O Estado do País

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Reflexão

Bem sei que aqui neste fórum ninguém acredita nas «teorias da conspiração» que por aí circulam. Tenho investigado sobre este tema, e acho que alguma informação que tem o seu fundamento.

Sempre achei que se o Governo anterior andava a anunciar a meio mundo tanta obra pública, é porque alguém por trás garantiu o dinheiro. Não são agentes externos os culpados pelos nossos erros, más opções ou problemas estruturais. Mas podem ser os culpados por estarmos tão endividados, e com um objectivo bem claro.

Imaginem um viciado em heroína. Não terá culpa maior quem lhe vende a droga para ficar com o seu dinheiro? Nós somos os viciados em dinheiro emprestado e num estilo de vida insustentável. Não terá culpa maior quem promete o dinheiro, em troca de juros absurdos e de mais umas coisas que só Deus e o diabo sabem?

É que andam por aí membros do anterior Governo a dizer que houve orientações internacionais, do estrangeiro, para aumentar a despesa pública. Para fazer obras públicas, para o Estado gastar mais. Mas não mencionam quem deu essas orientações. Foi o FMI? Foi a OCDE? Foi a UE? Foi Merkel? Foi a Goldman Sachs? Foi a Internacional Socialista? Quem foi? Onde foi dito? Quem deu essas orientações, onde e quando?


Seria fundamental sabermos de onde partiram. E passo a explicar a parte que ninguém aceita. Também não «acredito» piamente. Sou céptico. Mas há dados que não podem ser ignorados.

Actualmente há dois membros do Governo com forte poder de influência, António Borges e Carlos Moedas, ligados... à Goldman Sachs. Tal como membros de outros governos europeus.

Sabe-se que actualmente a economia americana e o dólar enfrentam sérias dificuldades, que a Europa poderia contornar e o euro poderia sair desta crise como substituição do dólar, levando à ruína dos EUA. O Velho Continente tem atributos e potência, para com uma UE forte, ser de novo a potência líder global em vários domínios, como foi até à Segunda Guerra Mundial.

Uma possível derrocada do euro teria muitos benefícios para a economia americana, principalmente se pelo meio houvesse um conflito bélico, cada vez mais provável no Próximo e Médio Oriente, mas que a partir daí poderia se estender ao Cáucaso, aos Balcãs, e num cenário extremo, à Europa Ocidental.

Os EUA são uma sociedade em decadência desde os anos 80. Em termos relativos desceram em vários indicadores sociais, especialmente na educação, embora ainda mantenham algumas das melhores universidades do mundo. Mas são uma sociedade com extremos cada vez mais notórios, mais desigualdades, e também menos liberdade e segurança. Estão mal como estavam nos anos 30...

A queda de Dominique Straussh Khan está envolta em várias teorias da conspiração. Várias declarações recentes confirmam que Dominique teria dado outro rumo à França e à Europa, e que se encontra contra a estratégia actual. Já Lagarde é pró-EUA, e parece seguir outras recomendações... e insiste numa receita que está a levar a Europa à ruína.

A estratégia que levou à queda de Dominique foi a mesma empregue para remover outros indesejados, como Berlusconi ou Assange. Um escândalo sexual propagado por todo o mundo pelas mesmas agências de comunicação que nos andaram a enganar sobre o Iraque e a Líbia e que agora nos mentem sobre a Síria e o Irão.

Se é verdade que temos que resolver os nossos problemas estruturais, se é verdade que temos que viver de acordo com as nossas possibilidade, também é verdade que a insistência nesta estratégia e neste plano só vai arruinar ainda mais o país, como está à vista até de muita gente com o quarta classe ou mesmo analfabeta. Portugal precisa de uma redução na taxa de juros, e de mais anos para ordenar a sua economia. Precisa também de um perdão parcial da dívida, ou de mais tempo para pagar o que deve. Para além disso, é necessário reduzir custos na Educação, Saúde, ou Segurança Social, garantindo que os mais necessitados não ficam de fora e têm o suficiente para viver com dignidade. Mas o mais importante é limpar os partidos da plutocracia que vampiriza o país, e que segue as ordens daqueles que controlam oligarquias ou monopólios que vivem de rendas e privilégios garantidos pelo Estado. Toda a gente aqui sabe de quem falo, vários escritórios de advogados, alguns banqueiros, empresas do sector energético e energias renováveis, construção civil e obras públicas, ateliers de arquitectura, empresas públicas deficitárias, alguma comunicação social.

Cada vez mais creio que há um plano arquitectado para destruir o euro e a Europa, para destruir a classe média e até levar a uma espécie de Idade Média tecnológia, a um neo-feudalismo na era da Ciência.
 
Sugiro que Portugal suspenda a participação financeira que tem nesta empresa.

É preciso ter em conta que em 2010 esta empresa sustentava que os cortes orçamentais não tinham efeitos recessivos importantes. Estimavam multiplicadores 0.4-0.7 euros por cada 1 euro de corte orçamental. 2 anos depois e perante a desgraça geral, estimam agora um valor de 0.9-1,7 por cada euro de cortes, quase o dobro dos valores anteriores.

É sintomático que o teu quadrante partidário não tenha esboçado qualquer reacção perante este vergonhoso embuste. Provavelmente porque não interessa o que o FMI possa dizer. Os estudos económicos não interessam. O "projecto de transformação social" não pode parar.
 
Em 2010 todos queriam chegar ao défice dos 3% a breve prazo. Colocadas em prática todas a receitas milagrosas, uns chegam à conclusão que se enganaram e mandam cá pra fora um estudo que afirma o contrário do que antes concluíram, outros dizem que a culpa é dos países que aplicaram as medidas porque exageraram. Perante a desgraça geral e a impossibilidade de atingir o que quer que seja sobra um cinismo patético.

Ainda andaram por aqui a meter o défice na constituição. Infelizes... nem essa simples linha da constituição serão capazes de cumprir.
 
"Em 1661…


DIÁLOGO ENTRE COLBERT E MAZARINO DURANTE O REINADO DE LUíS XIV

Colbertfoi ministro de Estado e da economia do rei Luiz XIV.
Mazarino era cardeal e estadista italiano que serviu como primeiro
ministro na França. Notável coleccionador de arte e jóias,
particularmente diamantes, deixou por herança os "diamantes Mazarino"
para Luís XIV em 1661, alguns dos quais permanecem na coleção do museu
do Louvre em Paris.

O diálogo:

Colbert: Para encontrar dinheiro, há um momento em que enganar (o
contribuinte) já não é possível.
Eu gostaria, Senhor Superintendente, que me explicasse como é que é
possível continuar a gastar quando já se está endividado até ao
pescoço...

Mazarino: Se se é um simples mortal, claro está, quando se está
coberto de dívidas, vai-se parar à prisão.
Mas o Estado... o Estado, esse, é diferente!!! Não se pode mandar o
Estado para a prisão. Então, ele continua a endividar-se... Todos os
Estados o fazem!

Colbert: Ah sim? O Senhor acha isso mesmo ? Contudo, precisamos de dinheiro.
E como é que havemos de o obter se já criamos todos os impostos imagináveis?

Mazarino: Criam-se outros.

Colbert: Mas já não podemos lançar mais impostos sobre os pobres.

Mazarino: Sim, é impossível.

Colbert: E então os ricos?

Mazarino: Sobre os ricos também não. Eles deixariam de gastar. Um rico
que gasta faz viver centenas de pobres.


Colbert: Então como havemos de fazer?

Mazarino: Colbert! Tu pensas como um queijo, como um penico de um
doente! Há uma quantidade enorme de gente situada entre os ricos e os
pobres: São os que trabalham sonhando em vir a enriquecer e temendo
ficarem pobres. É a esses que devemos lançar mais impostos, cada vez
mais, sempre mais! Esses, quanto mais lhes tirarmos mais eles
trabalharão para compensarem o que lhes tiramos. É um reservatório
inesgotável."

Esta receita é tão atual que mete medo ao verificar que por mais revoluções que se façam\fizeram, as coisas não são assim tão diferentes...
Há soluções milagrosas? Não me parece...
 
Antes das eleições, o líder da psicolaranja Passos Coelho, chegou a pedir desculpa aos portugueses por viabilizar o pacote de austeriedade que o então José Socrates apresentou.

Passo Coelho disse mesmo que o estado deveria cortar efetivamente pelo lado da despesa e não estrangular a economia e o País com impostos. Do lado dos submarinos, isto é do lado do Partido Popular, vulgo CDS, um partido cuja filosofia politica se assenta numa simbiose de impostos minimos, estado minimo, num liberalismo à estado feudal, engole em seco e aprova uma série de medidas que por muito que lhe fervam no escroto vai em sentido contrário aos seus próprios ideais, torrando a paciência dos portugueses e seus próprios eleitores.

Como já se notou, efetivamente este governo é uma cambada de aldrabões, nada disto foi prometido, nada disto foi mostrado aos Portugueses, este manipular de cenários, de promessas, de jogo de ilusões padecem de um unico objetivo, chegar ao governo, e distribuir uns lugarzinhos enquanto isto não vai abaixo. Ora para isto, que fossem para a p....%%/)$$#%##. Cambada de Aldrabões!!!!!!

Quanto à troika, que se constitui por uma série de entidades que têm como equilibro a ajuda e equilibrio monetário internacional, ao qual Portugal é contribuinte, essas entidades têm também a contribuição do povo Português, apresenta uma solução de ajuda a Portugal cobrando 4% de juros, 34,4 mil milhões só em juros. Isto é uma ajuda ou um golpe?
 
Antes das eleições, o líder da psicolaranja Passos Coelho, chegou a pedir desculpa aos portugueses por viabilizar o pacote de austeriedade que o então José Socrates apresentou.

Passo Coelho disse mesmo que o estado deveria cortar efetivamente pelo lado da despesa e não estrangular a economia e o País com impostos. Do lado dos submarinos, isto é do lado do Partido Popular, vulgo CDS, um partido cuja filosofia politica se assenta numa simbiose de impostos minimos, estado minimo, num liberalismo à estado feudal, engole em seco e aprova uma série de medidas que por muito que lhe fervam no escroto vai em sentido contrário aos seus próprios ideais, torrando a paciência dos portugueses e seus próprios eleitores.

Como já se notou, efetivamente este governo é uma cambada de aldrabões, nada disto foi prometido, nada disto foi mostrado aos Portugueses, este manipular de cenários, de promessas, de jogo de ilusões padecem de um unico objetivo, chegar ao governo, e distribuir uns lugarzinhos enquanto isto não vai abaixo. Ora para isto, que fossem para a p....%%/)$$#%##. Cambada de Aldrabões!!!!!!

Quanto à troika, que se constitui por uma série de entidades que têm como equilibro a ajuda e equilibrio monetário internacional, ao qual Portugal é contribuinte, essas entidades têm também a contribuição do povo Português, apresenta uma solução de ajuda a Portugal cobrando 4% de juros, 34,4 mil milhões só em juros. Isto é uma ajuda ou um golpe?

Alguem já deve estar a redigir a redação, diz que és do partido dos verdes e tens já um ataque:lol::lol:
 
Não sei se os comunistas comem criancinhas ou não, penso que não, que não chegaram ao extremo do canibalismo, mas tu fazes alguma confusão nas coisas. O facto da maioria da sociedade, como eu, estar extremamente desiludida com os partidos democráticos, isso nunca fará com que pessoas como eu votem em partidos revolucionários ou totalitários cujo objecto é a destruição do capitalismo e do tipo de sociedade livre em que vivo.
Eu acredito na social democracia, acredito na economia de mercado aberta e concorrencial, acredito numa sociedade livre, acredito num Estado pequeno mas essencial em funções pilares e reguladoras, sei que o nosso "centrão" está podre e corrupto em Portugal, mas a minha luta é sempre a de corrigir o que está mal. O facto de estar mal e doente nunca me levaria a escolher ainda pior, é isso que acontece em alturas como estas, as pessoas vão para os extremos totalitários, comunismo e fascismo, e acaba tudo em guerras. Eu não sigo nunca esse caminho.

Já agora, as pessoas brincam com a expressão "os comunistas comem criancinhas", mas eu não sei porque é que brincam com isso, não é assunto para brincar, até é mesmo insultuoso e nojento brincar-se com isso. O comunismo foi a ideologia política que deixou entre 85 a 100 milhões de mortos no mundo no século passado, matou muito mais gente do que o nazismo por exemplo. Nunca percebi porque raio se brinca e se menoriza os crimes e a tragédia do comunismo que não deixou para a humanidade um único exemplo positivo do que quer que seja, nem económico, social, nada, não deixou mesmo nada, só tretas, pobreza e milhões de mortos. Quem quiser que me demonstre o contrário, aguardo com expectativa....

-> Mass killings under Communist regimes

Quanto ao BE, desconfio que não saibas mesmo do que se trata aquilo de que gostas tanto. Achei uma certa piada ontem teres referido que tinhas seguro de saúde. Mas não me alongo sobre o assunto hehehe.





Talvez não precisem de carro pois parece que uns quantos deputados do BE não tem sequer carta de condução. E podem sempre requisitar um carro da assembleia com motorista dedicado que os leve e traga de Lisboa a Guimarães, em vez de irem de autocarro ou comboio.

->





Diz lá o que sugeres que se faça Agreste.
Já agora, podias bater menos no FMI, eu sei que usam exactamente a mesma K7 cheia de pó e toda enrugada que já vem dos anos 70 e 80 e que são incapazes de mudar a mesma por muito gasta que esteja, mas na troika tem sido o FMI o mais tolerante a defender um caminho menos agressivo, as posições mais intolerantes tem sido os nossos parceiros europeus da troika. Posso dar-te vários exemplos concretos disso mesmo, quer em Portugal quer na Irlanda, em que o FMI na minha opinião defendia posições mais do interesse dos nossos países, e os parceiros europeus forçavam interesses que apenas beneficiavam certos países da Europa central.




Só por curiosidade, quem queres que ganhe eleições e nos governe futuramente? E porquê, que soluções acreditas, que coisas propõem, ou que vão propor em eventuais alternativas ? Pergunto por mera curiosidade, dado que nos Media, como bem referes, e nas próprias oposições políticas, está tudo inundado de gente indignada a dizer que estamos desgraçados, e efectivamente estamos completamente desgraçados com este brutal aumento de impostos que aí vem, mas ninguém é capaz de nos indicar ou sequer perguntar às muitas eminências e "tudolólogos" que inundam o nosso espaço mediático sobre que caminho alternativo podemos então seguir.
Como nos Media e na Política ninguém pergunta nada, aqui no fórum sempre temos maior liberdade de questionar directamente o assunto entre nós.

Nem sempre a melhor defesa é o ataque!!!!, já percebi há muito que o seu centrão está doente, nota-se todos os dias...mas há que ter esperança...trabalhamos arduamente para isso.
Tambem acredito que a minha entidade patronal, que é correcta e me desconta pelo verdadeiro salario, que é para pagar agora aos reformados que se reformaram com 40 e 50 anos de idade e eu reformarei-me, a correr bem aos 90 anos, e nessa altura nem reforma terei, pois não terei quem desconte para mim, em que neste momento não sei onde é o meu centro de saude, nem o medico de familia....mas lá para a provincia ainda lhes prometeram um helicoptero, que vira dos ceus para socorrer os aflitos, mas ao contrario do que iria comentar dos seguros de saude, eu só tenho porque o nosso SNS que temos, o melhor do mundo, é muito eficaz e pelos vistos ir ao SNS cada vez está mais barato...eu só o tenho porque é cool ter mais um cartão na carteira, pagar todos os meses o seguro porque os salarios são bons...
Quanto aos carros que o BE anda ou outros, não me interessam, preocupo-me mais com o carro que me leva ao trabalho...mas parece que o BE é que é o gastador, não há por aí alguem do centrão que tinha não sei quantos motoristas.....

Edit: http://expresso.sapo.pt/motorista-de-relvas-recebe-73-mil-euros-em-cerca-de-tres-anos=f702460
http://expresso.sapo.pt/socrates-o-coleccionador-de-motoristas=f586400

Mas esperemos sentados, meia volta o outro do centrão, vem a publico querer a maioria para bem governar...
 
Há uns quantos anos atrás, bem antes de ter rebentado a crise financeira internacional, houve um pequeno país da Europa do Leste que entrou numa crise económica severa. Na altura o FMI interveio e acabou por ajudar a salvar o país em poucos anos.
A história é curiosa e bastante desconhecida dos portugueses, porque nesses tempos Portugal esteve entre os países que se recusou a participar nessa "ajuda" a esse país. Portugal era bastante "rico" na altura, não estava para ajudar nesses disparates.

O FMI também está na Hungria. Consta que a Hungria é um país da União Europeia onde o Primeiro Ministro demitiu quase todos os juízes, pediu aos tribunais para ilegalizar o maior partido da oposição, há uma espécie de exame prévio aos jornais feito por um membro do governo que foi um ex-director de uma revista erótica, vários presidentes de câmara são neonazis assumidos com milícias privadas, há polícia política e perseguições, há ciganos a pedir asilo ao Canadá, os sem abrigo pagam 500 euros de multa se forem apanhados a dormir na rua 2 vezes e pagam multa se tentarem apanhar latas de refrigerantes para vender na reciclagem.
 
Há uma série de equívocos no teu post. Nota-se que estás revoltado, ora bem vindo ao clube então.
Começando pelo início, que a segurança social está falida, opa, isto já eu digo há imensos anos, só acordaste agora ? Procura lá nas primeiras centenas de mensagens deste tópico, há anos que digo que a SS tem sido um esquema fraudulento do tipo de pirâmide, que só é legal porque é do Estado, se fosse privado seriam todos presos por fraude.

Quanto à saúde, repara, parece que nos últimos anos se conseguiu reduzir em mil milhões só a despesa em medicamentos no SNS, que mesmo assim se mantém bem acima da média da OCDE. Todos os peritos são unânimes em considerar que Portugal vivia há anos num regabofe farmacêutico brutal. Isto começou a inverter-se desde há anos, justiça seja feita, já no próprio governo de Sócrates, e agora só se acentuou mais rapidamente. No entanto, o que vemos por aí ? Vemos as eminencias pardas do regime indignadas pelos ataques ao SNS.

Quanto aos carros, também me estou nas tintas, os problemas do país não são esses. Só achei piada dizeres que és BE e ao mesmo tempo teres seguro de saúde privado, é blasfémia nessa vossa religião, tipo um padre subscrever os serviços de uma agência de acompanhantes :D


Onde é que eu disse que era do BE!!!!! já votei no BE, já me absti bastante vezes e estou sempre na mesa de voto a dar apoio...gosto de estar por fora, tipo gosto de ver um bom jogo de futebol, mas não tenho clube...é bom e raramente se fica triste;)
Já me ofereceram um cartão de sócio de um dos centrões, há mais de 20 anos, convidam-me para almoços e jantares, de vez em quando lá me mandam uma cartinha para pagar as quotas em atraso (:lmao::lmao::lmao:), acho que anda no fundo de um porta luvas qualquer, não quer dizer que seja do centrão;);), já o tive para devolver, mas diz que é bom para estacionar em lisboa na sede do partido que não se paga nada...como nunca vou a lisboa, nem si onde fica a sede...fica assim;) e não sou do centrão...
Mas já enjoa associares-me ao BE, assim como fica mal alguem defender este tipo de governação...

Edit:
No entanto sou autarca independente há 20 anos....
 
Artigo de opinião do Camilo Lourenço:

Um dia, alguém perde a paciência...
14 Outubro 2012 | 23:30

Carlos Zorrinho diz, a propósito da aquisição de quatro viaturas (custeadas pelo orçamento da AR) pelo grupo parlamentar do PS, que a Democracia tem custos. Francisco Assis, também do mesmo partido, pergunta se o presidente do grupo parlamentar deve andar de Clio...
Vamos deixar de lado a publicidade que Assis fez ao novo Clio e focar-nos noutro ponto: o que é que estas declarações (há gente noutros partidos a dizer coisas parecidas…) revelam? Isso mesmo: uma grande falta de tino. Vejamos: a Democracia tem custos? Claro. Mas esses custos devem ser tão mais baixos quanto as dificuldades sentidas pelos cidadãos. Ora fazer estas declarações numa semana em que os portugueses levaram pela goela abaixo uma aviltante subida de impostos é gozar com as pessoas. Porque não se percebe qual a relação entre a Democracia e um Audi A5 e três VW Passat. E não se entende por que a utilização de um Clio atira os parentes do presidente de um grupo parlamentar para a lama…

Tenho passado os últimos meses a explicar aos muitos leitores, ouvintes e telespectadores que me escrevem que salários, automóveis, subsídios de deslocação e outras "mordomias" dos políticos são uma gota de água no oceano da despesa pública. E que pouca diferença fazem no total. Mas política não se faz apenas de números. Faz-se de exemplos. Porque são os exemplos que fazem a "cola" que forja o consenso social. Consenso que ajuda a enfrentar os sacrifícios dolorosos que o país está a fazer. Não perceber isto, e fazer brincadeiras idiotas com Audis, VWs e Renault Clios, é mostrar que a classe política não aprendeu nada com os erros dos últimos anos. E um dia alguém sova um político.

Isto é para quem está contra e para quem está a favor dos governantes. Serve para mim, para vós e para todos.
Os governantes e a oposição, juntamente com os críticos e colunistas deste nosso Portugal, deviam envergonhar-se por não serem os primeiros a dar o exemplo.

Cada um de nós tem um papel a desempenhar nesta crise - isto se concordarmos que não basta falar mas agir.
 
Há uns quantos anos atrás, bem antes de ter rebentado a crise financeira internacional, houve um pequeno país da Europa do Leste que entrou numa crise económica severa. Na altura o FMI interveio e acabou por ajudar a salvar o país em poucos anos.
A história é curiosa e bastante desconhecida dos portugueses, porque nesses tempos Portugal esteve entre os países que se recusou a participar nessa "ajuda" a esse país. Portugal era bastante "rico" na altura, não estava para ajudar nesses disparates.

Vince, falta de solidariedade é algo que não se pode apontar ao nosso país. Apesar de históricamente devido à colonização o nosso país em parte sente um remorso miudinho pelo processo " colónias" , o certo é que nos anos 80/90 em que tivemos algum desafogo orçamental Portugal ajudou em largos milhões alguns países onde tinha ligações históricas e culturais como os PALOP.

Hoje alguns vão retribuindo, Angola, por exemplo é um grande destino das nossas exportações e têm sido um balão de oxigénio de algumas empresas. Esta reciprocidade sócio-económica é o que devia estar incluída na prática numa União Europeia, FMI, etc, Há muitos anos a Grécia também ajudou a Alemanha. OS tempos mudam e o barco salvavidas muda de mãos muitas vezes.

Mas não acontece isso, hoje uma série de burgueses apoderou-se de uma série de organismos que ultrapassam os próprios países, em actos de beneficiencia emprestam dinheiro que é de todos a 4%, olhando apenas a numeros e pontos de vista que somente são do próprio interesse, estrangulando qualquer outra solução.

Não devemos ser contra algumas medidas de melhor racionalização de meios, todos sabemos que na economia o desperdício é o pior inimigo, já Adam Smith chegou a essa conclusão, mas desta forma...... O teu centrão anda mesmo doente.....
 
Sabes o que mais me preocupa sinceramente ? Não é a crise em si, essa já a esperava há anos. O que mais me preocupa é não haver sinais de debate na sociedade e nas nossas elites de como no futuro deveremos impedir que uma crise como esta ocorra novamente. Não só não vejo sinais disso, como vejo é sinais contrários.


é precisamente isso,daqui a 20 anos se recuperarmos desta estaremos metidos noutra
 
Sabes o que mais me preocupa sinceramente ? Não é a crise em si, essa já a esperava há anos. O que mais me preocupa é não haver sinais de debate na sociedade e nas nossas elites de como no futuro deveremos impedir que uma crise como esta ocorra novamente. Não só não vejo sinais disso, como vejo é sinais contrários.

Ontem vi o debate do Pós e Contras já na parte final, verifiquei que existe um nicho de pessoas que só por si está no contra sem uma grande fundamentação, simplesmente começa a pensar de cabeça quente, dada a situação que provavelmente se encontra.

No entanto o governo parece fazer orelhas moucas para outros pontos de vista. Por exemplo acreditas que a dívida ou o empréstimo poderá ser pago através destas medidas? Como é bem evidente e não se precisa de ser economista, estas medidas vão criar uma retracção brutal no consumo e na economia. Desta forma o desemprego brutal vai ser uma variável a ter em conta. Como sabemos o desempregado não gera riqueza, o PIB faz-se com com a soma as parcelas de produção das empresas, trabalhadores, etc. O facto de aumentar o desemprego, menos riqueza é criada, o PIB decresce, dificilmente se encontra liquidez para pagar a dívida.

A dívida pública não deve ser paga através dos impostos sobre o trabalho, os impostos devem somente ser utilizados para uma questão de equidade. A dívida deve ser paga através da criação de riqueza, do trabalho generalizado.

A solução passa por regonegociação da divida, da taxa de juros para perto de 0/0,5% por parte da troika, da diminuição de impostos sobre trabalho, para aumentar a capacidade de aumentar consumo estimular a economia.

Com um bom desempenho económico interno as empresas ficam com capacidade de competir externamente também.
 
Dívida, procura interna, impostos e cortes na despesa
Antes da crise, Portugal tinha cerca de 20 mil milhões de euros por ano de procura interna que eram claramente financiados por endividamento. O dinheiro era injectado via fornecedores do Estado e funcionários públicos. Sem financiamento externo do Estado, essa procura interna tem que desaparecer. Se se cortar na despesa, corta-se o fluxo de dinheiro que gerava a tal procura interna de 20 mil milhões. Se, pelo contrário se aumentar impostos, parte dessa procura interna é preservada. Cortes na despesa implicam uma libertação de meios para satisfazer procura externa. Aumento de impostos (sobretudo IRS, IRC) implica cobrar impostos a quem produz para o mercado externo para financiar a procura interna. Portanto, das duas soluções para cortar no défice, aumentar impostos é a que melhor favorece a procura interna. Mas é interessante ver a Maria João Marques a defender em simultâneo cortes na despesa e a procura interna.

http://blasfemias.net/
 
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