O Estado do País

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Quem está endividado é o Estado, pelo que a lógica passa por tentar reduzir os gastos do Estado. Logo, se o Estado tem que poupar, é natural que tente baixar os seus custos com pessoal, tal como as empresas em dificuldades o fazem. Seria justo os funcionários do Estado levarem cortes nos salários para salvarem empresas privadas em dificuldades?

Percebo o teu raciocínio.
Mas o estado contraiu dívida para proporcionar aos seus assalariados e aos do sector privado. Como: PPP´s que servem todos nós, por exemplo.
Então, aqui quem deve pagar esta dívida? Só os assalariados do estado ou todos os que são servidos (bem ou mal) pelas empresas concessionárias?
Não é só o estado que está endividado: são os portugueses\empresas que assumiram dívidas perante o sistema bancário. É o estado que deve assumir estes custos? Em parte...é isto que tem acontecido. Quantas empresas fecharam por não conseguirem pagar as suas dívidas e os seus trabalhadores foram para o desemprego. O estado assume aqui o pagamento do subsídio de desemprego, e bem - até porque descontaram para isso.

O estado tem de ser o garante para os privados e para o seus assalariados.
Mas um estado que tem pouco dinheiro obviamente que é nos seus assalariados que corta mais. Tem sido sempre assim, não há volta a dar.
 
Mas o estado contraiu dívida para proporcionar aos seus assalariados e aos do sector privado. Como: PPP´s que servem todos nós, por exemplo.
Então, aqui quem deve pagar esta dívida? Só os assalariados do estado ou todos os que são servidos (bem ou mal) pelas empresas concessionárias?

Para isto pagamos impostos, IRS, IVA, imposto de circulação, IMI, e as empresas IRC.

Não é só o estado que está endividado: são os portugueses\empresas que assumiram dívidas perante o sistema bancário. É o estado que deve assumir estes custos?

Não é para resolver estas dívidas que estamos a ser assistidos pela ajuda internacional, a dívida privada é problema de cada um que a tenha contraído.

Em parte...é isto que tem acontecido. Quantas empresas fecharam por não conseguirem pagar as suas dívidas e os seus trabalhadores foram para o desemprego. O estado assume aqui o pagamento do subsídio de desemprego, e bem - até porque descontaram para isso.

Para isto descontamos ainda 11% para a Segurança Social, mesmo aqueles que prefeririam não descontar e ficar sem essa assistência.
 
Então são o quê? Quem é o patrão dos funcionários públicos?

Não é bem por aí, não se deve meter tudo no mesmo saco, quando deveres e direitos são completamente distintos! Quando falei de TCO e de TI, apenas quis referir que presidentes de câmara, presidentes de junta de freguesia, vereadores, deputados, presidente da república, presidente da assembleia da república e ministros do governo NÃO são funcionários públicos, e como tal nem sequer fazem descontos para a segurança social nem são obrigados a fazer descontos para nenhum sistema de proteção social!

Meter tudo no mesmo saco, não acho muito correto, em especial porque não pagam os mesmos impostos!

Achas mesmo que o presidente da república, os ministros ou os deputados são funcionários públicos? Que estão sujeitos aos mesmos impostos, que têm os mesmos deveres que os funcionários públicos enquanto contribuintes. Claro que não! Isso é o que as pessoas pensam, mas não é verdade. Quando eles acabam o mandato, consoante a duração, podem ter direito a uma pensão vitalícia, ou a uma subvenção enquanto não arranjam trabalho (subsídio de reintegracão profissional), eles coitadinhos, não têm direito ao subsídio de desemprego!

Não são funcionários públicos, pronto! Não é uma questão de patrão, pois não são contratados, são elegidos!
 
Para isto pagamos impostos, IRS, IVA, imposto de circulação, IMI, e as empresas IRC.
Não é para resolver estas dívidas que estamos a ser assistidos pela ajuda internacional, a dívida privada é problema de cada um que a tenha contraído.
Para isto descontamos ainda 11% para a Segurança Social, mesmo aqueles que prefeririam não descontar e ficar sem essa assistência.

Se o estado não tivesse "mais olhos que barriga"...o dinheiro chegava!
Numa altura em que já não havia dinheiro suficiente para pagar as contas da gestão corrente (défice crónico), assumir obras a ser pagas principescamente levou\leva e levará o erário público ao descalabro.
Se juntarmos a isso o colapso das famílias endividadas até ao pescoço, juntamente com as empresas, convenhamos que o cenário não é cor-de-rosa
Se a TROIKA não empresta dinheiro ao estado, as famílias portuguesas é vão sustentar a dívida pública; se já assim é mau, imaginem os privados como ficariam se não houvesse ajuda externa. A dívida privada é um problema que diz respeito tanto aos assalariados do estado como do privado.

Em relação aos descontos para a segurança social convém saber que a Segurança social gere:
- Pensões de reforma
- Pensões de invalidez
- Pensões de velhice
- Pensões de sobrevivência
- Abono de família
- Bonificações a deficientes
- Subsídio de doença
- Assistência a terceiros
- Acção social
- RSI:rolleyes:
- Subsídio de desemprego
- Formação profissional
- Etc., etc....
Os nossos descontos tornam-se "elásticos" para os vários campos de acção (os meus vão para a ADSE e para a Caixa geral de Aposentações, as 2 a extinguir brevemente apesar de serem neste momento auto-sustentáveis ao contrário da SS), mas há pontos de ruptura. Não chega para tudo, como se verifica atualmente.
Deficitária ao longo dos últimos anos, nenhum anterior governo tomou medidas para sustentar a "hemorragia" constante de verbas que iam saindo da SS. Um exemplo é o Rendimento Social de Inserção. Cativaram verbas destinadas a outros capítulos e utilizaram-nas para este fim. Sem aumento de verbas, a SS começou a ser deficitária, situação que agora se tornou insustentável. Para resolver isto o estado tinha 2 caminhos: ia buscar verbas a outro ministério ou directamente ao bolso dos portugueses. O 1º seria difícil, uma vez que todas as outras âreas debatem-se com problemas orçamentais. O 2º éra\é a alternativa.

Infelizmente o estado não tem dinheiro para tudo.
Dizem que deviam cortar nos ordenados dos políticos (central\local) e nas mordomias. CONCORDO EM ABSOLUTO, mais ainda pelo exemplo que poderiam e deviam dar ao país. Mas no bolo total seria migalhas, ainda que migalhas gordas...

Não tivessem as políticas anteriores falta de visão e excesso de populismo e estaríamos agora bem melhores em tudo.
Não sei se estes terão a tal visão de futuro, de sucesso que queremos. Também nós pecamos porque exigimos novas políticas, novos caminhos, mas nenhum de nós é capaz de mostrar alternativas para o atual estado da nossa economia.
E não nos podemos esquecer que a economia não é tudo. Socialmente a nossa sociedade superficializou-se, tornou-se amorfa, esquecendo o bem comum e olhando demasiado para o bem individual.
A mudança começa em cada um de nós. Se nos momentos difíceis baixamos os braços, haverão uns tantos que se irão aproveitar para chegar aos lugares de decisão e tomarem as rédeas do poder, sem olharem a meios.
Não é isso que tem acontecido desde o 25 de Abril? Adormecemos debaixo da conquista da liberdade e optamos por virar a cara ao Portugal real.
Ouço constantemente críticas de que os políticos são todos corruptos. Não será bem assim, mas o caminho aos maus políticos está escancarado pela ausência dos bons políticos que poderiam comandar os destinos da nação. Por isso ascender aos corredores do poder é fácil, ainda que não se tenha méritos particularmente reconhecidos, andando de braço dado com aqueles que controlam os grupos de interesse instalados.



P.S.: desculpem o longo texto, mas é necessário para expor de forma mais completa aquilo que penso do momento que atravessamos.;)
 
Parte da Esquerda quer mesmo a falência e o regresso do escudo. Tal como algumas «elites» que têm dinheiro fora do país. Se o escudo voltar muita gente comprará o país por 3 tostões. Será um novo feudalismo estilo século XXI.

Como dizem alguns bloggers já há movimentações ao estilo das que ocorreram antes da queda de Santana Lopes. Se Cavaco não fosse PR... se fosse um PR socialista...
 
Viver abaixo da nossa inteligência

Sou hipertenso e ando sempre com o nível do colesterol mau perigosamente encostado ao máximo aceitável. Uma porra. Apesar disso, considero- -me um tipo calmo, sem mal-entendidos com a vida, capaz de rir das minhas próprias asneiras e defeitos, que não se leva demasiadamente a sério. Sou moderadamente otimista e confiante no futuro. Não sou daqueles que olham para os dois lados antes de atravessar uma rua de sentido único.

Peço muita desculpa por vos estar a maçar com este resumo da maneira como me vejo ao espelho, mas antes de comunicar que começo a ficar intranquilo relativamente ao rumo que as coisas estão a levar no nosso país, achei importante garantir-vos que não sou daquelas pessoas excitadas e nervosas, que desatam aos berros por tudo e por nada. Pelo contrário. É preciso alguém ser muito irritante, uma sumidade na arte da arreliação, para me fazer elevar a voz e tirar o sorriso.

Estamos a viver a ressaca dolorosa dos excessos de crédito e a tentar pôr em ordem as finanças públicas depois da sua fragilidade ter sido brutalmente exposta pelo rebentar da crise financeira internacional.

Quem já alguma vez abusou do álcool sabe que no essencial há duas maneiras de aliviar o mal-estar de uma ressaca. E o caminho mais adequado e correto não é o mais fácil, que consiste em beber para restabelecer um determinado nível de álcool no sangue.

É muito chato, mas o que é válido para a ressaca dos excessos de consumo de álcool também é para a ressaca dos gastos excessivos - apesar de ser tentador e extremamente popular atenuar as dores da violenta austeridade draconiana a que estamos sujeitos.

Compreendo perfeitamente a raiva dos desempregados e reformados, dos funcionários públicos e dos trabalhadores do privado, para quem é cada vez mais duro e difícil chegar ao fim do mês, e que hoje vão sair à rua para manifestar a sua revolta e descontentamento. Não só os compreendo, como também os apoio.

Mas não posso compreender - e muito menos apoiar quem tenta capitalizar em seu proveito este justo descontentamento, apesar de ser tão (ou até mais) responsável pelo dramático aperto em que vivemos. Tanto mais que desconfio seriamente de que se estivessem no Governo não teriam outro remédio senão aplicar receitas de austeridade - talvez com mais competência e dourando melhor a pílula, mas nem disso tenho a certeza.

Começo a ficar intranquilo porque desconfio de que depois de termos vivido acima das nossas possibilidades começamos a viver abaixo da nossa inteligência.

Por isso, devemos escutar a voz do bispo do Porto, que sugere tiremos partido da sabedoria dos mais velhos, criando um Senado de Seniores que aconselho o Governo.

É já muito claro que faltam cabelos brancos que aconselhem quem manda, quer no Governo quer na Oposição, lembrando a Passos que estratégia sem tática é o caminho mais lento e difícil para se alcançar a vitória e a Seguro que tática sem estratégia não passa de ruído.

JN
 
Se o estado não tivesse "mais olhos que barriga"...o dinheiro chegava!

Uma das consequências do "mais olhos que barriga" foi a excessiva contratação de funcionários para o Estado, sector claramente sobredimensionado que tem que ser reduzido. Há duas hipóteses, ou se despede uma enorme quantidade de FP ou se despede uma quantidade apenas grande reduzindo os salários aos restantes.

Se a TROIKA não empresta dinheiro ao estado, as famílias portuguesas é vão sustentar a dívida pública; se já assim é mau, imaginem os privados como ficariam se não houvesse ajuda externa. A dívida privada é um problema que diz respeito tanto aos assalariados do estado como do privado.

Aí é que eu pergunto, por quê? É óbvio que tem de haver ajuda externa, por mim até poderiam ser eles a governar directamente, mas se um dia a troika deixar de emprestar dinheiro, o que irá acontecer é que aqueles que têm algum dinheiro piram-se para o mundo civilizado e os que ficam não terão dinheiro sequer para sustentar as suas próprias dívidas, quanto mais as do Estado.
 
Infelizmente o estado não tem dinheiro para tudo.
Dizem que deviam cortar nos ordenados dos políticos (central\local) e nas mordomias. CONCORDO EM ABSOLUTO, mais ainda pelo exemplo que poderiam e deviam dar ao país. Mas no bolo total seria migalhas, ainda que migalhas gordas...

Se falarmos apenas dos políticos são migalhas gordas, mas se falarmos também de todos os dirigentes por este país fora que gozam de regalias absurdas mas de que ninguém fala porque estes senhores não aparecem na tv, já são muitas migalhas gordas! Tem se cortado em todo lado, mas acreditem que em muitos serviços públicos continua a haver gastos excessivos onde não deve e só sacrifica-se muitas vezes os meios necessários para cumprir um serviço público de qualidade.

Portugal viveu acima das suas possibilidades nos últimos anos sim, e concordo que todos até devem contribuir se não quisermos a falência, o que não admito é ter um gorverno que continue a viver acima das NOSSAS possibilidades enquanto todos nós temos que apertar. Os cortes têm que começar de cima para baixo e não de baixo para...baixo e que se continue a financiar Fundações que não têm qualquer utilidade pública a não ser para meia dúzia é inaceitável.

Cada vez está mais certo que este governo não aguentará até ao próximo ano, se não aguentar, vamos ver toda gente em festa, todos a gritar que venceu a vontade do povo etc etc....Mas depois? Qual vai ser a alternativa??? O povo volta a votar nos MESMOS que até hoje não apresentaram alternativa nenhuma...
 
Cada vez está mais certo que este governo não aguentará até ao próximo ano, se não aguentar, vamos ver toda gente em festa, todos a gritar que venceu a vontade do povo etc etc....Mas depois? Qual vai ser a alternativa??? O povo volta a votar nos MESMOS que até hoje não apresentaram alternativa nenhuma...

Se tal acontecer, a troika vai bater com a porta, ficamos sem financiamento e o país simplesmente fecha pra europa/mundo, ou então as exigências por parte da troika serão muito mais gravosas, e o que tem sido feito até aqui comparado com o que virá terá sido bem suave. Uma das primeiras consequências óbvias seria os juros baterem recordes o que nos irá por fora do euro.

As pessoas têm a falsa ideia que mudar pro PS irá sanear tudo isto, e suavizar todos os sacrifícios, mas não há ideia mais errada, pois o que este governo está a fazer é politica de esquerda igual aquela que eles fariam (o PS), as pessoas acham que as politicas têm sido de direita quando praticamente ainda nada houve.
 


Oxalá que o PM se decida a sair da sua "bolha" e abra os olhos para o que está a fazer e a acontecer à sua volta! Porque a continuar assim, vamos certamente ficar numa situação tão ruim ou bem pior se voltamos a ter eleições. Como é possível um PM ser o único, juntamente com o ministro da finanças, a não perceber que ninguém acredita nestas medidas, nem mesmo os "beneficiados" pela mesma? A mim também me preocupa o rumo que isto está a tomar...ou pior, o facto de não haver rumo nenhum :(
 
Mas anda tudo doido? Esqueceram-se, no espaço de um ano, que estamos totalmente tesos? Que somos uns pelintras de mão estendida?
Eu vejo as coisas assim:imaginem que foram ao banco pedir um empréstimo para pagar a casa, e que, em vez de pouparem, para todos os meses poderem pagar a prestação, gastaram o dinheiro todo que ganham, em férias no Algarve e compraram um automóvel topo de gama que gasta 30L aos 100. Como o dinheiro não estica decidem que vão amanha ao banco dizer que "não pago mais" porque eu até gosto de férias e trocar o carro por um mais económico dá "mau aspecto" à vizinhança.
Que estão à espera? Que o banco diga: ok, não pague agora, goze lá a sua vidinha que cá nos vamos aguentando...quando puder pague.
Contra a Troika???? Mas perdemos o juízo ou a vergonha?
Cito um comentário que li num jornal:

Protestar é um direito.

Portanto quem quiser protestar proteste.

E ninguém gosta de dificuldades.

E ninguém aprecia a austeridade.

Concordo com os protestos, porque eles permitem exorcizar as raivas, os demónios da impotência, as frustrações do corte nos salários...

Mas verdadeiramente não adiantam nada.

Partindo do princípio que os governantes estão a fazer o melhor possível para vencer a crise, protestar não trás mais-valia nenhuma, e até pode provocar alguma desconcentração na escolha das medidas inadiáveis e inevitáveis.

Mas enfim...

Ler mais: http://expresso.sapo.pt/torre-de-castelo-coberta-de-negro-com-a-palavra-basta=f753506#ixzz26XctiADn
 
Oxalá que o PM se decida a sair da sua "bolha" e abra os olhos para o que está a fazer e a acontecer à sua volta! Porque a continuar assim, vamos certamente ficar numa situação tão ruim ou bem pior se voltamos a ter eleições. Como é possível um PM ser o único, juntamente com o ministro da finanças, a não perceber que ninguém acredita nestas medidas, nem mesmo os "beneficiados" pela mesma? A mim também me preocupa o rumo que isto está a tomar...ou pior, o facto de não haver rumo nenhum :(

Quais beneficiados? Não ouvi ninguém do sector das exportações a queixar-se até agora.

Quem se anda a queixar é gente que depende muito do mercado interno, e sabem que para o ano haverá menos poder de compra, logo menos consumo. Ora como disse o Primeiro Ministro empresários como Belmiro de Azevedo têm boa opção, podem fazer reflectir a redução da TSU numa redução dos preços. Pois, mas isso se calhar já não interessa.

É óbvio que esta redução da TSU para os patrões torna o país mais competitivo. Mas... o aumento da TSU para os empregados poderia ser evitável se houvesse cortes em despesas do Estado. É isso que eu critico. Se o Governo acabasse com os livros oferecidos todos os anos, com os abonos de família acima dos 18 anos, com os colégios com contractos de associação, se houvesse renogaciação de rendas e encerramento de serviços públicos duplicados, entre outras medidas, o Estado pouparia certamento mais de 500 milhões de euros. E para isso ou falta coragem ou engenho e arte.
 
Quem se anda a queixar é gente que depende muito do mercado interno, e sabem que para o ano haverá menos poder de compra, logo menos consumo. Ora como disse o Primeiro Ministro empresários como Belmiro de Azevedo têm boa opção, podem fazer reflectir a redução da TSU numa redução dos preços. Pois, mas isso se calhar já não interessa.

Nisso Passos Coelho foi intelectualmente desonesto e demagógico. Senão vejamos:

- a quebra no poder de compra deverá ser superior a 7% (não esquecer que os cortes salariais de 7% incidirão sobre o salário bruto, pelo que a maioria das pessoas perderá perto de 9% do ordenado; mesmo se considerarmos que algumas empresas promoveriam um aumento salarial com a redução da TSU, é provável que poucas o façam, tendo em conta a situação económica actual);

- as cadeias de hipermercado beneficiarão de uma redução da TSU de 5,75%. Se considerarmos que os gastos com salários rondam os 30% do total do orçamento (nestas empresas até deverá ser menos, uma vez que o pessoal é na sua maioria pouco qualificado, e existem custos extremamente elevados de transporte, energia e arrendamento de imóveis), o benefício já foi reduzido a menos de 2%. Considerando que estas cadeias têm lucro, esse lucro é tributado em sede de IRC. Portanto, se formos aplicar à margem de lucro líquida por cada produto vendido numa grande superfície, o desconto da TSU (considerando uma margem de lucro média por produto de 10%, o que ainda assim acho excessivo), teríamos um desconto possível nos preços, resultante da redução da TSU, inferior a 0,2%.

Portanto, temos uma redução de poder de compra de 7%, e uma possibilidade de redução de preços de 0,2%. Compensa certamente.
 
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