O Estado do País

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dizia um gajo no facebook:

"Os trabalhadores do privado - que durante anos andaram a exigir que os trabalhadores da função pública perdessem direitos para ficarem ao seu nível - acabam de aprender da pior forma porque é que se deve lutar por que todos tenham direitos e não por que todos não tenham direitos. A ver se é desta que aprendem que trabalhadores somos todos e que inimigos são os que nos roubam direitos."


sinceramente...:bombar:
 
dizia um gajo no facebook:

"Os trabalhadores do privado - que durante anos andaram a exigir que os trabalhadores da função pública perdessem direitos para ficarem ao seu nível - acabam de aprender da pior forma porque é que se deve lutar por que todos tenham direitos e não por que todos não tenham direitos. A ver se é desta que aprendem que trabalhadores somos todos e que inimigos são os que nos roubam direitos."


sinceramente...:bombar:

O que ontem alguns deputados do PS e do BE (não foram os trabalhadores da FP) conseguiram, foi que o corte nos subsídios em 2013, para além de afectar o sector público, vá também afectar o privado. Ninguém ganhou nada com isso, a não ser o governo, que terá, para além da poupança com os subsídios à FP, um encaixe proveniente de um imposto extraordinário (vulgo roubo) à conta do sector privado.

Onde esteve o TC durante as últimas décadas de desigualdade gritante a favor dos trabalhadores do sector público?
 
Já houve 89 licenciaturas na Lusófona como a de Relvas
Foram 89 os alunos que pediram admissão e que obtiveram entre 120 e 160 créditos devido ao reconhecimento e creditação da sua experiência profissional e académica, na última década, indicou o "Público"

A mesma publicação explica que os planos de estudos das licenciaturas compreendem, por regra, 180 créditos, distribuidos por um número variável de disciplinas. Mas a experiência profissional anterior ao curso, para quem já teve uma frequência académica poderá significar a dispensa de disciplinas.

A lei dá liberdade às universidades para decidir como fazer a creditação e quantos créditos a atribuir.
in Sábado

A fonte é um bocado "coiso", mas não me admira nada :lmao:
 
Se para o ano houver reposição dos subsídios têm outras alternativas. Congelar por muitos e longos anos os salários da função pública, cortar vencimentos acima de determinado valor, bem como reformas, cortar no dinheiro transferido para fundações e associações, fechar universidades, politécnicos, escolas de saúde, ciclos básicos ou escolas. Há muito para cortar.
 
mapa_algarve.jpg


Os alunos da freguesia Martinlongo percorrem diariamente 60 ou 70 km para frequentar a escola secundária de Vila Real de Santo António. Até Tavira, a distância é idêntica.

mapa.jpg


Já em Fátima há um colégio com contrato de associação. Os pais queixam-se que não têm alternativa. Ourém fica a poucos quilómetros. Mas os pais acham que Ourém fica longe.

O Governo não sabe onde cortar?

Acabe com todos os contratos de associação no ensino. Poupará 150 ou 200 milhões de euros.
 
Se para o ano houver reposição dos subsídios têm outras alternativas. Congelar por muitos e longos anos os salários da função pública, cortar vencimentos acima de determinado valor, bem como reformas, cortar no dinheiro transferido para fundações e associações, fechar universidades, politécnicos, escolas de saúde, ciclos básicos ou escolas. Há muito para cortar.

E que tal acabar com ADSE´s e porcarias desse tipo. Com tanta regaliazinha e regaliazona, os públicos não têm razão de queixa. Onde anda o direito de igualdade? :mad:
E pensemos lá nos corte dos subsídios, imaginando uma empresa privada. Essa empresa, devido à crise, apesar de produzir, está a vender menos, e chega mesmo a anular lucros. Que faz o patrão: fecha a empresa e manda todos os trabalhadores para a rua, ou corta os subsídios, uns salário, congela vencimentos e evita milhares de despedimentos. O que é preferível?

É passarmos mais 10anos nesta treta de crise e tal, ou sofrer 3 anos e recuperar? SE mandasse eu, quem reclamou agora, era rua! Há quem queira trabalhar e não pode. É o caso dos pilotos: Ganham milhões, têm regalias para eles, para a tia, tio, vizinho, amigo, cão, etc. e dignam-se a fazer greve? Era RUA! E obrigá-los a paga os milhões que o anúncio da greve custou.

O que falta neste país é mão de ferro, quem eduque esta pessoas a respeitar o que têm, um pouco mais de solidariedade e civismo, e menos liberdade, só um pouco, mas que chegue para este país avançar. Em alturas de crise, fazer greve só piora, é pena que Portugal ainda não tenha percebi isso. Com muita pena minha, vejo cada vez mais o meu futuro risinho adiado por décadas! :mad:
 
A treta de umas profissões se considerarem superiores a outras ... :sad:

Ainda bem que o corte no 13º mês e no subsídio de férias será extensível a todos no próximo ano; sacrifícios iguais para todos.

Há gente que realmente... Não tenho uma palavra limpa ou digna para comentar isto, por isso, vou-me cingir a dizer que tenha vergonha!
E regalias do público, ehn? Por que raio hão de ter dentista e coisas do tipo? Por que raio podem meter uma licença sem vencimento por 12meses e ter o trabalho garantido? Por que raio hão de trabalhar menos que os privados(: público trabalha cerca de 35h/semana; os meus pais estão a trabalhar 44 e 48)? Por que raio hão de ganhar muito mais?
E ainda se queixam? Abram os olhos! O que o público merecia era uma semana no privado para ver se não idolatravam o trabalho para o Estado.

Assim que as regalias se extingam ou sejam para todos, concordo que o corte seja para todos, mas já basta de desigualdades!:mad:
 
É passarmos mais 10anos nesta treta de crise e tal, ou sofrer 3 anos e recuperar? SE mandasse eu, quem reclamou agora, era rua! Há quem queira trabalhar e não pode. É o caso dos pilotos: Ganham milhões, têm regalias para eles, para a tia, tio, vizinho, amigo, cão, etc. e dignam-se a fazer greve? Era RUA! E obrigá-los a paga os milhões que o anúncio da greve custou.

As greves são legais. Os sindicatos são legais. Os trabalhadores podem associar-se para defender os seus direitos. Tudo nestas greves era legal.

«Perante a iminência da privatização, exigem que a administração considere os pilotos como parte da solução e que reponha a equidade interna, a qual foi posta em causa em 2011. A administração da TAP decidiu, em 2011, aumentar em mais de 40 por cento algumas chefias, quando todos os trabalhadores, incluindo os pilotos, participavam no esforço de adaptação às medidas impostas pelo contexto da crise internacional.»

«Os pilotos, tomaram esta decisão para exigir ao Governo o seu envolvimento no processo de privatização da companhia aérea, tal como previsto no acordo celebrado em 1999, reivindicando também que lhes seja concedido o acesso à informação necessária para que possa ser feita uma avaliação independente da empresa.»

O que falta neste país é mão de ferro, quem eduque esta pessoas a respeitar o que têm, um pouco mais de solidariedade e civismo, e menos liberdade, só um pouco, mas que chegue para este país avançar. Em alturas de crise, fazer greve só piora, é pena que Portugal ainda não tenha percebi isso. Com muita pena minha, vejo cada vez mais o meu futuro risinho adiado por décadas! :mad:

Solidariedade? Educação? Tenta explicar isso aos amigos do Duarte Lima, do Relvas, da Fomentinveste, do "Tozé" Seguro e do "Jacinto Leite Capelo Rego"...
 
As greves são legais. Os sindicatos são legais. Os trabalhadores podem associar-se para defender os seus direitos. Tudo nestas greves era legal.




Solidariedade? Educação? Tenta explicar isso aos amigos do Duarte Lima, do Relvas, da Fomentinveste, do "Tozé" Seguro e do "Jacinto Leite Capelo Rego"...

Também é legal(ler no sentido brasileiro) tem milhões de prejuízo? É legal prolongar este momento negro da economia?

Quem disse que quem lá está é quem lá deve estar? Há gente que está a fazer muito bem o seu trabalho, mas há outros que não. Mas se os sindicatos e bababa´s os deixassem trabalhar, talvez...
 
O que falta neste país é mão de ferro, quem eduque esta pessoas a respeitar o que têm, um pouco mais de solidariedade e civismo, e menos liberdade, só um pouco, mas que chegue para este país avançar. Em alturas de crise, fazer greve só piora, é pena que Portugal ainda não tenha percebi isso. Com muita pena minha, vejo cada vez mais o meu futuro risinho adiado por décadas! :mad:

O que falta neste país é mais liberdade. Todos os sectores deste país estão amordaçados por excesso de regulamentação, burocracia, somos um país impedido de crescer pela acção concertada de um estado fascizante e de meia dúzia de empresas ligadas ao regime.

Quase quatro décadas passadas desde o 25 de abril, chamado dia da Liberdade, que infelizmente é extremamente limitada, somente a papoila, grito vermelho num campo qualquer é livre de crescer. Nós não.
 
Agora a cada local que vai alguém do governo, lá está a CGTP a fazer barulho. Eu é que não pagava a essa seita dos sindicatos, não fazem nada e vivem à conta dos trabalhadores que pagam as quotas e vivem à grande e à francesa. Nunca vi um sindicato a lutar pelos postos de trabalhos vejo sim é os sindicatos a destruírem os postos de trabalho.

Se calhar vão criticar-me quem sabe se eu sou como os burros tenho umas palas nos olhos para ver só em frente. :lmao:

Greve dos pilotos da TAP nesta altura do ano devia ser crime, num país em crise como estamos, numa altura em que milhões de passageiros a viajarem fazer greve é como o Pedro diz tudo para rua. Alguém já viu alguma greve das companhias aéreas de baixo custo como a Ryannair. Se houve alguma que digam-me que eu não recordo-me de nenhuma.

É por estas e por outras que Portugal nunca vai passar da cepa torta.

Vejam o exemplo da Auto-Europa e é esse exemplo que devia servir para o país avançar.

Tanta gente a receber RSI e nunca trabalhou na vida, e uma pessoa que trabalhou alguns anos e tem a infelicidade de cair no desemprego não tem direito a receber.
 
Algarvio1980, deixa lá os pobres do RSI em paz.

Isto de atribuir as culpas aos beneficiários do RSI e do fundo de desemprego só serve para desviar as atenções daquilo que verdadeiramente consome recursos ao Estado, falo das PPP's, Hospitais-Empresa, RTP, TAP, CP, Refer, diversas autarquias, empresas municipais, prestadores de serviços que podem ser executados pelo Estado a custo zero, universidades e escolas superiores com cursos desnecessários, Assembleia da República, fundações, institutos, Casa da República, Governos Regionais, empresas regionais, regalias, etc.

Parece-me que Vítor Gaspar é incapaz de mexer nestes gastos, e se não mudar nos próximos meses, então poderei dizer que é um MAU ministro das Finanças, e pouco irá diferir dos antecessores.

Na minha terra há famílias pobres, são pobres há muitas gerações, mas é gente ignorante, como se costuma dizer aquilo não dá mais, é melhor estarem a receber o RSI do que andarem na prostituição, a fazer pequeno tráfico de droga e a roubar alfarrobas. O RSI não resolveu a pobreza endémica, persistente, que existe por toda o país, mas é um paliativo que pode assegurar as coisas até haver de fato políticas eficazes de erradicação deste tipo de pobreza, que passa de geração para geração.
 
Há gente que realmente... Não tenho uma palavra limpa ou digna para comentar isto, por isso, vou-me cingir a dizer que tenha vergonha!
E regalias do público, ehn? Por que raio hão de ter dentista e coisas do tipo? Por que raio podem meter uma licença sem vencimento por 12meses e ter o trabalho garantido? Por que raio hão de trabalhar menos que os privados(: público trabalha cerca de 35h/semana; os meus pais estão a trabalhar 44 e 48)? Por que raio hão de ganhar muito mais?
E ainda se queixam? Abram os olhos! O que o público merecia era uma semana no privado para ver se não idolatravam o trabalho para o Estado.

Assim que as regalias se extingam ou sejam para todos, concordo que o corte seja para todos, mas já basta de desigualdades!:mad:

Os meus pais acordam às 6, saem por vezes às dez da noite, e não têm nenhum fim-de-semana sem trabalho desde 2004 ou 2005. Nunca souberam o que era tirar 15 dias ou 1 mês de férias. Tal como os meus pais por todo o país há milhares de proprietários de PME's na mesma situação, donos de fábricas, farmácias, hotéis, restaurantes, clínicas, padarias, lojas, etc. Os meus pais fazem parte da minoria que sustenta todo o país e são tratados por muita gente como patrões fascistas, são odiados apenas por serem... patrões. Não há qualquer valorização social. Nunca tiveram direito a ADSE's e outras regalias, e quando querem uma consulta limitam-se a ir ao privado e a pagar tudo por inteiro, quando querem um bilhete de comboio pagam sem desconto, se precisarem de dormir fora não têm direito a hotéis com descontos especiais por serem funcionários do sector público. Não têm direito a nada nem nunca sequer pediram, e ainda fazem parte de uma minoria silenciosa que sustenta Portugal.
 
http://expresso.sapo.pt/onde-a-solidao-mata=f737718

«Há pouco mais de nove meses, a Unidade Móvel de Saúde de Odemira percorreu pela primeira vez o caminho de terra que une o Monte Mal Pensado ao resto do mundo e encontrou Jacinto consumido por uma magreza extrema. Alto e apessoado como sempre fora, pesava apenas 39 quilos. Os técnicos providenciaram que o Lar mais próximo lhe garantisse o almoço e referenciaram o seu caso a Fabio Medina, psicólogo de "A Vida Vale", que desde então o visita regularmente. Essa simples presença veio aliviar o isolamento a que vivia remetido, separado dos únicos vizinhos por hectares de terra, sem meios de locomoção e com um telemóvel que, além de não saber usar, raras vezes acusa rede.

Jacinto Coelho era, aos olhos de Fabio Medina, um alvo obrigatório de atenção. Era um dos típicos idosos de Odemira, o maior concelho do país e um dos mais dispersos em termos populacionais, onde as pessoas, em especial os mais velhos, tiram a própria vida a um ritmo que quintuplica a média nacional (com 55,6 óbitos anuais por cada 100 mil habitantes face aos 10,32 do país) e supera largamente a europeia. E era, sobretudo, um morador da freguesia de Sabóia, que as estatísticas identificam como tendo a maior taxa de suicídios do mundo. O projecto "A Vida Vale", promovido pela Fundação Odemira, surgiu em 2011 para prevenir e tentar inverter esta realidade. Um ano de trabalho no terreno, porém, ensinou à equipa que suicídio é palavra a evitar por estas paragens.»

«Aníbal Margarido é dono de seis cabeças de gado. "Matar-se é o destino desta gente", afirma»

«Vidaul Santos tem quatro espingardas em casa, todas carregadas. Se se visse "atado de pés e mãos", admite que as usaria contra si próprio»

«"Ser isolado em Lisboa é uma coisa. Sê-lo num monte sem água nem luz, nem telefone, é outra completamente diferente" diz Cília Campos, socióloga e coordenadora de "A Vida Vale", projecto cotado na Bolsa de Valores Sociais. Porém, "muitos idosos queixam-se de estarem sós, mas não aceitam ir para o Lar. Não querem deixar as suas raízes. E alguns reclamam das condições de vida, mas poderiam estar melhor". São as contradições de um terreno de matemática inexacta, de hábitos arreigados e de aversão à mudança. Manuel Paulino é um destes casos. Cília conheceu-o numa volta pelos montes, em Vale Touriz: olhou para cima e viu um casebre que parecia abandonado. Ao subir o íngreme caminho de cabras até à entrada, encontrou o seu proprietário.

Este homem de 72 anos cansados, cego de uma vista, vive há oito neste lugar, a 33 km de Odemira. Tem um pequeno carro, que usa para visitar o filho e os netos, residentes em Portimão. Ele próprio trabalhou quatro décadas no Algarve (foi funcionário autárquico) até decidir voltar à zona onde nasceu e a este terreno herdado do pai, com uma casinha no cimo. Será preciso entrar na sua escuridão cerrada para entrever os contornos de uma ruína sem janelas, água e luz eléctrica, onde espessas teias de aranha pendem da telha vã e restos de lume jazem no chão de pedra. Vestígios de comida, beatas de cigarros e embalagens vazias convivem com os seus magros pertences.»

«Além do trabalho estatístico, a também chefe do departamento de psiquiatria do Hospital de Beja dá conta daquilo a que o Observatório chama de "perfil descritivo do suicida", apurado a partir de 172 casos analisados entre 2007 e 2010. Segundo as conclusões do perfil, 86,5% por cento dos que tiram a própria vida são do sexo masculino e 80% apresentam alguma perturbação mental, seja por factores genéticos, biológicos ou somáticos. "Muitos destes casos não recorrem ao serviço de psiquiatria ou têm muita dificuldade no acesso aos cuidados de saúde continuados", diz Isabel Santos.

Acrescem factores de ordem cultural - como a "baixa religiosidade das populações" - e social/territorial: "Este distrito é o mais extenso em área geográfica, possui uma grande dispersão da população e um difícil acesso aos transportes. Por outro lado, apesar da taxa de suicídios ser a mais alta do país e de haver uma elevada prevalência de doenças mentais, é o distrito com maior carência de psiquiatras em Portugal e o único que não tem internamento psiquiátrico."

Para Isabel Santos, "são claramente os idosos que se suicidam mais", havendo muitos casos de depressões não detectadas. E são, sobretudo, idosos em situação de isolamento "geográfico e afectivo". "O agravamento do cenário socioeconómico tende a aumentar o risco", conclui a psiquiatra, "tornando mais acentuados os sintomas de desesperança e de depressão".»
 
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