O Estado do País

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Eu tenho-me abstido de participar neste tópico, porque leio aqui muitas opiniões sérias e válidas, mas outras que francamente... só quem nunca descontou 1 cent que seja para o circo que é este país é que as pode tecer...

Pois bem, creio não ser o único com este sentimento, espero pelo menos, mas o que estão a fazer com os trabalhadores deste país é... não consigo descrever...

Partilho um caso, o meu... em 2012 fui roubado, o TC confirmou, mas pelo "bem" do país tive que resignar, encolher os ombros... e (re)descobrir um certo sentimento patriótico para não entrar em paranóia mental (que remédio!)!
Chega 2013, as novas tabelas de IRS e vejo que praticamente passei a pagar o dobro do imposto, entraram os duo-décimos (Subsídio de Natal) e qual não é o meu espanto quando o dito nem chega para cobrir o aumento brutal de impostos a que estou sujeito! :surprise: O subsídio de férias, claro está nem cheiro...
Não tarda tenho de pagar para trabalhar... já faltou bem mais!
Disse!


eu percebo o seu ponto...

mas há pessoas bem piores que você, tomara muitos,e falo por experiência própria pagar tanto de impostos como você.

Quem ganha mais de 1000 euros/mês é quem reclama mais, mas já pensaram no que os que ganham o ordenado mínimo ou até menos deviam reclamar?
 
eu percebo o seu ponto...

mas há pessoas bem piores que você, tomara muitos,e falo por experiência própria pagar tanto de impostos como você.

Quem ganha mais de 1000 euros/mês é quem reclama mais, mas já pensaram no que os que ganham o ordenado mínimo ou até menos deviam reclamar?

Esse pensamento é demagógico e populista! Mas pega! Eu sei que pega, há gente que adora esse tipo de pensamento.
 
Esse pensamento é demagógico e populista! Mas pega! Eu sei que pega, há gente que adora esse tipo de pensamento.

como lhe disse eu percebo o seu ponto de vista, farta-se de trabalhar e depois ve o dinheiro todo ir p estado, mas a verdade é que a mta gente por aí que ganha metade do que vc ganha e se calhar trabalha tanto ou mais que vc, isto é aqueles que ainda tem trabalho.


mas tb há uma coisa, só nao trabalha quem n quer, há por ai mt terreno para cultivar, eu por exemplo cultivo a maior parte dos produtos que como... não ha dinheiro não há luxos
 
Os alemães pedem aos portugueses para exportar com mais valor acrescentado. Mais tecnologia. Pelos vistos ainda não perceberam que nós não temos tradição nessa área. A nossa tradição é outra. Calçado, têxtil, moldes, cerâmicas, vidro, indústria alimentar, mobiliário, produtos para o lar, vinhos. O resto dificilmente vingará. Não podemos ter tudo e em boa verdade os produtos do Norte, dos sectores que referi, não se comparam pelo menos aos italianos, franceses e a alguns portugueses. O Norte pode ficar com a tecnologia de ponta, o Sul com o resto. Os alemães têm de perceber isto!
 
eu percebo o seu ponto... mas há pessoas bem piores que você, tomara muitos,e falo por experiência própria pagar tanto de impostos como você.
Quem ganha mais de 1000 euros/mês é quem reclama mais, mas já pensaram no que os que ganham o ordenado mínimo ou até menos deviam reclamar?

Conversa demagoga e populista. Enfim, nada a dizer. E fico-me exactamente por aqui para não alimentar mais este tipo de argumentos.

Eu tenho-me abstido de participar neste tópico, porque leio aqui muitas opiniões sérias e válidas, mas outras que francamente... só quem nunca descontou 1 cent que seja para o circo que é este país é que as pode tecer... Pois bem, creio não ser o único com este sentimento, espero pelo menos, mas o que estão a fazer com os trabalhadores deste país é... não consigo descrever... Partilho um caso, o meu... em 2012 fui roubado, o TC confirmou, mas pelo "bem" do país tive que resignar, encolher os ombros... e (re)descobrir um certo sentimento patriótico para não entrar em paranóia mental (que remédio!)! Chega 2013, as novas tabelas de IRS e vejo que praticamente passei a pagar o dobro do imposto, entraram os duo-décimos (Subsídio de Natal) e qual não é o meu espanto quando o dito nem chega para cobrir o aumento brutal de impostos a que estou sujeito! :surprise: O subsídio de férias, claro está nem cheiro...
Não tarda tenho de pagar para trabalhar... já faltou bem mais! Disse!

100 % de acordo. Nada mais a acrescentar.
 
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Exactamente :thumbsup:

É este socialista que viu o seu orçamento da Câmara Municipal de Lisboa (2013) chumbado. E é a mesma pessoa que era Ministro da Administração interna do Governo de Sócrates que prometeu caçar os culpados do grande incêndio que devastou a Serra d`Ossa aqui há alguns anos ...

Enfim, são os políticos profissionais pagos para falar nas televisões.
Geralmente, aqueles novatos, com doutoramento da ordem....dão mais esperança no futuro, até se descobrir as carecas....
Os outros, já se lhe conhecem as asneiras....
 
Estamos num país em que a maioria não paga impostos porque não pode, não tem rendimentos suficientes e a minoria que pode não quer saber de os pagar.
 
Perante isto alguém tem dúvidas sobre o voto electrónico praticado em países subdesenvolvidos como o brasil, colombia e venezuela? E porque não tornar o voto em quaisquer eleições obrigatório e sujeito a multa?

http://visao.sapo.pt/portugal-tem-mais-de-um-milhao-de-eleitores-fantasma=f708756

Regulamento no Brasil onde se excluem os maiores de 70 anos e os analfabetos...

«Todos os eleitores são obrigados a votar, caso contrário terão de pagar uma multa que varia de 5% a 20% do salário mínimo da região a que pertencem.»

«Caso não justifiquem a ausência ou não comprovem o pagamento da multa, ficam impossibilitados de se inscreverem em concurso ou prova para cargo ou função pública, receberem salário de emprego público ou em empresas ligadas ao governo, obterem empréstimos em quaisquer estabelecimentos de crédito mantidos pelo governo, obterem passaporte ou carteira de identidade, renovar matrícula em estabelecimento de ensino oficial ou fiscalizado pelo governo, entre outras penalidades.

Quem não votar, não justificar a ausência nem pagar a multa em três eleições consecutivas terá seu título de eleitor cancelado.»
 

A notícia é verdadeira mas está dada de uma forma completamente disparatada (como habitual). Refere no seu lead que "CDS, PCP e BE são prejudicados". Quem ler o corpo da notícia apercebe-se que a única diferença que decorre da existência de eleitores fantasmas é "o PSD teria menos um deputado, que seria ganho pelo PS", ou seja ficava tudo na mesma.

A referência ao alegado prejuízo dos partidos pequenos (que não se esgota naqueles que têm representação parlamentar), passa pela proposta dos autores do estudo para um círculo eleitoral único, de modo a eliminar a perturbação dos eleitores fantasmas na distribuição de deputados por círculo eleitoral. Ora, todos sabemos que a tendência é a contrária, os dois partidos que mandam nisto querem é facilitar maiorias absolutas, por eles havia círculos uninominais para que uns míseros 30% pudessem gerar uma maioria absoluta.

Perante isto alguém tem dúvidas sobre o voto electrónico praticado em países subdesenvolvidos como o brasil, colombia e venezuela? E porque não tornar o voto em quaisquer eleições obrigatório e sujeito a multa?

Regulamento no Brasil onde se excluem os maiores de 70 anos e os analfabetos...

«Todos os eleitores são obrigados a votar, caso contrário terão de pagar uma multa que varia de 5% a 20% do salário mínimo da região a que pertencem.»

«Caso não justifiquem a ausência ou não comprovem o pagamento da multa, ficam impossibilitados de se inscreverem em concurso ou prova para cargo ou função pública, receberem salário de emprego público ou em empresas ligadas ao governo, obterem empréstimos em quaisquer estabelecimentos de crédito mantidos pelo governo, obterem passaporte ou carteira de identidade, renovar matrícula em estabelecimento de ensino oficial ou fiscalizado pelo governo, entre outras penalidades.

Quem não votar, não justificar a ausência nem pagar a multa em três eleições consecutivas terá seu título de eleitor cancelado.»

Se por vezes duvido se devo ou não abster-me, nestas condições que tu propões é que nunca mais na vida punha um pé numa assembleia de voto. Um regulamento destes, para além de se aproximar de um estado nazi, aldraba completamente o resultado da eleição. Obrigar pessoas que não querem a votar, seja um abstencionista por consciência, seja alguém que não se considera informado para votar, seja alguém que prefere ir à praia, só vai inquinar o resultado a favor dos partidos com grandes máquinas de propaganda, que influenciam os acríticos, que oferecem bonés, e vendem candidatos engravatados e maquilhados. Muito pior para a democracia do que uma grande abstenção é um voto desinformado, inconsciente e aleatório. Uma abstenção não restringe a liberdade dos outros, um voto inconsciente sim, porque conta tanto como um voto ponderado.
 
À semelhança de boa parte dos portugueses, as trapalhadas internas do PS interessam-me tanto quanto um concurso filatélico. Aliás, reconheço nem saber ao certo de que trapalhadas falamos. Parece que a impopularidade do Governo e uns pulinhos difusos nas intenções de voto convenceram o dr. Seguro de que chegara a sua hora. Parece que os herdeiros do eng. Sócrates, entusiasmados pelos mesmos peculiares motivos, querem remover o dr. Seguro e colocar alguém "confiável" no seu lugar. Parece que António Costa, cuja enorme relevância começou anteontem a ser inventada, é a escolha "natural" dos socialistas que se afirmam alternativa à austeridade. Conforme avisei, a coisa é de facto aborrecida. Excepto para um psiquiatra.
Fora do manicómio em que os políticos indígenas cirandam, os estragos causados nos últimos anos bastariam para erradicar o PS do mapa político. Dentro do manicómio, o PS não apenas se acha no direito de reclamar o retorno antecipado ao poder como julga mais provável consegui-lo na exacta versão que, de desastre em desastre, o levou a perder esse poder. O dr. Seguro, faça-se-lhe a honra, quis mostrar-se envergonhado das proezas do partido e, sem grandes resultados, tentou disfarçá-lo sob o verniz da responsabilidade. O dr. Costa não tem vergonha nenhuma e, se o pernicioso regresso aos mercados não lhe trocar as sondagens, pondera apresentar-se às massas enquanto o orgulhoso representante dos desvarios que condenaram as massas a apertos sem fim à vista. Se nada garante que tamanha extravagância vá longe, a sua mera plausibilidade é suficiente para recear a falta de memória e de juízo do bom povo.
Mesmo no futebol, que não será um universo particularmente lúcido ou vital, é difícil imaginar os sócios do Benfica ansiosos por devolver à presidência aquele fulano que costuma gravitar entre os luxos de Londres e a cadeia. Na política, porém, é teoricamente possível reabilitar com leveza o sicrano que, após reduzir uma população à penúria, experimenta, alegadamente a expensas da família e da banca, as delícias de Paris (mas não, salvo seja, a cadeia). Os apóstolos do sicrano andam desejosos de terminar o lindo serviço que iniciaram, e o próprio já é um nome "óbvio" para Belém. Um país assim dá sempre vontade de rir. Mas raramente dá vontade de habitar.

Lembram-se de quando a democracia iluminava Portugal e um funcionário público podia ser saneado por violar os limites admissíveis da opinião? Não foi há muito tempo. Em 2007, por exemplo, um professor viu-se afastado do cargo na Direção Regional de Educação do Norte (DREN) apenas porque partilhara com um colega uma anedota sobre a licenciatura do Enormíssimo Chefe, ironicamente conhecido por "engenheiro" José Sócrates. A directora da instituição, pouco apreciadora de comédia e insubordinação, abriu um processo disciplinar ao indivíduo, e o indivíduo, Fernando Charrua de sua graça (que saiu cara), acabou na rua.
Agora, um tribunal atribuiu ao prof. Charrua razão e uma indemnização de 12 mil euros, a pagar pelo Estado e não, curiosamente, pela então directora, uma zelosa criatura chamada Margarida Moreira. O próprio prof. Charrua considera absurdo os cidadãos patrocinarem, cito, "os desmandos e ilicitudes dos agentes políticos" enquanto estes permanecem impunes.
Infelizmente, o princípio não se aplica só a pequenas compensações face à prepotência exibida por uma serviçal. Também o poder a sério é causador de inúmeros desmandos e ilicitudes sem que os seus custos sejam imputados aos responsáveis directos. Por regra, a factura termina sempre nos nossos bolsos, é imensamente superior a uma dúzia de milhares de euros e, sob diversas perspectivas, justifica o momento que atravessamos. Na medida em que os que arruinaram isto e os que apanham com as consequências da ruína não coincidem, o "caso" Charrua e as suas derivações constituem um rigoroso símbolo da austeridade vigente.
Vale que nem tudo é mau. Segundo especialistas vários, o Governo actual é "neoliberal", reaccionário, inconstitucional, fascista e o que calhar, mas pelo menos os professores andam por aí a aliviar-se de ofensas ao primeiro-ministro sem que ninguém seja por isso demitido. E quem diz a docência diz o povo em geral, hoje livre de insultar os senhores que mandam e, se assim lhe aprouver, de suspirar pelo curioso conceito de liberdade dos senhores que antes mandavam.

http://www.dn.pt/inicio/opiniao/int...E7alves&tag=Opini%E3o%20-%20Em%20Foco&page=-1
 
A notícia é verdadeira mas está dada de uma forma completamente disparatada (como habitual). Refere no seu lead que "CDS, PCP e BE são prejudicados". Quem ler o corpo da notícia apercebe-se que a única diferença que decorre da existência de eleitores fantasmas é "o PSD teria menos um deputado, que seria ganho pelo PS", ou seja ficava tudo na mesma.

A referência ao alegado prejuízo dos partidos pequenos (que não se esgota naqueles que têm representação parlamentar), passa pela proposta dos autores do estudo para um círculo eleitoral único, de modo a eliminar a perturbação dos eleitores fantasmas na distribuição de deputados por círculo eleitoral. Ora, todos sabemos que a tendência é a contrária, os dois partidos que mandam nisto querem é facilitar maiorias absolutas, por eles havia círculos uninominais para que uns míseros 30% pudessem gerar uma maioria absoluta.



Se por vezes duvido se devo ou não abster-me, nestas condições que tu propões é que nunca mais na vida punha um pé numa assembleia de voto. Um regulamento destes, para além de se aproximar de um estado nazi, aldraba completamente o resultado da eleição. Obrigar pessoas que não querem a votar, seja um abstencionista por consciência, seja alguém que não se considera informado para votar, seja alguém que prefere ir à praia, só vai inquinar o resultado a favor dos partidos com grandes máquinas de propaganda, que influenciam os acríticos, que oferecem bonés, e vendem candidatos engravatados e maquilhados. Muito pior para a democracia do que uma grande abstenção é um voto desinformado, inconsciente e aleatório. Uma abstenção não restringe a liberdade dos outros, um voto inconsciente sim, porque conta tanto como um voto ponderado.

Também se fala na eleição muito provável do MRPP e do PAN.

Existe a possibilidade de votar nulo na máquina. Não aceito que as pessoas queiram desfrutar de serviços públicos e protecção social e ao mesmo tempo desprezarem os actos eleitorais nunca comparecendo nas votações e nem sequer queiram saber quem são as pessoas que estão no governo ou as que estão na oposição para fiscalizar os actos do governo nacional ou governo local.
 
Existe a possibilidade de votar nulo na máquina. Não aceito que as pessoas queiram desfrutar de serviços públicos e protecção social e ao mesmo tempo desprezarem os actos eleitorais nunca comparecendo nas votações e nem sequer queiram saber quem são as pessoas que estão no governo ou as que estão na oposição para fiscalizar os actos do governo nacional ou governo local.

Essas pessoas também pagam impostos, só por isso merecem desfrutar de certos serviços públicos.

Seria interessante fazer-se um exercício, juntarem-se dois grupos, um de pessoas que votam sempre, outro de pessoas que se abstêm sempre. Qual dos dois terá melhor conhecimento sobre as pessoas que estão no governo e as que estão na oposição? Não creio que a resposta seja trivial.

E mais importante do que saber quem são as pessoas que estão no governo e na oposição, seria saber quais são as propostas e ideologias dessas pessoas, isso sim seria uma democracia a sério. Mas nos últimos tempos, na maioria dos países ocidentais, a população vota em caras, uma vez que os ideais e as ideias de cada político alteram-se ao sabor do vento. Nisso honra seja feita ao PCP, que é o único que se mantém coerente.
 
Se única participação social das pessoas é pagar impostos (porque há quem queira ser cidadão não os pagando) e cada um que se meta na sua vida então estamos muito mal.
 
Vince eu sei que os números que mostrei são mesmo muito grosseiros, muito provavelmente são cortes impossíveis, o que quis demonstrar foi que é muito difícil controlar neste momento a nossa dívida pública. Se nós não crescemos nem vamos crescer nos próximos tempos a única solução para a dívida é termos défice 0. Mesmo que nos perdoem parte da dívida temos de ter défice 0 ou perto disso, pois corremos o risco de dentro de alguns anos voltarmos à estaca zero. Se reparares em 2000 o Estado não gastava por ano mais de 40/50000 milhões de euros, agora gasta mais de 70/75000 milhões.
 
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