Então um profissional a sério não pode ter uma média final de 10 e 11?
Conheço diversas pessoas que não tiveram uma média final nada de especial e não deixam de ser das pessoas mais inteligentes e dedicadas que conheço, e já muito bem posicionadas no mundo profissional.
Eu sei que generalizei demasiado ... também conheço bons profissionais com médias inferiores a 13 mas esses são todos anteriores a 1974 (onde nem se sonhava com o Bolonha), ou seja, os cursos à moda antiga. Aí sim, sabia-se estudar e tinham de ter boas bases.
O que queria dizer é que, actualmente, com o facilitismo do básico/secundário, a maior parte dos alunos que entram no universitário não têm bases nenhumas, não sabem estudar, ou melhor, dá muito trabalho abdicar do seu tempo de lazer para estudarem afincadamente, não dispensam noites de copos e folia, não dispensam os convívios
javardos (praxes e afins); é mais fácil cabularem os testes, faltar às aulas, pendurarem-se nos colegas em trabalhos de grupo e andarem a sugar as propinas aos pais, anualmente (por isso agora as desistências são mais que muitas). Claro que também há injustiças, como alunos que sabem estudar mas não têm meios de pagar as propinas, no contexto económico em que vivemos.
Parasitas sempre houve e sempre haverá. Claro que o tempo que temos disponível com o Bolonha é uma anedota, comparando com o de antigamente. Mas também existe muito laxismo e incompetência por parte dos alunos. E só estou a falar do ensino público (Universidade de Lisboa).
Se lá fora é mais fácil? Vejam-se os alunos brasileiros, habituadíssimos a plagiar tudo o que encontram), ou os médicos dentistas do mesmo país.
A maior parte, a Ordem não os reconhece. Porque será?
A era da informática abriu novas portas à investigação, é verdade. Mas também é um paraíso para os cábulas, os plagiadores e os inconscientes.
Eu, quando vou a um hospital, o meu maior receio é dar de caras com um médico brasileiro....