O Estado do País

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Não estou feliz. O meu plano B não é o "arco da governabilidade". Não vai existir nenhum despedimento massivo de funcionários públicos.
 
Com esta decisão do tribunal constitucional, espero que não se lembrem do plano X! Como não há dinheiro, vai-se pagando até ao mês em que falta (lá para outubro ou novembro acaba-se). Será que o tribunal constitucional pode obrigar o estado a endividar-se a qualquer preço (juro), para cumprir com os salários/subsídios/pensões previstos?
 
Também há a solução de pagar em duodécimos. A meta é não ultrapassar o défice previsto. E as despesas dividem-se por 12 e ponto. Sem orçamento de estado aprovado, seria assim não é?

Há muitas soluções, todas elas arrepiantes!
 
Vítor Bento 2 anos depois evoluiu na narrativa. É preciso que os países dentro da moeda única que têm excedentes os possam gastar para permitir aos outros poder recuperar.
 
Os cortes significativos da despesa pública vão acabar por ter que ser feitos com despedimento massivo de funcionários públicos e cortes importantes em serviços públicos. Qualquer que seja o governo. Mas parece que há muita gente feliz.

Nem mais; era por aí que o governo deveria ter começado logo que tomou posse. Espero que PPC tenha entendido agora que tem de cortar nas gorduras do estado e acabar com o despesismo reinante por tudo quando é público. Vamos ver se é desta que avança mesmo uma profunda reforma da organização da máquina do estado, desde a Administração Central aos municípios. E deixem-se lá de manifestações em defesa das freguesias ...
Eu sou funcionário público e gostaria que o estado fosse realmente capaz de fazer trabalhar a sua máquina como deve ser.
 
Nem mais; era por aí que o governo deveria ter começado logo que tomou posse. Espero que PPC tenha entendido agora que tem de cortar nas gorduras do estado e acabar com o despesismo reinante por tudo quando é público. Vamos ver se é desta que avança mesmo uma profunda reforma da organização da máquina do estado, desde a Administração Central aos municípios. E deixem-se lá de manifestações em defesa das freguesias ...
Eu sou funcionário público e gostaria que o estado fosse realmente capaz de fazer trabalhar a sua máquina como deve ser.

E os empregos para máquinas partidárias? Tenho colegas e amigos ligados a jotas e partidos que estão em empresas municipais ou câmaras, enquanto outros com melhor nota de curso estão no desemprego.
 
Também há a solução de pagar em duodécimos. A meta é não ultrapassar o défice previsto. E as despesas dividem-se por 12 e ponto. Sem orçamento de estado aprovado, seria assim não é?

Há muitas soluções, todas elas arrepiantes!

A solução é o Estado voltar a gastar o que gastava em 2000. Ou seja, cortar 30 a 40% da despesa. Acabar com o Estado Paralelo todo, o financiamento à maioria das fundações, universidades privadas ou colégios. Dar livros escolares aos alunos impressos na Imprensa Nacional como se fez durante décadas na Telescola (depois Ensino Básico Mediatizado). Fechar escolas, escolas superiores, politécnicos ou talvez uma ou duas universidades. Acabar com parte dos municípios. Rever os apoios às IPSS's. Colocar um tecto nas reformas do sector público. Cortar salários de algumas profissões dentro da Função Pública e adaptar no fundo tudo ao que o país pode pagar com impostos mais baixos que os actuais.
 
A solução é o Estado voltar a gastar o que gastava em 2000. Ou seja, cortar 30 a 40% da despesa. Acabar com o Estado Paralelo todo, o financiamento à maioria das fundações, universidades privadas ou colégios. Dar livros escolares aos alunos impressos na Imprensa Nacional como se fez durante décadas na Telescola (depois Ensino Básico Mediatizado). Fechar escolas, escolas superiores, politécnicos ou talvez uma ou duas universidades. Acabar com parte dos municípios. Rever os apoios às IPSS's. Colocar um tecto nas reformas do sector público. Cortar salários de algumas profissões dentro da Função Pública e adaptar no fundo tudo ao que o país pode pagar com impostos mais baixos que os actuais.

Haja coragem para tudo isso e que o povo tolere.. :)

Depois do chumbo do TC, duvido muito que fossem aprovadas algumas dessas medidas:
Seria inconstitucional decretar tectos nas pensões do sector público, além de que as medidas têm de ser equalitarias para ambos sectores. Cortar salários também é inconstitucional, como se viu! Cortar salários ou cortar pensões, ou eliminar um dos subsídios é a mesmissima coisa para os senhores do tribunal constitucional!

Estamos metidos numa grande alhada.. Houve uma senhora que disse que seria necessário suspender a democracia. Agora compreendo..

Não aprovo, mas compreendo!
 
A solução é o Estado voltar a gastar o que gastava em 2000. Ou seja, cortar 30 a 40% da despesa. Acabar com o Estado Paralelo todo, o financiamento à maioria das fundações, universidades privadas ou colégios. Dar livros escolares aos alunos impressos na Imprensa Nacional como se fez durante décadas na Telescola (depois Ensino Básico Mediatizado). Fechar escolas, escolas superiores, politécnicos ou talvez uma ou duas universidades. Acabar com parte dos municípios. Rever os apoios às IPSS's. Colocar um tecto nas reformas do sector público. Cortar salários de algumas profissões dentro da Função Pública e adaptar no fundo tudo ao que o país pode pagar com impostos mais baixos que os actuais.

Exactamente :thumbsup: PPC tem agora a oportunidade de reformular as políticas do seu governo e demonstrar aquilo que vale. E tem mesmo por começar a reformar o próprio estado (Relvas para mim foi um ministro fraco por não ter privatizado a TAP e a RTP, total ou parcialmente, não ter acabado com as freguesias e não ter reduzido substancialmente o número de concelhos...).
 
O Estado gasta o dobro do que gastava há dez anos. 15% da despesa é com juros, logo a dívida não justifica este aumento brutal. O país não cresce há mais de uma década, e tem muita margem para isso. Algo se passou para gastar o dobro. Gasta o dobro e tem feito cortes significativos em áreas como o Ensino Secundário ou os apoios sociais. E mesmo assim gasta o dobro. Algo está por explicar aos portugueses. A verdade é negra mas não pode continuar debaixo do tapete.
 
Desculpem a linguagem. Mas o TC f*d*u o país. Segunda-feira veremos os juros da dívida a disparar. Obrigado TC! Querem fazer disto a Grécia ou pior, a Argentina!
 
O secretário-geral do PS, António José Seguro, mostrou-se hoje indisponível para um acordo com o Governo que permita ultrapassar as inconstitucionalidades declaradas pelo Tribunal Constitucional, dizendo que "quem criou o problema que o resolva".

Ora está dada a deixa.

Dos que "criaram o problema":
- Um está senil, não tem grandes condições, mas como ainda vai dando uns palpites e a Comunicação Social ouve-o pode tentar contribuir;
- Outro é Presidente da República, pode ajudar;
- O colega da Angelina Jolie tem um bom tacho, não me parece que queira vir;
- Outro com um bom tacho, agora é nosso credor, também não deve querer vir;
- E por fim, o estudante de Filosofia, voltou agora ao palco, pelo que pode começar a tentar resolver o problema que criou.

Na minha opinião, se o governo for sério, só pode acontecer uma de duas coisas na reunião de Conselho de Ministros de hoje:

- Ou uma demissão para permitir que "quem criou o problema o resolva";
- Ou a apresentação de cortes imediatos na despesa pública no valor de 1,35 mil milhões de euros, equivalente ao rombo criado pela Constituição e pelo TC. Até é uma oportunidade de ouro, para começar a cortar, pelo menos politicamente têm uma desculpa bastante forte e podem "sacudir a água do capote" em termos eleitorais.

Mas o mais provável é não acontecer nenhuma destas soluções, e o resultado do Conselho de Ministros ser apenas um retoque da maquilhagem, uma dança de cadeiras entre ministros e nada mais. Pelo menos vende jornais e sobem nas sondagens, mas para governar que é o mais importante, ninguém aparenta ter grande vontade nem coragem.

PS: Conheço trabalhadores do privado que, nos últimos 3 anos, em aumento de impostos e em diminuição salarial, perderam mais de 30% do seu vencimento. Quanto perderam os funcionários públicos?
Conheço várias pessoas que perderam o emprego nos últimos 3 anos. Nenhum era funcionário público.
Conheço várias pessoas com salários em atraso. Nenhum é funcionário público.
Nem refiro ADSE e outra regalias, que isso já é assim há vários anos.
Igualdade entre trabalhadores? :lol:
 
Ora está dada a deixa.


PS: Conheço trabalhadores do privado que, nos últimos 3 anos, em aumento de impostos e em diminuição salarial, perderam mais de 30% do seu vencimento. Quanto perderam os funcionários públicos?
Conheço várias pessoas que perderam o emprego nos últimos 3 anos. Nenhum era funcionário público.
Conheço várias pessoas com salários em atraso. Nenhum é funcionário público.
Nem refiro ADSE e outra regalias, que isso já é assim há vários anos.
Igualdade entre trabalhadores? :lol:

Cá eu conheço vários funcionários públicos que, entre aumentos de impostos e redução salarial efectiva e legislativamente imposta, e entre subsídios perdidos, perderam bem mais que esses 30%... eu por exemplo!

Esta história de divisionismo entre privados e públicos já enoja, por vários motivos... poderíamos dissertar entre o perseguem uns e outros, entre o interesse público e privado, entre as "regalias" de uns e outros (por exemplo congelamento de salários e progressões há vários anos, diminuição do número de FP em vários serviços, com os serviços com cada vez mais procura e sobrecarga para os funcionários)... é uma discussão fútil em que cada um vai estar convencido da sua razão...

Útil seria discutir o que é que é o funcionalismo público, como é que se comparam actividades que no privado não existem, quer pela sua natureza quer pelo facto de não perseguirem o lucro, como os privados... encaixem aí privados para actividades como policiamento, justiça, serviços não lucrativos, no geral e que perseguem interesses fundamentais do Estado...

Se me falam de empresas públicas, a operar em regime de mercado, ou empresas municipais, enfim, na administração periférica do estado, aí sim, há que defender a total equiparação entre FP e privados...

Eu pago de ADSE o equivalente a um seguro de saúde, e cada vez se vê menos prestadores de saúde com interesse na ADSE, e pago as mesmas taxas moderadoras que os outros...

É lamentável o desemprego que grassa em Portugal, e as situações de salários em atraso... cá em casa tenho a minha mulher desempregada, por isso sei do que falo, mas ainda bem que não existem FP com os salários em atraso, pois não só somos pessoas como os que trabalham no privado ( a quem não se deseja isso), como também deveria ser um espectáculo bonito de se ver, um país com o Estado sem poder pagar salários a polícias, médicos, juízes, etc...

A decisão do TC é, na sua essência, uma boa decisão... contudo, no actual contexto, com o actual Governo (ou com as suas "alternativas" de esquerda), é uma decisão irresponsavel, e assim deve seguir-se o facilitismo habitual... aumento de impostos e cortes salariais maiores na FP e uma taxazita nos subsídios... esta classe política execrável não dá para mais...

Enfim, luz ao fundo do túnel, nem vê-la e estamos todos no mesmo barco, mesmo com as nossas diferenças...
 
PS: Conheço trabalhadores do privado que, nos últimos 3 anos, em aumento de impostos e em diminuição salarial, perderam mais de 30% do seu vencimento. Quanto perderam os funcionários públicos?
Conheço várias pessoas que perderam o emprego nos últimos 3 anos. Nenhum era funcionário público.
Conheço várias pessoas com salários em atraso. Nenhum é funcionário público.
Nem refiro ADSE e outra regalias, que isso já é assim há vários anos.
Igualdade entre trabalhadores? :lol:

David mas isso, é na grande maioria das pequenas e médias empresas, é raro aquele que tem o ordenado em dia. Então, os funcionários da Cãmara é uma malta bastante trabalhadora, e dou uns exemplso fantásticos, andaram aqui a pintarem os lugares do estacionamento na rua demoraram 2 dias e meio a pintarem os lugares de estacionamento, já os jardineiros que eram uns 5 levaram cerca de dia e meio para arranjarem um canteiro, coisa que uma empresa privada fazia no máximo em 3 horas. Se muitos que trabalham ou fazem que trabalham na Função Pública fossem para o privado deviam morrer cansados logo no 1º dia, aliás os funcionários da câmara nem as 8 horas trabalham, largam às 16 horas mas às 15h30m já estão sentados à espera da hora. Enquanto, o governo não fizer uma limpeza nos funcionários públicos e deixarem aqueles que são trabalhadores lá, o país não vai sair nunca do buraco porque o país é um país de pessoas encostadas, então no sector público andam sempre a fazerem greves porque ficam muito indignados quando levam um corte. Isto é, quando não vamos à segurança social ou outro local público e não levamos em cima com o mau humor do funcionário que a vida corre-lhe mal e quem leva com o mau humor somos nós e somos atendidos sem respeito e que só dá-me vontade de mandá-los ir para outro sítio.
 
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