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GREVE AO VOTO- ABSTENÇÃO MASSIVA PODE SER A ÚNICA REVOLUÇÃO PACIFICA, QUE MUDARÁ ALGUMA COISA?
Cada um que decida por si... Marinho Pinto já decidiu...
"EU NÃO VOU VOTAR"
SEJAMOS RIGOROSO E EXIGENTES, COM OS POLÍTICOS (e já agora não comentem sem ler e sem ver o video, sejam rigorosos e coerentes)
Na actual falsa democracia que nos impõem, o voto em branco, a abstenção, o voto nulo ou o válido, possuem o mesmo valor... não mudam nada... O futuro de Portugal é decidido pela UE e pelos grandes grupos económicos e financeiros.
Quem manda em Portugal não são os políticos que elegemos, como tal os nossos votos apenas elegem fantoches. Seja qual for a nossa acção eleitoral, ganha sempre o PSD/CDS/PS, que na realidade oferecem o poder e o dinheiro público, aos que estão por trás dos políticos.
Temos o direito de não gostar de participar em fantochadas.
Temos a opção de não gostar de ser enganado.
Temos que ter a dignidade de recusar que nos façam de parvos.
Temos a liberdade de recusar participar em farsas.
Temos o direito de exigir real democracia.
Temos o direito de não querer legitimar regimes que escravizam os honestos e enriquecem os desonestos.
Obviamente que amigos dos partidos e do regime vão argumentar que a abstenção é desistir, abstenção é antidemocrático, abstenção é fugir ás responsabilidades, é preguiça bla bla bla....
No entanto, Marinho Pinto não é contra a democracia nem contra o voto, afirma claramente que se faça greve ao voto e à democracia para abalar o regime podre que nos rouba. A Greve é temporária e não definitiva.
Por isso pergunto a esses senhores, que são contra a revolução pela abstenção e greve ao voto... se todos os trabalhadores que fazem greve, o fazem porque desistiram? Se o fazem porque é antidemocrático? Se o fazem para fugir ás responsabilidades? Porque são preguiçosos? Ou pelo contrário?
Compreende-se que haja muita gente contra a greve e abstenção ao voto, mas porque não conseguem desligar a formatação que recebem no cérebro há décadas, ou porque querem que os partidos recebam os seus milhões de subvenções. Por isso pensem por vós mesmos, e não pela manipulação de sempre.
Marinho Pinto sugere assim a abstenção como revolução, não como forma de eleger, ou evitar eleger partidos, mas sim com a intenção de se levar a cabo uma manifestação /revolução pacifica, organizada e reivindicada, tal como uma greve. Que faça estremecer a paz, dos que, já tranquilamente e legitimamente, nos roubam.
A abstenção como revolução pacifica contra a mediocridade, o oportunismo e incompetência da classe politica... por uma refundação da república.
AINDA ACHAM QUE VOTAR É UMA ATITUDE CÍVICA?
Cidadania e civismo é lutar pelos nossos direitos e pelo bem nacional...
Votar nunca pode ser um direito quando legitima crimes políticos, legitima o enriquecimento das elites, lesa os nossos direitos e arruína o país.
Votar seria apenas um direito se servisse para ajudar e proteger, quem vota. Quando o voto serve o interesse de quem te lesa e de quem lesa o país, votar não é um direito, é crime, é ser cúmplice de criminosos.
Manuel Monteiro
Manuel Monteiro, diz que os portugueses fazem “parte de um circo que de anos a anos participa nas eleições”, justificando que “quem manda em Portugal não é o povo” e que o regime democrático em que alegadamente vivemos “é (apenas) um simulacro de democracia”.
Nesta entrevista este 'homem de direita' revela ainda que "pela primeira vez" na sua vida não vai votar, referindo-se às eleições autárquicas.
"Nunca tivemos verdadeiramente sistema feudal em Portugal. Mas hoje temos feudalismo, temos um regime de corporações não assumido mas verdadeiramente detentor do poder político.
Quem manda em Portugal não é o povo. O povo faz parte de um circo que de anos a anos participa nas eleições para vaticinar ou corroborar escolhas previamente feitas pelos grupos corporativos que realmente mandam”. Na opinião de Manuel Monteiro, o “peso” destes grupos é tal que “condicionam as lideranças políticas a admitir excepções aos sacrifícios que são impostos à maioria dos cidadãos”.
A juntar a isto, refere, “os dirigentes partidários” começaram a ser “escolhidos na óptica do treinador, para trazer resultados imediatos” e quando tal não acontece, “é-se substituído”. Opondo-se a esta ‘lógica’(...)
“Eles”, prossegue, “querem ter o dinheiro dos outros que não são políticos e portanto vendem-se” e “deslumbraram-se” mas “com isso perdeu-se a independência”, por isso, “Tenho muitas dúvidas de que a maioria da classe dirigente seja independente”.
(...)não vou votar”. E porquê? “Deixei de acreditar nas revoluções de sangue. Lutei para que as pessoas votassem e se abstivessem, mas comecei a acreditar que a mudança do sistema só é viável, ou por uma profunda vaga de abstenção, ou por uma revolução pacífica”. fonte
AINDA ACHAM QUE VOTAR É UMA ATITUDE CÍVICA?
Cada voto do cidadão, para além de pôr no poleiro os mafiosos que nos (des) governam e lhes garantir salários de luxo para o resto da vida, ainda oferece 1/135 do salário mínimo, actualmente em €485,00, ou seja, cada 135 votos dão 485 euros ao partido!!!) 1 voto = €3,60. Significa que cada cidadão entrega, a todos os partidos votados, o quadruplo dessa importância (€14,40), atingindo uma despesa superior a 70 milhões de euros;
Antes de 2005 caso os votos em branco fossem superior 50 % ou fossem em maior número que os votos do partido mais votado o acto eleitoral era anulado, pelo que teria de haver novas eleições, sendo que os deputados candidatos à AR e os respectivos programas eleitorais dos partidos tinha de ser modificados e haver novas eleições com candidatos diferentes e programas eleitorais diferentes.....
O Voto em branco, desde a última alteração constitucional, passou a ter a mesma leitura do voto nulo.
Por volta de 2002 a 2004 o prémio Nobel, José Saramago em diversas entrevistas apelou para que os portugueses votassem em Branco...
Ora, ele teve esse comportamento porque até aquela data o voto em branco era considerado um voto de protesto ao sistema, tal apelo incomodava os políticos...
Qual a solução arranjada pela Assembleia da Republica?
Em 2005, todos os partidos sem excepção votaram a favor da alteração constitucional, alterando assim a leitura de protesto do voto em branco e dando-lhe o mesmo valor do voto nulo. Em suma, votar em branco ou nulo é não saber votar...
Nem tu, nem ninguém pode dar um sentido diferente ao voto daquele que a lei lhe confere.
Repara que para se fazer uma alteração constitucional é preciso uma maioria de 2/3, neste caso, os 230 deputados estiveram de acordo, quando se trata de defender os interesses dos partidos eles sabem estar de acordo. Nota oficiosa
Para os mais clarividentes, deixo um video de um filósofo, que divaga sobre a humilhação do voto.
"Votar é implorar aos políticos que nos dêem algumas migalhas do que nos roubam."