algarvio1980
Furacão
Ministério manda cortar salário total a professores em greve parcial
A denúncia é da Fenprof (Federação Nacional de Professores) que garante que o Ministério da Educação e Ciência (MEC) deu orientações às escolas para cortar um dia inteiro de salário sempre que os docentes façam greve às avaliações, faltando às reuniões de conselho de turma sem ter outra actividade nesse dia.
«A orientação que é dada pela Direção Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGEsTE) às escolas, sobre como calcular o desconto a efetuar quando um docente falta a uma reunião de conselho de turma, não tendo nesse dia outro tipo de atividade, é ilegal», acusa o sindicato, em nota enviada às redacções.
A Fenprof sustenta que, sendo de 35 horas o horário de trabalho dos professores, em média cada dia corresponde a sete horas, «incluindo, naturalmente, a componente individual de trabalho», pelo que «correspondendo cada reunião a duas horas de trabalho diário, seria absolutamente ilegal que, faltando o professor apenas a esse período de actividade, lhe fosse descontado um dia de salário».
O problema é, segundo os sindicalistas, ainda mais grave porque o cálculo está a ser feito sem ter em conta a componente não lectiva do horário de trabalho dos docentes.
«A aplicação informática que o MEC colocou à disposição das escolas para o lançamento dos salários dos docentes, calcula o valor dessa hora a partir das 22 horas lectivas o que faz, de imediato, aumentar o valor do desconto», afirma a Fenprof, que vai recorrer à Justiça.
«A Fenprof não irá tolerar estas ilegalidades cometidas pelo MEC, pelo que, a não serem corrigidas, merecerão a apresentação de queixa contra este Ministério, tanto nos tribunais como na Procuradoria-Geral da República», lê-se no comunicado.
Recorde-se que os professores estão em greve às reuniões de avaliação desde o dia 7 de Junho, com uma adesão que anda pelos 95%, e que está a atrasar todo o processo de afixação de pautas necessário para o acesso ao ensino superior mas também para a formação de turmas para o próximo ano lectivo.
Uma vez que basta um professor faltar à reunião para ser impossível realizar a avaliação, a greve tem sido feita, em muitos casos, por escala, com os docentes a organizarem-se para faltar à vez.
Além disso e também para minimizar o impacto financeiro de uma greve tão prolongada, em muitas escolas os docentes estão a criar fundos para compensar os colegas que fazem greve.
Fonte: SOL
Os professores querem receber e fazendo greve todos os dias.
Deviam era correr com metade desta gente que estão é gozando com o futuro dos alunos e nada mais, mais parecem umas marionetas nas mãos do Nogueira. 
Amanhã, se calhar vou fazer greve ao meu emprego, a ver se me pagam também, era excelente ir para a praia e no final do mês receber o mesmo.

Vamos ver o que diz a lei:
ESTATUTO DA CARREIRA DOCENTE
Artigo 95.º
Faltas a exames e reuniões
1 - É considerada falta a um dia:
a) A ausência do docente a serviço de exames;
b) A ausência do docente a reuniões de avaliação de alunos.
2 - A ausência a outras reuniões de natureza pedagógica convocadas nos termos da lei
é considerada falta do docente a dois tempos lectivos.
Artigo 96.º
Faltas justificadas
1 - Para efeitos da presente secção, as faltas ao abrigo do estatuto do trabalhadorestudante
previstas no regime geral denominam-se faltas para prestação de provas em
estabelecimentos de ensino.
2 - Os docentes podem utilizar a regalia prevista no número anterior desde que os
estudos que estejam a frequentar se destinem a melhorar a sua situação profissional na
docência ou tenham em vista a obtenção de grau superior ou de pós-graduação, não
podendo, contudo, o seu gozo acarretar prejuízo para o serviço docente.
3 - As faltas a serviço de exames, bem como a reuniões de avaliação de alunos,
apenas podem ser justificadas por casamento, por maternidade, por nascimento, por
falecimento de familiar, por doença, por doença prolongada por acidente em serviço,
por isolamento profiláctico e para cumprimento de obrigações legais.
Finalmente temos um ministro com mão de ferro e não ministros fracotes que cediam às chantagens dos sindicatos. Os professores estão a perder toda a razão se é que alguma vez a tiveram, se muitos já não respeitam os professores nas salas de aula agora é que não vão ter respeito nenhum. Quem semeia ventos colhe tempestades depois não se queixam.





