Esta semana, duas criaturas com os seus 30 e muitos anos, dirigiram-se ao meu local de trabalho, e pediram que lhes "carimbasse" umas folhas. Não estava a perceber patavina da conversa, até que me deparo com folhas do centro de emprego. Mandei-as ir dar uma curva, e as mesmas mostraram-se bastante indignadas.
Já tinha ouvido falar de acontecimentos deste tipo de ocorrências, mas nunca pensei que fossem tão descaradas.
Nunca ninguém contabilizou o número de desempregados que estão inscritos no centro de emprego, mas que continuam a "ganhar por fora"? Ou acham que simplesmente as pessoas deixaram de procurar emprego e vivem agora ar?
Há quem tenha qualificações muito superiores e nem sequer num supermercado consiga emprego.
Quero ainda deixar a seguinte nota. No final de Outubro fui 2 dias ao norte apanhar castanhas para familiares e amigos. E deparei-me com uma corrida à castanha como eu nunca vi. A procura era tanta que nem se conseguia chegar com as castanhas a casa. Resultado, além dos 50kg a que me havia proposto, ainda apanhei e vendi o suficiente para pagar a viagem, portagens, refeições e ainda sobrou. 2 dias... Imagino quem tirou duas semanas para a apanha da mesma.
O mesmo para os miscaros e nozes, embora disso eu não tenha.
Os três homens, com idades entre os 22 e os 33 anos, foram detidos numa operação da PJ e da GNR de Serpa e Moura, na sequência da denúncia feita por 24 trabalhadores no dia 1 de Novembro junto da PJ de Lisboa e Embaixada da Roménia e uma queixa no posto da GNR de Serpa, alegando a escravização de que estavam a ser alvo na apanha da azeitona.
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Seguranca/Interior.aspx?content_id=3530346

