O Estado do País

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Por isso mesmo deveriam ter encontrado soluções

Soluções?

Primeiramente a linha eléctrica está optimizada de modo a dar lucro. De outro modo não poderia ser privada (mas se continuarem a existir intempéries consecutivas, tudo poderá ser equacionado).

No caso concreto, com kms de linha destruídos, sem qualquer base onde possa sequer ser ligado um gerador, a única solução é reconstruir e depois colocar a funcionar.

Tiveste azar de estares numa zona mais retalhada, com mais problemas de resolução, bem como estar dependente da resolução de problemas em outros locais.
 
Soube-se esta noite: se Portugal não tivesse de pagar juros pela dívida externa teríamos tido um superavit nas contas públicas em 2012 em largas centenas de milhões de euros.

Pronto, andamos a trabalhar para alimentar o capitalismo internacional … :lmao:

E isto revolta-me, quando estão em causa cortes, por exemplo na saúde.
 
Soube-se esta noite: se Portugal não tivesse de pagar juros pela dívida externa teríamos tido um superavit nas contas públicas em 2012 em largas centenas de milhões de euros.

Pronto, andamos a trabalhar para alimentar o capitalismo internacional … :lmao:

E isto revolta-me, quando estão em causa cortes, por exemplo na saúde.

Eu percebo que isso cause revolta. Mas quando andamos a gastar dinheiro emprestado, também é certo que temos de o pagar...
É claro que andamos a sustentar o "capitalismo" porque abusamos. Somos certamente culpados disso.

A Crise resolve-se combatendo as suas causas, o regabofe e a corrupção - António Costa
E dar um murro dentro do próprio partido que foi o PRINCIPAL causador da grave crise que temos, por compadrios, corrupção, regabofe e muito mais?
É que convém não esquecer, que ele SEMPRE esteve ao lado do seu partido no desmando ao comando da nação...
 
Isto é insultuoso :angry:.

Primeiramente são pessoa idóneas, exemplos de partidos políticos, que ganham a confiança do povo local, e espalham a "boyzada" pelo município. Após terminada a carreira política, aproveitam qualquer falha na legislação (já propositadamente existente) para usufruírem mais do que a população em geral.

Isto sim, credibilidade política.
 
António Costa

Preparam-se dois golpes de Estado, o primeiro no PS, depois em Portugal.

(...)
Nós orientámos os nossos investimentos públicos e privados em função das opções da União Europeia: em função dos fundos comunitários, em função dos subsídios que foram dados e em função do crédito que foi proporcionado. E portanto, houve um comportamento racional dos agentes económicos em função de uma política induzida pela União Europeia.
Portanto não é aceitável agora dizer… podemos todos concluir e acho que devemos concluir que errámos, agora eu não aceito que esse erro seja um erro unilateral dos portugueses. Não, esse foi um erro do conjunto da União Europeia e a União Europeia fez essa opção porque a União Europeia entendeu que era altura de acabar com a sua própria indústria e ser simplesmente uma praça financeira. E é isso que estamos a pagar!
(...)
Quem viveu muito acima das suas possibilidades nas últimas décadas foi a classe política e os muitos que se alimentaram da enorme manjedoura que é o orçamento do estado. A administração central e local enxameou-se de milhares de "boys", criaram-se institutos inúteis, fundações fraudulentas e empresas municipais fantasma. A este regabofe juntou-se uma epidemia fatal que é a corrupção. Os exemplos sucederam-se. A Expo 98 transformou uma zona degradada numa nova cidade, gerou mais-valias urbanísticas milionárias, mas no final deu prejuízo. Foi ainda o Euro 2004, e a compra dos submarinos, com pagamento de luvas e corrupção provada, mas só na Alemanha.(...)E foram as vigarices de Isaltino Morais, que nunca mais é preso. A que se juntam os casos de Duarte Lima, do BPN e do BPP, as parcerias público-privadas 16 e mais um rol interminável de crimes que depauperaram o erário público. Todos estes negócios e privilégios concedidos a um polvo que, com os seus tentáculos, se alimenta do dinheiro do povo têm responsáveis conhecidos. E têm como consequência os sacrifícios por que hoje passamos.

É um dirigente do PS que diz isto????? Aquele que esteve como ministro em vários governos. Só se lembrou disto agora? É a total falta de vergonha.

Quem vem a seguir, a Lurdinhas a queixar-se dos gastos (festas) nas escolas novas? O Sócrates a criticar o Magalhães?
 
A dívida portuguesa em percentagem do PIB continua a subir para valores «estratosféricos». Como não há nem haverá crescimento nos próximos anos, só conseguiremos resolver este problema de duas maneiras. Ou começamos a ter excedentes orçamentais, zero défice, durante muitos anos, ou temos um perdão parcial da dívida. Mas mesmo com um perdão da dívida corremos o risco de voltar a valores elevados. A Grécia já teve esse perdão e está a voltar aos valores que tinha, porque continua em recessão e com um défice brutal. Portanto não há volta a dar, o Estado tem de cortar mais de 4 mil milhões de euros, talvez 20 ou 30% da despesa, e regressar aos valores de despesa que tinha em 2000.



O estado português tem de reduzir a despesa em quatro mil milhões de euros, por imposição dos compromissos que assumiu com a troika. Na hora de proceder a cortes, exige-se que esta redução atinja os privilégios e as rendas atribuídos aos mais poderosos e não seja feita à custa de mais sofrimentos infligidos ao povo. Até porque ao nível dos privilégios há muito por onde cortar.



Comecem, de uma vez por todas, por reduzir os custos das parcerias público-privadas (PPP), desde logo as rodoviárias. Não é admissível que se continuem a garantir, apenas pela existência e disponibilidade de uma qualquer autoestrada, rentabilidades anuais de dezassete a vinte por cento aos concessionários privados. E muito menos se admite que no fim de cada ano estes sejam ainda compensados com bónus milionários... por causa da baixa sinistralidade. Os governantes estão obrigados a baixar os custos que as PPP representam para o erário público em, pelo menos, mil milhões de euros. Para tal, negoceiem a sério ou, em alternativa, expropriem os equipamentos pelo seu real valor, o que diminuiria brutalmente os custos. Em qualquer caso, suspendam de imediato os pagamentos.

Haja ainda coragem de estancar a sangria dos juros da dívida pública, que representam a maior despesa do estado e consomem treze por cento dos impostos pagos por todos os cidadãos e empresas. Para baixar o custo do serviço da dívida é necessário competência para a reescalonar e renegociar, coragem para enfrentar o "lobby" financeiro e credibilidade para colocar parte da dívida no mercado interno. Com uma nova atitude, o estado pouparia bem mais de dois milhões de euros.

Poder-se-iam ainda economizar largas centenas de milhões nas rendas imobiliárias que o estado continua a pagar para favorecer amigos, começando no Campus de Justiça de Lisboa e acabando em qualquer pequena repartição pública na província.

É ao nível dos grandes negócios de favor e da Corte indecente de privilégios que se deve provocar a diminuição da despesa do estado; antes sequer de se discutirem quaisquer novos cortes na saúde ou na educação. Reduzir mais as regalias sociais, apenas para manter intactas as prebendas dos grupos económicos favorecidos pelo regime, seria uma infame traição ao povo.



http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/opiniao/paulo-morais/os-cortes-e-a-corte


Vamos então pensar numas estimativas grosseiras.

Consideremos que o Paulo Morais está certo. Vamos então fazer os seguintes cortes.

- 1000 milhões nas PPP's.
- 2000 milhões nos juros.
- 1000 milhões em rendas.

Contudo, com 4 mil milhões, ainda temos défice. Precisamos de mais uns quatro mil milhões para ficar com um ligeiro excedente. Mais cortes hipotéticos.

- 1000 milhões nas fundações
- 1000 milhões nas IPSS's
- 250 milhões nos colégios com contrato de associação, Católica e Lusófona
- 500 milhões com o fim da RTP
- 250 milhões com o encerramento de cursos do Superior sem empregabilidade, fusão de escolas superiores e politécnicos, encerramento de 1 ou 2 universidades, encerramento de escolas com poucos alunos
- 1000 milhões no poder local e regiões autónomas (este valor se calhar é exagerado)

Chegámos ao fim do défice.

Mas agora precisamos de baixar o IRC para 10%. Portanto precisamos de cortar mais uns 2000 ou 2500 milhões de euros. Precisamos também de baixar o IVA na restauração para 13%, no golfe para 6%, e a taxa máxima para um valor inferior ao praticado em Espanha, para tornar o nosso turismo mais competitivo. Precisamos de cortar portanto mais uns 5000 milhões para cortar os impostos. Como?

- Cortar nos salários da função pública.
- Reestruturação da TAP e da CP.
- Cortar nos serviços prestados por privados ao Estado, aproveitando melhor os recursos públicos.

Fizémos um corte total de 13 mil milhões de euros. Mas ainda estamos longe da despesa de 2000.

Haverá coragem?
 
Soube-se esta noite: se Portugal não tivesse de pagar juros pela dívida externa teríamos tido um superavit nas contas públicas em 2012 em largas centenas de milhões de euros.

Pronto, andamos a trabalhar para alimentar o capitalismo internacional … :lmao:

E isto revolta-me, quando estão em causa cortes, por exemplo na saúde.

Apesar de alguns se fartarem se encontrar "bodes expiatórios" nas politicas sociais que protegem as pessoas e quem trabalha, as contas são fáceis de fazer.

A Taxa Euribor, do BCE a 12 meses está em 0,75% sendo que existe uma quantidade selecionada de agiotas que consegue financiamento a esse preço.

Depois compra-se divida de países em dificuldades como Portugal cuja divida tem de pagar segundo a venda dos ultimos dias da maturiedade de um ano de dívida no valor de 1,2 mil milhões a 1,6 % ou seja sensivelmente quase o dobro.

Em apenas 12 meses essa operação a dividir pelos tais agiotas que simplesmente nos estão ajudar rende cerca de 5 milhoes de euros, a distribuir por essa meia duzia de bons samaritanos.

Imagina nas maturiedades mais altas.....

Mas claro, o mal está nos trabalhadores super-preguiçosos, nos direitos adquiridos com a saude, numa série de obras publicas para tirar o país do desterro terceiro-mundista e de um conjunto de pessoas que como defendia Mathus não há espaço para elas na sociedade.

Com isto tudo , continua a "histeria" orgásmica sobre o facto de "voltar-mos aos mercados"
 
Como é que respondes a clientes que estão 4-5 dias sem energia. Provavelmente nem a empresa sabe quem são nem onde estão. As mesmas críticas de 2009, o call-center funciona bem mas é só quando querem vender serviços.

Eu moro na cidade de Olhão, e digo-te no sábado passado, foi mais de 2 horas durante a madrugada sem luz. e que quando existe temporal a luz vai sempre abaixo, em Outubro tive mais de 12 horas sem luz, liguei para a EDP a dar conta da avaria, passado 2 horas que foi o prazo que deram voltei a ligar e eles responderam que não existia nenhuma avaria e que não tinham enviado nenhum piquete. Quando metade da cidade estava às escuras. Seja, uma tempestade ou outra situação qualquer este país é uma palhaçada.
Então, o que passou no norte do país, por causa da neve é mesmo de rir, basta cair um nevão para não haver escola, então se nevasse como neva nos outros países da Europa, as crianças só iam para a Escola no Verão.:lol:

Este país, enquanto faz sol é uma maravilha, vem uma chuvinha, um vento ou neva fora do comum é o descalabro total. :lol:
 
Pode-se dar o caso da EDP nem sequer conhecer todos os pontos da rede mas isso já seria outra história.

A ideia de não haver nem limpa-neves nem sal é inaceitável. E com tanto sal que há aqui...

No reverso da medalha também não temos veículos para limpeza das areias da praia nas zonas concessionadas em número suficiente.
 
Também seria um pouco absurdo um país com um clima em que praticamente não há Inverno encher-se de centenas de limpa-neves quando temos um episódio destes uma vez por festa.
 
Também seria um pouco absurdo um país com um clima em que praticamente não há Inverno encher-se de centenas de limpa-neves quando temos um episódio destes uma vez por festa.

Nem mais... Depois vinha-se dizer que se gastou nao sei quantos milhoes de € em limpa neves para so funcionarem 1/2 vezes por ano :lol:é tipico...
 
É um dirigente do PS que diz isto????? Aquele que esteve como ministro em vários governos. Só se lembrou disto agora? É a total falta de vergonha.

Exactamente :thumbsup:

É este socialista que viu o seu orçamento da Câmara Municipal de Lisboa (2013) chumbado. E é a mesma pessoa que era Ministro da Administração interna do Governo de Sócrates que prometeu caçar os culpados do grande incêndio que devastou a Serra d`Ossa aqui há alguns anos ...

Enfim, são os políticos profissionais pagos para falar nas televisões.
 
Eu tenho-me abstido de participar neste tópico, porque leio aqui muitas opiniões sérias e válidas, mas outras que francamente... só quem nunca descontou 1 cent que seja para o circo que é este país é que as pode tecer...

Pois bem, creio não ser o único com este sentimento, espero pelo menos, mas o que estão a fazer com os trabalhadores deste país é... não consigo descrever...

Partilho um caso, o meu... em 2012 fui roubado, o TC confirmou, mas pelo "bem" do país tive que resignar, encolher os ombros... e (re)descobrir um certo sentimento patriótico para não entrar em paranóia mental (que remédio!)!
Chega 2013, as novas tabelas de IRS e vejo que praticamente passei a pagar o dobro do imposto, entraram os duo-décimos (Subsídio de Natal) e qual não é o meu espanto quando o dito nem chega para cobrir o aumento brutal de impostos a que estou sujeito! :surprise: O subsídio de férias, claro está nem cheiro...
Não tarda tenho de pagar para trabalhar... já faltou bem mais!
Disse!
 
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