O Estado do País

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As câmaras devem também ser proibidas de subsidiar toda e qualquer associação local ou sociedade recreativa. As associações que se financiem com o dinheiro dos sócios, sorteios, organização de eventos, etc. As empresas municipais devem ser todas extintas, os seus serviços integrados nos departamentos camarários e os seus empregados devem ser dispensados. O Ordenamento do Território deverá voltar a ter planeamento feito a nível central, como sucedia durante o Estado Novo. Se as coisas funcionassem assim as câmaras não estariam agora endividadas.

As câmaras devem ser proibidas de subsidiar qualquer actividade. Temos de chegar à conclusão que as câmaras em si não servem para nada e são elas próprias dispensáveis. Acabe-se com as câmaras. Governe-se por decreto. E com a internet desmaterializa-se tudo. Participamos à distância de um click. Quando quiserem saber a nossa opinião sobre um assunto qualquer, telefonam e fazem uma sondagem numa linha qualquer de valor acrescentado.
 
As câmaras devem ser proibidas de subsidiar qualquer actividade. Temos de chegar à conclusão que as câmaras em si não servem para nada e são elas próprias dispensáveis. Acabe-se com as câmaras. Governe-se por decreto. E com a internet desmaterializa-se tudo. Participamos à distância de um click. Quando quiserem saber a nossa opinião sobre um assunto qualquer, telefonam e fazem uma sondagem numa linha qualquer de valor acrescentado.

Agreste é esse tipo de discurso demagógico que estraga qualquer debate de ideias em Portugal e em última instância dá razão àqueles que defendem que a democracia não funciona em Portugal!

As associação sempre funcionaram com actividades locais, as quais hoje em dia estão mortas por excesso de regulamentação. Quando andava no C+S pensámos em fazer um sorteio de rifas, ora foi tudo feito ilegalmente porque em Portugal para algo do género era então necessária uma autorização do Governo Civil, e muitas burocracias pelo meio. E depois há a questão do monopólio do jogo em Portugal, que é mais uma estupidez, uma herança medieval. Algo tão simples como um sorteio de rifas poderia ser autorizado e regulado pelas câmaras municipais. Não se podem vender bolos nas feiras, as câmaras começaram também a organizar as festas, a pagar a artistas, quando há 2 décadas esses bailaricos eram organizados por privados. As associações devem ser pagas pelos sócios, ponto final, caso contrário abre-se espaço para abusos impossíveis de controlar. O Estado deve apenas facilitar as actividades típicas destas organizações locais, acabar com regulações e burocracias, para que as associações se possam financiar a si próprias.

Em Portugal não se podem sugerir medidas que visam uma boa gestão dos recursos existentes, vêm logo pessoas como tu com argumentos falaciosos, começa logo a gritaria do fim do Estado Social, dos neo-liberais, do malvado do capitalismo, da morte do poder local. Assim nada mudará enquanto houver pessoas com o teu discurso.
 
Estou de acordo que as autarquias devem ser impedidas de financiar todo e qualquer particular, associação, clube, fundação, cooperativa! Uma autarquia tem funções bem definidas, e a elas se deve concentrar, não devendo em caso algum desperdiçar os dinheiros públicos, que não vêm de uma fábrica de fazer dinheiro (como muitos crêem), mas sim de todos os nossos impostos!

Não esqueçamos as funções de uma autarquia: prestação de serviços (água, saneamento, estradas, licenciamento de obras, alvarás, investimento em obras públicas e chega!).
O erro das autarquias veio em 1a linha de um excesso de trabalhadores contratados sem qualquer vocação ou formação adequadas, e em 2a linha quando se tornou óbvio o erro e o peso financeiro, a criação das ditas empresas municipalizadas (as piscinas, o tratamento de resíduos sólidos, a distribuição de água, etc e etc..). Apenas serviram para, legalmente, ainda mais aumentarem o défice, com os encargos associados, pois por muito que possam ser mais eficientes estão mortas à nascença por representarem um custo acrescido aos portugueses, dado que já antes existiam recursos que asseguravam as mesmas funções! O que se fez foi uma modernização dos serviços, duplicando o pessoal e facturando os custos a todos portugueses!

Ah cabecinha pensadora.. Isto esquecendo o fundamental: criar mais poleiros para boys!
 
Por acaso não esperava o apoio do patronato na questão da TSU, travar o consumo dá em grandes maleficios para toda a economia. por isso mais impostos pode ter efeito contrário ao esperado. Além de aumento da evasão fiscal.

Na questão da saude o Paulo Macedo tem diminuido a despesa sem entrar em grandes loucuras e perdas de qualidade de serviço. Talvez não seja o pior ministro...

O aumento de impostos que não gerem equidade, é um desperdicio, talvez o melhor seja atacar na despesa, mas isso leva a muitos despedimentos.

Vai acabar por rebentar para todos de uma vez....
 
Espero que se abra rapidamente a porta para abandonar o Euro e que sejam canceladas todas as negociações com o FMI e União Europeia. Portugal devia poupar dinheiro e deixar de pagar a contribuição para o FMI que é uma instituição inútil.
 
Comparativamente a um corte de um salário a toda a gente via aumento de impostos, qual é a diferença em termos de impacto maléfico na economia ?

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Menos dinheiro disponivel para consumo, menos procura, redução de produção, desperdicio que como se sabe é o maior inimigo da economia.

Se o dinheiro pára de circular, mais industrias vão fechar, mais desemprego, maior despesa para o estado e consequentemente menos receitas.

Há medidas que provavelmente iriam surtir efeito na despesa, redução, fusão, extinção de serviços, reduzia custos a longo prazo, mas aumentava a curto prazo.
 
Antes de saírem de cena ainda vão tentar colocar no orçamento a venda da caixa geral de depósitos e a venda da gestão dos aeroportos. Cabe ao PS decidir o que quer fazer.
 
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Gabriel Garcia Marquez - Ninguém escreve ao Coronel/O Coronel não tem quem lhe responda.

Uma história de injustiça e violência: Um velho Coronel reformado vai todas as sextas-feiras ao porto esperar que o correio lhe traga a resposta a uma carta oficial que dê provimento à justa reclamação dos seus direitos pelos serviços prestados à Pátria. Mas Pátria nunca lhe responde e permanece muda...

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A maioria dos nosso patrões tem alergia às exportações, gostam sim do mercado interno.

Em Portugal há cerca de 1 milhão de empresas, mas apenas 18 000 exportam, e 100 empresas têm nas mãos 50% das exportações. Muitos produtos são exportados por mero acaso, porque foram descobertos por um estrangeiro ou levados por um emigrante, é o caso dos sabonetes portugueses que a Oprah usa. Os patrões não se dão ao trabalho de fazer marketing lá fora, de tentar exportar. Sei de produtos que são vendidos como gourmet a preços altos em diversos países europeus ou nos EUA mas a produção continua baixa porque os patrões portugueses não aumentam a produção e não fazem marketing, ficam à espera que os clientes caiam do céu, que os clientes apareçam à porta. Não percebem que já não vivem no tempo em que havia condicionamento industrial e comercial, agora vivemos na era da globalização, da concorrência, da competição, a proteção das fronteiras fechadas e dos condicionamentos salazaristas acabou, esse mundinho de proteção e segurança acabou!

A subida da TSU para os empregados iria matar ainda mais o mercado interno, mas é esse mesmo mercado que está sobredimensionado. Portugal é o país da Europa com mais área comercial por habitante, não se vê em lado nenhum tanto centro comercial ou os horários do comércio que há no nosso país! Somos ainda campeões em cafés, restaurantes, padarias e aumento da área contruída! Por isso se ouviu tanta gritaria, há muito dinheiro investido no sector dos serviços e do imobiliário, e querem continuar a mamar num biberon chamado mercado interno.

Por outro lado a descida da TSU para os patrões era uma medida estrutural importante, pois iria tornar o país mais competitivo, ajudar a atrair investimento estrangeiro. E Portugal neste momento precisa muito de investimento estrangeiro, pois não temos cultura industrial, não haverá nenhum milagre industrial por vontade dos portugueses.

Vítor Gaspar tomou esta decisão com base num modelo matemático, não foi uma medida lançada do ar.

Como já referi preferia que baixasse a TSU para os patrões, mas não a subissem para os empregados, como alternativa o Estado deveria cortar na despesa.

Andei há tempos a ler sobre a Idade Média portuguesa, são notórias as divergências entre clero, nobreza e Casa Real, com o clero e os senhores locais a tentar manter as suas capelinhas, por isso muitos reis portugueses acabaram excomungados! Estes problemas têm séculos, isto normalmente acaba com um D. Dinis, um D. João IV, um Marquês de Pombal ou um Salazar a pôr ordem na casa durante umas décadas.
 
Vince falta referir a comunicação social local, que vive muito da publicidade das autarquias, e das empresas municipais, e que por isso não arrisca críticas!
 
98.000 euros para uma avaliação do património da Parque Escolar EPE... nada mau!

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Será que não têm ninguém dentro da Parque Escolar que possa efectuar essa avaliação??? É preciso adjudicar uma prestação de serviços para isso, ainda por cima por um valor tão elevado??!!! Gostava de saber que é que vai ganhar o concurso...

Ninguém tem mãos nisto...:mad:
 
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