O Estado do País

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O Ensino Superior português é um dos maiores embustes da democracia. Quando há faculdades com capacidade para 200 alunos que abrem vagas para 300, 400 ou 500 alunos logo no primeiro ano está tudo dito. Só outro Marquês de Pombal para pôr a casa em ordem.
 
Um profissional a sério não tem uma média final de 10 ou 11.
Um aluno dedicado que queira ser competitivo continua a ter uma média superior a 17. Mas tem de se esforçar e nem pensa em facilitismo.;)
 
Um profissional a sério não tem uma média final de 10 ou 11.
Um aluno dedicado que queira ser competitivo continua a ter uma média superior a 17. Mas tem de se esforçar e nem pensa em facilitismo.;)

Há alunos assim, mas são uma minoria. Com média superior a 17, no meu curso, só conheci até agora duas pessoas!

Por um lado o espírito da maior parte das pessoas é passar às cadeiras. Mas por outro não é possível almejar médias muito altas quando os professores colocam perguntas sobre matéria não leccionada nas aulas, ou sugerem bibliografias monstruosas, impossíveis de memorizar em três meses, tendo em conta que há outras cadeiras para fazer! Mais, há ainda as avaliações contínuas, que são muito subjectivas, feitas com base na participação, apresentação de power points, «desempenho nas aulas», etc., e neste campojá vi muitas injustiças! Já tive um colega que chegava atrasado a todas as aulas a uma disciplina e que terminou com 16 na contínua, ele nem sabia a matéria, enquanto que um amigo meu teve 11 e chegava sempre a horas e nunca faltou!

Para mim uma boa nota a cursos como Direito ou Medicina é algo superior a 15! Em Medicina há cadeiras onde chumbam mais de 50% das pessoas, e quem passa, na sua maioria, tem 10 ou 11! Quanto mais tirar 17 de média!

Dentro da minha área (Medicina) já ouvi algumas pessoas mencionar que o curso lá fora é mais fácil que aqui na Fac. de Medicina do Porto!
 
Devo ainda mencionar que o Processode Bolonha foi um desastre para os alunos e aumentou muito as taxas de insucesso!

Por exemplo, nas cadeiras anuais as frequências ocorriam no final de Janeiro ou no início de Fevereiro, ou seja, os alunos tinham a matéria para a primeira frequência distribuída entre o final de Setembro e o final de Janeiro, agora essa matéria é leccionada desde o final de Setembro até ao dia 15 de Dezembro! É de loucos! Mais. Tiraram a época de Setembro que salvava muita gente da reprovação, e não pensem que os alunos são uns baldas, pois entra-se no Superior sem quaisquer bases e muita gente acaba por não conseguir acompanhar a matéria. Setembro fazia e faz muita falta e foi-nos tirado.
 
Um profissional a sério não tem uma média final de 10 ou 11.
Um aluno dedicado que queira ser competitivo continua a ter uma média superior a 17. Mas tem de se esforçar e nem pensa em facilitismo.;)

Então um profissional a sério não pode ter uma média final de 10 e 11?

Conheço diversas pessoas que não tiveram uma média final nada de especial e não deixam de ser das pessoas mais inteligentes e dedicadas que conheço, e já muito bem posicionadas no mundo profissional e nenhuma delas foi com as famosas cunhas.

Outro problema do ensino português está nos professores, agora nem tanto, mas há uns anos iam para casa quando queriam, metiam atestados médicos quando lhes convinha..ainda se queixam das poucas (!) férias (tb adorava ter férias para o resto da minha vida no Natal, Carnaval, Páscoa, Verão), davam duas aulas de manhã, iam para casa o resto do dia e depois na época de notas/testes: "tanto trabalho". Ser professor em algumas áreas é chato e não é para qualquer um, mas não abusem! Juntas médicas? É uma anedota..
 
Cuidado com os cursos profissionais e tecnológicos, sendo que ambos não são a mesma coisa no final vamos todos ter de perceber que reside noutro mal deste país as pessoas não terem um processo evolutivo na carreira.

Acredito veemente que devia ser a grande aposta, os cursos tecnológicos inserção no mercado de trabalho e depois um melhorado sistema de ingresso ao nível universitário. Só neste país mais uma vez parece que a maioria dos alunos tem de ser formatados do início como Técnicos ou Engenheiros.

O caminho poderá fazer-se evolutivamente mas tudo a custa de muito sacrifício, o sistema não favorece em nada os reingressos.


P.S:. E esse em particular de informática já vi muita gente a dar lições a professores, sendo que o respeito devia contar e muito para a nota.
 
Então um profissional a sério não pode ter uma média final de 10 e 11?
Conheço diversas pessoas que não tiveram uma média final nada de especial e não deixam de ser das pessoas mais inteligentes e dedicadas que conheço, e já muito bem posicionadas no mundo profissional.

Eu sei que generalizei demasiado ... também conheço bons profissionais com médias inferiores a 13 mas esses são todos anteriores a 1974 (onde nem se sonhava com o Bolonha), ou seja, os cursos à moda antiga. Aí sim, sabia-se estudar e tinham de ter boas bases.

O que queria dizer é que, actualmente, com o facilitismo do básico/secundário, a maior parte dos alunos que entram no universitário não têm bases nenhumas, não sabem estudar, ou melhor, dá muito trabalho abdicar do seu tempo de lazer para estudarem afincadamente, não dispensam noites de copos e folia, não dispensam os convívios javardos (praxes e afins); é mais fácil cabularem os testes, faltar às aulas, pendurarem-se nos colegas em trabalhos de grupo e andarem a sugar as propinas aos pais, anualmente (por isso agora as desistências são mais que muitas). Claro que também há injustiças, como alunos que sabem estudar mas não têm meios de pagar as propinas, no contexto económico em que vivemos.
Parasitas sempre houve e sempre haverá. Claro que o tempo que temos disponível com o Bolonha é uma anedota, comparando com o de antigamente. Mas também existe muito laxismo e incompetência por parte dos alunos. E só estou a falar do ensino público (Universidade de Lisboa).

Se lá fora é mais fácil? Vejam-se os alunos brasileiros, habituadíssimos a plagiar tudo o que encontram), ou os médicos dentistas do mesmo país.
A maior parte, a Ordem não os reconhece. Porque será?
A era da informática abriu novas portas à investigação, é verdade. Mas também é um paraíso para os cábulas, os plagiadores e os inconscientes.
Eu, quando vou a um hospital, o meu maior receio é dar de caras com um médico brasileiro....
 
Eu, quando vou a um hospital, o meu maior receio é dar de caras com um médico brasileiro....

O meu maior pesadelo é encontrar um gajo americano a tentar vender-me um empréstimo para comprar uma coisa qualquer, provavelmente vou acabar por comprar um terreno na lua...

Também não gosto dos alemães quando tentam vender a sua suposta organização do trabalho.

E o modelo social dos japoneses, no japão aplica-se a pena de morte, os condenados podem passar anos na cadeia mas são avisados minutos antes da execução...
 
A maior parte, a Ordem não os reconhece. Porque será?

Concordo com a maior parte do teu post, sobre o facilitismo, e sobre a palhaçada de Bolonha. Mas não concordo com o que escreves sobre os brasileiros. Basta pensar um bocado, no modo proteccionista e mafioso como actuam as ordens profissionais em Portugal, para se encontrar a resposta óbvia à tua questão.

Pelo menos no ramo que conheço melhor, a engenharia, era até há uns meses atrás extremamente complicado conseguir exercer a profissão no Brasil, e foi preciso que se fizesse um acordo bilateral, para que se obtivessem licenças, provisórias, para os portugueses exercerem a sua profissão no Brasil, e vice-versa.
 
No que respeita à Ordem dos Médicos, em relação aos estomatologistas e dentistas brasileiros, sei do que falo. Já a engenharia passa-me ao lado.
Para quê ir mais longe, senão veja-se Angola e Moçambique que não embarcaram na fantochada do pseudo acordo ortográfico, que só serve para alguns glutões facínoras de empresas de tradução.
Se em Portugal a maior parte da população já nem sabe escrever em Português de Portugal, agora escreve um portunhês abrasileirado cheio de erros e calinadas: tens vastos exemplos neste e noutros fóruns, a começar pela escrita à sms... O pior é quando transpõem esses maus hábitos para trabalhos académicos; depois chumbam e nem percebem porquê!!

Lê no Diário de Notícias de hoje uma crónica do Anselmo Lopes um exemplo disso mesmo.

Nem os ingleses, franceses e espanhóis cederam ao assassínio das suas línguas maternas a favor das suas ex-colónias.
 
Nenhum desses países tem uma relação tão assimétrica como o caso português. Precisamos do acordo para facilitar as relações económicas. Felizmente que a língua portuguesa é o brasil.
 
Nenhum desses países tem uma relação tão assimétrica como o caso português. Precisamos do acordo para facilitar as relações económicas. Felizmente que a língua portuguesa é o brasil.

Que enormidade essa! No Brasil fala-se Tupi, com ou sem descobridores portugueses! Sempre gostámos de nos vender aos outros.... :lmao::lmao::lmao::lmao::lmao::lmao::lmao:
 
São Paulo que sempre são uns 34 milhões de habitantes e onde se fala portugues.

E não terão sido os brasileiros a comprar os portugueses? Ninguém vende se ninguém comprar. Eles podiam ter comprado o reino de nassau.
 
São Paulo que sempre são uns 34 milhões de habitantes e onde se fala portugues.

Correcção: fala-se português do Brasil.

Por isso, existe uma distinção entre eles: português do Brasil (PT BR) e português de Portugal (PT PT).

Tenho orgulho em escrever em Português de Portugal, uma das línguas europeias (latinas) mais antigas. Ou era, até há pouco tempo.

O brasileiro fala português adaptado ao dialecto Tupi-Guarani. Procura exemplos na nossa História e encontrarás exemplos da submissão de Portugal a outros países (Inglaterra, França, etc.). A História repete-se! Onde já se viu uma desculpa dessas? Como se um brasileiro não entendesse (e não entende-se, como muitos escrevem...) um português.
Dou-te outro exemplo: porque raio escrevem Portugal e lêem Portugau; ou Brasil = Brásiu???? Ou escrevem como lêem ou lêem como escrevem.

Não vou mais longe: um galego entende perfeitamente um português (até ao Douro).

É a chamada desculpa esfarrapada, própria de quem não quer fazer um "esforço" (como os castelhanos, idem) por entender. Não batas mais no ceguinho...
 
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