Espanha começou a fazer cortes na despesa pública ainda no final do anterior governo do PSOE, numa altura em que em Portugal a filosofia reinante era gastar ainda mais. Em plena crise financeira, o Sócrates fartou-se de assinar contratos de mais despesa pública.
Isso é a coisa que mais assusta, e eu com o tempo até começo a perdoar um pouco o Sócrates, pois parece evidente que toda a gente lhe dizia para gastar mais. As nossas universidades estão cheias desses loucos, é preciso que nunca nos esqueçamos que "as SCUT pagam-se a si próprias", os estudos de viabilidade do TGV, etc,etc, tudo saiu da cabeça de brilhantes académicos, cambada de doidos varridos que andam nas nossas universidades, a ensinar os nossos putos.
Por falar nisso, como anda o processo dos economistas (entre os quais uns académicos ilustres da FE da Universidade de Coimbra) contra as agências de rating ?
É um facto.Enquanto tivermos défices a nossa dívida aumentará sempre. A Catarina do BE parece achar que estabilizando o défice ficaria tudo bem![]()
A alternativa é fazer o país crescer, já dei este exemplo noutro Fórum, baixando os impostos, e repondo a procura interna por forma a que parte do PIB perdido seja recuperado. E o momento ideal para fazer isso, era mesmo agora que ainda estamos com a Troika, pois quando regressar-mos aos mercados não sei não. O ideal é termos muitos a pagar pouco, e não poucos a pagar muito. Fui claro??Se mais cortes são recessivos, claro que são, mas ninguém ainda percebeu quais são as nossas alternativas, a outra fórmula que nos impingiram, gastar mais, não resultou, agravou foi profundamente o nosso problema, andámos uma década nisso.
A maior parte das pessoas não entende isto, que é básico: se o défice estagnar nos 4 mil milhões de euros, a dívida aumenta 4 mil milhões de euros todos os anos (sem contarmos com os juros). Mesmo que o défice tivesse diminuido para 3 mil milhões, a dívida aumentaria esses 3 mil milhões. É aassim tão complicado de entender?
foi o que disse há pouco, recessão, se não há procura não pode haver oferta. É óbvio que é impossível tentar balançar um orçamento quando o país está em recessão, pelo menos para mim que até tenho alguma formação na área da Contabilidade não faz qualquer sentido, ao cortares as despesas tens como retorno o impacto macroeconómico desses cortes, ou seja a recessão. O problema é que a Troika exige esses cortes, num contexto em que o estado tem cada vez menos verba dísponivel. O exemplo é o do PIB, em 2009 tinhamos um PIB de 216 mil milhões, o OE deste ano inscreveu apenas 170 mil milhões, o que significa isto, significa que o presente exercício está a gastar menos 40 mil milhões do que há 4 anos atrás. Não seria mais razoável procurar crescer, em vez de tentarmos cortar naquilo em que já não podemos cortar??Congelámos todas as obras públicas, houve cortes e aumentos fiscais significativos, mas mesmo assim a dívida continua a derrapar. E porque será ?
O que Sócrates fez não pode sequer ser classificado como crescimento, foi um despautério, que é algo completamente diferente.Não me venhas com a conversa do crescimento, isso foi o que o Sócrates fez durante anos, não resultou de todo.
Alguém te prometeu ultimamente uma vida melhor ?
Claro que há ajustamento estrutural, começou até uns anos antes da chegada da Troika.
Brincando um pouco contigo, começou até antes do Maduro ter visões do fantasma de Chávez na Venezuela.
As visões do Maduro estão a ficar um pouco turvas. Se ele não começar a usar o poder que as nacionalizações conferem à economia do país, vai perder as próximas eleições. As coisas levam tempo mas não podem levar tanto tempo.

E estás satisfeito com isso ? Explica lá melhor o que desejas.
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Alguém te prometeu ultimamente uma vida melhor ?