Aristocrata
Super Célula
Os enfermeiros queixam-se das 40 horas, pois pelo menos um estudante de Medicina chega a trabalhar mais que isso, pois são 5 a 6 horas de aulas por dia mais 2 ou 3 horas de estudo em casa, isto se quiser passar com segurança nos exames, e muitos médicos trabalham bem mais de 8 horas, sei de médicos que até nem têm fim-de-semana.
Não compares as coisas. Não compares alunos a profissionais.
O Trabalho por turnos é altamente desgastante, nomeadamente quando intercalas constantemente turnos diurnos e turnos noturnos.
Há estudos independentes, são muitos aliás, cientificamente comprovados, que apontam para riscos sérios para a saúde - a chamada penosidade do trabalho por turnos.
Seja para médicos, seja para enfermeiros.
Quanto a trabalhar mais de 8 horas - os profissionais são coniventes com isso e por vezes para terem 2 dias de folga por semana tem mesmo de ser assim.
Agora pergunto eu: não será legítimo lutar pelas NÃO-40 horas semanais, num trabalho reconhecido pela penosidade do trabalho por turnos (e riscos associados), quando por exemplo a classe dos professores conseguiu que as 5 horas para alêm das 35h passem a ser não não lectivas? Ou seja não efectivas?
Por mais que digam o contrário, esta situação caiu mal aos restantes funcionários públicos...

Quanto aos enfermeiros: a luta é justa pela igualdade com restante função pública. Continuam a ser licenciados pagos por valores inferiores aos restantes licenciados do estado.
Só é pena a luta se travar nesta altura de crise. Os sindicatos andaram a dormir durante o reinado da esquerda...

