Idem, idem, ""...
Ainda que não concorde com o
modus operandi, sou forçado a concordar com muitas medidas que este governo tem tomado.
Sim, sou funcionário público, essa espécie abjecta para muita gente, mas tenho que reconhecer que foram dadas muitas benesses nos últimos 20 anos, nomeadamente com aumentos salariais em contra-ciclo com o encolhimento da economia.
Mas também não sou o diabo em pessoa como pretendem fazer crer os inimigos do funcionário público.


Posto isto: acho que tem faltado o verdadeiro exemplo por parte da classe política - incluindo o PS

- no sentido de cortar com regalias próprias...já cansam referências a isto!
Agora colocar o PS de novo na gamela?! Fujam daqui porque foram precisamente estes tipos que afundaram o país.
Ahhhhh, os SWAPS...esmagadoramente assinados durante a vigência do governo PS. Há aqui demasiadas coincidências, ou não? Os facilitismos voltarão de novo à administração pública, não acham?!
Aristocrata,
o problema não está nos funcionários públicos em si. Pessoalmente concordo que certas profissões sejam bem pagas,
dentro das possibilidades do país, caso dos militares, professores, juízes, médicos ou deputados.
Os nossos problemas são outros:
- excesso de funcionários públicos;
- regalias que o país não pode pagar;
- diferenciação entre público e privado;
- baixa produtividade do sector público;
- excesso de chefias;
- gastos principescos;
- sistema de aposentações;
- cunhas no acesso a cargos públicos;
- corrupção e tráfico de influências.
Diabolizar não resolve. Mas devo dizer que o comportamento de uma dada percentagem da nossa função pública deixa muito a desejar! Passei pela escola pública e tive professores que faltavam constantemente e não cumpriam os programas, por pura incompetência. Nos centros de saúde e hospitais há médicos que não cumprem os horários, chegam atrasados e faltam à tarde. A Justiça é lenta e os serviços camarários também o são. Há uns meses estive num serviço da câmara da Maia, eram 10 horas e esperei meia hora para ser atendido porque as seis funcionárias tinham feito pausa para café!
A vida mostrou-me que boa parte dos portugueses, independentemente da classe social ou formação, os portugueses em geral, dizia eu, precisam de boas chefias,
autoridade, para não se desleixarem, serem organizados, para não chegarem atrasados nem estarem sempre a parar para conversar. O Medina Carreira diz e bem que um português sozinho trabalha, dois portugueses falam e não fazem nada! Se as escolas, universidades, empresas, e o Estado não tiverem pessoas austeras, exigentes, e acima de tudo que dêem o exemplo, então o nosso país cairá na desgraça!
Somos assim e cada sociedade tem de ter o modelo que mais se adequa à sua cultura.
Um economista há uns meses lançou um estudo onde concluiu que as nossas contas estiveram mais ordenadas apenas com Salazar e com o Marquês de Pombal. Não defendo um regresso à ditadura, mas se não tivermos líderes fortes e com valores austeros em todo o lado, mesmo no sector privado, então para lá caminharemos!