O Estado do País

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Disse aqui há uns meses atrás, o pessoal ainda vai ter saudades do Gaspar, economista excepcional, incorrupto, fora do sistema de compadrio nacional, cuspido por "anónimos" num supermercado qualquer, depois de fazer as contas às muitas dividas que deixaram debaixo do tapete, parece que ainda mandou guardar dinheiro para as dívidas que se venciam há dias. Tal como o Álvaro. Curiosamente ambos foram corridos do governo na mesma altura. Isso só por si diz bem como este país funciona. Para grande gáudio da extrema esquerda. É assim há décadas, não saímos disto. Parasitagem de alto a baixo, da esquerda à direita, temos um país a empobrecer nas mãos de todas essas máfias corporativas.

Desde que Gaspar bateu com a porta que os juros não pararam de aumentar.

Pires de Lima anda com a comunicação social nas mãos, só diz vacuidades mas ninguém lhe aponta o dedo... Como dizia aquela personagem de uma telenovela antiga, «mistério...»
 
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Comprei a revista Exame só para ver o frete prestado ao CDS/PP.

Agora, gostaria de perceber algo. Como é possível que alguém se demita, o país perca milhões, os juros disparem, a imagem construída em dois anos desmorone, e a seguir volte como Vice? Isto seria possível em Inglaterra? Na Alemanha? Nos EUA? Alguém que contribui para destruir o trabalho de dois anos, sai e depois volta com mais poder?

Nunca pensei que a nossa comunicação social fosse tão perniciosa...

O CDS/PP anda a fazer exactamente o mesmo que fez Sócrates nos dias do fim, a lançar mantras optimistas, como se por um golpe de magia as palavras se convertessem nas realidades que apregoam. É a retoma, é o regresso aos mercados, é a estabilidade governativa, é a redução de impostos...

Votei CDS para isto.
 
há muitos anos que conheço o dr Paulo Portas pessoalmente.Nunca votaria nele!
 
Recebido por mail....

GREVE AO VOTO- ABSTENÇÃO MASSIVA PODE SER A ÚNICA REVOLUÇÃO PACIFICA, QUE MUDARÁ ALGUMA COISA?
Cada um que decida por si... Marinho Pinto já decidiu...
"EU NÃO VOU VOTAR"


SEJAMOS RIGOROSO E EXIGENTES, COM OS POLÍTICOS (e já agora não comentem sem ler e sem ver o video, sejam rigorosos e coerentes)
Na actual falsa democracia que nos impõem, o voto em branco, a abstenção, o voto nulo ou o válido, possuem o mesmo valor... não mudam nada... O futuro de Portugal é decidido pela UE e pelos grandes grupos económicos e financeiros.

Quem manda em Portugal não são os políticos que elegemos, como tal os nossos votos apenas elegem fantoches. Seja qual for a nossa acção eleitoral, ganha sempre o PSD/CDS/PS, que na realidade oferecem o poder e o dinheiro público, aos que estão por trás dos políticos.
Temos o direito de não gostar de participar em fantochadas.
Temos a opção de não gostar de ser enganado.
Temos que ter a dignidade de recusar que nos façam de parvos.
Temos a liberdade de recusar participar em farsas.
Temos o direito de exigir real democracia.
Temos o direito de não querer legitimar regimes que escravizam os honestos e enriquecem os desonestos.

Obviamente que amigos dos partidos e do regime vão argumentar que a abstenção é desistir, abstenção é antidemocrático, abstenção é fugir ás responsabilidades, é preguiça bla bla bla....
No entanto, Marinho Pinto não é contra a democracia nem contra o voto, afirma claramente que se faça greve ao voto e à democracia para abalar o regime podre que nos rouba. A Greve é temporária e não definitiva.
Por isso pergunto a esses senhores, que são contra a revolução pela abstenção e greve ao voto... se todos os trabalhadores que fazem greve, o fazem porque desistiram? Se o fazem porque é antidemocrático? Se o fazem para fugir ás responsabilidades? Porque são preguiçosos? Ou pelo contrário?
Compreende-se que haja muita gente contra a greve e abstenção ao voto, mas porque não conseguem desligar a formatação que recebem no cérebro há décadas, ou porque querem que os partidos recebam os seus milhões de subvenções. Por isso pensem por vós mesmos, e não pela manipulação de sempre.

Marinho Pinto sugere assim a abstenção como revolução, não como forma de eleger, ou evitar eleger partidos, mas sim com a intenção de se levar a cabo uma manifestação /revolução pacifica, organizada e reivindicada, tal como uma greve. Que faça estremecer a paz, dos que, já tranquilamente e legitimamente, nos roubam.
A abstenção como revolução pacifica contra a mediocridade, o oportunismo e incompetência da classe politica... por uma refundação da república.
AINDA ACHAM QUE VOTAR É UMA ATITUDE CÍVICA?
Cidadania e civismo é lutar pelos nossos direitos e pelo bem nacional...
Votar nunca pode ser um direito quando legitima crimes políticos, legitima o enriquecimento das elites, lesa os nossos direitos e arruína o país.
Votar seria apenas um direito se servisse para ajudar e proteger, quem vota. Quando o voto serve o interesse de quem te lesa e de quem lesa o país, votar não é um direito, é crime, é ser cúmplice de criminosos.

Manuel Monteiro
Manuel Monteiro, diz que os portugueses fazem “parte de um circo que de anos a anos participa nas eleições”, justificando que “quem manda em Portugal não é o povo” e que o regime democrático em que alegadamente vivemos “é (apenas) um simulacro de democracia”.
Nesta entrevista este 'homem de direita' revela ainda que "pela primeira vez" na sua vida não vai votar, referindo-se às eleições autárquicas.
"Nunca tivemos verdadeiramente sistema feudal em Portugal. Mas hoje temos feudalismo, temos um regime de corporações não assumido mas verdadeiramente detentor do poder político.
Quem manda em Portugal não é o povo. O povo faz parte de um circo que de anos a anos participa nas eleições para vaticinar ou corroborar escolhas previamente feitas pelos grupos corporativos que realmente mandam”. Na opinião de Manuel Monteiro, o “peso” destes grupos é tal que “condicionam as lideranças políticas a admitir excepções aos sacrifícios que são impostos à maioria dos cidadãos”.

A juntar a isto, refere, “os dirigentes partidários” começaram a ser “escolhidos na óptica do treinador, para trazer resultados imediatos” e quando tal não acontece, “é-se substituído”. Opondo-se a esta ‘lógica’(...)
“Eles”, prossegue, “querem ter o dinheiro dos outros que não são políticos e portanto vendem-se” e “deslumbraram-se” mas “com isso perdeu-se a independência”, por isso, “Tenho muitas dúvidas de que a maioria da classe dirigente seja independente”.

(...)não vou votar”. E porquê? “Deixei de acreditar nas revoluções de sangue. Lutei para que as pessoas votassem e se abstivessem, mas comecei a acreditar que a mudança do sistema só é viável, ou por uma profunda vaga de abstenção, ou por uma revolução pacífica”. fonte


AINDA ACHAM QUE VOTAR É UMA ATITUDE CÍVICA?
Cada voto do cidadão, para além de pôr no poleiro os mafiosos que nos (des) governam e lhes garantir salários de luxo para o resto da vida, ainda oferece 1/135 do salário mínimo, actualmente em €485,00, ou seja, cada 135 votos dão 485 euros ao partido!!!) 1 voto = €3,60. Significa que cada cidadão entrega, a todos os partidos votados, o quadruplo dessa importância (€14,40), atingindo uma despesa superior a 70 milhões de euros;
Antes de 2005 caso os votos em branco fossem superior 50 % ou fossem em maior número que os votos do partido mais votado o acto eleitoral era anulado, pelo que teria de haver novas eleições, sendo que os deputados candidatos à AR e os respectivos programas eleitorais dos partidos tinha de ser modificados e haver novas eleições com candidatos diferentes e programas eleitorais diferentes.....

O Voto em branco, desde a última alteração constitucional, passou a ter a mesma leitura do voto nulo.
Por volta de 2002 a 2004 o prémio Nobel, José Saramago em diversas entrevistas apelou para que os portugueses votassem em Branco...
Ora, ele teve esse comportamento porque até aquela data o voto em branco era considerado um voto de protesto ao sistema, tal apelo incomodava os políticos...
Qual a solução arranjada pela Assembleia da Republica?
Em 2005, todos os partidos sem excepção votaram a favor da alteração constitucional, alterando assim a leitura de protesto do voto em branco e dando-lhe o mesmo valor do voto nulo. Em suma, votar em branco ou nulo é não saber votar...
Nem tu, nem ninguém pode dar um sentido diferente ao voto daquele que a lei lhe confere.
Repara que para se fazer uma alteração constitucional é preciso uma maioria de 2/3, neste caso, os 230 deputados estiveram de acordo, quando se trata de defender os interesses dos partidos eles sabem estar de acordo. Nota oficiosa

Para os mais clarividentes, deixo um video de um filósofo, que divaga sobre a humilhação do voto.
"Votar é implorar aos políticos que nos dêem algumas migalhas do que nos roubam."
 
Parece absurdo abdicar da principal ferramenta das democracias para lutar pela democracia.
O nosso problema é político. O nosso regime ainda é pouco democrático. Temos de lutar por mais justiça, por mais liberdade, mas a abstenção não me parece a melhor maneira de o conseguir.
 
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Quem quiser vota, quem não quiser abstém-se. Nunca percebi a razão pela qual se acusa os abstencionistas de estarem contra a democracia, ou mesmo a eventual perigosidade do aumento da abstenção. Até acho preferível que quem não tenha conhecimento das propostas dos candidatos se abstenha, mais vale isso do que um voto ao calhas ou em quem ofereceu um boné, uma caneta ou um concerto do Tony Carreira.

Hoje é aquele dia exótico, chamado dia de reflexão, um dia em que as pessoas podem reflectir sobre o penalty que deu a vitória ao FC Porto, sobre a próxima edição da Casa dos Segredos ou sobre a alegada relação do Cristiano Ronaldo com a Miss Bumbum. Sobre as eleições em si não podem, porque é assunto tabu neste dia.
 
Proprietários agrícolas admitem abandonar apanha de alfarroba por causa dos impostos

A obrigatoriedade de inscrição de atividade nas Finanças para a venda de pequenas quantidades de alfarroba está a levar pequenos produtores a ponderarem o abandono da atividade, confirmou à Lusa o gestor do Agrupamento de Alfarroba e Amêndoa do Algarve.

“Temos recebido bastantes reclamações e pedidos de informações porque as pessoas têm alguma dificuldade em compreender o que se passa e as exigências impostas”, explicou José Filipe, gestor daquele agrupamento com 500 associados do Algarve.

Em causa está o decreto-lei n.º 197/2012, que estipula que todas as pessoas que façam uma venda tenham de ter atividade registada nas Finanças e declarar todas as vendas. Os prazos de inscrição tinham inicialmente sido apontados para março deste ano, mas foram prolongados para 31 de outubro.

Admitindo que as novas regras não criam dificuldades aos grandes produtores, que já fazem as suas declarações de atividade normalmente, José Filipe disse que o problema está nos pequenos agricultores, com pequenos terrenos e que anualmente obtêm rendimentos entre os 500 e os 1.500 euros.

José Matos é um dos produtores que admite abandonar a terra devido ao facto de os gastos de produção ultrapassarem os lucros, sendo que 15 quilos de alfarroba rendem atualmente ao produtor cerca de 4,50 euros.

“Aumentaram as contribuições, temos de pagar o trator para limpar o terreno, temos de tratar a terra… Ando aqui a trabalhar de borla porque já não dá para as despesas”, disse à Lusa o produtor, de 58 anos, quando se preparava para vender alfarroba a um armazenista.

Segundo José Filipe, quase 70% dos associados do agrupamento que gere têm mais de 64 anos, são reformados e encaram a atividade como um complemento da reforma.

No caso da atividade agrícola, o responsável explicou que os agricultores têm de ter um livro de faturas reconhecido pelas Finanças, têm de passar fatura sempre que realizam uma venda, no mês seguinte têm de declarar as vendas no portal das Finanças e depois voltam a declarar os valores faturados nas declarações de IRS (imposto sobre o rendimento singular).

Ao Agrupamento de Alfarroba e Amêndoa do Algarve chegam pessoas que temem cortes nas reformas e outras que temem o corte no subsídio de desemprego por se dedicarem a uma das atividades mais tradicionais do interior algarvio.

Apesar de não acreditar que o abandono por parte dos pequenos produtores possa colocar em risco a atividade no Algarve, José Filipe admitiu que haverá uma diminuição da produção comercializada.

Proprietário de uma empresa familiar de trituração e exportação de alfarroba com 60 anos de atividade, Desidério Oliveira confirmou à Lusa o desalento dos pequenos produtores de alfarroba: “Hoje em dia, a maior parte das pessoas que apanha alfarrobas já tem mais de 60 anos, alguns têm 80 e são pessoas que apanham pouca quantidade, entre os 120 e os 200 quilos” constatou.

“As pessoas que arranjam quantidades pequenas estão desanimadas e alguns pensam que se calhar ainda têm de pagar IRS ou que vão perder as reformas”, explicou o comerciante, referindo que os pequenos produtores são responsáveis por cerca de 40% da alfarroba que comercializa.

Estes, disse, “estão muito desapontados e dizem que não se vão inscrever porque não vale a pena”.

O desalento aumenta porque é somado à vaga de roubo de alfarroba com que muitos produtores se deparam e a ao ano de fraca produção.

Para muitos, a apanha da alfarroba é uma bolha de oxigénio para o orçamento familiar, comentou Desidério Oliveira, recordando que algumas pessoas apanham alguns sacos e vão vender de imediato.

Desde o início de 2013 que o Agrupamento de Alfarroba e Amêndoa do Algarve tem enviado sugestões e pedidos de alteração da lei para o caso dos pequenos produtores, mas até hoje não obteve qualquer resposta por parte das entidades competentes.

Fonte: Região Sul
 
Proprietários agrícolas admitem abandonar apanha de alfarroba por causa dos impostos

A obrigatoriedade de inscrição de atividade nas Finanças para a venda de pequenas quantidades de alfarroba está a levar pequenos produtores a ponderarem o abandono da atividade, confirmou à Lusa o gestor do Agrupamento de Alfarroba e Amêndoa do Algarve.

“Temos recebido bastantes reclamações e pedidos de informações porque as pessoas têm alguma dificuldade em compreender o que se passa e as exigências impostas”, explicou José Filipe, gestor daquele agrupamento com 500 associados do Algarve.

Em causa está o decreto-lei n.º 197/2012, que estipula que todas as pessoas que façam uma venda tenham de ter atividade registada nas Finanças e declarar todas as vendas. Os prazos de inscrição tinham inicialmente sido apontados para março deste ano, mas foram prolongados para 31 de outubro.

Admitindo que as novas regras não criam dificuldades aos grandes produtores, que já fazem as suas declarações de atividade normalmente, José Filipe disse que o problema está nos pequenos agricultores, com pequenos terrenos e que anualmente obtêm rendimentos entre os 500 e os 1.500 euros.

José Matos é um dos produtores que admite abandonar a terra devido ao facto de os gastos de produção ultrapassarem os lucros, sendo que 15 quilos de alfarroba rendem atualmente ao produtor cerca de 4,50 euros.

“Aumentaram as contribuições, temos de pagar o trator para limpar o terreno, temos de tratar a terra… Ando aqui a trabalhar de borla porque já não dá para as despesas”, disse à Lusa o produtor, de 58 anos, quando se preparava para vender alfarroba a um armazenista.

Segundo José Filipe, quase 70% dos associados do agrupamento que gere têm mais de 64 anos, são reformados e encaram a atividade como um complemento da reforma.

No caso da atividade agrícola, o responsável explicou que os agricultores têm de ter um livro de faturas reconhecido pelas Finanças, têm de passar fatura sempre que realizam uma venda, no mês seguinte têm de declarar as vendas no portal das Finanças e depois voltam a declarar os valores faturados nas declarações de IRS (imposto sobre o rendimento singular).

Ao Agrupamento de Alfarroba e Amêndoa do Algarve chegam pessoas que temem cortes nas reformas e outras que temem o corte no subsídio de desemprego por se dedicarem a uma das atividades mais tradicionais do interior algarvio.

Apesar de não acreditar que o abandono por parte dos pequenos produtores possa colocar em risco a atividade no Algarve, José Filipe admitiu que haverá uma diminuição da produção comercializada.

Proprietário de uma empresa familiar de trituração e exportação de alfarroba com 60 anos de atividade, Desidério Oliveira confirmou à Lusa o desalento dos pequenos produtores de alfarroba: “Hoje em dia, a maior parte das pessoas que apanha alfarrobas já tem mais de 60 anos, alguns têm 80 e são pessoas que apanham pouca quantidade, entre os 120 e os 200 quilos” constatou.

“As pessoas que arranjam quantidades pequenas estão desanimadas e alguns pensam que se calhar ainda têm de pagar IRS ou que vão perder as reformas”, explicou o comerciante, referindo que os pequenos produtores são responsáveis por cerca de 40% da alfarroba que comercializa.

Estes, disse, “estão muito desapontados e dizem que não se vão inscrever porque não vale a pena”.

O desalento aumenta porque é somado à vaga de roubo de alfarroba com que muitos produtores se deparam e a ao ano de fraca produção.

Para muitos, a apanha da alfarroba é uma bolha de oxigénio para o orçamento familiar, comentou Desidério Oliveira, recordando que algumas pessoas apanham alguns sacos e vão vender de imediato.

Desde o início de 2013 que o Agrupamento de Alfarroba e Amêndoa do Algarve tem enviado sugestões e pedidos de alteração da lei para o caso dos pequenos produtores, mas até hoje não obteve qualquer resposta por parte das entidades competentes.

Fonte: Região Sul

Eu acho que ao pequeno produtor lhe basta ter um espaço no mercado popular, pagando uma renda à câmara pelo espaço ocupado. Desta forma fica livre de impostos.

Tudo o que ultrapasse esta possibilidade, creio que está fora de discussão, pois tanto me dá vender alfarroba, como cereja, castanha, pêssego, pêra, maçã, batata, o que for! Se há lucro, tem de haver imposto. Se não é uma actividade organizada, então que seja.. Com actividade aberta, podem descontar iva de várias despesas. Não estou a entender muito bem o problema da questão.. Então se nós pagarmos todos impostos, não iremos pagar menos no final? Qual é a dúvida? Se pagar impostos, não trabalho, é isso?? E os preços de mercado, não flutuam com os impostos? Ou há vontade de trabalhar, ou não há.
 
Eu acho que ao pequeno produtor lhe basta ter um espaço no mercado popular, pagando uma renda à câmara pelo espaço ocupado. Desta forma fica livre de impostos.

Tudo o que ultrapasse esta possibilidade, creio que está fora de discussão, pois tanto me dá vender alfarroba, como cereja, castanha, pêssego, pêra, maçã, batata, o que for! Se há lucro, tem de haver imposto. Se não é uma actividade organizada, então que seja.. Com actividade aberta, podem descontar iva de várias despesas. Não estou a entender muito bem o problema da questão.. Então se nós pagarmos todos impostos, não iremos pagar menos no final? Qual é a dúvida? Se pagar impostos, não trabalho, é isso?? E os preços de mercado, não flutuam com os impostos? Ou há vontade de trabalhar, ou não há.

No caso da atividade agrícola, o responsável explicou que os agricultores têm de ter um livro de faturas reconhecido pelas Finanças, têm de passar fatura sempre que realizam uma venda, no mês seguinte têm de declarar as vendas no portal das Finanças e depois voltam a declarar os valores faturados nas declarações de IRS (imposto sobre o rendimento singular).

Está tudo explicado neste parágrafo. Dá mais trabalho o cumprimento de todas estas burocracias do que propriamente apanhar a alfarroba. Principalmente quando se trata, maioritariamente, de pessoas idosas.

E realmente, taxar actividades que dão lucro anual de 500€ ao proprietário de uma pequena parcela de terra, não lembra a ninguém.
 
O problema é mais complexo... mexe com a pequena dimensão de alguns terrenos, demasiado pequenos para serem produtivos, falta de mercado fundiário dinâmico, terras agrícolas a serem vendidas ao preço de terras urbanizáveis, falta de escolaridade e faixa etária dos pequenos produtores... de qualquer das formas creio que deveria haver uma isenção fiscal para os pequenos agricultores, aliás creio que existe, mas não tenho a certeza.
 
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