O Estado do País

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Claro que sim! Cavaco Silva... mais honesto que os comuns mortais que nascem uma única vez. :pray:
Tu é que o dizes, não sou eu;)
Coloquem o Mário num pedestal junto ao Sócrates.
Acho que temos figuras LENDÁRIAS do pós-25 de Abril para recordar nos próximos 200 anos. FANTÁSTICO!:suicidio:
 
Se o que aconteceu é verdade, então é gravíssimo! Afinal quem é Mário Soares? Alguém conhece, o que é que ele faz da vida? Bom, acho que é conselheiro de estado, tem uns 3 ou 4 motoristas, com alguns carros do estado, e é dono de uma fundação que ainda ninguém descobriu onde é nem para que serve nem a quem necessitado serviu!

Tirando estes pormenores, vamo-nos resumir aos factos:

1. Quem foi apanhado a 199km/h?
a) Mário Soares
b) Motorista (correto)

2. Quem fica sem carta, e paga 300eur?
a) Ninguém, o Mário estava em viagem de serviço para reunião no conselho de estado, logo é imune às regras de trânsito. (falso, não houve conselho de estado)
b) Paga o Mário, pois é um dirigente do estado, e como tal, desde que o motorista lhe tenha exigido um documento por escrito em como pode transgredir a lei, sai ilíbado. (como o motorista foi multado, conclui-se que não havia autorização para transgressão)
c) Paga o motorista e fica sem carta. (supostamente correto).

Então como explicar a afirmação "o estado é que paga"? Afinal em que ficamos?

É fácil.. Caso o sr mário não tenha percebido, o estado somos todos nós, enfim, aqueles que contribuimos e que votamos em democracia! O que o sr mário quis dizer, é muito simples.. O motorista vai de férias 2 meses (se for.. Duvido!!) e depois o estado contrata mais um motorista para servir o ex-presidente conselheiro de estado! O estado contrata, quer dizer.. Pagamos nós em impostos, isso sim!

Agora riam-se um pouco, se ainda vos apetecer!
 
Também não exageremos, o Cavaco Silva se houvesse uma agência de ranking que medisse a classe politica provavelmente o Sr. Silva seria o único considerado "junk".
O que eu quero dizer é que ao nível do valor humano nem se compara com a escumalha desse senhor que não paga multas...:D
 
...o que a maior parte das juntas o que querem é ideias novas, com disposições de mudança, sangue fresco, pôr em pratica as ideias...:lol:

:huh: :huh::huh:

Ideias novas? Mudança?

Salvo o devido respeito, acho que está enganado. Concordo inteiramente com Frederico pelo menos no tocante às freguesias urbanas. Não conheço bem a realidade autarquica do interior. Mas sei de uma freguesia em Lisboa que também se "desenvolveu" daquela maneira que Frederico descreveu mas acrescento que para além do imenso staff que agora detém para todo o tipo de serviços também oferece aos idosos aulas hidroginástica num Holmes Place da capital. Todas as manhãs aparece um autocarro - autopullman novinho em folha com capacidade para, certamente, mais de 100 pessoas - a transportar 10 idosos mais um monitor (não sei para quê pois o Holmes tem professor competente) para o ginásio. Não digo que não merecem mas, por Deus, quem é que paga aquela despesa de uma iniciativa digna de um pais como a Noruega ou o Canadá? Sim, ok, são os eleitores daquela freguesia e já Keynes falava que em última instância são os eleitores que decidem nas urnas de voto. Mas não pode ser porque estamos falidos e a dever dinheiro ao mundo inteiro (na verdade nem sabemos bem a quem!).
Isto está a acontecer pelas freguesias na generalidade. É evidente que deve haver casos de freguesias distantes, isoladas a quem a agregação vai ser prejudicial. Todavia a esmagadora maioria das agregações vai ajudar a emagrecer esse monstro gordo e insaciavelmente guloso.
Perece-me bem :thumbsup:
 
Se o que aconteceu é verdade, então é gravíssimo! Afinal quem é Mário Soares? Alguém conhece, o que é que ele faz da vida? Bom, acho que é conselheiro de estado, tem uns 3 ou 4 motoristas, com alguns carros do estado, e é dono de uma fundação que ainda ninguém descobriu onde é nem para que serve nem a quem necessitado serviu!

Tirando estes pormenores, vamo-nos resumir aos factos:

1. Quem foi apanhado a 199km/h?
a) Mário Soares
b) Motorista (correto)

2. Quem fica sem carta, e paga 300eur?
a) Ninguém, o Mário estava em viagem de serviço para reunião no conselho de estado, logo é imune às regras de trânsito. (falso, não houve conselho de estado)
b) Paga o Mário, pois é um dirigente do estado, e como tal, desde que o motorista lhe tenha exigido um documento por escrito em como pode transgredir a lei, sai ilíbado. (como o motorista foi multado, conclui-se que não havia autorização para transgressão)
c) Paga o motorista e fica sem carta. (supostamente correto).

Então como explicar a afirmação "o estado é que paga"? Afinal em que ficamos?

É fácil.. Caso o sr mário não tenha percebido, o estado somos todos nós, enfim, aqueles que contribuimos e que votamos em democracia! O que o sr mário quis dizer, é muito simples.. O motorista vai de férias 2 meses (se for.. Duvido!!) e depois o estado contrata mais um motorista para servir o ex-presidente conselheiro de estado! O estado contrata, quer dizer.. Pagamos nós em impostos, isso sim!

Agora riam-se um pouco, se ainda vos apetecer!

Dentro do principio jurídico comitente / comissário quem paga é quem manda, não quem executa as ordens.

Agora o motorista que é o mexilhão é que tem de se defender, mas como bem sabemos no final é todo feito por detrás da cortina nada se passando ficando em primeira instância tudo sobre as costas do motorista.

Perceberam?!
 
:huh: :huh::huh:

Ideias novas? Mudança?

Salvo o devido respeito, acho que está enganado. Concordo inteiramente com Frederico pelo menos no tocante às freguesias urbanas. Não conheço bem a realidade autarquica do interior. Mas sei de uma freguesia em Lisboa que também se "desenvolveu" daquela maneira que Frederico descreveu mas acrescento que para além do imenso staff que agora detém para todo o tipo de serviços também oferece aos idosos aulas hidroginástica num Holmes Place da capital. Todas as manhãs aparece um autocarro - autopullman novinho em folha com capacidade para, certamente, mais de 100 pessoas - a transportar 10 idosos mais um monitor (não sei para quê pois o Holmes tem professor competente) para o ginásio. Não digo que não merecem mas, por Deus, quem é que paga aquela despesa de uma iniciativa digna de um pais como a Noruega ou o Canadá? Sim, ok, são os eleitores daquela freguesia e já Keynes falava que em última instância são os eleitores que decidem nas urnas de voto. Mas não pode ser porque estamos falidos e a dever dinheiro ao mundo inteiro (na verdade nem sabemos bem a quem!).
Isto está a acontecer pelas freguesias na generalidade. É evidente que deve haver casos de freguesias distantes, isoladas a quem a agregação vai ser prejudicial. Todavia a esmagadora maioria das agregações vai ajudar a emagrecer esse monstro gordo e insaciavelmente guloso.
Perece-me bem :thumbsup:

Sim, tambem estou de acordo, não sei para que existem juntas onde já estão/pertencem à cidade/municipio...onde não se sabe o que fazem e se o que fazem não será o municipio a executar....
Mas isso, e como já atrás disse, serão uma minoria e qua absorve a maior parte do bolo....
O que me refiro é que não sabem nem fazem uma minima ideia do que se passa nas freguesias do interior...pois a realidade é bem diferente.
 
Sim, tambem estou de acordo, não sei para que existem juntas onde já estão/pertencem à cidade/municipio...onde não se sabe o que fazem e se o que fazem não será o municipio a executar....
Mas isso, e como já atrás disse, serão uma minoria e qua absorve a maior parte do bolo....
O que me refiro é que não sabem nem fazem uma minima ideia do que se passa nas freguesias do interior...pois a realidade é bem diferente.

Haverá dezenas ou centenas de excepções, certamente, mas em boa verdade as juntas de freguesias do interior não são nenhumas santas. Muitas financiam clubes locais de caçadores e pescadores, columbófilas, futebol ou sociedades recretativas que não prestam nenhum serviço de relevo no campo social, educativo ou ambiental às populações. A mim ninguém me paga a mensalidade do ginásio, por que motivo os caçadores ou os pescadores têm direito a subsídios da junta ou da câmara? Por que motivo as festas das sociedades recreativas ou columbófilas são em parte pagas por juntas de freguesia? Nem que Portugal fosse um país rico estas coisas deveriam suceder, pois são a meu ver imorais e perigosas.

A forma como a questão do poder local está a ser tratada só mostra a incapacidade intelectual dos membros do Governo e da oposição. Para isto ser bem feito o Governo deveria chamar um bom grupo de professores das nossas melhores universidades. Esse grupo durante alguns anos faria um novo mapa do poder local, tendo a conta a nova realidade demográfica do país, vias de acesso, identidade local, História local, etc. Era isso que deveria ter sido logo decidido no início, e com a troika e a UE em cima de nós o Governo teria uma excelente oportunidade para fazer esta importante Reforma que já deveria ter ocorrido no tempo do Estado Novo.

Mas agora fala-se em agregação voluntária. É uma trapalhada de todo o tamanho. E na questão dos concelhos ninguém fala.

No passado o clero atrasou culturalmente o país com a Inquisição, enquanto a nobreza para manter o seu estatuto impediu o desenvolvimento económico. Agora, as novas elites que nos estão a desgraçar pertencem aos partidos políticos ou giram em torno dos aparelhos partidários. Engordam com o dinheiro dos poucos que produzem alguma coisa e distribuem as migalhas pelo povo alegre. São os novos fidalgos.

A História... repete-se!
 
Mário Soares, Angola e o tráfico de diamantes

Mário Soares visto pelo jornalista António Marinho (actual Bastonário da Ordem dos Advogados, António Marinho e Pinto), no «Diário do Centro» de 15 de Março de 2000.

MÁRIO SOARES E ANGOLA
A polémica em torno das acusações das autoridades angolanas segundo as quais Mário Soares e seu filho João Soares seriam dos principais beneficiários do tráfico de diamantes e de marfim levados a cabo pela UNITA de Jonas Savimbi, tem sido conduzida na base de mistificações grosseiras sobre o comportamento daquelas figuras políticas nos últimos anos.

Espanta desde logo a intervenção pública da generalidade das figuras políticas do país, que vão desde o Presidente da República até ao deputado do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã, passando pelo PP de Paulo Portas e Basílio Horta, pelo PSD de Durão Barroso e por toda a sorte de fazedores de opinião, jornalistas (ligados ou não à Fundação Mário Soares), pensadores profissionais, autarcas, «comendadores» e comentadores de serviço, etc.

Tudo como se Mário Soares fosse uma virgem perdida no meio de um imenso bordel.
Sei que Mário Soares não é nenhuma virgem e que o país (apesar de tudo) não é nenhum bordel. Sei também que não gosto mesmo nada de Mário Soares e do filho João Soares, os quais se têm vindo a comportar politicamente como uma espécie de versão portuguesa da antiga dupla haitiana «Papa Doc» e «Baby Doc».
Vejamos então por que é que eu não gosto dele(s).
A primeira ideia que se agiganta sobre Mário Soares é que é um homem que não tem princípios mas sim fins.

É-lhe atribuída a célebre frase: «Em política, feio, feio, é perder».
São conhecidos também os seus zigue-zagues políticos desde antes do 25 de Abril. Tentou negociar com Marcelo Caetano uma legalização do seu (e de seus amigos) agrupamento político, num gesto que mais não significava do que uma imensa traição a toda a oposição, mormente àquela que mais se empenhava na luta contra o fascismo.

JÁ DEPOIS DO 25 DE ABRIL, ASSUMIU-SE COMO O HOMEM DOS AMERICANOS E DA CIA EM PORTUGAL E NA PRÓPRIA INTERNACIONAL SOCIALISTA. Dos mesmos americanos que acabavam de conceber, financiar e executar o golpe contra Salvador Allende no Chile e que colocara no poder Augusto Pinochet.

Mário Soares combateu o comunismo e os comunistas portugueses como nenhuma outra pessoa o fizera durante a revolução e FOI AMIGO DE
NICOLAU CEAUCESCU, FIGURA QUE CHEGOU A APRESENTAR COMO MODELO A SER SEGUIDO PELOS COMUNISTAS PORTUGUESES.

Durante a revolução portuguesa andou a gritar nas ruas do país a palavra de ordem «Partido Socialista, Partido Marxista», mas mal se apanhou no poder meteu o socialismo na gaveta e nunca mais o tirou de lá. Os seus governos notabilizaram-se por três coisas: políticas abertamente de direita, a facilidade com que certos empresários ganhavam dinheiro e essa inovação da austeridade soarista (versão bloco central) que foram os salários em atraso.

INSULTO A UM JUIZ
Em Coimbra, onde veio uma vez como primeiro-ministro, foi confrontado com uma manifestação de trabalhadores com salários em atraso. Soares não gostou do que ouviu (chamaram-lhe o que Soares tem chamado aos governantes angolanos) e alguns trabalhadores foram presos por polícias zelosos. Mas, como não apresentou queixa (o tipo de crime em causa exigia a apresentação de queixa), o juiz não teve outro remédio senão libertar os detidos no próprio dia. Soares não gostou e insultou publicamente esse magistrado, o qual ainda apresentou queixa ao Conselho Superior da Magistratura contra Mário Soares, mas sua excelência não foi incomodado.
Na sequência, foi modificado o Código Penal, o que constituiu a primeira alteração de que foi alvo por exigência dos interesses pessoais de figuras políticas.

Soares é arrogante, pesporrento e malcriado. É conhecidíssima a frase que dirigiu, perante as câmaras de TV, a um agente da GNR em serviço que cumpria a missão de lhe fazer escolta enquanto presidente da República durante a Presidência aberta em Lisboa: «Ó Sr. Guarda! Desapareça!». Nunca, em Portugal, um agente da autoridade terá sido tão humilhado publicamente por um responsável político, como aquele pobre soldado da GNR.

Em minha opinião, Mário Soares nunca foi um verdadeiro democrata. Ou melhor é muito democrata se for ele a mandar. Quando não, acaba-se imediatamente a democracia. À sua volta não tem amigos, e ele sabe-o; tem pessoas que não pensam pela própria cabeça e que apenas fazem o que ele manda e quando ele manda. Só é amigo de quem lhe obedece. Quem ousar ter ideias próprias é triturado sem quaisquer contemplações.
Algumas das suas mais sólidas e antigas amizades ficaram pelo caminho quando ousaram pôr em causa os seus interesses ou ambições pessoais.
Soares é um homem de ódios pessoais sem limites, os quais sempre colocou acima dos interesses políticos do partido e do próprio país.
Em 1980, não hesitou em APOIAR OBJECTIVAMENTE O GENERAL SOARES CARNEIRO CONTRA EANES, NÃO POR RAZÕES POLÍTICAS MAS DEVIDO AO ÓDIO PESSOAL QUE NUTRIA PELO GENERAL RAMALHO EANES. E como o PS não alinhou nessa aventura que iria entregar a presidência da República a um general do antigo regime, Soares, em vez de acatar a decisão maioritária do seu partido, optou por demitir-se e passou a intrigar, a conspirar e a manipular as consciências dos militantes socialistas e de toda a sorte de oportunistas, não hesitando mesmo em espezinhar amigos de sempre como Francisco Salgado Zenha.

Confesso que não sei por que é que o séquito de prosélitos do soarismo (onde, lamentavelmente, parece ter-se incluído agora o actual presidente da República – Cavaco Silva), apareceram agora tão indignados com as declarações de governantes angolanos e estiveram tão calados quando da publicação do livro de Rui Mateus sobre Mário Soares. NA ALTURA TODOS METERAM A CABEÇA NA AREIA, INCLUINDO O PRÓPRIO CLÃ DOS SOARES, E NEM TUGIRAM NEM MUGIRAM, APESAR DE AS ACUSAÇÕES SEREM ENTÃO BEM MAIS GRAVES DO QUE AS DE AGORA. POR QUE É QUE JORGE SAMPAIO SE CALOU CONTRA AS «CALÚNIAS» DE RUI MATEUS?».
«DINHEIRO DE MACAU»

Anos mais tarde, um senhor que fora ministro de um governo chefiado por MÁRIO SOARES, ROSADO CORREIA, vinha de Macau para Portugal com uma mala com dezenas de milhares de contos. *A proveniência do** dinheiro era tão pouco limpa que um membro do governo de Macau, ANTÓNIO **VITORINO, *foi a correr ao aeroporto tirar-lhe a mala à última hora.
Parece que se tratava de dinheiro que tinha sido obtido de empresários chineses com a promessa de benefícios indevidos por parte do governo de Macau. Para quem era esse dinheiro foi coisa que nunca ficou devidamente esclarecida. O caso EMAUDIO (e o célebre fax de Macau) é um episódio que envolve destacadíssimos soaristas, amigos íntimos de Mário Soares e altos dirigentes do PS da época soarista. MENANO DO AMARAL chegou a ser responsável pelas finanças do PS e Rui Mateus foi durante anos responsável pelas relações internacionais do partido, ou
seja, pela angariação de fundos no estrangeiro.

Não haveria seguramente no PS ninguém em quem Soares depositasse mais confiança. Ainda hoje subsistem muitas dúvidas (e não só as lançadas pelo livro de Rui Mateus) sobre o verdadeiro destino dos financiamentos vindos de Macau. No entanto, em tribunal, os pretensos corruptores foram processualmente separados dos alegados corrompidos, com esta peculiaridade (que não é inédita) judicial: os pretensos
corruptores foram condenados, enquanto os alegados corrompidos foram absolvidos.

Aliás, no que respeita a Macau só um país sem dignidade e um povo sem brio nem vergonha é que toleravam o que se passou nos últimos anos (e
nos últimos dias) de administração portuguesa daquele território, com
os
chineses pura e simplesmente a chamar ladrões aos portugueses. E isso não foi só dirigido a alguns colaboradores de cartazes do MASP que a dada altura enxamearam aquele território.
Esse epíteto chegou a ser dirigido aos mais altos representantes do Estado Português. Tudo por causa das fundações criadas para tirar dinheiro de Macau. Mas isso é outra história cujos verdadeiros contornos hão-de ser um dia conhecidos. Não foi só em Portugal que Mário Soares conviveu com pessoas pouco recomendáveis. Veja-se o caso de BETINO CRAXI, o líder do PS italiano, condenado a vários anos de prisão pelas autoridades judiciais do seu país, devido a graves crimes como corrupção. Soares fez questão de lhe manifestar publicamente solidariedade quando ele se refugiou na Tunísia.

Veja-se também a amizade com Filipe González, líder do Partido Socialista de Espanha que não encontrou melhor maneira para resolver o
problema político do país Basco senão recorrer ao terrorismo, contratando os piores mercenários do lumpen e da extrema direita da Europa para assassinar militantes e simpatizantes da ETA.
Mário Soares utilizou o cargo de presidente da República para passear pelo estrangeiro como nunca ninguém fizera em Portugal. Ele, que tanta
austeridade impôs aos trabalhadores portugueses enquanto primeiro-ministro, gastou, como Presidente da República, milhões de contos dos contribuintes portugueses em passeatas pelo mundo, com verdadeiros exércitos de amigos e prosélitos do soarismo, com destaque para jornalistas. São muitos desses «viajantes» que hoje se põem em bicos de pés a indignar-se pelas declarações dos governantes angolanos.
Enquanto Presidente da República, Soares abusou como ninguém das distinções honoríficas do Estado Português. Não há praticamente nenhum amigo que não tenha recebido uma condecoração, enquanto outros cidadãos, que tanto mereceram, não obtiveram qualquer distinção durante o seu «reinado». Um dos maiores vultos da resistência antifascista no meio universitário, e um dos mais notáveis académicos portugueses, perseguido pelo antigo regime, o Prof. Doutor Orlando de Carvalho, não foi merecedor, segundo Mário Soares, da Ordem da Liberdade. Mas alguns que até colaboraram com o antigo regime receberam as mais altas distinções. Orlando de Carvalho só veio a receber a Ordem da Liberdade depois de Soares deixar a Presidência da República, ou seja logo que Sampaio tomou posse. A razão foi só uma: Orlando de Carvalho nunca prestou vassalagem a Soares e Jorge Sampaio não fazia depender disso a atribuição de condecorações.

FUNDAÇÃO COM DINHEIROS PÚBLICOS
A pretexto de uns papéis pessoais cujo valor histórico ou cultural nunca ninguém sindicou, Soares decidiu fazer uma Fundação com o seu nome. Nada de mal se o fizesse com dinheiro seu, como seria normal.
Mas não; acabou por fazê-la com dinheiros públicos. SÓ O GOVERNO, DE UMA SÓ VEZ DEU-LHE 500 MIL CONTOS E A CÂMARA DE LISBOA, PRESIDIDA PELO SEU FILHO, DEU-LHE UM PRÉDIO NO VALOR DE CENTENAS DE MILHARES DE CONTOS. Nos Estados Unidos, na Inglaterra, na Alemanha ou em qualquer país em que as regras democráticas fossem minimamente respeitadas muita gente estaria, por isso, a contas com a justiça, incluindo os próprios Mário e João Soares e as respectivas carreiras políticas teriam aí terminado. Tais práticas são absolutamente inadmissíveis num país que respeitasse o dinheiro extorquido aos contribuintes pelo fisco.
Se os seus documentos pessoais tinham valor histórico Mário Soares deveria entregá-los a uma instituição pública, como a Torre do Tombo ou o Centro de Documentação 25 de Abril, por exemplo. Mas para isso era preciso que Soares fosse uma pessoa com humildade democrática
e verdadeiro amor pela cultura. Mas não. Não eram preocupações culturais que motivaram Soares. O que ele pretendia era outra coisa.
Porque as suas ambições não têm limites ele precisava de um instrumento de pressão sobre as instituições democráticas e dos órgãos de poder e de intromissão directa na vida política do país. A Fundação Mário Soares está a transformar-se num verdadeiro cancro da democracia
portuguesa.»

O livro de Rui Mateus, que foi rapidamente retirado de mercado após a celeuma que causou em 1996 (há quem diga que “alguém” comprou toda a edição), está disponível em:


http://ferrao.org/documentos/Livro_Contos_Proibidos.pdf

http://aventar.eu/2009/07/23/mario-soares-angola-e-o-trafico-de-diamantes/
 
Sabe-se hoje que os EUA e a Austrália promoveram a invasão de Timor-Leste pela Indonésia. À CIA interessava desagregar rapidamente o Império português e incluir Portugal rapidamente na CEE, para assim facilitar o acesso dos EUA e de outras potências aos recursos naturais das colónias e para vender armas com futuros conflitos. O grande promotor da vontade da CIA em Portugal foi Mário Soares. A passagem para a democracia NUNCA deveria ter implicado as independências. Qualquer português inteligente via que deveríamos ter optado por uma Commonwealth, garantido a segurança e a permanência dos «brancos» em África, e o monopólio da exploração dos recursos naturais para empresas portuguesas, sem infiltração dos americanos, franceses ou russos. Fomos desgraçados por gente como Rosa Countinho, Vasco Gonçalves, Otelo Saraiva de Carvalho ou Mário Soares, que agora têm um séquito de fãs na comunicação social, nas universidades e em parte das (pseudo) elites. Se querem olhar para o início da desgraça nacional, olhem para o dia 25 de Abril de 1974.
 
Aí está uma boa oportunidade, como eleitor da sua freguesia, teem lá o livro amarelo....e de 4 em 4 anos há eleições...o que a maior parte das juntas o que querem é ideias novas, com disposições de mudança, sangue fresco, pôr em pratica as ideias...pois discursos já chegam os dos nossos governantes:lol:

Sugiro que experimente fazer o que sugere numa junta. Olharão para si com um sorriso sarcástico, mas mostrarão muita disponibilidade. Quando sair, ficarão a fazer troça de si. Chegará aos ouvidos da população, e boa parte ficará a odiá-lo do morte. «Olha aquele maluco, quer que a junta despeça gente, coitadinhos, depois do que vão viver»? Não seja ingénuo, se a iniciativa não partir do Estado Central dificilmente haverá mudança.
 
Sugiro que experimente fazer o que sugere numa junta. Olharão para si com um sorriso sarcástico, mas mostrarão muita disponibilidade. Quando sair, ficarão a fazer troça de si. Chegará aos ouvidos da população, e boa parte ficará a odiá-lo do morte. «Olha aquele maluco, quer que a junta despeça gente, coitadinhos, depois do que vão viver»? Não seja ingénuo, se a iniciativa não partir do Estado Central dificilmente haverá mudança.



Meu caro, sou secretário duma Junta de Freguesia há 18 anos, como já disse, e o livro está limpo e disponivel...e se pensarmos que o melhor é estar calado e ficarmos contentes e piegas!!! nada mudará....pois até o Estado Central pensará que está tudo bem.
No meu serviço de dia a dia, muitos escrevem no livro amarelo, às vezes autenticos romances...e que eu saiba nunca são olhados ou comentados por maus da fita...e seguem para o Estado Central para analise;)
Não chega só criticar por criticar, e aqui não será um bom local, pois poucos serão os leitores com responsabilidade no sistema que venham cá meditar/ler as lamurias;)
 
Haverá dezenas ou centenas de excepções, certamente, mas em boa verdade as juntas de freguesias do interior não são nenhumas santas. Muitas financiam clubes locais de caçadores e pescadores, columbófilas, futebol ou sociedades recretativas que não prestam nenhum serviço de relevo no campo social, educativo ou ambiental às populações. A mim ninguém me paga a mensalidade do ginásio, por que motivo os caçadores ou os pescadores têm direito a subsídios da junta ou da câmara? Por que motivo as festas das sociedades recreativas ou columbófilas são em parte pagas por juntas de freguesia? Nem que Portugal fosse um país rico estas coisas deveriam suceder, pois são a meu ver imorais e perigosas.

A forma como a questão do poder local está a ser tratada só mostra a incapacidade intelectual dos membros do Governo e da oposição. Para isto ser bem feito o Governo deveria chamar um bom grupo de professores das nossas melhores universidades. Esse grupo durante alguns anos faria um novo mapa do poder local, tendo a conta a nova realidade demográfica do país, vias de acesso, identidade local, História local, etc. Era isso que deveria ter sido logo decidido no início, e com a troika e a UE em cima de nós o Governo teria uma excelente oportunidade para fazer esta importante Reforma que já deveria ter ocorrido no tempo do Estado Novo.

Mas agora fala-se em agregação voluntária. É uma trapalhada de todo o tamanho. E na questão dos concelhos ninguém fala.

No passado o clero atrasou culturalmente o país com a Inquisição, enquanto a nobreza para manter o seu estatuto impediu o desenvolvimento económico. Agora, as novas elites que nos estão a desgraçar pertencem aos partidos políticos ou giram em torno dos aparelhos partidários. Engordam com o dinheiro dos poucos que produzem alguma coisa e distribuem as migalhas pelo povo alegre. São os novos fidalgos.

A História... repete-se!

Com o tempo vais dar-me razão...deviam cortar nos concelhos/municipios que é onde se gasta todo o bolo e depois descer à população;)...
 
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