O Estado do País

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Estas imagens dão-me vontade de apanhar o primeiro voo de uma qq companhia aerea e sair em Londres Gatwick. Passear na Chinatown, beber pints no Soho, ir deitar o olho a algum musical em West end e depois fazer uma comprinhas no mercado de Camden (as cavalariças estão todas remodeladas e cheias de artesãos) e descansar naquelas mesas ao pé das bancas de comida com fachi, quente sem nacionalidade mas a que chamam japonesa. Ai quem me dera :rolleyes: Mas não posso. Este ano fico por cá. Infelizmente, não sou aquela ricaça cheia de "graveto" que o Agreste me anda sempre a chamar :unsure:

Quando você abre a caixa de comentários está um espaço em branco. Você escreve o que lhe apetecer. Toda a gente deve conviver com a crítica. Se não pode ser opinado/criticado é porque não existe. :cool:
 
... deve conviver com a crítica...

Não entendi bem o que o Agreste pretende dizer. Uma coisa é certa: dada a minha profissão estou muito habituada ao "ringue" e a golpes de todos os lados. Tenho uma bela capacidade de encaixe mas tb me saem uma esquerdas de surpresa ao adversário. Convivo muito bem com a critica. Até por vezes tem o efeito de me fazer sorrir :)

p.s. Não sou de amuar. E diga lá se tb não queria ir passar uns diazinhos a aburguesar em Londres???? ;)
 
Quando frequentava o Básico organizávamos vendas de bolos no mercado de Cacela. A brincadeira dava mais de 50 euros. Hoje em dia seria impossível!

Já aqui levantei outro problema. Por que motivo as associações (recreativas, desportivas, apoio social, estudantes) não podem organizar sorteios de rifas? Por que motivo continuam os monopólios da Santa Casa? Seria uma forma de tornar as associações independentes do Estado. A regulação do sorteio poderia ser feita pela própria junta de freguesia e pelas forças de segurança locais (GNR ou PSP), e as cadernetas poderiam ser emitidas pela Imprensa Nacional. E já agora, por que motivo em Portugal as associações locais e os cafés não podem ter máquinas de jogo? É que a legislação actual nesta matéria serve apenas para proteger a Associação Nacional de Casinos...

Nos EUA era comum, pelo menos nos anos 90 ainda se fazia, segundo me disseram. Era comum, dizia eu, as pessoas venderem os artigos em segundo mão que não queriam no passeio, ao fim-de-semana. Montavam uma banca em frente a casa e vendiam mesmo ali. Aqui em Portugal deveria haver espaços para se fazer isto, onde não se pagassem impostos, pois imaginem, estamos a falar de coisas que se vendem a preços muito baixos! É uma hipocrisia pois se é possível vender na net sem pagar impostos, por que motivo não se podem vender coisas da casa em segunda mão na rua?
 
Vince, antigamente, anos 80, as festarolas eram organizadas por privados, depois as autarquias começaram a oferecer concertos e bailes ao povo. Os cachets dos artistas pimba subiram, e muitos começaram a cobrar mais de 20 mil euros. Quando eram os privados a organizar ou as associações locais pagava-se bilhete de entrada e a coisa era sustentável, além de dar emprego ou uma fonte de rendimento a muita gente. Uma das principais causas de endividamento de muitas autarquias é isto dos eventos e festas. A Câmara Municipal de VRSA criou o famigerado Manta Beach, uma discoteca que faz concorrência desleal às outras casas da região. Ainda gostaria de saber, como natural da terra, quanto é que a autarquia gastou no projecto, e qual foi o retorno.
 
Ricardo Salgado: “Portugueses preferem o subsídio de desemprego

É assim que Ricardo Salgado justifica o elevado número de imigrantes a trabalhar no Alqueva
Ricardo Salgado, presidente do BES, banco que apoia a iniciativa em, conjunto com EDIA, Empresa de Desenvolvimento e Infra-Estruturas do Alqueva, foi questionado sobre o elevado número de imigrantes a trabalhar na região e foi rápido na explicação: "Há imigrantes que substituem os portugueses que preferem ficar com o subsídio de desemprego". E continuou: "Se os portugueses não querem trabalhar e preferem estar no subsídio de desemprego, há imigrantes que trabalham, alegremente, na agricultura e esse é um factor positivo".


http://www.ionline.pt/artigos/dinhei...dio-desemprego


Eu acho piada ver estes banqueiros e industrialistas a usarem os mesmos argumentos que a esquerdalha usa para justificar a imigração em massa. Os portugueses esses preguiçosos que se recusam a trabalhar e os imigrantes vêm fazer o trabalho que eles não querem (só não dizem que são trabalhos mal pagos dignos de escravo que apenas imigrantes desqualificados de países de terceiro mundo aceitam).
 
"Porque é mister que to diga, bom burguês: Sem o Banco de Portugal ficariamos pobres 30 anos. Mas sem Os Lusiadas ficariamos pobres para sempre. As libras voltam. O génio não se repete. Por isso burguês odioso, te não lamento. Mais ainda: regalam-me às vezes, Deus me perdoe, os teus desastres, lembrando-me que só te levantarás honradamente quando se te der, de fome, um nó nas tripas! Idiota! Nem egoista és. Vês apenas dinheiro, e hão de deixar-te sem camisa. Inda bem. Só nu ficarás decente."

Guerra Junqueiro em "Pátria"
 
Quando chegar-mos à falta de preservativos, quando ninguém os puder comprar... alguém lá da igreja cristã qualquer vai gritar que o governo eleito fez alguma coisa de bom.


Pois, não podemos esquecer o drama que se está a instalar na sociedade portuguesa, com o défice todos os anos de mais de 50 000 nascimentos em Portugal. Dentro de poucos anos, cada português na vida activa terá de suportar também de suportar os encargos de 2 ou 3 idosos. Aí sim, é que vai ser duro trabalhar quase de graça… tal vai ser o peso dos impostos e encargos sociais que cada trabalhador terá de entregar ao estado.
A política anti-social deste governo (que segue as pisadas do anterior) terá consequências avassaladoras no futuro; este país não oferece o mínimo dos mínimos de condições de sobrevivência para os jovens que actualmente ingressam na vida activa: o estado retêm-lhes logo de imediato metade do vencimento para si.

Pirâmide etária de Portugal - 2000/05

image15.jpg


Imagem: Prof2000
 
Em boa verdade as futuras gerações terão de entrar mais cedo no mercado de trabalho. Esta paranóia, imposta em parte pelo Tratado de Bolonha, de termos mestres antes dos 25 e doutorados antes dos 30 faz com que muita gente esteja a casar e a ter filhos com mais de 30 ou de 35 anos! Idealmente as mulheres até deveriam ter os filhos antes dos 30, por razões de ordem biológica. Deveríamos voltar ao sistema pré-Bolonha.
 
Deveríamos voltar ao sistema pré-Bolonha.
Apoiado. Não é possível formar um jurista em 3 anos. No final de 5 anos - a licenciatura da minha altura - achamos que as cadeiras ensinam muito pouco. A vida académica só mostra um lado da moeda (multifacetada) Se se seguir advocacia e o estágio na Ordem dos Advogados rapidamente percebemos porque é que há tantas cadeiras. Como imaginam o meu curso foi de 5 anos. Achei que tinha direito a ser Msc mas na faculdade informaram que tinha de fazer um complemento de 15horas e pagar 1500€. Deu-me vontade de rir. Não quero ser Master Sc. Além disso tinha de escolher em quê (familia, Penal, Administrativo,... ???) e o direito já me enjoa. Gostava de ter uma horta ou ser pastora.
 
Apoiado. Não é possível formar um jurista em 3 anos. No final de 5 anos - a licenciatura da minha altura - achamos que as cadeiras ensinam muito pouco. A vida académica só mostra um lado da moeda (multifacetada) Se se seguir advocacia e o estágio na Ordem dos Advogados rapidamente percebemos porque é que há tantas cadeiras. Como imaginam o meu curso foi de 5 anos. Achei que tinha direito a ser Msc mas na faculdade informaram que tinha de fazer um complemento de 15horas e pagar 1500€. Deu-me vontade de rir. Não quero ser Master Sc. Além disso tinha de escolher em quê (familia, Penal, Administrativo,... ???) e o direito já me enjoa. Gostava de ter uma horta ou ser pastora.

Isto de obrigar um jovem a ter um mestrado ou um doutoramento é ridículo. Trata-se de formações que exigem alguma maturidade e experiência profissional ou académica.
 
ter um mestrado ou um doutoramento é ridículo
Não é isso que queria dizer. Só que tenho uma serie de anos de vida académica: 5 de curso, 2 na O.A. (estágio na frente de batalha, bem duro e não remunerado, exames escritos e orais, bem na moda antiga!!!) e uma pós graduação de 400h. Perguntei por curiosidade se era mestre em Direito e a resposta foi que tinha de fazer mais umas horas e pagar.
É o Estado do País na sua mais pura essência :lmao:
 
Ricardo Salgado: “Portugueses preferem o subsídio de desemprego

É assim que Ricardo Salgado justifica o elevado número de imigrantes a trabalhar no Alqueva
Ricardo Salgado, presidente do BES, banco que apoia a iniciativa em, conjunto com EDIA, Empresa de Desenvolvimento e Infra-Estruturas do Alqueva, foi questionado sobre o elevado número de imigrantes a trabalhar na região e foi rápido na explicação: "Há imigrantes que substituem os portugueses que preferem ficar com o subsídio de desemprego". E continuou: "Se os portugueses não querem trabalhar e preferem estar no subsídio de desemprego, há imigrantes que trabalham, alegremente, na agricultura e esse é um factor positivo".


http://www.ionline.pt/artigos/dinhei...dio-desemprego

Numa parte tem razão, os portugueses não querem trabalhar com aqueles salários.
Mas aqueles salários não é apenas "um normal sair da residência ao inicio do dia, trabalhar, e regressar a casa ao fim do dia".
O Alentejo está totalmente despovoado de pessoas activas, ou seja a mão de obra é escassa, e se não existirem incentivos suficientes para alguém se mova do seu local residencial para um local longínquo, ele não irá concerteza.
Virão pessoas que por várias razões se sujeitam a condições sociais degradantes para terem certo vencimento.
 
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