PSD resiste à crise e mantém-se colado ao PS
Nas intenções de voto, socialistas e sociais-democratas sobem 4%, mantendo a diferença da sondagem anterior (3%). Os outros partidos descem, com o CDS a ficar nos 3%. Paulo Portas penalizado na sua popularidade.
A crise recente da maioria governamental não afetou diretamente o PSD, principal partido da coligação, a avaliar pela sondagem do CESOP/Universidade Católica para o DN/JN/RTP/Antena 1, cujo trabalho de campo decorreu já depois das tomadas de posse de ministros e secretários de Estado, após a remodelação do Governo apresentada por Passos Coelho ao Presidente da República.
O CDS volta a descer, agora para 3% e - mesmo que as sondagens subestimem a votação no partido de Paulo Portas -, o indicador de popularidade também dá conta de um enorme trambolhão do presidente do CDS (tem agora 31% de avaliações positivas, menos que os 34% de Passos Coelho, que era o político menos popular, e muito abaixo dos seus 43% do anterior estudo).
Os sociais-democratas voltam a subir na intenção de voto (depois da distribuição de votos indecisos), face à sondagem anterior de 15 de março, de 28 para 32%, mantendo a distância para os socialistas, que também sobem 4% - para 35%. Esta diferença não é estatisticamente significativa.
De novo em queda estão os três partidos nos extremos: CDU (PCP/PEV), BE e CDS, com o parceiro minoritário da coligação governamental, que viu reforçado o seu peso no Executivo de Passos Coelho, a bater no fundo, com 3% (menos 2% em relação ao estudo de março). A coligação de comunistas e ecologistas desce para 11% (-1% face a março) e os bloquistas quedam-se pelos 7% (também menos 1%).
A percentagem de votos brancos e nulos continua em níveis muito elevados para o que era habitual nos estudos realizados até setembro de 2012: estavam na casa dos 4% a 5%, agora estão nos 9% (ainda assim uma queda face aos 11% de março passado).
http://www.dn.pt/politica/interior.a...353870&page=-1
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Mesmo na pior crise que é conhecida da democracia portuguesa e com um governo a dar tantos tiros no próprio pé é incrível como é que o PS se arrisca a perder as próximas legislativas.