O Estado do País

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Paulo, mais um pouco de esforço e compreenderás que os maiores fascistas que vivem entre nós são aqueles que passam a vida a falar de fascismos ....

Pois.. Já desconfiava, Vince! :)
Na prática, é tudo gente do mesmo saco (fascistas, leninistas, trotskistas ou maoistas), pois além de serem laicos, fazem extremar a sua propaganda da mesmissima forma: estado super-regulador, polícia política, faixas, bandeiras, símbolos, fotos, estátuas, escola política, exército forte, controlo dos mídia, os valores da família ou o proletariado, blá, blá, ..., blá blá blá!

É como se os velhos tivessem sido congelados no tempo, e os novos que nem sequer viveram esse tempo, passam o tempo a rever cassetes ou a estudar livros de política/sociologia de há 100 anos que nunca vingaram nesse tempo e muito menos no futuro. Vivem para o voto fácil, de demagogias ou arrebatar votos de causas minoritárias (droga livre para todos, aborto grátis, greves mensais), enfim tudo causas que em nada resolvem o problema atual. Na verdade nunca os vi, numa campanha qualquer de angariação de fundos no combate à pobreza. Esta não é a sua guerra, mas o bastião onde acreditam poder prosperar e multiplicar-se! Alguém dúvida de que é assim?

Acordem para a vida!
 
Há uma lei aprovada em 2003 por PS, PSD e CDS que impede que os partidos vivam do financiamento dos seus próprios militantes e estejam exclusivamente dependentes do financiamento estatal.

Tal e qual nos EUA. E depois vemos os grandes interesses (financiadores, muitas das vezes multiplicados por "meros cidadãos" a exercer a sua força.

É escolher a forma de pagamento.

No meu ver, isso é tretas... ou são honestos, corruptos, íntegros ou influenciáveis.
 
Ora sobre o Partido que muita gente aqui venera, hoje deixo-vos isto.

Muito bom Trepkos, genial mesmo!! :) Já há algum tempo que não me ria assim, que belo texto e que belas receitas!

Em especial adorei a hipótese deles adoptarem a sua própria moeda (ex: do monopólio), assim sempre podiam fingir que ganham muito, só não se livravam era das dívidas, mas isso é coisa dos capitalistas, nada que os incomode muito.. :)

Também gostei do fim dos militantes voluntarios, que não pagando cotas, são como "caridade", ou seja, são militantes acostumados. Fora com eles! :)
 
Tal e qual nos EUA. E depois vemos os grandes interesses (financiadores, muitas das vezes multiplicados por "meros cidadãos" a exercer a sua força.

É escolher a forma de pagamento.

No meu ver, isso é tretas... ou são honestos, corruptos, íntegros ou influenciáveis.

Não estou a ver grandes interesse financeiros a financiar anonimamente o PCP. Não acredito que os banqueiros frequentem a quinta da atalaia.

O PCP organiza o tempo disponível correspondente aos deputados da coligação. Também utiliza os tempos de antena do serviço público de televisão. É a única forma de comunicar com os eleitores uma vez que nunca participa em debates televisivos.
 
(...) Mas há coisas em que estou solidário com o PCP, nas receitas da festa do Avante por exemplo, como bom liberal, ninguém tem direito nenhum de se meter nessas contas, é assunto que apenas interessa ao partido e seus militantes.

Pois, mas não devia ser assim.. Então se as prendas de casamento em numerario estão sujeitas a tributação fiscal (embora ainda ningué se lembrou de fiscalizar), porque é que receitas de festas do avante, do pontal e afins não são??
 
Não estou a ver grandes interesse financeiros a financiar anonimamente o PCP. Não acredito que os banqueiros frequentem a quinta da atalaia.

O PCP organiza o tempo disponível correspondente aos deputados da coligação. Também utiliza os tempos de antena do serviço público de televisão. É a única forma de comunicar com os eleitores uma vez que nunca participa em debates televisivos.

Compreendeste-me completamente.

Não é o sistema de financiamento dos partidos que influência a sua forma de actuar.
 
Tenho uns familiares que têm um balcão de venda e foram informados que a partir de Janeiro a facturação tem de estar informatizada. Já foram comprar a máquina nova e estão a aprender, vale que são jovens. Comenta-se que vai ser o caos, nas pequenas mercearias e cafés, com donos de idade mais avançada que nunca viram um computador na frente. Há já quem diga que vai fechar a porta. Imaginem na serra algarvia, aqueles donos de cafés, mercearias e padarias... muitos nem sabem mexer numa máquina de calcular...
 
Tenho uns familiares que têm um balcão de venda e foram informados que a partir de Janeiro a facturação tem de estar informatizada. Já foram comprar a máquina nova e estão a aprender, vale que são jovens. Comenta-se que vai ser o caos, nas pequenas mercearias e cafés, com donos de idade mais avançada que nunca viram um computador na frente. Há já quem diga que vai fechar a porta. Imaginem na serra algarvia, aqueles donos de cafés, mercearias e padarias... muitos nem sabem mexer numa máquina de calcular...

Lamentávelmente os pequenos empresários terão de se habituar à adversidade, infelizmente no mundo capitalista o elo mais fraco acaba sempre por perder. Já outros "grandes".... Tinha/tenho até uma certa simpatia pelo google, pela sua missão e valores apoiados numa ótica colectiva, tendencialmente gratuita para todos, no entanto esta noticia que passo a citar não abona muito a favor deles:

O atual presidente executivo e ex-presidente do conselho de administração da Google, Eric Schmidt, diz que não fez nada de ilícito, acrescentando mesmo estar "orgulhoso" de ter criado um esquema que permitiu ao gigante da Internet poupar bilhões de euros em impostos através de paraísos fiscais.

"Estou muito orgulhoso da estrutura que montámos. Fizemo-lo com base nos incentivos que governos nos ofereceram", afirmou Eric Schmidt a propósito da estratégia da empresa sediada na Califórnia, que passou pela colocação de cerca de 7,7 bilhões de euros das receitas de 2011 nas Bermudas, o que permitiu a poupança de cerca de 1,5 bilhões em impostos.

As declarações, proferidas por Schmidt, ontem à noite em Nova Iorque, estão a causar impacto e a ser vistas como afronta, em especial no Reino Unido, após a recente revelação de que apesar de em 2011 a Google ter registado 3 bilhões de receitas no território, apenas pagou 7,5 milhões em impostos.

As 'leis' do mercado


"Chama-se capitalismo. Nós somos orgulhosamente capitalistas. Não faço qualquer confusão sobre isso", referiu Schmidt.

Comentando a sua opção e as estratégias similares seguidas pelos responsáveis da Starbucks e da Amazon, que permitiram fugir ao pagamento de impostos no Reino Unido, o presidente executivo da Google afirmou mesmo com algum sarcasmo que outra opção iria contra a lógica do mercado e a defesa dos interesses dos acionistas: "Há muitos benefícios em ser-se britânico (...) É muito bom para nós, mas, chegarmos aos acionistas e dizer 'ponderámos sobre 200 países mas sentimos pena das pessoas britânicas e quisemos (pagar-lhes mais)', provavelmente haverá alguma lei contra isso".


Ler mais: http://expresso.sapo.pt/presidente-da-google-orgulhoso-da-fuga-aos-impostos=f773595#ixzz2EwzMmSyB

Este dinheiro, que poderia enriquecer a sociedade, através do pagamento solidário de impostos onde seriam investidos na educação, saúde, apoios diversos, foi para um paraíso fiscal, onde nem esse paraíso fiscal vai ganhar nada, nem o país em causa que o ajudou a enriquecer.

A ingratidão costuma pagar-se cara....
 
E que tal perder uns segundos a pensar em tudo o resto? (...).

Percamos então uns segundos... :) Vejamos, como Adam Smith (1) disse e muito bem, não existem almoços grátis, logo a "gratuidade" das ferramentas do Google têm um preço. Ela disponibiliza ferramentas grátis, e os utilizadores fazem-no crescer, com os anuncios, e mais valias para a publicidade. É um interesse mútuo que interessa a ambos, ganham ambos. No entanto a Google como empresa, além do objetivos de ter lucros, tem responsabilidades sociais, quem teve gestão de certeza ouviu falar nisso, uma das responsabilidades sociais é pagar de uma forma equitativa os impostos devidos baseados no lucro. Existe determinados segmentos do mercado que jamais um privado iria explorar, uma estrada, um jardim público, a iluminação pública, um parque, etc. Desta forma entra o papel do estado, que serve para colmatar estas falhas da própria economia, este precisa de recursos, feito com os impostos de todos.

Quando uma empresa que gerou lucros de biliões e paga meia duzia de tostões devido a uma fuga mascarada com paraiso fiscal, demite-se desse papel. Em vez de capitalismo chamaria-se de pirataria....

Uso muito as ferramentas Google, considero o Google uma empresa dinâmica, criativa, exemplar em muitas vertentes, mas nesta questão faltou muito à ética e à missão, valores que tem defendido.


(1) Economista, liberalista
 
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