O Estado do País

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Aldeia de Palheiros é um sítio aberto, já fora da Serra do Caldeirão, hoje é sábado... não se entende...

Eu ontem apanhei meia-hora de seca entre Lagoa e Porches por causa de uns semáforos mal regulados na escola internacional do Algarve - assunto que o ecobcg podia resolver porque ele é que conhece os meandros da CMLagoa - e ninguém se matou a ultrapassar. 5km em meia-hora e só passavam 5 carros de cada vez naqueles semáforos.

Os portugueses são uns selvagens a conduzir, não respeitam nada nem ninguém, quando apanham um carro nas mãos toca a acelerar e a fazer ultrapassagens malucas.

A culpa não é da estrada, mas sim dos condutores, o IC1 está uma categoria nessa zona, e já vi muitos acidentes desde Messines até Ourique e tudo por ultrapassagens perigosas.

Ainda no domingo, quando fui à praia do Retur, na subida antes de chegar à rotunda da Conceição de Tavira, só não houve um valente acidente com vários carros e um autocarro por milagre, vinham dois "animais" ultrapassando os carros e vinham carros de frente, não fosse haver berma suficiente para eu encostar-me e o autocarro, esses dois chocavam de frente e eu e o autocarro ainda levavamos com eles em cima, quando o trânsito ia mais junto. Existe muito pessoal que deve ter tirado a carta na farinha amparo ou então compraram a carta. Não venham dizer que a EN 125 que é a culpada, porque a estrada não tem culpa nenhuma é que alguns mais parecem animais quando estão ao volante.

Eu às vezes digo quem me dera se fosse polícia, para multar e tirar umas cartas aí ao pessoal, mas disfarçado. Porque, quando o português apanha uma patrulha na estrada, vão atrás deles a 40km/h e ninguém ultrapassam.

Agreste eu nem sei porque raio não metem sensores nesses semáforos como existe na EN 125 entre Faro e Olhão, o sinal só abre para as estradas secundárias quando está veículos, quando não existem o sinal está sempre verde na EN 125. Isso evita mais constrangimentos.
 
No Algarve os condutores não sabem fazer rotundas. Se os algarvios circulassem nas rotundas do Porto como circulam nas rotundas algarvias então haveria acidentes diariamente. Gostaria de ver os algarvios na rotunda da AEP :lmao:

Segundo a minha experiência o problema não está no cumprimento dos limites de velocidade, está sim nas manobras perigosas. Não vale a pena colocar radares de velocidade. Aliás na Holanda a velocidade máxima nas auto-estradas é de 130 km/h e na Alemanha não há limite de velocidade.

Quanto a sermos os piores condutores da Europa... longe disso. Os sicilianos, espanhóis meridionais ou gregos são muito piores! Os andaluzes, por exemplo, são bem piores que nós. Não param no sinal vermelho, circulam a 120 e a 140 na nacional, atropelam peões na passadeira...
 
Conheces algum país onde não haja governo? Hum que me lembre não, talvez no Sudão, numa anarquia onde ninguém se entende. O país mais liberal no mundo é os Estados Unidos. Mesmo este, o bastião neo-liberal com todos os defeitos e virtudes, a sua divida perde-se na imensidão dos números, provavelmente ninguém sabe... Temos mesmo Cidades em Falência como Detroit. Inglaterra a mesma coisa, e por ai adiante. Nos tais países nórdicos tão sobejamente citados, o estado tem as funções da educação, saúde, segurança ao qual as desempenha na perfeição. Será que nuns lados o estado é considerado socialista ou paternalista e nestes já não é?

Respeitante às tais medidas do estado como previa, estas não foram apresentadas, ou seja vem dar força à minha tese que realmente não foi feito nada para este crescimento económico.

Mago, nos ditos países nórdicos houve uma crise muito grave na qual o Estado Social foi reformado, tendo sido tomadas medidas que aqui têm sido impensáveis, como o despedimento de funcionários públicos. A Dinamarca, por exemplo, tem das leis laborais mais liberais do mundo. Nesses países existem regras que aqui são apelidadas de demagogia ou fascismo.
 
É um acidente demasiado grave para um comentário tão "ligeiro"...

Agora uma pessoa não pode viajar na estrada que quiser a pagar ou não...?

Por favor...

Pelo amor de Deus, eu não estou a criticar ninguém por evitar portagens, ou por decidir por onde muito bem quer ir... Francamente. Só acho uma tragédia que já haja tantas vítimas diretas pela introdução das mesmas.

E não sou eu a especular que foi esta a razão, deu no notíciário, agora se é verdade ou não, simplesmente me limitei a acreditar no comando dos bombeiros... :unsure:
 
Além da forma primária com que se dirige as pessoas, chamo atenção que não é obrigado a ler os meus comentários, pode bem ignorá-los, retém uma visão míope do funcionamento da sociedade, de um país e do respeito por opiniões contrárias. Atendendo a isso nem farei qualquer comentário ao que escreveu.



Acho que já basta a tragédia, quanto mais estar ainda a especular motivações e opções das pessoas, mais respeito....

Muito bem, posso não ter sido propriamente feliz na escolha das expressões, peço desculpa. Mas não me dirijo ao povo num todo, mas sim a quem recusa a acreditar no crescimento económico puro, desencadeado pelo esforço de todos nós, e não por um alavancamento europeu. caramba, acho que temos maturidade para acreditar em nós mesmos, e na nossa independência.

Da mesma forma que você tem a sua opinião, tenho a minha, e acho que tenho o direito de me opôr a elas, isto penso eu. Se fui demasiado "primário", peço desculpa. E já agora, agradecia um comentário à minha visão míope da sociedade. Gosto de aprender. Muito obrigado!

Quanto à questão das portagens, já me expliquei, e mais uma vez peço desculpa se não usei as palavras certas...
 
Mago, nos ditos países nórdicos houve uma crise muito grave na qual o Estado Social foi reformado, tendo sido tomadas medidas que aqui têm sido impensáveis, como o despedimento de funcionários públicos. A Dinamarca, por exemplo, tem das leis laborais mais liberais do mundo. Nesses países existem regras que aqui são apelidadas de demagogia ou fascismo.

Frederico, olha apenas o exemplo da politica educativa desse país que citaste.

As estatisticas mostram que o sistema educativo dinamarquês é um dos mais evoluidos da Europa e um dos que apresenta melhores resultados.
O sistema de ensino dinamarquês é o espelho do país. Os professores querem formar cidadãos de uma democracia. Respeitam a livre iniciativa, mas dentro da comunidade.
Os alunos trabalham em grupo em vários projectos ao longo do ano lectivo. Não há reprovações nem exames. Apenas um teste ao fim do 9º ano, o último de escolaridade obrigatória.
O ensino é gratuito e os livros escolares são emprestados aos alunos pela escola.
As estatísticas oficiais mostram que o número de estudantes estrangeiros a estudar nas universidades dinamarquesas é actualmente superior ao número de estudantes dinamarqueses que vão para o estrangeiro.

Qualquer tentativa de impor um modelo destes no ensino seria logo apelidado pela direita de paternalismo esbanjador "xuxalista". Mas repara na intervenção direta do estado na educação onde este é gratuito e as escolas ainda emprestam os livros. Respeitam a livre iniciativa, nós também, mas dando-lhe sentido de comunidade, o coletivismo está sempre presente. Passar os alunos até ao 9º ano se apresentassem essa proposta aqui em portugal seria apelidado logo de um sacrilégio facilitista de esquerda. Como vês, aqui o estado está sempre presente, a diferença em relação a nós é que este funciona.
 
Frederico, olha apenas o exemplo da politica educativa desse país que citaste.



Qualquer tentativa de impor um modelo destes no ensino seria logo apelidado pela direita de paternalismo esbanjador "xuxalista". Mas repara na intervenção direta do estado na educação onde este é gratuito e as escolas ainda emprestam os livros. Respeitam a livre iniciativa, nós também, mas dando-lhe sentido de comunidade, o coletivismo está sempre presente. Passar os alunos até ao 9º ano se apresentassem essa proposta aqui em portugal seria apelidado logo de um sacrilégio facilitista de esquerda. Como vês, aqui o estado está sempre presente, a diferença em relação a nós é que este funciona.




Na Dinamarca os livros são emprestados. Aqui o Estado gasta 200 milões em livros. Estamos ricos :lmao: E as famílias são obrigadas a gastar centenas de euros quando não têm direito a apoio escolar.


A cultura da reprovação sempre me pareceu um absurdo pois deveria ser dever da escola colocar os alunos com mais dificuldades debaixo de um programa especial de apoio e recuperação logo depois dos primeiros testes de avaliação em Outubro. Nisso estou do lado da Esquerda.


Não me parece que o Estado gaste pouco com as escolas pois há muito desperdício. Entre livros e colégios com contrato de associação estão mais de 400 milhões de euros. Conheço escolas C+S que deveriam ser encerradas devido ao reduzido número de alunos que têm, já que há alternativa por perto.


Entretanto foram feitos cortes cegos com grande prejuízo para os alunos que no caso da área científica levaram quase ao fim das turmas de Química ou de Física de 12.º ano a nível nacional. Também acabaram com a segunda fase de exames nacionais em Setembro. No geral têm sido tomadas medidas muito prejudiciais para os alunos que visam «cortes», mas não são cortes propriamente estruturais, são cortes cegos que destroem a Escola pública.
 
O crescimento deve-se exclusivamente ao trabalho de um reduzido número de portugueses que insistem em investir e trabalhar por cá, apesar de todas as adversidades. Esses patrões e esses trabalhadores são verdadeiros heróis, pagam impostos altíssimos, têm salários baixos, suportam uma burocracia infernal e um Estado lento e ineficiente.

Trata-se de um milagre, pois a Espanha e a Grécia continuam a cair. Não é propriamente um acompanhar do ciclo económico de outros países.
 
Os EUA tal como a Europa têm estados e cidades a diferentes «velocidades» Detroit pode ter falido mas há estados e cidades em alta como o Texas. A economia americana dá sinais de retoma e a sociedade está a reformar-se. Há cada vez mais americanos a viver das vendas online e dos lucros da internet provenientes de blogues e páginas onde praticam jornalismo freelancer. O sector da energia sofreu um forte impulso e o gás natural viu os preços a cair. Os EUA tem fortes fluxos migratórios internos e a população facilmente muda de cidade e de Estado à procura de melhores condições de vida e de trabalho.
 
do ponto de vista do anarquismo capitalista é um factor positivo que os trabalhadores não se possam organizar em sindicatos de interesses. Só uma parte da equação económica pode organizar os seus interesses e explorar a outra parte.

Essa lei permitiu que wall street não se separasse da main street. Mas estamos de regresso a 1929. A crise está muito longe do fim.
 
Lugares modestos como Lamego ou Moimenta da Beira têm funcionários nas escolas a mais...

Será que estas pessoas aceitarão trabalhar em Vila Real ou em Viseu onde certamente existirão funcionários a menos com os mesmo salários de 500 euros? Quem pagará as viagens?

É óbvio que estas pessoas vão ser despedidas. E sendo de lugares modestos não há muito mais sítios para onde possam trabalhar sem ser numa escola pública.

O empregador de último recurso é o Estado. Salários baixos mas mesmo assim superiores ao privado. Melhor assim. Prefiro subsidiar a ocupação destas pessoas a abandonar ou despovoar estes lugares.

http://www.jn.pt/PaginaInicial/Soci...tent_id=3378482#.UhJssRZFZeA.facebook&page=-1
 
Em abono da verdade no que respeita a flexibilidades laborais, heis uma noticia que contradiz algumas opiniões....
Os portugueses estão entre os europeus que mais horas trabalham, mas onde existe grande desigualdade salarial. (...)

Há mais contratos a prazo que no resto da Europa e atingem metade dos jovens. Há muito trabalho por conta própria, sobretudo falsos independentes. As mulheres estão em força no mercado de trabalho, mas ao contrário da corrente europeia predominante, trabalham pouco em part-time. Porque os salários ainda seriam mais insignificantes.

Fonte: http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=25&did=119323

Este é mais um dos indicadores tratados no estudo "25 anos de Portugal Europeu", coordenador por Augusto Mateus, e que vai ser uma das bases para o debate no 2º Encontro Presente no Futuro, organizado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, nos dias 13 e 14 de Setembro, em Lisboa.
 
Cavaco interrompe o estado vegetativo para falar de uma pessoa.

Sobre a situação geral do país - a que felizmente o Algarve tem escapado - não se lembrou de escrever uma linha. Fica registado.
 
Mais uma revolta no facebook...


Condolências aos «bombeiros enlutados» enchem Facebook da Presidência
Última actualização ontem às 23:53,
Publicado ontem às 22:29


Centenas de portugueses estão a aproveitar as condolências enviadas por Cavaco Silva à família de António Borges para lembrar o silêncio relativamente à bombeira morta a semana passada.

Nesta altura são mais de 900 os comentários, todos iguais ou muito parecidos, na página de Facebook da Presidência da República.

Os utilizadores utilizaram o texto sobre as condolências enviadas por Cavaco Silva à família de António Borges para deixar uma mensagem-tipo: «As minhas condolências aos bombeiros enlutados».

Na génese deste movimento parece estar o facto de o Presidente não ter enviado as mesmas condolências à família da bombeira morta a semana passada no incêndio do Caramulo. Aliás, um dos utilizadores escreve que «A celeridade a enviar condolências à família de quem ateia fogos sociais, não é a mesma para com a família daqueles que morrem a defender a sociedade dos fogos reais».

Os primeiros comentários surgiram pouco antes das 15 horas.

Alguns dos que estão a deixar a mensagem são bombeiros mas todos, bombeiros ou não, parecem pretender manifestar solidariedade, criticando ao mesmo tempo o "esquecimento" do Presidente da República.


http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=3387229
 
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