O Estado do País

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Estado
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O L. tem uma empresa. Essa empresa tem um balcão de atendimento ao clientes. A empregada que trabalha nesse balcão tem um comportamento exemplar. Fica efectiva. Entretanto, ao fim de mais dois anos, o seu comportamento muda. Começa a chegar atrasada e a ser agressiva com os clientes. Deixa tarefas por cumprir. Alguns clientes ameaçam partir. Mas o L. não pode despedir a M. sem lhe dar uma choruda indemnização, de mil e tal contos.

Este caso é real.

Continuamos a ter leis absurdas que só prejudicam os lucros das empresas, e consequentemente o desenvolvimento económico do país...
 
O L. tem uma empresa. Essa empresa tem um balcão de atendimento ao clientes. A empregada que trabalha nesse balcão tem um comportamento exemplar. Fica efectiva. Entretanto, ao fim de mais dois anos, o seu comportamento muda. Começa a chegar atrasada e a ser agressiva com os clientes. Deixa tarefas por cumprir. Alguns clientes ameaçam partir. Mas o L. não pode despedir a M. sem lhe dar uma choruda indemnização, de mil e tal contos.

Este caso é real.

Continuamos a ter leis absurdas que só prejudicam os lucros das empresas, e consequentemente o desenvolvimento económico do país...

Concordo em absoluto.
 
Não é com estes proteccionismos que são vão combater as desigualdades. Essas combatem-se de outras maneiras, alterando o sistema de educação em Portugal, que através de diversos mecanismos entrava a mobilidade social ou reduzindo impostos e burocracias, para que os patrões tenham margem de manobra para subir salários. Reduzir desigualdades também passa por acabar com os benefícios dos novos fidalgos, como as rendas da EDP, proteccionismos, PPP's ou a corrupção no sector do imobiliário e da construção civil e obras públicas. Mas a Esquerda e parte do PSD e do CDS não vêem isso e sabem porquê? Nunca souberam o que é viver na sociedade civil, ter uma empresa, um negócio, saber que se não formos bons no final do mês nada ganharemos. São filhos ou netos de funcionários públicos ou de gente que vive à sombra do Regime...
 
Obviamente é uma lei extremamente injusta.

Em Portugal parece haver uma cultura de querer explorar forçosamente quem gere empresas ou negócios.

Portanto se eu fosse um alemão e quisesse investir em Portugal, não o iria fazer pois agora teria que pagar mais impostos. Isto obviamente é mais um atraso para a nossa economia. Mais valia não haver Estado. O Estado que procura meter o dedo em tudo.


e
Já tinha ouvido falar dessa história há umas semanas, que emigrantes em países como Dubai e Andorra começaram a receber cartas das finanças com valores assustadores de IMI para pagar das casas que deixaram em Portugal:

É o clássico caso da caça à fortunas mas que pelo meio ocorre um autêntico arrastão fiscal sobre inocentes.
Felizmente agora que estes dramas vem a lume, parece ter aparecido alguma vontade de mudar estes absurdos, pena que os burcratas que lançam estas coisas submetam alguns portugueses a verdadeiros momentos de terror.
 
Encontrei isto no facebook, feito por um grupo de socráticos. A maneira como defendem o seu Deus, que consideram o melhor PM de sempre é... sem palavras.

 
Só o facto de haver suspeitas de politização da Justiça é muito grave, pois leva a que os cidadãos percam a confiança no Regime, corroendo-o paulatinamente.

As ligações de juízes ou membros do MP a partidos políticos, à Maçonaria ou à Opus Dei são muito graves, e temos de caminhar no sentido de alterar o acesso a estes cargos. Apenas pessoas com mais de 40 anos deveriam aceder ao cargo de juiz, tal como sucede noutros países europeus, e para além disso quem exerce estes cargos não deveria ter filiações partidárias presentes ou passadas.

Quem está em certos cargos públicos deve ser isento e estar completamente à margem das lutas políticas.
 
Encontrei isto no facebook, feito por um grupo de socráticos. A maneira como defendem o seu Deus, que consideram o melhor PM de sempre é... sem palavras.


Eu não sou socrático mas essa imagem espelha fielmente a realidade.
José Sócrates é perseguido diariamente na CS, basta ver as capas do CM.
Quanta à seita BPN/Cavaco Silva e os 40 Ladrões continuam a passear livremente pelo pais sem que nada lhes aconteça.
 
São esperadas 50 mil pessoas hoje em Lisboa, num protesto contra a extinção das freguesias. Na minha singela opinião acho que nem 10 mil estarão presentes.

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Ontem dei uma volta pelos arredores do Porto, e tive oportunidade de constatar como o Ordenamento do território em Portugal é um dos maiores desastres das últimas décadas. Por todo o lado, sem organização alguma, surgem blocos de apartamentos, sem qualquer estética, cobertos com azulejos de casa-de-banho rasca e ornamentados com a «bela marquise». As aldeias, vilas e cidades não crescem em raio, como sucedia antigamente no nosso país, e como sucede noutros países europeus. Em vez disso, constrói-se em cima de estradas nacionais, e a paisagem é um puzzle de terrenos agrícolas e blocos de apartamentos ou urbanizações de moradias sem qualquer organização. Nota-se perfeitamente que qualquer um constrói onde quer e lhe apetece. Simultaneamente, vêem-se imensas casas antigas abandonadas, e muitas quintas com belos chalets e palacetes ao abandono. O que tem qualidade estética, na sua maioria, está a caminhar para a ruína, para ficar apenas o mamarracho.

Com este quadro dificilmente teremos uma rede de transportes públicos eficiente. Parte da nossa riqueza será gasta na manutenção destas áreas urbanas em excesso: limpeza, iluminação, esgotos, pavimentos, etc. No fim de contas, com este farsa do Ordenamento em Portugal ficamos todos mais pobres a vários níveis: desperdiçamos recursos e temos um país cada vez mais feio.

Por tudo isto nutro um certo ódio a esse poder local que se foi manifestar a Lisboa. Durante décadas muitos destes presidentes de junta ou de câmara, gente sem qualquer elevação intelectual ou moral, sonharam com grandezas para as suas terras. Para eles desenvolvimento era rotundas, centros comerciais, estádios, blocos de apartamentos, urbanizações. Tudo quanto era vila ou pequena cidade queria ter o seu pavilhão topo de gama, os seus mamarrachos de 7 andares, o seu centrozinho comercial. Graças a uma série de esquema uma pequena elite local enriqueceu rapidamente com a especulação, tudo com muita corrupção, e sempre em nome do emprego e do «desenvolvimento». Quem quer que se manifestasse contra esta gente era odiado e destruído socialmente.

Agora, depois de décadas deste modelo, que já vem do final do Estado Novo, e que se agravou nas duas últimas décadas, temos ruas fantasma, bairros fantasma, uma população endividadíssima, empresas de transportes públicos endividadíssimas, desemprego maciço, etc.

Não vejo qualquer necessidade para a existência da maior das nossas juntas e concelhos. Muitas têm menos de 1000 habitantes, e o que não faltam são concelhos com menos de 20 000 habitantes e uma reduzida área. Reduzir o número de decisores políticos é fundamental para atenuar o problema da corrupção e do tráfico de influèncias. Muitas localidades onde antigamente havia agricultura e indústria estão agora sem sector produtivo. Todos dependem da câmara e do Estado. Trabalha-se na autarquia, na empresa municipal, nos serviços públicos. E há a clientela do betão, à espera de obra pública.

Não há um único argumento racional que justifique a manutenção deste mapa do poder local. Portanto, essa manifestação em Lisboa foi ridícula e desnecessária. Merece apenas uma gargalhada sarcástica.
 
Na verdade há por cá cada comentário:sad:, fazemos da visão da nossa janela do apartamento a generalização para todo o país, acho que comentar/responder é perder tempo e isto no fundo é um forum de meteorologia, onde gosto e vim para cá pelo gosto da meteorologia e não de politica, pois haverá (penso eu!!!) sites mais apropriados para o efeito....;)
PS: sou membro de uma autarquia local há 18 anos, não sou do PS, nem doutra côr qualquer, sempre fui candidato independente (não gosto de politica;)), não fui a Lisboa, a minha terriola dista 15kms do concelho, e NÃO TEM: saneamento, abastecimento de água, qualquer meio de transporte publico para a cidade de concelho, teatros, cinemas, shopings, noites de fados, saraus, feiras medievais, ruas bem asfaltadas/bom granito com boa iluminação, estatuas de bronze de uma gajo famoso (acho que disto só há nas cidades pagas/subsidiadas por todos os contribuintes);); no entanto a terriola TEM: 500 habitantes idosos que mais que triplicam nos meses de Verão, um posto de enfermagem com uma enfermeira 1hora/dia paga pela Junta há 18 anos, não tem funcionarios administrativos todo os serviço administrativo é feito pelos membros da junta, inclusive este ano tal como nos outros anos preenchi mais de 80 declarações de IRS e entreguei no Serviço de Finanças mais proximo, tudo gratuito, computador muitas vezes é o meu de casa, o meu tacho é de 190€/mês que muitas vezes não se recebe por falta de verbas e quando é pago dará uma media de 3€ por hora despendida....já não falo em que muitas vezes a conta bancaria pessoal tem que estar disponivel, pois muitas vezes há impostos que teem que ser pagos.... como se vê é bom viver na terriola e gerir muitas necessidades sem recursos....
Claro que a cada 4 anos há eleições, mas ninguem tem coragem de enfrentar uma situação destas....e para estragar, mais vale fazer o dito esforço...mas se houver pretendentes, venham eles...
 

Como não há coragem para acabar/fundir certos municipios e as suas despesas pois aqui vive-se bem e quem lá vive tambem, o povinho vira-se contra o poder local, o causador da crise....
Quanto ao topico acho que nem 5 mil eram....
 
Não tenho a perspectiva de Viana do Castelo, a minha que é a do sul do país é que o mapa está muito desorganizado. Já o disse aqui. Não é aceitável que existam 89 freguesias no concelho de Barcelos (já agora 40 freguesias em Viana do Castelo com pouco menos de 90 mil habitantes) quando o Algarve inteiro só tem 84 freguesias.
 
Não tenho a perspectiva de Viana do Castelo, a minha que é a do sul do país é que o mapa está muito desorganizado. Já o disse aqui. Não é aceitável que existam 89 freguesias no concelho de Barcelos (já agora 40 freguesias em Viana do Castelo com pouco menos de 90 mil habitantes) quando o Algarve inteiro só tem 84 freguesias.

Sim tambem acho que há muitos aspectos a corrigir, mas não será pela simples eliminação/fusões de freguesias....
E o problema no pais não passará por aí, nem de proposito, porque não se fala de municipios, como estas tolerancias http://noticias.sapo.pt/nacional/ar...de-ponto-quinta-e-segunda-feira_14089685.html

Edit
O caso de cada caso é um caso, por exemplo aqui perto de mim, há 2 lugares com uma média de 100 pessoas cada, que pertencem a 2 freguesia distintas, no entanto estão a 5kms por montanha do centro dessas freguesias;)
 
Sim tambem acho que há muitos aspectos a corrigir, mas não será pela simples eliminação/fusões de freguesias....
E o problema no pais não passará por aí, nem de proposito, porque não se fala de municipios, como estas tolerancias http://noticias.sapo.pt/nacional/ar...de-ponto-quinta-e-segunda-feira_14089685.html

Edit
O caso de cada caso é um caso, por exemplo aqui perto de mim, há 2 lugares com uma média de 100 pessoas cada, que pertencem a 2 freguesia distintas, no entanto estão a 5kms por montanha do centro dessas freguesias;)

Na serra do Caldeirão há aldeias a distâncias bem maiores das sedes das juntas e que se saiba ninguém se queixa.
 
Na serra do Caldeirão há aldeias a distâncias bem maiores das sedes das juntas e que se saiba ninguém se queixa.

E vão queixar-se a quem? talvez nem tivessem autocarro nem bike para irem a Lisboa manifestarem-se...tambem de certeza que já pouco teem a perder.

O povinho só olha para o interior quando terem mesmo a certeza que as barragens já não teem agua e a electricidade vai galopar, aí olha, o resto é na terriola;)
 
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