Aristocrata
Super Célula
É mais ou menos isto o resumo do estado do país:
Em relação a este tema, no que se refere à saúde, há ainda campo para efectuar cortes.
Não falo de cortes no salário porque sou parte interessada, embora no que concerne às horas de sono e fim de semana seja a favor de manter parte dos suplementos atuais - já tenho muitas horas de sono em falta e os estudos comprovam que os turnos nocturnos são causa importante de doenças\distúrbios do organismo. E trabalhar ao fim de semana com a família em casa tem que se lhe diga. Mas aqui impera a flexibilidade de aceitar cortes porque o país assim necessita.

É necessário colocar a máquina do estado, no campo da saúde, a trabalhar mais e melhor. Objectivamente há ainda forma de poupar porque assim o vejo "por dentro".
Mas também tenho de condenar quem considera que um trabalhador do estado, vulgo funcionário público, seja uma espécie de sanguessuga, o tal que "mama" do estado.
Essa é uma afronta não ao funcionário público mas à pessoa que trabalha para o estado, servindo o cidadão comum.
Não foi para funcionário público que me preparei mas para ser um profissional na área da saúde. Encontrei trabalho num hospital público e assim fiquei até hoje porque o estado assim o quis. Estou ao serviço de quem precisa e como tal recebo o meu salário como qualquer trabalhador.
Desde a alvorada da crise em Portugal, quiseram fazer dos funcionários públicos os culpados da situação em que caímos.
Vozes à toa continuaram e continuam a enxovalhar na praça pública quem honestamente trabalha e recebe os seus honorários. É profundamente injusto!!!
E triste continuar a insistir no erro de menorizar o funcionário público.Continuo a afirmar que temos de ser parte da solução e não parte do problema que outros criaram.
Está na moda atacar os privilegiados funcionários públicos, esquecendo-se por completo quem foi que elegeu os governos em Portugal desde 1975...
