partilhar! E assim fica tudo abandonado 5, 10, 15, 20 anos! Há uns tempos falou-se em fazer um inventário nacional das terras para resolver este e outros problemas do nosso Ordenamento, mas como custava perto de 1000 milhões de euros ninguém quis saber, pois havia outras prioridades como o TGV.



Exportação de frutas e legumes deve chegar aos €1000 milhões
As exportações de frutas e legumes deverão atingir os €1000 mlhões este ano, prevê o presidente da Portugal Fresh, mostrando-se confiante na apetência dos mercados internacionais para superar a "recessão" do consumo interno.

As exportações portuguesas de frutas e legumes deverão atingir os mil milhões de euros este ano, prevê o presidente da Portugal Fresh, mostrando-se confiante na apetência dos mercados internacionais para superar a "recessão" do consumo interno.

Cerca de 40 produtores nacionais de frutas e legumes vão, a partir de quarta-feira, mostrar a sua oferta em Berlim, na Fruit Logistica, uma das maiores feiras do setor, apostando fortemente na divulgação internacional dos seus produtos para contrariar a crise interna.

O presidente da Portugal Fresh (Associação para a promoção das Frutas, Legumes e Flores), Manuel Évora, salientou o comportamento positivo das exportações, que deverão ter aumentado 12 por cento entre 2010 e 2011, passando de 800 para 900 milhões de euros, e espera que as vendas internacionais cheguem aos mil milhões de euros este ano.

Manuel Évora adiantou que África e a Europa continuam a ser os principais destinos dos hortícolas nacionais, mas destacou também o aumento das exportações para a América Latina, sobretudo o Brasil, "apesar de ainda ser necessário eliminar barreiras alfandegárias".




Ler mais: http://aeiou.expresso.pt/-exportaca...ar-aos-83641000-milhoes=f703118#ixzz1lkM4CvYn
 
Amando, o ensino português segue um modelo diferente do ensino de outros países, especialmente desde 1974. Há modelos onde contam apenas os conhecimentos dos alunos, conta apenas o resultado da avaliação feita em exames escritos, teóricos ou orais. Em Portugal em todos os níveis, até no Superior, há o modelo das avaliações ditas «contínuas», dá-se uma importância desmesurada à dita participação, apresentações, trabalhos, pontualidade, comportamento, etc. Há modelos que separam a avaliação dos conhecimentos da avaliação da postura. Por exemplo, um aluno pode ter 20 e nunca falar por ser tímido, ora em Portugal em muitas escolas e disciplinas esse aluno nunca teria 20 mesmo tendo conhecimentos para tal porque não «participava nas aulas». Um aluno pode ter 20 e ter um comportamento menos bom, sendo que o mau comportamento seria punido de outra forma, não na nota, mas por exemplo, com trabalho comunitário. O modelo que temos em Portugal gera injustiças graves! Os alunos «favoritos» dos professores acabam por sair muitas vezes beneficiados, mesmo que tenham notas piores que outros alunos que não estão na lista dos «favoritos». Digamos que em Portugal com o modelo que temos compensa ser «graxista» e carpete dos professores!

Quanto aos livros, o Estado só não os faz na Imprensa Nacional a baixo custo porque não quer! Poderíamos ter livro único, e o aluno saberia que se soubesse tudo o que estava no livro oficial poderia ter 20 no exame nacional, ora isso implicaria mexer com o lobby das editoras! Claro que para as famílias seria uma poupança brutal, mas algum político teria coragem de avançar com essa medida?
 
Knyght, ela não usou as palavras certas e provavelmente nunca pôs os pés na ilha, mas tens de admitir que há exageros, e por cá também os temos, no Continente.

O Governo e as Câmaras nos últimos anos têm tentado mostrar que se preocupam muito com o ambiente, mas a realidade é outra. Fala-se muito na questão da eficiência energética e na poupança de recursos energéticos, mas o se passa é totalmente o contrário. Na minha zona há quilómetros e quilómetros de estradas rurais sem habitações com iluminações nocturnas dignas de uma avenida de uma cidade! Agora imaginem o que é este cenário por todo o país, pois suponho que de Norte a Sul não seja muito diferente. Quanto se pouparia se as autarquias retirassem as iluminações desnecessárias? Então e as rotundas? Já andei de carro em alguns países europeus e nunca vi tantas rotundas como há em Portugal! Nem falo nos elefantes brancos como os Estádios do Euro, o CCB, alguns Projectos de Interesse Nacional do sector do Turismo, entre outros! A Senhora Merkel tem toda a razão, foi apenas injusta quando mencionou apenas a Madeira, deveria sim ter dito Portugal!
 
fred...

Miguel Gouveia disse:
Goste-se ou não, a realidade é que os fundos estruturais que serviram para co-financiar a execução das "grande obras" na Madeira foram todos aprovados no contexto de Quadros Comunitários de Apoio.
A Comissão Europeia esteve presente na fiscalização da utilização dessas verbas, pelo que se a Srª Merkel tem uma palavra a dirigir, dirija-a à CE e aos responsáveis pela aprovação dos projectos.
 
Ich liebe der Kapitalmarkt

O maior banco privado alemão, Deutsche Bank, vendeu um fundo de seguros de vida que consiste em apostar na morte de pessoas, lucrando mais se estas morrerem mais cedo, noticia o jornal Süddeutsche Zeitung.

De acordo com a mesma fonte, o investimento eleva-se a 700 milhões de euros, garantido sobretudo por pequenos investidores. Quando perceberam o tipo de investimento que lhes tinha sido proposto, alguns deles dirigiram-se ao provedor da associação de bancos, que rejeitou as reclamações mas formulou críticas à forma como este fundo foi constituído e funciona, considerando que é difícil de conciliar um produto destinado a valorizar economias pessoais com valores como o do respeito pela vida humana e a dignidade do ser humano.

Um advogado que representa alguns destes pequenos investidores disse ao mesmo jornal que vai apresentar o caso à justiça alemã durante esta ou na próxima semana, porque se entende que o negócio "é contrário aos bons costumes e, portanto, nulo e sem efeito". O advogado em causa, Tilman Langer, de Hamburgo, representa cerca de 30 investidores neste fundo, denominado como "db Kompass Life 3", entende que a justiça deve permitir a devolução do dinheiros destes investidores, que estavam, na verdade, a apostar em seguros de vida de cerca de 500 norte-americanos. As contas são feitas com referência a cidadãos entre os 72 e os 85 anos, que têm de dar provas regulares sobre os seus dados de saúde Quanto mais cedo estas pessoas morrerem, mais depressa o fundo deixa de pagar os respectivos seguros, obtendo assim mais dividendos.

A queixa original sobre este assunto dizia respeito à baixa rendibilidade deste fundo, o que decorria do facto de o banco estar a usar tabelas de mortalidade (que prevêem a longevidade média) desactualizadas. Como a longevidade média continua a aumentar, mas as tabelas usadas eram antigas, o prémio pago pelo fundo não correspondia às expectativas dos investidores.

Recebida a queixa, a provedoria da associação de bancos dirigiu a sua atenção para as regras do fundo. Para um procurador citado pelo mesmo jornal alemão, este fundo é um "macabro jogo de contas", de que alguns clientes diziam não ter consciência. O banco não quis comentar o caso quando confrontado pelo jornal.

http://economia.publico.pt/Noticia/...o-de-investimento-que-aposta-na-morte-1532784
 
Estado
Fechado para novas mensagens.