O Estado do País

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Espanha começou a fazer cortes na despesa pública ainda no final do anterior governo do PSOE, numa altura em que em Portugal a filosofia reinante era gastar ainda mais. Em plena crise financeira, o Sócrates fartou-se de assinar contratos de mais despesa pública.

E com o apoio de boa parte da Academia! É de loucos!
 
Portugal terá tido saldos positivos em condições excepcionais: uma ditadura que excluía grande parte da população com racionamento de géneros básicos e uma guerra mundial que destruía a capacidade produtiva dos concorrentes.
 
Isso é a coisa que mais assusta, e eu com o tempo até começo a perdoar um pouco o Sócrates, pois parece evidente que toda a gente lhe dizia para gastar mais. As nossas universidades estão cheias desses loucos, é preciso que nunca nos esqueçamos que "as SCUT pagam-se a si próprias", os estudos de viabilidade do TGV, etc,etc, tudo saiu da cabeça de brilhantes académicos, cambada de doidos varridos que andam nas nossas universidades, a ensinar os nossos putos.

Por falar nisso, como anda o processo dos economistas (entre os quais uns académicos ilustres da FE da Universidade de Coimbra) contra as agências de rating ?

É o que eu digo .... tudo tem que ser pago, crédito é muito bonito agora, há e tal vou pagando, começo a pagar daqui a x tempo, e existe muito boa gente que contraiu no mesmo agregado imenso crédito.
Crédito para casa, crédito pro carro, crédito para mobilar ..... cartões de créditos pra um lado e para outro.
Assim foi o nosso Estado ao longo de mais de 20/30 anos. Lembro-me de há uns tempos alguém ligado aos EUA dizer " Portugal é um país pobre que gosta de ter brinquedos ricos ".
Vivemos demasiado tempo acima das nossas capacidades ....

O problema da TROIKA não é nos ajudar ..... é aquilo a que eles nos obrigam, porque para eles as pessoas não passam de números, e não ouvem ninguém !
 
Enquanto tivermos défices a nossa dívida aumentará sempre. A Catarina do BE parece achar que estabilizando o défice ficaria tudo bem :D
É um facto.

Se mais cortes são recessivos, claro que são, mas ninguém ainda percebeu quais são as nossas alternativas, a outra fórmula que nos impingiram, gastar mais, não resultou, agravou foi profundamente o nosso problema, andámos uma década nisso.
A alternativa é fazer o país crescer, já dei este exemplo noutro Fórum, baixando os impostos, e repondo a procura interna por forma a que parte do PIB perdido seja recuperado. E o momento ideal para fazer isso, era mesmo agora que ainda estamos com a Troika, pois quando regressar-mos aos mercados não sei não. O ideal é termos muitos a pagar pouco, e não poucos a pagar muito. Fui claro??

A maior parte das pessoas não entende isto, que é básico: se o défice estagnar nos 4 mil milhões de euros, a dívida aumenta 4 mil milhões de euros todos os anos (sem contarmos com os juros). Mesmo que o défice tivesse diminuido para 3 mil milhões, a dívida aumentaria esses 3 mil milhões. É aassim tão complicado de entender?

Mas eu não disse o contrário, o ponto era que de facto, não só não se estabilizou o défice anual, como a dívida pública aumentou ridiculamente com a Troika (em termos percentuais aumentou mais com a Troika do que em quase todo o mandato do Sócas), o que é exactamente o que essa Catarina Martins afirmou.
 
Congelámos todas as obras públicas, houve cortes e aumentos fiscais significativos, mas mesmo assim a dívida continua a derrapar. E porque será ?
foi o que disse há pouco, recessão, se não há procura não pode haver oferta. É óbvio que é impossível tentar balançar um orçamento quando o país está em recessão, pelo menos para mim que até tenho alguma formação na área da Contabilidade não faz qualquer sentido, ao cortares as despesas tens como retorno o impacto macroeconómico desses cortes, ou seja a recessão. O problema é que a Troika exige esses cortes, num contexto em que o estado tem cada vez menos verba dísponivel. O exemplo é o do PIB, em 2009 tinhamos um PIB de 216 mil milhões, o OE deste ano inscreveu apenas 170 mil milhões, o que significa isto, significa que o presente exercício está a gastar menos 40 mil milhões do que há 4 anos atrás. Não seria mais razoável procurar crescer, em vez de tentarmos cortar naquilo em que já não podemos cortar??

O ideal é crescer, e quando digo crescer, nem precisa de ser investimento estatual, mas simplesmente reactivar o mercado interno e deixar que este se regule, pois essa é a única verdadeira maneira de o estado obter aquilo que precisa, que é a receita.

Não me venhas com a conversa do crescimento, isso foi o que o Sócrates fez durante anos, não resultou de todo.
O que Sócrates fez não pode sequer ser classificado como crescimento, foi um despautério, que é algo completamente diferente.
 
É provável que continue a subir marginalmente. Estão a ser pagos subsídios de férias em novembro. Assim que entrar o novo orçamento, a economia cai de novo.

Não está a acontecer nenhum ajustamento estrutural. Está tudo na mesma como estava em 2011 ou 2010.
 
O governo usou a teoria para destruir partes significativas da economia. Não ganhou um cêntimo com isso. Não pagou um cêntimo da dívida. Onde é que está a vantagem que nos prometeram?

Disseram-nos que iam organizar uma razia para expulsar os preguiçosos da administração pública mas este governo já nomeou mais inúteis que o governo anterior.

Por outro lado o programa era para organizar as funções do estado na versão neoliberal mas hoje discute-se o agrafo, a folha de papel e a borracha. Quase todos os sectores estão em greve contra o governo porque não têm condições para trabalhar. Os orçamentos não funcionam com a realidade e a constituição é desculpa pra tudo.

O nível de impostos cobrados ultrapassou largamente o nível anterior apesar da teoria neoliberal da fadiga fiscal e do limite para a cobrança de impostos.

Afinal estamos melhor em que sectores? Mudamos de vida exactamente em quê?
 
E claro o assunto EDP/REN/TAP/CTT e outras privatizações do género. A privatização ia criar mercado por oposição ao controlo estatal que atrofia tudo. Afinal basta mandar uma cartinha e ficam todos amigos.

São muito mais corruptos que o governo anterior.
 
Estas melhorias, estes "milagres" dos números são situações pontuais.

Como é que vamos viver com tanta gente desempregada? O que é que vamos dizer a essas pessoas?

que nunca mais vão arranjar trabalho porque o que faziam antes era a economia velha... e a economia velha acabou? Que raio de teoria económica é esta que se permite excluir partes importantes da população com um simples... desemerdem-se que o subsídio e a pedinchisse acabou!
 
Claro que há ajustamento estrutural, começou até uns anos antes da chegada da Troika.
Brincando um pouco contigo, começou até antes do Maduro ter visões do fantasma de Chávez na Venezuela.

As visões do Maduro estão a ficar um pouco turvas. Se ele não começar a usar o poder que as nacionalizações conferem à economia do país, vai perder as próximas eleições. As coisas levam tempo mas não podem levar tanto tempo.
 
As visões do Maduro estão a ficar um pouco turvas. Se ele não começar a usar o poder que as nacionalizações conferem à economia do país, vai perder as próximas eleições. As coisas levam tempo mas não podem levar tanto tempo.

Mas na Venezuela não se perde eleições ... existe sempre forma de dar a volta á coisa :D
 
E estás satisfeito com isso ? Explica lá melhor o que desejas.
..........


Alguém te prometeu ultimamente uma vida melhor ?

Prefiro acreditar que o Vince refere-se ao facto de isto ser devido a um aumento da carga de impostos, o que todo não é bom .... deviam ser claramente mais baixos, mas neste momento por mais que a oposição diga o contrário e que não teria subido os impostos ... é mentira !

Mas efectuar a fuga aos impostos torna-se imperial ... e prefiro acreditar que o Vince não é daqueles que foge aos impostos, não leves a mal, e que portanto defende que se combata á fraude é concorrência desleal.

Porque eu já vi e ouvi muita coisa nesta vida, vejo aí muita gente com grandes prédios e grandes carros, e pagam tanto de impostos como um zé ninguém, que mal tem dinheiro para comer .... E sim eu sei do que falo !
 
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