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A actriz e cantora Joana Manuel, aquela a quem lhe chamam “jovem aos 36 anos”, teve uma intervenção de se lhe tirar o chapéu na Conferência Nacional – Em Defesa de um Portugal Soberano e Desenvolvido, no passado dia 23 de Fevereiro em pleno auditório da Faculdade de Ciências de Lisboa.

Precariedade, ausência de futuro, este é um desabafo comum a muitos portugueses.
 
Editado por um moderador:
Que tal colocar estes tipos a ganhar o salário mínimo nacional? Se realmente é este o papel que desempenham enquanto deputados ... :lmao:

Projeto de Resolução 129/X: Institui o Dia Nacional do Cão

Autoria: Luís Marques Guedes (PSD), António Montalvão Machado (PSD), Ana Manso (PSD), António Almeida Henriques (PSD), Sérgio Vieira (PSD), Emídio Guerreiro (PSD), Mário Albuquerque (PSD), Arménio Santos (PSD), Carlos Poço (PSD), Fernando Antunes (PSD).

"(...) entendemos fazer sentido instituir no calendário oficial um dia dedicado à sensibilização de todos para o importante papel que a relação com os cães tem na nossa vida, dia que pode ser particularmente interessante para uma importante pedagogia de valores de cidadania (...)"

Assembleia da República (Junho/2006)
 
Que tal colocar estes tipos a ganhar o salário mínimo nacional? Se realmente é este o papel que desempenham enquanto deputados ... :lmao:

Projeto de Resolução 129/X: Institui o Dia Nacional do Cão

Autoria: Luís Marques Guedes (PSD), António Montalvão Machado (PSD), Ana Manso (PSD), António Almeida Henriques (PSD), Sérgio Vieira (PSD), Emídio Guerreiro (PSD), Mário Albuquerque (PSD), Arménio Santos (PSD), Carlos Poço (PSD), Fernando Antunes (PSD).

"(...) entendemos fazer sentido instituir no calendário oficial um dia dedicado à sensibilização de todos para o importante papel que a relação com os cães tem na nossa vida, dia que pode ser particularmente interessante para uma importante pedagogia de valores de cidadania (...)"

Assembleia da República (Junho/2006)

Concordo que não seja um assunto minimamente prioritário na agenda política do governo, mas qual é o problema? Afinal há dias para tudo e mais alguma coisa... :rolleyes:
 
Não sou defensor de manifestações, apenas em último recurso (de modo a não se banalizar e tornar a mensagem fraca), mas hoje um exemplo o que aconteceu em Coimbra teria de ser sujeito a um processo crime (ou de quem autorizou ou de que organizou).

Uma manifestação de enfermeiros, na Alameda Júlio Henriques, em frente à ARS do Centro, com gritos e música de contesto, como é habitual nessas situações. Tudo seria compreensivo se não existisse um jardim-escola contíguo, com cerca de 400 crianças, onde por lei não se pode fazer ruído nas imediações.
 
O Governo anunciou o seu plano quinquenal... em 2040 teremos a dívida em 60% do produto, isto se a nossa riqueza crescer a uma média de 3,3% a ano.

Entretanto achei interessante a ideia de ter -2,3% este ano e +0,6% no próximo ano. Dá um crescimento de +2,9%. Numa economia com 19% de desemprego é uma coisa absolutamente genial. :lol:
 
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Entretanto achei interessante a ideia de ter -2,3% este ano e +0,6% no próximo ano. Dá um crescimento de +2,9%. Numa economia com 19% de desemprego é uma coisa absolutamente genial. :lol:

Vá lá rapaz, faz um pequeno esforço mental e vais ver que não são 2,9% mas 0,6%. Uma pequenina diferença...;)
 
Devolvo-te o esforço mental...

0,6-(-2,3) = 2,9

Errado!
O ponto de partida é aquele no qual finda a recessão dos -2,3% esperados. Esse será o ponto ZERO (0) a partir do qual se farão as contas para o próximo ano em que o governo prevê 0,6%. A partir de 1 de janeiro de 2014.
Se fizéssemos as contas como dizes teríamos uma embrulhada jeitosa...;)
 
As contas são simples:

- Crescimento 2013: -2,3%
- Crescimento 2014: +0,6%
- Crescimento biénio 2013/14: -1,71%

(se considerarmos que a 1 de janeiro de 2013 temos 100, no final de 2013 temos 97,7, e no final de 2014 temos 97,7+0,6% x 97,7=98,29; 98,29-100=-1,71)
 
As contas são simples:...
- Crescimento biénio 2013/14: -1,71%
(se considerarmos que a 1 de janeiro de 2013 temos 100, no final de 2013 temos 97,7, e no final de 2014 temos 97,7+0,6% x 97,7=98,29; 98,29-100=-1,71)
Sim, mas questão a termos em conta é o valor base de partida para cada ano, que é 100. E os 0,6% são sobre esse valor e não os supostos 97,7 do ano que finda.
Por mim, todas as projecções que são atiradas a público, seja pelo governo, seja por outras entidades nacionais e internacionais tem um problema: são projecções, cada uma parte de valores base diferentes.
As projecções do orçamento de estado para 2014, serão apenas feitas com valores que no máximo estarão cá fora no final deste verão. É difícil seja para quem for ter certezas, ainda para mais em condições tão hostis nos mercados internacionais.
 
Ora cá está uma medida para todos, uma medida bem intencionada, com tudo o que uma esquerda moderna e elitista pretende:

Depois do 12.º ano, uma pausa para viajar
O PS apresentou uma proposta de projecto de resolução que levará o tema gap year ao Parlamento


Velha em muitos países, a ideia de fazer um ano sabático, entre o ensino secundário e o superior, está a ganhar adeptos em Portugal. O tema já chegou à Assembleia da República

Dois anos depois de um empresário ter desafiado dois jovens a interromperem os estudos e a viajarem pelo mundo, "para crescerem", a discussão sobre as vantagens de uma pausa na actividade académica chega à Assembleia da República. Os ingleses, que há décadas criaram o conceito e a prática, chamam-lhe gap year. Os deputados do PS traduzem para "ano sabático" e pedem o apoio do Governo para o promover entre os alunos do ensino secundário.

Ver mais aqui: PUBLICO

Uma medida que nasceu num público-alvo das classes alta e média-alta noutros países do norte da Europa, é agora "transcrita" para a nossa realidade de novos-ricos, quiçá resultado das políticas que tivemos desde 1995.
INTERESSANTE...
images
 
É um artigo do SOL, mas não deixa de ter valores interessantes (a serem verdadeiros):

Factura da Parque Escolar chegou

As facturas da Parque Escolar começaram a chegar à maioria das escolas no final de 2012. Mas só com as reuniões dos conselhos directivos dos últimos meses é que a comunidade educativa se começou a aperceber dos custos reais da modernização dos estabelecimentos de ensino: em média, a renda para seis meses rondou os 320 mil euros – mais IVA – por escola. Em todo o ano de 2012, a empresa pública cobrou a título de rendas quase 42 milhões de euros a 106 escolas que tiveram obras ao abrigo do programa.
Os valores globais serão ainda mais elevados este ano, uma vez que já estão concluídas 128 escolas. E aumentarão quando acabarem as 50 obras ainda em curso. A uma renda média de 640 mil euros por ano, estas 178 escolas poderão custar mais de 113 milhões de euros por ano nos próximos 30 anos (a duração do contrato-programa em vigor). Caso o programa – que tem actualmente 34 escolas ‘suspensas’, em fase de revisão do projecto – fosse concluído nas 332 escolas inicialmente previstas, a factura global poderia disparar para mais de 200 milhões anuais.

Renda de 36 mil euros por mês só para manutenção

O custo, que é calculado por metro quadrado, tem em conta duas vertentes: a renda pelo investimento, que visa cobrir a dívida contraída pela Parque Escolar junto dos bancos, e a renda de manutenção, que cobre custos de reparação, fiscalização e seguros.

Mas há mais. Todo o lucro que as escolas obtenham através da rentabilização dos novos espaços – por exemplo, alugando pavilhões –, está sujeito a uma taxa de 50% a entregar à Parque Escolar.

«São custos brutais. Está agora a perceber-se quão cara foi a festa de que falava a ex-ministra Maria de Lurdes Rodrigues», comenta o professor Paulo Guinote, que esta semana lançou o debate sobre as facturas da Parque Escolar, ao publicar no blogue A Educação do Meu Umbigo os valores relativos a duas escolas do Norte.

Num dos casos revelados, a escola (que o blogue optou por não identificar) paga uma renda mensal de 284.470,19 euros, relativos à parcela que cobre o investimento. E mais cerca de 36 mil euros por mês para suportar os custos de manutenção. «É uma escola com cerca de 18 mil metros quadrados, o que quer dizer que está acima da média dos 15 mil m2 das escolas intervencionadas. Mas há outras com 20 ou 23 mil m2, que pagam ainda mais», diz o bloguer, que critica a falta de dados em relação a estas contas. «Não encontrei em lado nenhum o valor por metro quadrado da parcela da renda relativa ao investimento», lamenta.

Ao SOL, fonte oficial da empresa também não revelou esse dado, limitando-se a explicar que essa componente «é estabelecida anualmente em função dos montantes de empréstimo efectivamente utilizados». Já a parte relativa à manutenção custa 1,65 euros por metro quadrado.

A mesma fonte sublinha que os valores são os adequados para sustentar os níveis de gastos realizados e recorda que estas rendas contemplam «o aprovisionamento de verbas para os níveis mais avançados de grande manutenção, visando assegurar, na medida do possível, que as escolas não venham a atingir estados de degradação avançados». O contrato-programa assinado com o Estado prevê, de resto, que de cinco em cinco anos as escolas que tiveram obras sejam alvo de reparações mais profundas, como pinturas.

‘Escolas foram donas de obra, é natural que paguem’

Maria de Lurdes Rodrigues, que lançou o projecto da Parque Escolar no Governo de José Sócrates, recorda que o pagamento de rendas, «no modelo que foi concebido, tinha por base uma responsabilização das escolas pelos espaços que ocupam». A ex-ministra da Educação frisa, aliás, que o princípio de os organismos do Estado pagarem pelas suas instalações «tornou-se num paradigma para toda a administração pública».

No modelo inicial, estava até previsto que parte das rendas pagas fosse suportada pelas receitas próprias das escolas. «Era uma tentativa de responsabilização, que fazia sentido porque, em alguns casos, as receitas próprias são valores muito significativos», aponta a ex-governante, explicando que na base do conceito está o reforço da autonomia dos estabelecimentos. «As escolas foram constituídas como donas de obras, acompanharam os projectos e escolheram materiais. É natural que paguem».

De resto, Maria de Lurdes Rodrigues continua convencida de que o modelo da Parque Escolar foi a melhor forma de conseguir modernizar as escolas. «Parte do financiamento veio de fundos comunitários e outra parte de um empréstimo ao Banco Europeu de Investimento, a um juro baixíssimo», recorda, sem perceber o alarido em torno dos valores das facturas que as escolas estão a receber. «Fazem-se tempestades em copos de água».

Os directores de escolas intervencionadas contactados pelo SOL não fazem tempestades, nem demonstram preocupação. As verbas para as rendas, asseguram, vêm de transferências do Ministério da Educação, pelo que não sentem o pagamento como um peso. «No fundo, somos intermediários», resume um dos directores

[email protected]
http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=71352

113 milhões de euros por ano nos próximos 30 anos é muito dinheiro! 3.390 mil milhões de euros no total...

Será que foi um bom investimento...??? De certeza que para alguém foi...!
 
Boa Noite,
Há tempos havia aqui uns defensores dos "paraísos Fiscais" tipo Chipre... Onde andam eles? Pois é neste caso pela boca morre o peixe, a banca estourou o país assim puf...
Valha-nos a coesão nacional, senão a Madeira seguiria o mesmo caminho, o Capital colocado na Madeira é simplesmente superior à própria economia... Como se pode ver... de Paraísos não têm nada ;-)
 
Mais sinistra é a posição da Holanda, um país que compete pelos impostos mais baixos. Foi dos mais duros sobre o Chipre. Não tardará a levar o correctivo merecido.
 
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