O Estado do País

  • Thread starter Thread starter Rog
  • Data de início Data de início
Estado
Fechado para novas mensagens.
Obviamente a Troika não tem uma ligação direta a este caso, mas indiretamente terá a muitos futuros casos semelhantes, estas politicas com o tempo vão criando "metatáses"

Vince, a abertura de fabricas mesmo onde os salários são mais altos são quase uma miragem, abrem algumas empresas baseadas na economia do conhecimento e quadros altamente qualificados, mas estas não dão emprego em massa, são insuficientes para o "boom" de desemprego que assistimos todos os dias. Pela a Europa, a Nestlé despede aos milhares, a NEC despede 10000, etc.

O que está a falhar? naturalmente não me acredito que as pessoas deixaram de produzir tanto como produziam no auge dos anos 90. Está a minar a economia a grande quebra de consumo, isso deve-se a politicas contrárias ao estimulo económico, dar condições ao consumo. No séc. XVII depois da migração em massa para as cidades as pessoas ganharam grande poder de compra, não apenas porque produziam mais devido ao avanço tecnológico, mas também houve uma visão de dar maiores condições às pessoas, mais tarde já com taylor, pensou-se em aumentar a eficiencia da produção, fizeram-se uma série de estudos tornando o homem mais eficiente, descuidando as suas necessidades, resultado outra depressão económica. Mais tarde voltou-se a abordar as necessidades humanas, a economia cresceu... Hoje com estas politicas voltamos atrás no tempo...
 
Obviamente a Troika não tem uma ligação direta a este caso, mas indiretamente terá a muitos futuros casos semelhantes, estas politicas com o tempo vão criando "metatáses"

Vince, a abertura de fabricas mesmo onde os salários são mais altos são quase uma miragem, abrem algumas empresas baseadas na economia do conhecimento e quadros altamente qualificados, mas estas não dão emprego em massa, são insuficientes para o "boom" de desemprego que assistimos todos os dias. Pela a Europa, a Nestlé despede aos milhares, a NEC despede 10000, etc.

O que está a falhar? naturalmente não me acredito que as pessoas deixaram de produzir tanto como produziam no auge dos anos 90. Está a minar a economia a grande quebra de consumo, isso deve-se a politicas contrárias ao estimulo económico, dar condições ao consumo. No séc. XVII depois da migração em massa para as cidades as pessoas ganharam grande poder de compra, não apenas porque produziam mais devido ao avanço tecnológico, mas também houve uma visão de dar maiores condições às pessoas, mais tarde já com taylor, pensou-se em aumentar a eficiencia da produção, fizeram-se uma série de estudos tornando o homem mais eficiente, descuidando as suas necessidades, resultado outra depressão económica. Mais tarde voltou-se a abordar as necessidades humanas, a economia cresceu... Hoje com estas politicas voltamos atrás no tempo...

O que está a falhar é a economia global ou globalização.

Se queremos queremos ser competitivos, temos certos parâmetros a atingir, mas que à mínima recessão (ou outros fatores de mercado) poderão ser desnecessários por exemplo: contratação/dispensa de trabalhadores.

Mas a necessidade humana é que naturalmente pede uma globalização, ao tentar conhecer outras culturas, gostar de comer um belo abacaxi, etc.
 
Mago, lê isto, e vais admitir que o que disseste sobre a troika foi uma tirada demagógica:
http://www.agenciafinanceira.iol.pt...ica-despedimentos-automovel/1326363-1728.html

Se calhar as pessoas deviam era interrogar-se porque é que há fábricas que até abrem ao lado em países onde os salários até são mais altos.

Nos últimos tempos parece que vale tudo, inventar, deturpar declarações (Merkel sobre a Madeira, Passos sobre "Piegas", etc), falsificar, manipular, enganar. A Merkel é o novo Hitler, como se a maior parte dos países europeus não pensasse rigorosamente o mesmo sobre a Grécia, simplesmente está tudo caladinho atrás das costas largas da Alemanha a ver a Merkel levar a porrada toda. Até transformar manifestações de 40 mil pessoas em 300 mil se faz por cá. Já não há pachorra para a extrema esquerda nacional. Entretanto parece que vem aí mais uma greve geral. Enfim, deve ser aí que está a solução do país.

Quanto ao desemprego, ficarei surpreendo se até 2014 não chegar aos 20% e só a partir daí começar a melhorar a situação, inevitável este cenário desde há muitos anos atrás. Com Troika ou sem Troika, este destino era irreversível. Sem a Troika ainda seria pior, pois aos milhares de desempregados do sector privado acresceriam milhares do sector público que seria a única solução num país sem credito.
O país só melhorará quando significativa parte dos trabalhadores migrarem de sectores não produtivos (seja privado seja público) para os produtivos. E isso vai levar anos, pois não se reinventa um modelo económico a correr. Ou acham que a solução está em mais investimento público ? Construir mais autoestradas, será isso ? Ou no sector da construção, construir mais casas ? Mais centros comercial ? Vender mais carros a crédito ? Mais eólicas subsidiadas ? Mais barragens ?

Desemprego em 20%?

Seria o caos completo. Nem será necessário chegar a esse valor, bastará os 17/18%, em virtude dos baixos salários, pensões e subsídios pagos em Portugal.

Penso que será o limite para os portugueses deixarem de acreditar num futuro.
 
Já tinha escrito aqui que o desemprego iria chegar a valores altíssimos, devido à quebra dos sectores sobredimensionados. Para já estão a fechar muitas lojas do comércio tradicional, alguns restaurantes, cafés, imobiliárias. Mas acredito que muitas grandes superfícies não irão sobreviver, Portugal é o país da UE com maior área comercial por habitante, algum dia isto terá de estoirar. E vai começar a estoirar este ano.

Algo que me preocupa imenso é a situação da Banca. Vejo muito dinheiro investido em projectos que não me parecem viáveis, como tantos centros comerciais, o Autódromo do Algarve, mega-projectos urbanísticos no Sul do país que estão a ser um flop. Ainda há o problema do aumento do crédito malparado. E não me parece que haja condições para salvar os bancos, para nacionalizar.

Um sector que está a ter uma quebra considerável é a construção, mas aí mais cedo ou mais tarde teria de ocorrer a hecatombe. Somos o segundo ou o terceiro país da UE onde há mais casa própria, o que é estranho tendo em conta que somos também o país mais pobre da Europa Ocidental. E sem dinheiro para obras públicas a situação fica ainda mais negra para o sector.

Aqui no Porto alguns professores de Economia defendem que o desemprego elevado forçará os portugueses a voltarem-se para os sectores que estão menos aproveitados, como a agricultura ou a indústria. E que este elevado desempregado, a longo prazo, até terá o seu lado positivo.

No entanto, faltam muitas reformas para que haja condições para investir em Portugal. A Banca dificulta a vida, não há mercado de arrendamento decente, a carga fiscal está demasiado elevada, não há solos para arrendar, os preços dos terrenos continuam elevadíssimos, etc. Como diz o Vince, será uma longa travessia do deserto.
 
... Eu que toda a vida sempre fui um "americanista", nos ultimos tempos tornei-me um europeista, de linha dura, ou merkelista, como queiram chamar, ao mesmo tempo que ironicamente acho que os EUA caminham para o abismo ao fabricarem moeda Fiat atrás de moeda exportando a inflação de forma diluida para o mundo...

O EUA é uma bolha que está sempre prestes a estoirar e depois uma máquina de notas retira um pouco de pressão nessa bolha.

A redução da natalidade e diminuição a imigração irá ditar a sentença desse país.

Na Europa, como era óbvio para a solução desta recessão, a exportação é rainha... mas quem será o país importador?

Bons importadores, temos a Venezuela, Angola, Brasil, (sim, exportam petróleo) entre outros, que se encontram a milhares de quilómetros e não são competíveis aos produtos mais perecíveis ou de maior rácio financeiro.
 
Islândia "ultrapassa" Portugal

“A restauração da notação da Islândia para um nível não-especulativo reflecte o progresso feito na restauração da estabilidade macroeconómica”, escreve Paul Rawkins, director para as notações de dívida soberana da Fitch, numa nota divulgada nesta sexta-feira pela agência.

Rawkins também elogia “os avanços nas reformas estruturais” conseguidos pela Islândia desde a crise bancária de 2008.

As outras duas grandes agências de notação financeira – Standard & Poor’s e Moody’s – já haviam elevado as respectivas notações da Islândia a níveis acima de “lixo”.

A Islândia foi o primeiro país cujas finanças sofreram um impacto directo da crise financeira que se sucedeu à falência do banco de investimentos norte-americano Lehmann Brothers, em 2007.

No ano seguinte, os três principais bancos islandeses entraram em incumprimento e foram nacionalizados. A Islândia viu-se então obrigada a recorrer ao Fundo Monetário Internacional (FMI). Ao cabo de três anos, a Islândia concluiu o programa de assistência contratado com o FMI e entretanto formalizou um pedido de adesão à União Europeia.

Para além disso, nota a Fitch, “a Islândia tem estado no pelotão da frente da consolidação orçamental entre as economias avançadas”. O défice primário (isto é, sem incluir o pagamento de juros) do Estado islandês reduziu-se “de 6,5% do PIB em 2009 para 0,5% em 2011”, acrescenta a agência.

“Até agora, a Islândia parece ter sido pouco afectada pela crise da dívida soberana na zona euro e, embora o crescimento deva abrandar para entre 2 a 2,5% em 2012-13, a Fitch não espera que a Islândia volte a entrar em recessão”, lê-se no comunicado divulgado pela agência.

Fonte: Público
 
Estaleiros navais sem solução se Açores recusarem navio

O presidente da empresa que gere os estaleiros de Viana disse no Parlamento que a solução é política e envolve o envio do ‘ferry’ Atlântida para os Açores.
O presidente da Empresa Portuguesa de Defesa (EMPORDEF) foi ontem ao Parlamento dizer que a entrega do ‘ferry' Atlântida aos Açores é a chave para garantir a sobrevivência dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC). E que não tem um plano B para impedir o encerramento da empresa estratégica de construção e reparação naval. Vicente Ferreira fez apelo directo aos deputados da Comissão Parlamentar de Defesa para intervirem no sentido de resolverem o impasse, em conjunto com o Governo, a Assembleia da República e o Governo Regional dos Açores.
Mas a única resposta política imediata foi a convocação do presidente da empresa açoriana AtlânticoLine, Carlos Reis, pelo PSD, para justificar a recusa do navio pelo Governo Regional dos Açores através desta empresa. E a convocatória da secretária de Estado do Tesouro, Maria Luís Albuquerque pelo PS, para explicar a posição das Finanças sobre a alegada ilegalidade de conceder verbas adicionais aos ENVC.
Vicente Ferreira avaliou em 57 milhões de euros o custo actual do Atlântida, imobilizado na Base do Alfeite há mês e meio. "A solução é política e, se não existir, não temos outra alternativa na nossa modesta contribuição", disse o presidente da EMPORDEF, que salientou a impossibilidade de manter a carteira de encomendas aos estaleiros devido às limitações financeiras impostas pelo Orçamento do Estado através da Lei da Programação de Infra-estruturas Militares e do PIDAC.

Económico

Eu também vou encomendar um navio novo e depois também não o vou querer pagar ... À borla fica mais barato. :lmao:
 
Lousano, a Islândia desvalorizou a moeda para metade em 2008. As pessoas também empobreceram. Provavelmente mais do que empobrecemos até este momento em Portugal, apesar de muita gente por cá falar do bom exemplo "islandês"...

Pensem por exemplo nas poupanças, incluindo pensões, no impacto que as desvalorizações e inflação tem sobre isso. O pior inimigo da poupança é a inflação e desvalorização. Mas há quem venda o "pacote" de ambas as soluções, inflação e desvalorização, iludindo as pessoas porque as mesmas mantêm o mesmo salário, não se apercebendo que o mesmo perde valor.

E já agora, nos últimos tempos tenho falado com empresários que me tem dito que apesar de acharem que a nossa moeda € é cara, que daria mesmo muito jeito ser mais competitiva e "barata", esses empresários disseram-me que preferem assim, que temem muito mais os riscos cambiais no seu negócio com uma futura moeda nacional muito instável. Os bons empresários não procuram a competividade através de desvalorização de moeda ou diminuição de salários, preferem a estabilidade da situação actual, apesar da mesma ser dura e exigente.

Vince, eu sempre referi que a fatura dos islandeses foi muito cara e ainda o é devido à extrema inflação.

O tema foi realce meu, com ironia do ultrapassar.
 
Já estou farto de ver comparações com a Islândia por todo o lado.

Ora vejamos:

- O país tem menos de 400 000 habitantes, ou seja, tem aproximadamente o mesmo número de habitantes que o Algarve, a Madeira ou o concelho de Sintra.

- A Islândia tem imensos recursos naturais. Por exemplo, o país tem fontes de energia barata (geotermia) que lhe permitem produzir alumínio a baixo custo.

- A Islândia é o país da Europa com maior mobilidade social. Tem ainda um dos melhores sistemas de educação do mundo.

- A ilha tem uma sociedade civil muito activa e interventiva. Caso, por exemplo, das questões ecológicas.


Agora vejamos Portugal:

- Mais de 10 milhões de habitantes.

- Sem uma sociedade civil forte e com poder.

- País com menos mobilidade social na Europa Ocidental.

- Escassos recursos energéticos.

- Piores estatísticas da Educação da Europa Ocidental.
 
Portugal teve um processo de destruição total do carácter do seu povo perpetrado por uma religião durante 300 anos. Ainda hoje no Vaticano, nesse maravilhoso reino dos céus...

"A mulher deve poder ficar em casa, ou, se trabalhar fora, num horário reduzido, de maneira que possa aplicar-se naquilo que é a sua função essencial, que é a educação dos filhos", defende D. Manuel Monteiro de Castro, novo cardeal da Igreja Católica, considerando a falta de apoio do Estado à família um problema em Portugal - Correio da Manhã.

250 anos antes...

«O Verdadeiro Método de Estudar é um livro escrito por Luís António Verney, o mais activo e excelso estrangeirado português, sendo a obra mais conhecida deste autor português.

"O Verdadeiro Método de Estudar", manifesto da modernidade do pensamento de Luís António Verney, à luz da Europa iluminista, é uma obra em dois generosos volumes, publicada em 1746, reeditada em 1747, escrita por um enigmático religioso Barbadinho da Congregação de Itália, máscara onomástica do renovador Luís António Verney que sabiamente preferiu ocultar o seu nome devido à omnipresença e omnisciência de um clima cultural profundamente avesso a obras de ruptura.

De fato, as suas páginas são de um progressismo notável que motivou fortíssimas reações e acesa polémica devido às orientações pedagógicas defendidas (entre elas, o acesso da mulher à Educação), tributo às investigações desenvolvidas por Verney e aos seus contatos com as ideias basilares do Iluminismo.

Esta obra chave é constituída por dezesseis cartas que o autor Barbadinho escreve a um doutor de Coimbra.»
 
Concordo com tudo o que disseste Frederico.

Aos outros posso dizer que realmente a palavra crise é inexistente neste momento na Islândia. O país teve uma "revolução" nas ruas em 2008, derrubou o governo e depois de algum caos durante uns 4 meses, recuperou muito bem. Mais para a frente, vou referir que realmente isto não pode ser aplicado em Portugal, que a comparação realmente não pode ser transposta.

Também costumo muita gente ouvir dizer que a Islândia é que sofreu. Mas na verdade não sofreu muito, um pouco claro, mas creio que Portugal têm vivido tempos muitos sofridos do que alguma vez a Islândia viveu desde 2008. Pelo menos é a minha visão como cidadão em ambos os países. Mas como o Frederico disse, é fácil para um país nórdico de pouquíssima população e elevada educação, recuperar da crise que teve.

Inflação? Sim, Lousano, é maior do que na Europa, mas não é extrema. Sim, os preços aumentam bastante de ano para ano, tipo uns 5-10%, mas a inflação é estável. Afinal é um aumento que apesar maior que Portugal, não se nota pois os salários que já de si são relativamente elevados também aumentam ao mesmo passo, e existe um optimismo generalizado na população como disse acima. Austeridade aqui é outra palavra que não existe no quotidiano, nem nas notícias, nem nas conversas de café.

Se os islandeses empobreceram? Sim. Mas é do género: se se ganhava um salário de 3000 euros, agora ganha-se 1500 euros, pelo mesmo custo de vida, que é um pouco acima de Portugal (talvez o dobro dos preços). Afinal, parece que a Islândia é actualmente somente um pouco mais rica que Portugal, não muito mais. Mas parece que ninguém se preocupa com essa questão aqui. Isto é o que vejo tanto no countryside, tanto como nas cidades. E eu não me queixo da minha vida também (afinal se não visse beneficio de estar aqui, eu não estaria). Como o disse, pelo menos é muito agradável o simples facto de as palavras crise e austeridade não existirem cá.

Realmente o que se passou aqui é difícil de se aplicar em Portugal, pois são duas culturas diferentes. E sobretudo, ninguém o disse, Portugal não o pode fazer por estar dentro da UE. Porém, o que o governo islandês fez é invejável. É que parece que tudo funcionou mesmo. Os bancos nacionalizados, a economia levantou-se de novo, o optimismo também, o único problema é a relação com países externos (aqueles a quem a Islândia recusou pagar a dívida privada) que ficou complicada. Mas como disseram, até pelo facto de Portugal estar na UE, não temos a liberdade de decidir desvalorizar a moeda, nacionalizar bancos e recusar a austeridade. Se até aqui a UE era algo positivo para nós, agora já não tenho tanta certeza. Mas por outro lado, ficámos tão dependentes da Europa, que o que eu gostaria de ver os políticos fazer, era realmente aumentar a independência do país ao gerar riqueza, produção nacional e aproveitar os recursos de Portugal, em vez de tanto foco no "mercado comum".

Aqui neste momento a Islândia vive sem pensamentos de crise, apenas com um pequeno medo que a Europa colapse. Pois ao dependermos de importações, se a Europa colapsar, a Islândia sofreria bem também.

Olhando para o passado, as únicas grandes ameaças para a Islândia são na verdade o clima e os vulcões. Um cenário como o de 1783 ou uma little ice age, seria catastróficos para o país hoje em dia. Portugal pode dar-se por sortudo por, pelo menos, não ter que se preocupar assim tanto com questões geológicas ou climáticas (tirando a seca).


E concordando com o Vince, pois desvalorizar a moeda e inflação se calhar resultam quase na mesma perda de qualidade de vida do que austeridade e deflação. Mas com a grande diferença, do que a austeridade causa muito mais pessimismo na população e des-estimula imenso a economia. Ou seja, os países que aplicam a inflação vivem iludidos, mais pobres, mas pelo menos o optimismo continua a correr o motor da economia e a crise não se nota tanto. Não sei, parece ser a minha impressão.

Já estou farto de ver comparações com a Islândia por todo o lado.

Ora vejamos:

- O país tem menos de 400 000 habitantes, ou seja, tem aproximadamente o mesmo número de habitantes que o Algarve, a Madeira ou o concelho de Sintra.

- A Islândia tem imensos recursos naturais. Por exemplo, o país tem fontes de energia barata (geotermia) que lhe permitem produzir alumínio a baixo custo.

- A Islândia é o país da Europa com maior mobilidade social. Tem ainda um dos melhores sistemas de educação do mundo.

- A ilha tem uma sociedade civil muito activa e interventiva. Caso, por exemplo, das questões ecológicas.


Agora vejamos Portugal:

- Mais de 10 milhões de habitantes.

- Sem uma sociedade civil forte e com poder.

- País com menos mobilidade social na Europa Ocidental.

- Escassos recursos energéticos.

- Piores estatísticas da Educação da Europa Ocidental.
 
Seguro acusa Passos de cortar a esperança aos portugueses

António José Seguro acusou neste sábado o Governo de estar a “cortar a esperança” dos portugueses ao levar a cabo políticas que só têm por base cortes.

No final da Convenção da Federação da Área Urbana de Lisboa do PS, Seguro criticou a reforma administrativa que o Governo está a levar a cabo, afirmando que a extinção de algumas freguesias está a ser feita a régua e esquadro, não tendo em conta as pessoas.

Mas os maiores reparos ao Executivo de Pedro Passos Coelho vieram para as políticas de combate à crise. “As respostas para os problemas do país encontra-as [Passos] na ponta de uma tesoura. (…) Está a cortar a esperança aos portugueses”, considerou.

António José Seguro considerou também que os jovens exigem do Governo medidas e não comissões para combater o desemprego, reiterando que o Executivo não está preparado para enfrentar as dificuldades.

“O que os jovens portugueses exigem do Governo são medidas, não são comissões”, afirmou Seguro, quando questionado sobre a nova Comissão Interministerial de Criação de Emprego e Formação Jovem, que irá ser coordenada pelo ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas.

Interrogado se considera insuficiente o que o Governo está a fazer para combater o desemprego, o líder socialista lembrou que o desemprego jovem já atingiu os 35% e salientou que um executivo que ao fim de oito meses em funções vai criar “uma comissão para apresentar e estudar medidas” é “naturalmente um Governo que não estava preparado para enfrentar estas dificuldades”.

A taxa de desemprego disparou no quarto trimestre para os 14%, face aos 12,4% observados no trimestre anterior, com o número de desempregados a ultrapassar os 770 mil, divulgou na quinta-feira o INE.

De acordo com o Instituto Nacional de Estatística, a taxa de desemprego aumentou assim, em termos trimestrais, 1,6 pontos percentuais. A taxa de desemprego média anual situou-se nos 12,7%.

Elogios a Costa

No que respeita à reforma administrativa do território Seguro considerou-a mal e aproveitou para elogiar o seu camarada e presidente da Câmara de Lisboa, António Costa.

“O António Costa não precisou de nenhum memorando da ‘troika’ para perceber e sentir que havia uma melhoria na qualidade da prestação dos serviços aos cidadãos de Lisboa se ele racionalizasse as freguesias do modo como o fez”, afirmou secretário-geral do PS.

Com elogios ao trabalho do presidente da Câmara de Lisboa, que classificou como “um dos melhores” do PS, António José Seguro lembrou o caminho seguido por António Costa para a reforma administrativa de Lisboa, “um trabalho minucioso, com muita sensibilidade, envolvendo os autarcas todos da freguesia e do concelho”, que permitiu chegar a uma “proposta consensual” que corresponde à racionalização sem perda da qualidade dos serviços.

Destacando igualmente a reforma que Joaquim Raposo está a concluir na Amadora, o secretário-geral socialista disse tratarem-se de “dois exemplos que fazem toda a diferença em relação à forma como o Governo actual está a fazer mal a sua proposta de reorganização administrativa do nosso país”.

Questionado à saída da convenção pelos jornalistas se os elogios a António Costa foram uma forma de acabar com possíveis divergências dentro do partido, António José Seguro recusou essa análise, sublinhando que se tratou do reconhecimento do “excelente trabalho” que está a ser feito à frente do município de Lisboa.

Interrogado se estão sanadas os "problemas" que existiram com António Costa no último congresso socialista, Seguro respondeu apenas que é “um homem que olha para o futuro” e a quem “só interessa o futuro”.

Notícia actualizada às 14h57 e às 16h39. Acrescentada mais informação da agência Lusa

Fonte: Publico

Como é possível, este gajo falar do Passos cortar a esperança, que foi o PS que enterrou o país.
 

Rua

O que vale é que os gestores dessas empresas vão ser todos despedidos com justa causa e sem indemnização.
.
É que o despacho a determinar aqueles limites (redução de 15% em despesa e limite de 6% de aumento divida) diz expressamente que a violação desses limites constituiu violação das orientações de gestão para efeitos de demissão (artº25º) dos gestores públicos incumpridores.

http://blasfemias.net/2012/02/18/rua/
 
O Seguro neste momento é o mais demagogo dos demagogos do espectro político português da atualidade.

Da ala mais esquerdista (BE\PCP) ainda percebo as críticas constantes embora não concorde com a postura "trauliteira" que adoptam...agora do líder do PS veria com melhores olhos um pedido de desculpa por ter colocado o país neste mísero estado. E depois sim, veria com natural interesse sugestões e contribuições para sairmos rapidamente da crise.
Agora o que vejo? Dia após dia, este PS, com o seu líder (pouco) Seguro a criticar os resultados deste governo em funções há 6 meses (no final de dezembro), como se 6 meses fossem suficientes para mudar anos e anos de políticas sem sentido.

Neste momento, o caminho populista do Seguro começa a ser vincado.
Típico de alguém sem personalidade, assume que quer cumprir o que acordou com a troika mas não concorda com as medidas estabelecidas.

Haja paciência para aturar este indivíduo. Por muito menos outros andam nas bocas do mundo...:facepalm::maluco:
 
Para além de serem "piegas", os gestores públicos precisam de ter um polícia com uma arma encostada à cabeça. Era a única forma de se controlarem nos gastos a que estão naturalmente habituados há longos anos sem ninguém os incomodar.

Está na hora de fazer uma limpeza geral à casa. Maus gestores, nomeadamente aqueles que vão contra as ordens ministeriais, tem de ser despedidos. Sem mais...Sem indemnizações, sem escrúpulos sequer. Olho da rua para muitos é pouco. Muita gestão danosa e criminosa!
Claro que a seguir vão-se ouvir as queixinhas do costume: despediram estes para lá colocar os amigos, as cunhas...Mas é essencial disciplinar e controlar estes "macacos"!
 
Estado
Fechado para novas mensagens.